Toada de Portalegre
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros,
Morei numa casa velha,
Velha, grande, tosca e bela,
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela [...]
[...] Lá num craveiro que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Poisou qualquer sementinha
Que o vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Achara no ar perdida,
Errando entre terra e céus...,
E, louvado seja Deus!,
Eis que uma folha miúdinha
Rompeu, cresceu, recortada,
Furando a cepa cansada
Que dava cravos sem vida [...]
[...]E era então que sucedia
Que em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros,[...]
[...]- A minha acácia crescia.
Vento soão!, obrigado
Pela doce companhia
Que em teu hálito empestado,
Sem eu sonhar, me chegava!
E a cada raminho novo
Que a tenra acácia deitava,
Será loucura!..., mas era
Uma alegria
Na longa e negra apatia
Daquela miséria extrema
Em que eu vivia,
E vivera,
Como se fizera um poema,
Ou se um filho me nascera.
José Régio
terça-feira, 25 de maio de 2004
Ainda não fui à Feira do Livro
Pois é, a peregrinação anual ainda não começou este ano.
Adoro aquela rotina de ir no primeiro dia para ver, no segundo para localizar, no terceiro para comprar, e algum mais só para passear. A alegria do cansaço depois, porque já tenho um fornecimento de tesouros tão desejados para uns tempos.
Adoro ler. Adoro livros. E a Feira do Livro enche-me a alma.
Estou tão lamechas...ainda por cima não pára de chover aqui por Portalegre.
Adoro aquela rotina de ir no primeiro dia para ver, no segundo para localizar, no terceiro para comprar, e algum mais só para passear. A alegria do cansaço depois, porque já tenho um fornecimento de tesouros tão desejados para uns tempos.
Adoro ler. Adoro livros. E a Feira do Livro enche-me a alma.
Estou tão lamechas...ainda por cima não pára de chover aqui por Portalegre.
segunda-feira, 24 de maio de 2004
Notícia de extrema importância
Acabo de chegar a Lisboa e apercebo-me agora o quanto estive desligada do mundo que me rodeia: perdi uma das notícias mais importantes do mês. Noticiam os jornais da especialidade que o Fernando Couto poderá vir para o Benfica. Verdade seja dita, o azul do F.C.Porto fica-lhe muito melhor, mas o Estádio da Luz fica mais perto da minha casa... Enquanto os boatos não se confirmam, vou formulando argumentos que o pudessem convencer a ficar a viver cá em casa. A minha família está rendida: o meu pai teria com quem discutir futebol, a minha mãe teria alguém para alimentar com os seus belos petiscos e eu teria alguém com quem conversar sobre assuntos sérios e interessantes como política internacional, música, cinema, teatro, literatura...
Sem certezas da eficácia do poder de persuasão dos meus argumentos, sempre posso recorrer ao rapto, não?
Sem certezas da eficácia do poder de persuasão dos meus argumentos, sempre posso recorrer ao rapto, não?
domingo, 23 de maio de 2004
Em transe traumático...
Uma "so-called" amiga mandou-me um email com um jogo musical (pavoroso). Atingi o nível "Admirável" (70%), não consigo sair daqui e isso deprime-me profundamente. Há que admitir que os bonecos não são brilhantes, saliento as semelhanças dos u2, dos queen e da cristina aguilera, mas fico frustrada na mesma por não conseguir acabar isto, nem poder saber a solução. Se alguém chegar ao fim que me ajude. Neste momento prometo vingar-me nos amigos e esperar que tenham uma performance ainda pior. Uma rapariga tem que se alegrar com algo.
sábado, 22 de maio de 2004
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