a dizer que hoje é dia da música. Cá também ou nós não usamos disso em Portugal?
Seja como for decidi acabar de fazer a base de dados dos meus cds - que iniciei há já alguns meses - vou em 200 e estou um bocadinho farta, mas é a única maneira de conseguir perceber o que tenho e de não perder uns quantos pelo caminho em empréstimos sem devolução.
Pela "minha" música, vou continuar a diminuir a pilha dos "ainda não inseridos".
terça-feira, 22 de junho de 2004
segunda-feira, 21 de junho de 2004
Momento do dia
A gargalhada do Dustin Hoffman no anúncio do Audi A6. E ainda para mais com o Mrs. Robinson como banda sonora.
Adoro o The Graduate, o filme e o actor, isso já para não falar na Anne Bancroft!
Adoro o The Graduate, o filme e o actor, isso já para não falar na Anne Bancroft!
Quando não dizemos nada...
Não sei o que queres dizer quando não dizes nada. Não me ensinaste, ao longo de todo este tempo, a descodificar cada olhar, cada ruga na testa, cada sorriso. Nunca te direi a falta que me fazes, quantas vezes te quis procurar e quantas vezes falhei em mostrar-te o meu afecto. Sabes como sou cobarde. Se te dissesse agora tudo o que quiseste ouvir, irias ceder? Eu prometia-te não fugir e talvez ao fim da noite pudesses dizer-me o que se esconde por trás desse sorriso.
Sing me something new
Acordo com um sorriso nos lábios quando uma voz familiar vinda do rádio me diz que o Tim Booth vai, dentro de minutos, dar uma entrevista e tocar algumas das suas músicas novas. Tomo banho às pressas, visto-me de forma desastrada e ele ainda não chegou. O sorriso vai desaparecendo. Maldita aula de espanhol.
domingo, 20 de junho de 2004
Diz a Jessica
telegrama da comemoração
Marcámos, ganhámos, passámos! Jogo de sofrimento, golo de emoção, vitória justa! STOP
Marcámos, ganhámos, passámos! Jogo de sofrimento, golo de emoção, vitória justa! STOP
OK! Do You Want Something Simple?
Tinha um cravo no meu balcão;
Veio um rapaz e pediu-mo
- Mãe, dou-lho ou não?
Sentada, bordava um lenço de mão;
Veio um rapaz e pediu-mo
- Mãe, dou-lho ou não?
Dei um cravo e dei um lenço,
Só não dei o coração;
Mas se o rapaz mo pedir
- Mãe, dou-lho ou não?
Eugénio de Andrade, Poesia e Prosa
Eu responderia: Pensa bem se ele vale a pena.
Veio um rapaz e pediu-mo
- Mãe, dou-lho ou não?
Sentada, bordava um lenço de mão;
Veio um rapaz e pediu-mo
- Mãe, dou-lho ou não?
Dei um cravo e dei um lenço,
Só não dei o coração;
Mas se o rapaz mo pedir
- Mãe, dou-lho ou não?
Eugénio de Andrade, Poesia e Prosa
Eu responderia: Pensa bem se ele vale a pena.
Cor?
Qual é a cor da dúvida?
A esperança sabemos que é verde. Diz-se que o amor toma para si o vermelho rubro. Os sonhos devem ser cor-de-rosa para serem bonitos. E o medo é amarelo. Para os anglófonos a tristeza é azul, enquanto que na nossa língua dir-se-ia que se tem uma nuvem negra no coração.
Então e a dúvida? Que cor terá? Alguém me pode responder?´
É que não sei como pintar as minhas...
A esperança sabemos que é verde. Diz-se que o amor toma para si o vermelho rubro. Os sonhos devem ser cor-de-rosa para serem bonitos. E o medo é amarelo. Para os anglófonos a tristeza é azul, enquanto que na nossa língua dir-se-ia que se tem uma nuvem negra no coração.
Então e a dúvida? Que cor terá? Alguém me pode responder?´
É que não sei como pintar as minhas...
Se fosse à hora a que as televisões transmitem os filmes em Portugal
o Harry nunca teria conhecido a Sally.
Estava eu ontem a preparar-me para ir para a cama, que é uma coisa que leva o seu tempo e vejo que vai começar o When Harry Met Sally. Dei por mim a pensar: "Nem penses que te vais pôr a ver um filme que começa às 2h da manhã, ainda por cima já viste isto duas ou três vezes. Vai mas é para a cama porque o teu mal é sono." O problema é que eu não resisto a uma comédia romântica com a Meg Ryan. Podem chamar-me pirosa ou o que quiserem, mas para mim não há Jennifer Aniston, Sandra Bullock ou quem seja que consiga bater a menina dos mil sorrisos.
Há uma cena histórica neste filme que mesmo os que o não viram conhecem perfeitamente, mas a cena seguinte, a do baile da noite de passagem de ano, e as mudanças de expressão dos actores à medida que a música avança, é uma predilecção.
E fiquei a ver. (Ainda bem que não era o Sleepless in Seattle ou teria ido para a cama lavada em lágrimas. Sei que não faz sentido, mas é dos poucos filmes que me fazem chorar.)
E deitei-me tardíssimo. Mas deitei-me com um sorriso nos lábios e com aquela sensação boa de que o mundo é cor-de-rosa apesar de tudo, e que sejam quais forem os obstáculos a nossa vida tem sempre a hipótese de um happy ending.
Não fazia ideia de como sentia falta de uma comédia romântica. É bom ver filmes que nos alegram o coração, ainda que nos obriguem a ficar acordados pela noite dentro.
Estava eu ontem a preparar-me para ir para a cama, que é uma coisa que leva o seu tempo e vejo que vai começar o When Harry Met Sally. Dei por mim a pensar: "Nem penses que te vais pôr a ver um filme que começa às 2h da manhã, ainda por cima já viste isto duas ou três vezes. Vai mas é para a cama porque o teu mal é sono." O problema é que eu não resisto a uma comédia romântica com a Meg Ryan. Podem chamar-me pirosa ou o que quiserem, mas para mim não há Jennifer Aniston, Sandra Bullock ou quem seja que consiga bater a menina dos mil sorrisos.
Há uma cena histórica neste filme que mesmo os que o não viram conhecem perfeitamente, mas a cena seguinte, a do baile da noite de passagem de ano, e as mudanças de expressão dos actores à medida que a música avança, é uma predilecção.
E fiquei a ver. (Ainda bem que não era o Sleepless in Seattle ou teria ido para a cama lavada em lágrimas. Sei que não faz sentido, mas é dos poucos filmes que me fazem chorar.)
E deitei-me tardíssimo. Mas deitei-me com um sorriso nos lábios e com aquela sensação boa de que o mundo é cor-de-rosa apesar de tudo, e que sejam quais forem os obstáculos a nossa vida tem sempre a hipótese de um happy ending.
Não fazia ideia de como sentia falta de uma comédia romântica. É bom ver filmes que nos alegram o coração, ainda que nos obriguem a ficar acordados pela noite dentro.
sábado, 19 de junho de 2004
sexta-feira, 18 de junho de 2004
A propósito do post anterior
Ao tornar pública a minha "paixão" pelo Gonçalo Mendes Ramires, importa referir que estou apenas a seguir um dos dez Direitos Inalienáveis do Leitor estabelecidos por Daniel Pennac no seu livro Como Um Romance. São eles:
1) O direito de não ler;
2) O direito de saltar páginas;
3) O direito de não acabar um livro;
4) O direito de reler;
5) O direito de ler não importa o quê;
6) O direito de amar os "heróis" dos romances;
7) O direito de ler não importa onde;
8) O direito de saltar de livro em livro;
9) O direito de ler em voz alta;
10) O direito de não falar do que se leu.
Serão estes direitos alienáveis para vocês, amadores de literatura?
1) O direito de não ler;
2) O direito de saltar páginas;
3) O direito de não acabar um livro;
4) O direito de reler;
5) O direito de ler não importa o quê;
6) O direito de amar os "heróis" dos romances;
7) O direito de ler não importa onde;
8) O direito de saltar de livro em livro;
9) O direito de ler em voz alta;
10) O direito de não falar do que se leu.
Serão estes direitos alienáveis para vocês, amadores de literatura?
Imperfeições
Tenho uma pequena tendência para gostar daquilo que alguns poderão considerar as imperfeições dos outros. Não será o dom de ver qualidades onde os outros vêm defeitos, é apenas uma disposição para apreciar aquilo que outros normalmente não apreciam. É gostar num homem que use óculos, por mais bizarros que sejam, gostar das usas camisas, ainda que algumas sejam muito feias, gostar da sua carequinha extemporânea ou do seu cabelo permanentemente desgrenhado, da barriguinha proeminente ou do riso exagerado como um desenho animado. É gostar sempre da personagem mais tonta nos filmes ou nas séries. É apaixonar-me por uma personagem cheia de defeitos. O Gonçalo de A Ilutre Casa de Ramires (Eça de Queiroz) é, para mim, absolutamente arrebatador. O Fidalgo da Torre parece ter em si todos os defeitos, mas até mesmo a sua cobardia, a sua ambição desmedida ou a sua desonestidade eu considero encantadoras. Por que razão me encantam tanto as imperfeições dos outros? Para ser sincera, não sei. Talvez espere que os outros saibam apreciar as minhas imperfeições também.
Piscina todo o dia
nem sabe o bem que lhe fazia!
(já tenho um bocadinho mais de cor, queridas saias here I come)
(já tenho um bocadinho mais de cor, queridas saias here I come)
Imperativo categórico
Se vissem o vosso vizinho mal-educado e antipático num café, a beber calmamente uma garrafa de água, teriam coragem de lhe dizer que o carro que ele deixou estacionado mesmo ali em frente está a descer a rua sozinho?
Unreasonable sibling
Tenho de aprender a não dar importância ao que diz uma pessoa que tem vinte e nove anos e mentalidade de uma criança de quatro. Em tantos anos de coexistência, já devia ser expert nestes assuntos.
terça-feira, 15 de junho de 2004
Impotência
Há dias em que nem todo o carinho do mundo é suficiente. Há dias em que o medo nos supera. Há dias em que ninguém, nem mesmo aqueles que mais gostam de nós, consegue tirar-nos do quarto escuro da nossa mente. Há dias em que o mundo está ainda mais contra nós.
Nesses dias os que nos amam sentem-se as piores pessoas de toda a Humanidade, porque não são capazes de nos proteger de nós mesmos, porque nenhuma palavra nos toca e nenhuma ternura chega ao nosso coração.
Hoje estou assim, impotente, nada do que digo acerta, nada do que faço consegue um sorriso. Apesar de me ter munido de todo o meu amor ele foi rejeitado e eu não me sinto nem injustiçada, nem triste, nem magoada. A impotência apoderou-se da minha alma e do meu coração, e só quando me garantires que passou o medo e que o momento mau já não está cá é que poderei de novo respirar. Agora só quero mimar-te, refugiar-te nos meus braços para que o medo não te veja e te deixe em paz.
Nesses dias os que nos amam sentem-se as piores pessoas de toda a Humanidade, porque não são capazes de nos proteger de nós mesmos, porque nenhuma palavra nos toca e nenhuma ternura chega ao nosso coração.
Hoje estou assim, impotente, nada do que digo acerta, nada do que faço consegue um sorriso. Apesar de me ter munido de todo o meu amor ele foi rejeitado e eu não me sinto nem injustiçada, nem triste, nem magoada. A impotência apoderou-se da minha alma e do meu coração, e só quando me garantires que passou o medo e que o momento mau já não está cá é que poderei de novo respirar. Agora só quero mimar-te, refugiar-te nos meus braços para que o medo não te veja e te deixe em paz.
Incorrecções
As novas listas provisórias de graduação de professores foram elaboradas de forma "exemplar", afirma o Secretário de Estado da Administração Educativa, Abílio Morgado. "Nunca em Portugal terão existido listas tão sólidas como estas", acrescentou. Com tanta transparência, por que razão continuam a existir erros na transposição dos dados dos boletins de candidatura para o sistema? Como se justifica, então, que o número de professores excluídos da lista tenha quintuplicado em relação a 2003/2004? Estou a chegar à conclusão que, em tantos anos a estudar, não me souberam ensinar o mais básico: ler, e simultaneamente, compreender e extraír significado... Se não consigo sequer preencher um impresso, por que motivo continuo a insistir em ser professora de Português?
segunda-feira, 14 de junho de 2004
Achei que vocês deviam saber
Assim se explica tudo, são mesmo problemas de visão. Já dizia o grande poeta inglês "Beauty is in the eye of the beholder".
(Ainda há esperança!!)
(Ainda há esperança!!)
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