domingo, 8 de agosto de 2004

Os "eligible bachelors" são uma espécie em extinção

Meninas, sabem onde se esconde esta espécie rara? Contribuições na caixinha aqui em baixo.
(E se aparece algum, como é que o dividimos?)

sábado, 7 de agosto de 2004

A ver o dia passar



Há dias assim. A preto e branco (como as minhas fotografias favoritas), em que vejo o tempo passar da minha janela. Dias nem bons nem maus, nos quais se dorme muito mas os acontecimentos de noites anteriores não nos deixam descansar, nem sonhar.

sexta-feira, 6 de agosto de 2004

As crianças de 3 anos já não são o que eram

Na última tarde que passo com o Bruno antes das férias e do início da "escolinha", brincamos e cantamos como sempre fizemos nestes três anos. De repente pergunta-me:
"Que estás a fazer, miúda?"
Tento conter o riso iminente e respondo:
"Estou a morder-te o braço, posso?"
A resposta é óbvia:
"Não, tenho de chegar inteiro a casa."
É sempre mais fácil despedirmo-nos com uma gargalhada.

Porque é que eu gosto dele?



Telegrama de um jornalista para Cary Grant:
"How old Cary Grant?"

Resposta:
"Old Cary Grant good how you?"

Glup glup glup tchiim pum

Fui a um espectáculo de Poesia Sonora. Não perguntem...
Aprendi coisas:
"O som do sangue nas veias" (shlop shlop)
"O som das palavras na frase" (tchhhhh)
Hã?
Pois.
Ainda estou um bocado atarantada...

Memórias fotográficas

Tento pôr ordem nas fotos da minha sobrinha e dou por mim a pensar que as fotografias são espelhos onde revemos o passado. Tirar uma foto é guardar para sempre um momento, um lugar, uma pessoa especial. Preparar a máquina, perceber qual a altura ideal para disparar e depois esperar pela revelação para ter nas mãos recordações de papel. Gosto de segurar a fotografia, olhá-la até saber todos os pormenores e conseguir reconstituir os instantes que culminaram naquela imagem. Rever o álbum mais antigo ou as fotos das últimas férias são oportunidades para reviver emoções. Talvez seja por isso que gosto tanto de fotografias.

quinta-feira, 5 de agosto de 2004

Alguém me explica

por que raio é que o contador de comentários quando passa um novo mês e os posts são arquivados volta a zero mesmo tendo comentários???

É que eu não percebo mesmo nada de nada de computadores.

Não sei se vou a tempo mas...

é "Teresinha", chama-se "Teresinha" a canção, exactamente como a personagem que lhe deu voz na magistral Ópera do Malandro. Chico no seu melhor!

quarta-feira, 4 de agosto de 2004

Acho que lhe vou dar uma segunda oportunidade

(Limpezas de verão, arrecadação por baixo das escadas, muito pó, paredes a pintar, o habitual)
Eu - Estás aqui? Nem imaginas como te tinha procurado!
L.A. (silêncio)
Eu - Decidi tentar de novo. Vou voltar a pegar-te e ver se consigo fazer alguma coisa contigo.
L.A. (silêncio)
Eu - Ao fim de tantos anos já me passou o trauma. Sempre foste o meu calcanhar de Aquiles, sabes?
L.A. (silêncio)
Eu - Mariiiiiiiiiaaaa, encontrei o meu Livro de Alemão!

Quem não leu?

Todos lemos, na infância, O Diário de Anne Frank. Todos a acompanhámos na clausura como se esta fosse nossa e todos nos chocámos quando foi encontrada pelos alemães, faz hoje 60 anos.

The portuguese way

Será que é mesmo necessário correr de serviço público para serviço público para conseguir tratar de um mísero registo? Já lá vão seis vezes a correr de um lado para o outro e ainda não acabou por aqui. Adoro a burocracia à portuguesa.

Fraqueza

Falo de ti como se falasse de uma pessoa qualquer, mas sei que minto. Tento enganar-me, enganar os outros, como se não soubesse o que se esconde por detrás de cada palavra. Volto à falta de coragem que me caracteriza quando o assunto é assumir sentimentos. Prefiro magoar os outros e dizer-lhes que não gosto deles do que magoar-me e reconhecer que gosto de ti. É o caminho mais fácil, porque é o único que conheço. Não sei por que insisto em segui-lo quando sei que não me leva a lado nenhum. Devo desistir de caminhar ou simplesmente deixar de pensar em ti?

terça-feira, 3 de agosto de 2004

Querido Waldorf:

Esta é uma das dúvidas que mais inquietam a Humanidade, e à qual apenas tu e outra pessoa estão habilitados para responder. Por isso peço-te o favor de me responderes sem demagogias nem atitudes politicamente correctas, nós temos o direito de saber.
Afinal qual é qual? És o velhote da melena branca ou o carequinha? É que já não é a primeira vez que nos baralhas com as informações que forneces. Isso é lá maneira de tratar os fãs.

Já agora, vejo que vens todo giraço e moreninho das férias. Welcome back! Já tinhamos saudades.



(Nas minhas investigações para tentar encontrar respostas sem incomodar encontrei isto, o que acham? Como sei que vou receber um milhão de emails a perguntar onde comprar e ainda por cima sou eficiente, está aqui)

Sou tudo o que aprendi

Uma das coisas mais importantes da amizade é a possibilidade de partilhar e aprender. Infelizmente, em quase dez anos de amizade, nunca aprendi a ter a segurança da Sofia.

segunda-feira, 2 de agosto de 2004

E foi uma surpresa?

É o que dá o facilitismo. Se não lhes fizessem a papinha toda até chegar aos exames, os meninos não emperravam tanto ao chegar à prova.
É muito bonito saber que até na nossa língua a média é negativa e depois admiram-nos os "hadem" e os "individu-os" que encontramos por aí.

Eu também tenho um Misha

Tal como a Isadora eu também não me lembro da questão do desaparecimento nos céus do "Misha dos Jogos Olímpicos" (como eu lhe chamava). Lembro-me sim de adorar o meu boneco, de ver os desenhos animados e de ouvir incessantemente o disco da série que continuo a guardar como um tesoro.
As conotações políticas só as entendi muito mais tarde e sinceramente não me parecem ter muita importância perto das recordações dos milhões de brincadeiras que partilhei com o meu amiguinho, que me ensinou as cores e os significados dos anéis olímpicos.

Mas há ainda outra coisa que me fez guardar este brinquedo com tanto carinho. Li algures (e isto não sei se é verdade) que foi o meu outro Misha favorito que deu nome ao bichinho de peluche. Sim o Barishnikov, aquele bailarino que me enamorou desde que o vi pela primeira vez num dos video de ballet que a minha madrinha me obrigava a ver e que tanto me aborreciam. Mas a leveza, a elegância e a irreverência daquele homem deixaram-me vidrada.
Seja verdade ou mentira, eu quero acreditar que é assim, que o meu Misha particular foi baptizado em homenagem ao outro Misha, o que dança... e como dança!

A paixão de uma vida: Os Musicais 2

Eu queria mesmo, mesmo, mesmo ir ver o Cats ao Coliseu em Outubro.



Para alguém como eu com uma verdadeira paixão pelo teatro musical perder esta oportunidade de ver a encenação original de Andrew Lloyd Webber (que já nem em Londres está) será uma perda irreparável.
Maninha diz-me se ainda te apetece ir, temos que comprar os bilhetes. Alguém mais vem?

domingo, 1 de agosto de 2004

Planos para cumprir

Que fascínio pode exercer sobre nós uma cidade que não conhecemos? Será apenas a questão cultural o que me chama? A vontade de ver as ruas, os museus, as pessoas? Há dois anos que penso em aproveitar uns dias para me perder a conhecer tudo isto. Decido agora que vou a Barcelona antes que este encantamento se quebre. Alguém quer vir?

Crónica de um domingo qualquer

Adormecer ao meio dia e acordar para almoçar às quatro da tarde faz-me pensar que perdi qualquer coisa importante que aconteceu durante o dia. É pena. Nos últimos tempos tenho perdido muitas coisas quase sem dar por isso. Como a oportunidade de estar calada, por exemplo.

Love actually is all around

Deito-me às duas e meia da manhã absolutamente extasiada com o Love Actually e os extras do DVD. Rever o filme comentado pelo Richard Curtis (argumentista e realizador), pelo Hugh Grant (o PM), pelo Bill Nighy ( a estrela de rock decadente) e pelo Thomas Sangster (o menino de dez anos com problemas de amor) é o suficiente para todo este arrebatamento.