sexta-feira, 17 de setembro de 2004

Reencontros Virtuais

Houve noites em que só de madrugada nos deitavamos para conversar. Sem nos conhecermos havia qualquer coisa que nos unia e nos fazia falar de tudo só para não nos separarmos. Depois isso acabou. Agora voltaste e foi bom saber que não me esqueceste. Bem-vindo de volta.

Just wondering

Há quem diga que sou tonta por te querer assim. Mas há outra maneira de te amar que não seja esta? Ninguém sabe o que eu sei de ti, mesmo sem que mo tivesses contado. E depois de o saber, é possível não te querer ainda mais?

À luz de Joan Manuel Serrat

Através de uma agradável visita que nos fizeram hoje descobri este blog. Li quase tudo e lembrou-me uma canção. Uma canção que voa e que tem nome de mulher. Dizem assim os meus versos favoritos:
[...] Tus recuerdos son
cada día más dulces, el olvido sólo se llevó la mitad
y tu sombra aún
se acuesta en mi cama
con la oscuridad
entre mi almohada
y mi soledad
[...]
Esta é para mim uma das imagens mais tristes e ao mesmo tempo mais belas na música do mundo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2004

Sinestesias

Há sabores que não se esquecem de tão macios. Ainda posso sentir o cheiro do teu olhar e, cada vez que fecho os olhos, vejo a cor dos segredos que me dizias junto ao pescoço.
Apuro os sentidos e recordo: doce, a tua pele é doce!

Teorias

Há coisas tão más, tão más, que se tornam boas.

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

Sense or Sensibility

Aos 16 anos li este livro e achei que a Jane Austen tinha escrito sobre mim. Tenho as versões inglesa e portuguesa da obra, o filme e a série da BBC. Agora, olhando para trás, vejo o quanto mudei.

E derreti-me

Há uns meses dedicaram-me uma serenata com uma canção (que encontrei aqui) da qual só conhecia as duas primeiras estrofes.

Os teus olhos
Negros, negros
São gentios
São gentios da Guiné.

Ai da Guiné
Por serem negros
Da Guiné por serem negros
Gentios por não terem fé.

Não são negros, são castanhos escuros... e nessa noite não olhavam para o dono da voz que se ouvia, derretiam-se por aquele que não o deixava cantar.

terça-feira, 14 de setembro de 2004

O Monte

Passeando pela blogosfera encontrei esta preciosidade. Pedi licença à autora para pendurar o quadro no Figuras e assim "alindar" a decoração.

Este não é o meu Alentejo. O "meu" Alentejo foi pintado em tons de verde e serra, e tem água, muita água. Mas ainda assim esta imagem fala-me ao coração. São as cores da terra e do sol que me correm nas veias e me emocionam.
Muito obrigada pela oferta, querida Isabel.

Achtung

Cuidado com o Bagão!

segunda-feira, 13 de setembro de 2004

Coisas do Demo I



É impossível não ter vontade de comer a caixa toda... Mas como a gula é um pecado mortal e eu sou uma boa mocinha, o melhor é penitenciar-me para afastar os pensamentos sujos. Vade retro!

Sangue "azulado"???

Ontem na rua preparava-me para escutar a lenda do baptismo dessa grande localidade que é Caxias, quando o contador de histórias emite a seguinte mensagem:
"- Era uma vez um rei da nobreza que queria comer uma chavala..."
Não há lenda que supere esta introdução.

Wilkommen, bienvenue, welcome

Morreu hoje aos 76 anos Frank Ebb, o autor das letras de Musicais como Chicago, Cabaret e o lendário New York, New York.
Na minha condição de apaixonada pelo teatro musical tinha que sublinhar a data e prestar a devida homenagem.

Sabem o que é anti-climax?

É andar a planear ir a um concerto há 3 meses e no próprio dia o cantor adiar o evento, sem explicação aparente.

Ganda lata!

Diz-me a minha companhia blogueira que está (ainda) de pijama, sentada no sofá a ver Os Maias (sim veio visitar-me este fim-de-semana):
"- Tens que ir escrever no blog para a malta aparecer!"

Parece que o blog é só meu, há que ter latosa. Booolas!

sexta-feira, 10 de setembro de 2004

Agradecimentos devidos

É necessário, para não dizer mesmo obrigatório, deixar aqui um agradecimento ao meu querido R. (o meu anjinho).
Obrigada amigo por teres vindo diariamente publicar os posts que tinhamos deixado escritos antes de partir para a cidade-luz para não deixarmos os nossos leitores totalmente abandonados. És um doce!

Leitorzinhos/as

Aqui deixo os recuerdos fotográficos dos monumentos que vimos na nossa visita a Paris.


A Jessica anda um bocado camera-shy e como ela é maior que eu, tenho que me remeter à minha insignificância (sim, chama-se medo, muito medo).


Mas na verdade o sitio onde passamos mais tempo foi mesmo aqui, no Nível 1 para se quiserem ver. É que ao contrário do que a maioria pensa, fomos trabalhar, infelizmente não foram férias.

quarta-feira, 8 de setembro de 2004

Oh não!

O que é pior? A sobrinha da minha amiga João cantar "coisinha sexy", ou a minha fazer birra para ouvir o "dragostea-não-sei-quantos" no carro, over and over again? Já não se pode confiar num irmão para educar uma sobrinha.

O essencial de Paris

Voltámos. O Eusébio trouxe-nos até Lisboa. Pessoalmente, preferia que tivesse sido o Fernando Couto, mas o Eusébio não esteve mal. Paris é uma loucura, tirámos quase tantas fotografias como o grupo de chineses que assistia divertido à detenção de três pessoas nos Champs Elysées. Vimos a Torre Eiffel à noite e felizmente tínhamos o M. ao lado para nos explicar por que motivo Paris é conhecida como "cidade-luz". Também vimos o Arco do Triunfo, pelo menos umas vinte vezes, o que deve ter compensado o facto de não termos visto o Louvre. Consegui envergonhar a mafaldinha no restaurante japonês, roubámos croissants do hotel para o meu irmão e rimo-nos até cair para o lado, tal era o desespero no meio de tantas pochettes-valises. Ainda pensámos em ficar por lá e dormir no parapeito de uma janela, agarradas a um carneirinho de peluche, mas como sabíamos que vocês iam ter saudades, resolvemos voltar. Sentiram a nossa falta?
(Se for necessário mintam, mas pelo menos escrevam que sim na caixinha de comentários...)

segunda-feira, 6 de setembro de 2004

Ladies and gentlemen this is you captain speaking...

Ainda sob o jugo pernicioso das israelitas na cidade luz, mas por pouco tempo. Menos mal que é Paris, imaginem que nos tocava Ayamonte.
Lisboa here we come.

Jessica & mafaldinha

domingo, 5 de setembro de 2004

Dessinez-moi un mouton

É uma das poucas frases que ainda sei dizer em Francês sem ter que me esforçar muito. Deve ser porque os livros que são essenciais ficam sempre na nossa memória e no nosso coração.