O meu príncipe encantado deve ser um sapo. Só assim se explica que ele ainda não tenha chegado. Um sapo aos pulinhos anda muito mais devagar do que um príncipe num cavalo.
quinta-feira, 10 de março de 2005
quarta-feira, 9 de março de 2005
À descoberta do leitor
De vez em quando penso nas pessoas que nos vêm ler. Não as consigo definir, nem pôr-lhes cara. Tenho curiosidade... muita... Mas o fascínio também está aí, em não vos conhecer.
Às vezes gostava de ter um qualquer poder mágico que me fizesse ver-vos por um bocadinho. Ver sorrisos e caras sérias. Ouvir insultos e (espero) algum elogio. Queria poder descobrir as vossas razões para aqui virem ou para deixarem de nos visitar por algum tempo. Saber do que mais gostam e do que vos desagrada. De ter a oportunidade de partilhar as gargalhadas e as lágrimas e os silêncios.
Mas o que eu mais gosto é de sentir que em cada um há um amigo, ora meigo ora ríspido, ora apaziguador ora irritado, sempre atento e atencioso, que hesita em se meter em coisas demasiado privadas mas nunca rejeita uma provocação.
Obrigada a tod@s!
terça-feira, 8 de março de 2005
Todos os dias são o nosso dia...
... mas se há que celebrar o dia de hoje, para mim é assim.
Me amarás, te querré, te daré comprensión
Te odiaré, lloraré, sufriré con dolor
Mentirás, fingiré
Y por amor soy lo que soy
Una Mujer!
(Chenoa, Soy Mujer)
Me amarás, te querré, te daré comprensión
Te odiaré, lloraré, sufriré con dolor
Mentirás, fingiré
Y por amor soy lo que soy
Una Mujer!
(Chenoa, Soy Mujer)
Protec-quê?
Só me consigo rir quando ouço pessoas a protestar por serem super-protegidas.
Só se queixa de super-protecção quem não sabe o que é a indiferença.
Só se queixa de super-protecção quem não sabe o que é a indiferença.
Ainda sobre o amor
segunda-feira, 7 de março de 2005
domingo, 6 de março de 2005
sábado, 5 de março de 2005
Problema de Expressão
Os poetas dão-se pelas palavras, os pintores têm nas cores o seu canal, os realizadores resumem num plano a vida inteira, os actores fazem das personagens o meio. E o cantor expressa-se através do seu instrumento: a voz.
Não tenho jeito com as palavras e as cores nunca foram o meu forte. O meu momento mágico era o acto da entrega plena em que os lábios se separavam e os sentimentos fluíam em cada nota. Era a minha forma de comunicar.
A voz é um dom, mas as cordas vocais são um músculo que, como qualquer outro, se não é trabalhado deixa de funcionar em pleno. O "meu dom" está perro. Os agudos fugiram-me e não apareceram novos graves para os substituir.
Nem me apercebi do que estava a acontecer. Deixei apenas de ter sempre uma canção na cabeça e de fazer com ela novas experiências. Deixei de cantar para o mundo, depois parei de o fazer para alguns e por fim esqueci-me de cantar para mim.
Acabaram os instantes de preparação daquela nota difícil, já não se fazem silêncios para me ouvir, (quase) todos desconhecem que tive este sonho e não sabem da dor que veio ao tê-lo deixado. Com ele perdi também a capacidade de me dar.
Só que na vida não há volta atrás e o "meu talento" (se é que lhe posso chamar assim sem ofender alguém) ficou no passado. Deve ter-se apeado nalguma paragem - juntamente com a alegria - e eu, sem me dar conta, segui em frente.
Cançoneta das Presidenciais de 86
Lembrei-me hoje e dizia assim:
Ainda dizem que Soares é parvo,
Soares não é parvo não,
Soares é um catavento...
E o Freitas o que é então? - pergunto eu 20 anos depois.
Ainda dizem que Soares é parvo,
Soares não é parvo não,
Soares é um catavento...
E o Freitas o que é então? - pergunto eu 20 anos depois.
Boicote
Cá as bonequitas, como seguidoras Marklianas, tinham decidido boicotar o Inimigo Público TV por solidariedade.
Mas eu ontem não tinha sono... Começou o programa e decidi ver como era. Que erro!
O boicote agora já não tem como principal razão a injustiça que a SIC fez com o Nuno Markl, a principal razão sou eu - fogo, não fiz mal a ninguém para ter que aguentar aquilo.
quinta-feira, 3 de março de 2005
Cavalheirismos
Andei meses a dizer mal dele, mas afinal estava enganada. O nosso Blogger é, na realidade, um gentleman. Porque insiste em manter-se há vários meses nos 370 posts publicados, como quem dá menos idade a uma mulher para parecer simpático. E porque adoptou também a língua espanhola em jeito de solidariedade para comigo, como quem diz "deixa-me lá ensinar-te umas coisinhas que bem precisas". Agora, sempre que escrevo um post ele responde-me Su blog se ha publicado satisfactoriamente. Não me perguntem é como é que ele virou bilingue.
Segredos
Quando te disse gosto de ti, revelei-te um segredo que apenas eu e tu e o resto do mundo ficámos a saber. Agora que já não gosto, prefiro não contar nada a ninguém. Uma vez mais, nem tu nem o resto do mundo vão dar pela diferença.
quarta-feira, 2 de março de 2005
Desculpem a indiscrição, mas...
Onde é que se meteu toda a gente?
Uma da tarde do dia seguinte: sinto-me como se todos estivessem numa festa surpresa para a qual não fui convidada...
Uma da tarde do dia seguinte: sinto-me como se todos estivessem numa festa surpresa para a qual não fui convidada...
Segundas oportunidades
Um dia quis ser como tu. Forte, corajosa, decidida. Perdi-me algures no processo de crescimento, acabei por me tornar um poço de inseguranças. Soubesse eu qual o atalho errado que me trouxe até aqui e voltaria para trás. De volta ao ponto de partida para crescer melhor.
Um nome entre vários II
Tenho uma família muito pouco original no que a nomes diz respeito, como tantas outras por aí, acredito. Entre pais, filhos, primos e tios, os nomes repetem-se e repetem-se e repetem-se. Parece-me que tudo começou com o meu Pai. Depois dele, outros Jorge vieram, outros nomes se copiaram. Certamente prevendo a abundância de nomes próprios idênticos na família, os meus avós paternos tiveram o cuidado de dar diferentes apelidos aos seis filhos, numa estranha forma de compensação.
terça-feira, 1 de março de 2005
Um nome entre vários
Talvez por ter um nome complicado de se dizer, tenho acumulado desde que nasci vários diminutivos. Na verdade, detestava diminutivos, assim como detestava o meu nome, mas tive de aprender a gostar dele. É complicado ter de passar a vida a soletrar o primeiro e o último nome para ter a certeza de que são escritos correctamente. Não posso culpar ninguém, se os meus próprios irmãos há vinte e seis anos resolveram chamar-me algo que não tem qualquer semelhança com o meu nome pelo simples facto de não conseguirem dizer Jessica. Tenho pelo menos uns cinco diminutivos, todos eles usados por diferentes grupos de pessoas, entre família, amigos do liceu, amigos da faculdade e amigos de palmo e meio. Com a minha amiga mafaldinha aprendi que um diminutivo é sinónimo de carinho. Jessica ou qualquer outra coisa, sou sempre eu, mas tratada de forma especial por pessoas especiais. Só a minha Mãe nunca me chamou outra coisa senão Garota.
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