segunda-feira, 11 de abril de 2005

Penso eu de que

Não é por suspirarmos que estamos apaixonadas...

É oficial

De acordo com o meu nariz, a Primavera chegou finalmente. Atchim!

Mental note

Um dia conto-vos como acredito que a personagem Dona Rosette da Maria Rueff é na realidade a minha Tia Maria.

domingo, 10 de abril de 2005

Inevitabilidades

O barquinho apercebeu-se, ao fim de anos de viagem solitária, que tinha encontrado um porto. Fez uma aproximação e ao contrário do que estava habituado sentiu um abraço. Foi ficando. Ali sentia-se em casa, não lhe apetecia voltar ao trilho sem rumo de antigamente. As tempestades faziam-no repensar se aquele seria o lar que tinha sonhado, mas não tinha coragem de se afastar, o que recebia era muito mais positivo do que um trovão ou um relâmpago ocasionais. E ele sabia o seu lugar, sabia que havia barcos mais antigos e mais importantes, mas sentia sempre que a onda de carinho que o envolvia não seria afectada.
Um dia, depois do "boa noite" diário, do sorriso ternurento e da carícia na proa, entendeu que tinha que zarpar. O afastamento era inevitável ainda que magoasse demasiado. Talvez um dia voltasse àquele porto, agora precisava de procurar mais, o que recebia já não era suficiente. "Talvez um dia", continuava a pensar enquanto navegava de mansinho para não acordar ninguém.

Nhac*

Image hosted by Photobucket.com
Há bochechas que são deliciosamente irresistíveis...
*Som que fazem as minhas dentadas

sábado, 9 de abril de 2005

Ainda David

Pele

Quem foi que à tua pele conferiu esse papel
de mais que a tua pele ser pele da minha pele

David Mourão-Ferreira

sexta-feira, 8 de abril de 2005

A importância de usar óculos

O Super-homem nunca foi o meu estilo de herói - sempre fui mais do tipo Indiana Jones - mas havia uma coisa que, desde que eu era pequenina, me fazia achar esta personagem ridícula. Enganam-se não são as cuecas vermelhas por fora do fatinho de lycra, isso nunca me perturbou particularmente (aliás sempre gostei do Miguel Bosé e naquela época o homem só vestia lycra), o que me provocava estranheza era como é que um par de óculos fazia com que ninguém o reconhecesse, nem a própria Lois Lane. Pensava eu, pelo menos o Batman, o Homem-aranha e o Zorro usam máscaras.

Image hosted by Photobucket.com

(imagens daqui)

Até que depois de mais de 10 anos a usar óculos, aderi às lentes de contacto. Passei a compreender a coerência da história do Super-homem, também eu deixei de ser reconhecida por algumas das pessoas que me viram crescer.

quinta-feira, 7 de abril de 2005

Sobre os livros

Acontece-me muitas vezes chorar com um livro. A primeira vez que me lembro de ter chorado a ler foi com o Amor de Perdição. Mais do que o Simão e a Teresa, comovia-me a história da Mariana. Há cerca de um ano, chorei com a história Do Amor e Outros Demónios. Não sei se isto acontece com outras pessoas, mas a verdade é que, às vezes, nem no cinema consigo segurar as lágrimas. Por isso, se algum dia me virem no metro, sentada a devorar as páginas do meu livro, sem conseguir controlar o choro, não se espantem. Posso sempre disfarçar, desculpar-me com a luz e dizer os meus olhos são muito sensíveis.

quarta-feira, 6 de abril de 2005

Touché!

Sin miedo a nada

Me muero por suplicarte que no te vayas mi vida
me muero por escucharte decir las cosas que nunca digas
mas me callo y te marchas
aun tengo la esperanza de ser capaz algun dia
de no esconder la heridas que me duelen
al pensar que te voy queriendo cada dia un poco mas
cuanto tiempo vamos a esperar.

Me muero por abrazarte y que me abrazes tan fuerte
me muero por divertirte y que me beses cuando despierte
acomodado en tu pecho hasta que el sol aparezca
me voy perdiendo en tu aroma
me voy perdiendo en tus labios que se acercan
susurrando palabras que llegan
a este pobre corazon
voy sintiendo el fuego en mi interior.

Me muero por conocerte saber que es lo que piensas
abrir todas tus puertas y vencer esas tormentas
que nos quieran abatir sembrar en tus ojos mi mirada
cantar contigo al alba
besarnos hasta desgastarnos nuestros labios
y ver en tu rostro cada dia crecer esa semilla
crear, soñar, dejar todo surgir aparcando el miedo a sufrir.

Me muero por explicarte lo que pasa por mi mente
me muero por intrigarte
y seguir siendo capaz de sorprenderte
sentir cada dia ese flechazo
al verte que mas dara lo que diga
que mas dara lo que piensen si estoy loca es cosa mia
y ahora vuelvo a mirar el mundo a mi favor
vuelvo a ver brillar la luz del sol.

Me muero por conocerte...
Desconheço a musa deste rapazinho, mas ele diz assim tudo o que uma mulher gostaria ouvir. Recordaram-me a canção há pouco tempo, lembrei-me de que tenho o cd. Fui ouvir e continuo a sentir o arrepio do primeiro dia.
Era só isto.

I.M. slow

Image hosted by Photobucket.com
Image hosted by Photobucket.com
Não chega a ser uma filosofia para mim. Na verdade, sou uma perfeita azelha no que toca a escrever com rapidez. Escrever um sms é um drama para mim, demoro-me meia hora com a mensagem mais simples. No messenger não deixa de ser diferente. Só consigo falar com duas pessoas ao mesmo tempo, quando aparece uma terceira há sempre alguém que eu tenho de despachar. No dia em que seis pessoas resolveram conversar comigo à mesma hora compreendi as minhas limitações e desliguei o computador. No entanto, descobri há dois dias que há uma coisa mais difícil do que falar com mais de duas pessoas no messenger: falar com uma pessoa portuguesa e outra espanhola. És a minha super-bonequinha-heroína, mafaldinha. Como é que consegues?

terça-feira, 5 de abril de 2005

Propriedade privada

Não são minhas as ideias. Não serão minhas também as palavras. Mas se te conto o que aqui escrevo é porque o senti. Serei egoísta por acreditar que só eu posso sentir assim?

SMS - S.O.S.

Sic Portátil lança serviço SMS Mourinho

Srs. Peseiro, Trappatoni e Couceiro, ainda há esperança!
Resta saber se ele responde a todas as perguntas...

segunda-feira, 4 de abril de 2005

Cúmulo da desagradabilidade

- 'Tou?
- Olá!
- Olha estou a telefonar porque me vou casar e vinha perguntar-te para onde devo mandar o convite.
- Ah sim, vais casar!? Então porquê? Estás grávida?

Saias

Há até aos pés, pelo meio da perna, por baixo ou por cima do joelho, curtas ou minis.
Uma coisa que me inquieta é a dificuldade de aceitação para as outras mulheres que tem uma mulher que use saias com regularidade.
Eu sempre usei saias, gosto delas bem curtas e para dizer a verdade é a peça de roupa que mais prazer me dá comprar. Toda a vida tive que ouvir comentários desagradáveis como "descarada", "lá vem ela despida", "provocadora" e outras preciosidades do género. Para dizer a verdade há uns dois anos ou assim, estes comentários começaram a fazer mossa. Comecei por deixar de usar as saias mais curtas, e neste momento é questão que já nem equaciono quando estou a escolher o que vestir. E custa-me. Irrita-me saber que cedi à estupidez de gente que talvez tenha falsos pudores, talvez não tenha pernas para mostrar e sinta inveja de quem as tem, ou apenas ache muita gracinha a dizer estas enormidades.
Antes da emancipação o estranho era usar calças, acho positivo que tenhamos podido apropriar-nos desta comodidade que já foi exclusivamente masculina, no entanto isso não dá o direito a ninguém de ofender quem se sente bem vestindo-se de outra maneira.
Depois deste exorcismo espero poder dizer de novo: Viva as saias! Viva os vestidos!

"Só se vê bem com o coração" *

Fenómeno que nunca entendi foi o das grouppies. Via aqueles filmes antigos sobre os Beatles e tudo me parecia ridículo e exagerado. E assim media todos os fãs de qualquer artista. Imaginava-os sempre aos gritos no meio da rua, a arrancar cabelos, a desmaiar e a fazer o que fosse necessário para chamar a atenção.

Até que me bateu à porta. Sim, no verão de 2002 decidi fazer-me sócia de um Clube de Fãs. O que me levou a tal? É simples, a artista em questão. Parecia-me (e parece-me) diferente de tudo aquilo com que me tinha deparado até esse momento. Tem tudo - voz, carisma, personalidade, carácter, magnetismo, força, doçura e simplicidade. E bom gosto, um extremo bom gosto musical.
Depois de ter aderido ao mar das t-shirts vermelhas, tornei-me numa pessoa melhor. Sou mais tolerante, mais compreensiva e mais paciente; defendo o que acredito com unhas e dentes (como sempre) mas tenho menos preconceitos. Ganhei amigos por todo o mundo. Tive experiências inesquecíveis, fui a concertos que vou guardar dentro de mim sempre e conheci sítios que nunca imaginei visitar.
Este mês vou a uma Assembleia Geral para discutir questões e resolver problemas. Para mim ser fã é um trabalho árduo e generoso, cada vitória e cada prémio do nosso "ídolo" é um bocadinho nosso também, que ele/a nos reconheça o empenho e a devoção com carinho é a maior recompensa. Vou continuar a batalhar por esta pessoa em quem acredito. Já conseguimos tanto... concertos com milhares de pessoas, programas de tv, lançamento de discos, e muito mais vamos atingir. Ela merece.
Agora riam-se um bocado e achem-me ridícula (como eu fazia antes em relação aos outros), mas aquilo que ganhei com tudo isto, ninguém mo pode tirar. O Essencial é aquilo nos faz felizes!
* Obviamente de O Principezinho de Saint-Exupéry

domingo, 3 de abril de 2005

A Tv hoje

Image hosted by Photobucket.com

It's the end of the world as we know it

Numa conversa ao telefone com a Jessica:
Jessica: Olha, o F.C.Porto ganhou 1 a 0 ao Gil Vicente em casa.
mafaldinha: Vês!
Jessica: Os gajos são uns totós, nunca ganham em casa.
mafaldinha: Agora já ganharam. E não digas essas coisas, afinal é a tua equipa.

Estou a ficar assustada, se começamos assim onde é que paramos? Depois disto só falta ela insultar o Paulo Portas e eu defendê-lo. Ou descobrir que a ruivita amanhã vai almoçar com o Louçã.

sábado, 2 de abril de 2005

D. Órora

Eu também tenho uma.

Image hosted by Photobucket.com
Lindo de touquinha.

Yes, maybe

Podias chegar um dia, sem te fazeres notar. Podias aproximar-te devagar e pegar-me na mão com um sorriso que dissesse shall we dance? Então, sairíamos a rodopiar por toda a sala, rua abaixo, vida a fora. Talvez uma música chegasse para tudo.

sexta-feira, 1 de abril de 2005

Quando acaba o conto de fadas

To Ch.
As amizades que se baseiam numa admiração prévia, crescem envergonhadamente para se tornarem em algo importante e bonito. Ao sabermos um amigo num momento difícil, temos vontade de estar presentes para oferecer apoio, carinho e um ombro para chorar. Não somos tão próximas, não posso ir a correr para te tentar ajudar nesta hora tão dura. Deixo-te aqui o beijinho que sei que não virás ler e com ele a minha vontade de me tornar num anjinho ou numa fada que pudesse repor o (teu) mundo no lugar, devolver-te a alegria e dar de novo um sorriso a esses olhos que tudo dizem.

Image hosted by Photobucket.com