domingo, 17 de abril de 2005

Sheriff of Nottingham

Haverá um mau mais delicioso?

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Sempre me fascinaram os maus da fita, parecem-me muito mais saborosos do que os meninos bonzinhos, e este Sheriff do Alan Rickman é a perversão materializada. Acaba por salvar um filme mediano, com um Robin Hood, no mínimo, questionável.

A mim conquistou-me assim:
Sheriff of Nottingham: Do you mind, Locksley? We've just been married. (Cena em que Robin entra pela janela para resgatar Lady Marian que tinha sido forçada a casar.)

Efemeridade

Em pequena, nada me fascinava mais do que as bolas de sabão. Podia estar horas, à janela, a vê-las sair do aro enquanto eu soprava, subir um bocadinho no ar, adquirir todas as cores do arco-íris e depois cair bem devagar em direcção ao chão até rebentarem.
Agora parece-me tão triste essa beleza que se dilui se a tentamos tocar.

sexta-feira, 15 de abril de 2005

Vícios maléficos de uma sobrinha pestinha

Estado em que fico depois de ver esses bonecos demoníacos chamados Tweenies quatro vezes seguidas:

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Violenta, capaz de fazer muito mal aos parvos que inventaram aquilo.

quinta-feira, 14 de abril de 2005

Post para o leitor guloso

Só digo assim: de 15 a 17 de Abril - V Feira de Doçaria Conventual de Portalegre.

Mitologia Quotidiana

O "meu" Ulisses não luta em Tróia, não se arrisca em busca de fama nem glória e nunca se perdeu no mar. Ele procura encontrar-se e anseia por aventuras que o façam crescer.
Entretanto, eu teço num tear de sonhos o mais feliz padrão. Com linhas de paciência enredo a realidade, afasto avanços, calco crenças e aperto a malha. Os nós não me assustam - para aperfeiçoar há sempre tempo. E à noite, quando ninguém pode ver, encho o coração de fé e fecho os olhos. Só pelo tacto, desfaço os pontos para que o fim seja quando ele decidir.
Duvido... interrogo-me... chego a perder o ânimo, mas quando Morfeu me supera e a imagem mais amada me invade, recarrego energias e volto a acreditar.
Cada dia cresce o tecido e cada noite o desteço. Esta Penélope vive pela persistência dos amantes. A espera faz-se curta quando se é corredor de fundo.

quarta-feira, 13 de abril de 2005

Garfield Day

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Quero ter um dia de gato e dormiiiiiiiiiiiiiir. Ter sonhinhos bons e sorridentes.
Hoje (ou amanhã) até da lasanha abdico.

(O telefone já parava de tocar.)

terça-feira, 12 de abril de 2005

Queria ser sinestesia. Ouvir a tua voz perfumada de desejo quando provo a tua boca aveludada de segredos. E ao acreditar-te meu, ver, ouvir, sentir, provar, respirar porque tu estás. Mas sou apenas hipérbole, nesta forma exagerada de te querer mais do que a realidade permite.

segunda-feira, 11 de abril de 2005

Pergunta retórica

O que é isso?

Penso eu de que

Não é por suspirarmos que estamos apaixonadas...

É oficial

De acordo com o meu nariz, a Primavera chegou finalmente. Atchim!

Mental note

Um dia conto-vos como acredito que a personagem Dona Rosette da Maria Rueff é na realidade a minha Tia Maria.

domingo, 10 de abril de 2005

Inevitabilidades

O barquinho apercebeu-se, ao fim de anos de viagem solitária, que tinha encontrado um porto. Fez uma aproximação e ao contrário do que estava habituado sentiu um abraço. Foi ficando. Ali sentia-se em casa, não lhe apetecia voltar ao trilho sem rumo de antigamente. As tempestades faziam-no repensar se aquele seria o lar que tinha sonhado, mas não tinha coragem de se afastar, o que recebia era muito mais positivo do que um trovão ou um relâmpago ocasionais. E ele sabia o seu lugar, sabia que havia barcos mais antigos e mais importantes, mas sentia sempre que a onda de carinho que o envolvia não seria afectada.
Um dia, depois do "boa noite" diário, do sorriso ternurento e da carícia na proa, entendeu que tinha que zarpar. O afastamento era inevitável ainda que magoasse demasiado. Talvez um dia voltasse àquele porto, agora precisava de procurar mais, o que recebia já não era suficiente. "Talvez um dia", continuava a pensar enquanto navegava de mansinho para não acordar ninguém.

Nhac*

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Há bochechas que são deliciosamente irresistíveis...
*Som que fazem as minhas dentadas

sábado, 9 de abril de 2005

Ainda David

Pele

Quem foi que à tua pele conferiu esse papel
de mais que a tua pele ser pele da minha pele

David Mourão-Ferreira

sexta-feira, 8 de abril de 2005

A importância de usar óculos

O Super-homem nunca foi o meu estilo de herói - sempre fui mais do tipo Indiana Jones - mas havia uma coisa que, desde que eu era pequenina, me fazia achar esta personagem ridícula. Enganam-se não são as cuecas vermelhas por fora do fatinho de lycra, isso nunca me perturbou particularmente (aliás sempre gostei do Miguel Bosé e naquela época o homem só vestia lycra), o que me provocava estranheza era como é que um par de óculos fazia com que ninguém o reconhecesse, nem a própria Lois Lane. Pensava eu, pelo menos o Batman, o Homem-aranha e o Zorro usam máscaras.

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(imagens daqui)

Até que depois de mais de 10 anos a usar óculos, aderi às lentes de contacto. Passei a compreender a coerência da história do Super-homem, também eu deixei de ser reconhecida por algumas das pessoas que me viram crescer.

quinta-feira, 7 de abril de 2005

Sobre os livros

Acontece-me muitas vezes chorar com um livro. A primeira vez que me lembro de ter chorado a ler foi com o Amor de Perdição. Mais do que o Simão e a Teresa, comovia-me a história da Mariana. Há cerca de um ano, chorei com a história Do Amor e Outros Demónios. Não sei se isto acontece com outras pessoas, mas a verdade é que, às vezes, nem no cinema consigo segurar as lágrimas. Por isso, se algum dia me virem no metro, sentada a devorar as páginas do meu livro, sem conseguir controlar o choro, não se espantem. Posso sempre disfarçar, desculpar-me com a luz e dizer os meus olhos são muito sensíveis.

quarta-feira, 6 de abril de 2005

Touché!

Sin miedo a nada

Me muero por suplicarte que no te vayas mi vida
me muero por escucharte decir las cosas que nunca digas
mas me callo y te marchas
aun tengo la esperanza de ser capaz algun dia
de no esconder la heridas que me duelen
al pensar que te voy queriendo cada dia un poco mas
cuanto tiempo vamos a esperar.

Me muero por abrazarte y que me abrazes tan fuerte
me muero por divertirte y que me beses cuando despierte
acomodado en tu pecho hasta que el sol aparezca
me voy perdiendo en tu aroma
me voy perdiendo en tus labios que se acercan
susurrando palabras que llegan
a este pobre corazon
voy sintiendo el fuego en mi interior.

Me muero por conocerte saber que es lo que piensas
abrir todas tus puertas y vencer esas tormentas
que nos quieran abatir sembrar en tus ojos mi mirada
cantar contigo al alba
besarnos hasta desgastarnos nuestros labios
y ver en tu rostro cada dia crecer esa semilla
crear, soñar, dejar todo surgir aparcando el miedo a sufrir.

Me muero por explicarte lo que pasa por mi mente
me muero por intrigarte
y seguir siendo capaz de sorprenderte
sentir cada dia ese flechazo
al verte que mas dara lo que diga
que mas dara lo que piensen si estoy loca es cosa mia
y ahora vuelvo a mirar el mundo a mi favor
vuelvo a ver brillar la luz del sol.

Me muero por conocerte...
Desconheço a musa deste rapazinho, mas ele diz assim tudo o que uma mulher gostaria ouvir. Recordaram-me a canção há pouco tempo, lembrei-me de que tenho o cd. Fui ouvir e continuo a sentir o arrepio do primeiro dia.
Era só isto.

I.M. slow

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Não chega a ser uma filosofia para mim. Na verdade, sou uma perfeita azelha no que toca a escrever com rapidez. Escrever um sms é um drama para mim, demoro-me meia hora com a mensagem mais simples. No messenger não deixa de ser diferente. Só consigo falar com duas pessoas ao mesmo tempo, quando aparece uma terceira há sempre alguém que eu tenho de despachar. No dia em que seis pessoas resolveram conversar comigo à mesma hora compreendi as minhas limitações e desliguei o computador. No entanto, descobri há dois dias que há uma coisa mais difícil do que falar com mais de duas pessoas no messenger: falar com uma pessoa portuguesa e outra espanhola. És a minha super-bonequinha-heroína, mafaldinha. Como é que consegues?

terça-feira, 5 de abril de 2005

Propriedade privada

Não são minhas as ideias. Não serão minhas também as palavras. Mas se te conto o que aqui escrevo é porque o senti. Serei egoísta por acreditar que só eu posso sentir assim?

SMS - S.O.S.

Sic Portátil lança serviço SMS Mourinho

Srs. Peseiro, Trappatoni e Couceiro, ainda há esperança!
Resta saber se ele responde a todas as perguntas...