quinta-feira, 30 de junho de 2005
Longa se torna a espera
Posso esperar que me passe a preguiça, que me chegue a vontade, que ganhe coragem. Depois é só ter força para lutar contra mim.
Alguém tem a morada dos VEMFA*?
- Olhe, ó fáxavor, era só para fazer uma desintoxicaçãozinha de médicos de ficção, se não se importa...
* Viciados Em Médicos de Ficção Anónimos
* Viciados Em Médicos de Ficção Anónimos
quarta-feira, 29 de junho de 2005
terça-feira, 28 de junho de 2005
Paula Teixeira (24.06.05)
No ano lectivo de 2001/2002 frequentei um curso de Língua Gestual Portuguesa, ensinamento que sempre tinha querido experienciar. Tudo o que possa dizer acerca desta abertura de mente, destes momentos únicos, desta aprendizagem tão especial será pouco. Mas a Língua Gestual não é como andar de bicicleta, quando não se pratica vai-se esquecendo. Os gestos tornam-se menos mecanizados e o esforço para recuperar é tremendo. Continuo a recorrer ao meu Gestuário, só que é mesmo difícil manter estes conhecimentos vivos quando não temos com quem os partilhar.
A Paula Teixeira é a única cantora portuguesa que se preocupa em levar música até mesmo àqueles que não a podem escutar. Sexta-feira passada, e graças a um amigo recente, fui a Alverca assistir a um concerto da Paula. Para além de gostar da música dela e de ter ficado muito impressionada com a garra que tem em palco, o que mais me comove nesta cantora é a sua preocupação em chegar a todos (até àqueles que por impossibilidades óbvias nunca comprarão um disco seu).
Vale a pena ver a Paula em palco e sentirmo-nos um bocadinho frágeis com aquele "mal-me-quer, bem-me-quer".
Obrigada pela experiência, G.
domingo, 26 de junho de 2005
Beijo na Boca (22.06.2005)

Sim, é uma peça para adolescentes.
Pode não ter a história mais original, nem a qualidade de texto de um Tolstoi ou de um Wilde (também ninguém esperava tanto), mas não havia pessoa no Coliseu que não risse a bom rir. Conta a história de um grupo de rapazes e raparigas sujeitos a uma proibição ridícula que passa a ser o assunto central em aulas e recreios. Conta também como há sonhos que são desilusões e como o que mais ambicionamos pode estar ao nosso lado, sem que o notemos.
Todas as meninas se descabelavam cada vez que o Guilherme Berenguer pisava o palco, no entanto as interpretações que eu gostava de salientar são as de Paulo Nigro, Fernanda Nobre, Gisele Frade (de quem eu nunca gostei particularmente, mas a quem tive que me render) e do maravilhoso Miguel Thiré (será que o talento é genético?).
Quanto vale uma boa gargalhada despreocupada e descomprometida?
sexta-feira, 24 de junho de 2005
Publicidade
Esta manhã, a sobrinha da Jess mostrou-me um novo meio de transporte: o bació-móvel. É só vantagens: percorre quilómetros numa sala, é amigo do ambiente, cria músculos nas pernas e é refirmante para os glúteos.

Faça o seu pedido para: tita@bochechafofa.com

Faça o seu pedido para: tita@bochechafofa.com
quarta-feira, 22 de junho de 2005
terça-feira, 21 de junho de 2005
Sobre as formas estranhas como se fazem amigos
Não posso dizer que te tenha escolhido para amiga quando foi o Padre António Vieira que me obrigou a falar contigo. O estupor impôs-se à minha timidez. Mas por tudo aquilo que me ensinas todos os dias, por me ajudares a pensar, por todas as vezes que me fazes rir, por me mostrares o que é ser corajosa, devia estar-lhe grata. Não é todos os dias que se conhece uma amiga admirável.
Pedir com jeitinho

segunda-feira, 20 de junho de 2005
A Cris
vai lançar o livro A Lei do Desejo: Minorias Sexuais e Direitos Humanos em Portugal, no dia 24, às 18h30, na Fnac do Chiado.
Claro que vamos tentar estar presentes, querida Cris, os momentos importantes devem ser assinalados.
Confesso
que uma semana depois, ainda me parece estranho. Não é que magoe, não o conhecia a esse ponto, mas há pessoas que nos parecem eternas por nos termos habituado a admirá-las.

1913-2005
sábado, 18 de junho de 2005
Por cumprir
Se valesse tudo para materializar desejos antigos, já te tinha raptado e escondido debaixo da cama.
quinta-feira, 16 de junho de 2005
Da boca para fora
Não fales da boca para fora. Deixas-me sempre com vontade de te obrigar a conter as palavras dentro da boca e calar-te com um beijo.
Mr. e Mrs. Smith
Agora são assassinos e têm a cara de Angelina Jolie e Brad Pitt.
Mas eu ainda me lembro quando eles eram espiões e eram assim (passavam na RTP à segunda à noite):

Maria Bello e Scott Bakula
Quero ver o filme principalmente por causa do Adam Brody (eu e as minhas fixações).
Mas eu ainda me lembro quando eles eram espiões e eram assim (passavam na RTP à segunda à noite):

Maria Bello e Scott Bakula
Quero ver o filme principalmente por causa do Adam Brody (eu e as minhas fixações).
terça-feira, 14 de junho de 2005
Momento Chuiff
Ela chega. Ao vê-lo acompanhado sente o ímpeto de se afastar, mas não o faz. Quando se cumprimentam, em vez dos dois beijinhos tradicionais, ela envolve-o num abracinho pouco habitual. E nem mesmo assim ele entende.
segunda-feira, 13 de junho de 2005
Eugénio
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade
Era importante que soubesses isto
Já que insistes em aparecer nos meus sonhos, podias ser simpático e permitir-nos um final feliz. Não percebes que os sonhos só podem ser assim?
quinta-feira, 9 de junho de 2005
Moranguinho
Em tão pouco tempo, ensinaste-me a ser mais feliz. E preciso cada vez mais de ti para isso. Sorte a minha, teres chegado para fazer parte da minha vida para sempre. Alguém tinha de vir para me resgatar do mau humor e tornar a minha vida cor-de-rosa.

Parabéns.
quarta-feira, 8 de junho de 2005
"Mrs. Robinson, you're trying to seduce me. ... Aren't you?"
She didn't try. She always made it!


Anne Bancroft (1931-2005)
And here's to you, Mrs. Robinson,
Jesus loves you more than you will know.
God bless you, please Mrs. Robinson.
Heaven holds a place for those who pray,
Hey, hey, hey
terça-feira, 7 de junho de 2005
segunda-feira, 6 de junho de 2005
O bizarro equilíbrio da balança
Amarmos sem sermos correspondidos enquanto somos amados sem correspondermos.
domingo, 5 de junho de 2005
sábado, 4 de junho de 2005
Traduttore traditore
Os momentos que antecedem o vício semanal passam-se a aguentar aquela coisa inominável chamada Alias.
Talvez estivesse particularmente atenta hoje, talvez o sotaque sul-americano me tenha ligado os radares... mas continuo a perguntar: porque é que se traduz assim na SIC? Não sei como estaria o inglês, mas não me parece complicado perceber (mesmo para quem não domine a língua) que "soy más inteligente" não se traduz para "sou mais esperta", e depois desta o choque de ver "mirada" traduzido por "cara" já nem me parecia tão forte.
Que pena desta vez não ter visto o nome da empresa, porque ando a pensar começar a escrever reclamações.
Talvez estivesse particularmente atenta hoje, talvez o sotaque sul-americano me tenha ligado os radares... mas continuo a perguntar: porque é que se traduz assim na SIC? Não sei como estaria o inglês, mas não me parece complicado perceber (mesmo para quem não domine a língua) que "soy más inteligente" não se traduz para "sou mais esperta", e depois desta o choque de ver "mirada" traduzido por "cara" já nem me parecia tão forte.
Que pena desta vez não ter visto o nome da empresa, porque ando a pensar começar a escrever reclamações.
sexta-feira, 3 de junho de 2005
Best Sellers
45 minutos à espera nos Correios levam-nos às observações mais inverosímeis. Aparentemente no Top dos Livros mais vendidos nesta estação estão em competição directa Paulo Coelho e os Livros da Anita (sendo aqueles que apresentam mais variedade), no entanto seguem-nos de perto O Poder que tem a Mente e Êxtase: o rio subterrâneo.
Será que da próxima vez encontro títulos como: O Poder que tem a Anita, Êxtase: o Paulo Coelho subterrâneo, Paulo Coelho e o pardalito, O Demónio e a senhorita Anita?
Será que da próxima vez encontro títulos como: O Poder que tem a Anita, Êxtase: o Paulo Coelho subterrâneo, Paulo Coelho e o pardalito, O Demónio e a senhorita Anita?
quinta-feira, 2 de junho de 2005
Fair trade?
Não sei desfazer-me em sorrisos como tu. Ensinas-me? Em troca posso cobrir-te de beijos.
quarta-feira, 1 de junho de 2005
Onde?
Onde é que andam os Ministars, Onda Choque e Queijinhos Frescos deste país?
Na festa do Dia da Criança, a decorrer no infantário ao fundo da minha rua, ouvia-se alto e bom som o "don't you know pump it up" e afins. Já não haverá músicas infantis?
terça-feira, 31 de maio de 2005
Dicionário abstracto
Não sei onde é que ele está, mas se o procuro num livro encontro palavras, se o procuro em ti encontro significado.
segunda-feira, 30 de maio de 2005
Depois de mais um episódio
de Desperate Housewives, há uma pergunta que se impõe:
Who the hell is Isabel Fajardo?
Já agora, fiz o teste que está na web e o resultado foi o aquele que eu já estava à espera: sou a Susan. Grande novidade!
Who the hell is Isabel Fajardo?
Já agora, fiz o teste que está na web e o resultado foi o aquele que eu já estava à espera: sou a Susan. Grande novidade!
sábado, 28 de maio de 2005
Reflexões tardias
Quando nos vemos pela oitava (ou centésima) vez arrastados para um triângulo amoroso e somos demasiado correctos para não nos afastarmos, será que é estupidez ou apenas tendência para o abismo?
sexta-feira, 27 de maio de 2005
quinta-feira, 26 de maio de 2005
Eu e as minhas ideias estapafúrdias
Ao rever Os Amigos de Gaspar (lembram-se disto?) na RTP Memória, pareceu-me óbvia a possibilidade de o Zé Diogo Quintela se inspirar no guarda Serôdio cada vez que tem de fazer de polícia no Gato Fedorento.
quarta-feira, 25 de maio de 2005
Desilusão
Ouvir alguém chamar o meu nome na rua, não reconhecer a pessoa e descobrir que afinal é aquele antigo colega de liceu que um dia foi giraço. Se em oito anos um rapaz jeitoso pode transformar-se naquilo, desconfio que o melhor será deixar de esperar pelo meu príncipe encantado, ou ainda corro o risco de ele chegar até mim já velho e acabado.
Recordações
Ao comentar dos nossos projectos de viagens prolongadas quase todos nos pedem para fazer parte da bagagem, mas apenas alguns encontram coragem para nos implorar que fiquemos.
terça-feira, 24 de maio de 2005
Ahhhh e tal
Diz que há um blog que fez ontem um ano.
(Se estão a perguntar pelas miúdas, há uma que continua desmaiada porque nunca acreditou que isto durasse tanto e a outra ainda não voltou dos festejos. Qual é qual? Fica à vossa consideração.)
sexta-feira, 20 de maio de 2005
Sobre as pessoas
Só lhe vemos as qualidades. Quando finalmente encaramos os defeitos que sempre lá estiveram, mas aos quais nunca quisemos dar importância, já é demasiado tarde.
quinta-feira, 19 de maio de 2005
Portalegre em Festa!
É desta que eu vou ver o Rui Veloso ao vivo.
Este ano os espectáculos não são no centro da cidade, que continua em polvorosa por causa dos cerca de 100 dias que faltam para acabar o programa Polis, mas sim no Recinto da Feira. Os dois jardins onde tudo costuma ter lugar, estão estilo campo de guerra, mas dentro de algum tempo reaparecerão muito mais bonitos ainda (quero acreditar).
Gosto desta época do ano, principalmente porque é nesta altura que muitos portalegresenses voltam à terrinha e podemos reencontrar amigos de longa data e matar saudades da infância e adolescência.
Acabaram por agora as notícias locais que este fim-de-semana são inevitáveis.
Jouyeux anniversaire

Em dias como hoje as palavras são excessivas quando ditas de longe, a vontade de estar pertinho dói, mas na impossibilidade de to dizer cara a cara, aqui ficam os nossos maiores desejos de que sejas muito feliz.
Jessica & mafaldinha
quarta-feira, 18 de maio de 2005
terça-feira, 17 de maio de 2005
Métodos de persuasão

Tentam tudo, TUDO, mas uma sopófoba sempre sofrerá de sopofobia, é inevitável!
Nem com miminhos lá vão.

segunda-feira, 16 de maio de 2005
Lei da compensação
Acordar sempre sem saber o que sonhei durante a noite e passar os dias a sonhar acordada.
domingo, 15 de maio de 2005
As coisas em que reparo a ver o Herman
O fungo verde alastra no cabelo da vizinha que canta o hino do Sporting como se não houvesse amanhã.
Ok, era só para partilhar isto com alguém.
Ok, era só para partilhar isto com alguém.
In your eyes I get lost (/lust), I get washed away. *
Uma pronúncia menos habitual desvenda que em inglês o caminho que se percorre da luxúria à perdição é o simples fechar de uma circunferência.
Certo é que o original da canção ganha em romanticismo, mas não deixa de perder em sensualidade.
* "Simply The Best", de Tina Turner (para se houvesse dúvidas)
sábado, 14 de maio de 2005
Sem título*
Era uma vez bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla para sempre.
(*Um dia ainda escrevo esta história. Já tenho princípio e fim. Só me falta um título, personagens e enredo.)
(*Um dia ainda escrevo esta história. Já tenho princípio e fim. Só me falta um título, personagens e enredo.)
Gosto...
do cheiro da terra molhada no verão e de uma folha de hortelã esmagada entre os dedos, do som do ribeiro que corre ou da chuva a cair enquanto se está quentinho em casa, do sabor das cerezas, do toque de um pêssego e de ver a minha Serra verde em plena primavera.
quinta-feira, 12 de maio de 2005
O amor será assim?
Conheço-a há vinte anos, uma daquelas amizades que, ainda que tenhamos crescido, continua com o mesmo grau de pureza e ingenuidade típicos de quem tem seis anos. Ela tinha a avó ideal (como todas as avós), amiga e cúmplice, pronta para as nossas aventuras entre sorrisos e resmunguices. Até que há dois anos o avô morreu. As alegrias e as cumplicidades foram-se perdendo, apesar de todos os esforços para que a avó estivesse bem. Continuo a encontrá-la na rua como sempre, mas deixei de lhe ver o sorriso grande de quem tem uma família feliz. Agora, todos os dias vejo a avó mais pequenina, a desaparecer, como quem não aguenta a saudade e vai morrendo aos poucos.
quarta-feira, 11 de maio de 2005
Aviso prévio
Se queres que faça parte dos teus sonhos eu não me oponho, mas depois não te queixes de que estavas a dormir.
terça-feira, 10 de maio de 2005
Herança
Sou demasiado sensível como a minha mãe e herdei do meu pai o mau-feitio, de um irmão a timidez, do outro a casmurrice. Decidi, por isso, desenvolver um ponto fraco só meu. Pelo menos na preguiça sou original.
Amitiés
Pessoas há que vêem a amizade como se de um jogo de futebol se tratasse *: têm uma equipa de titulares e depois têm outros no banco, à espera, para quando um dos "meninos de oiro" se lesione ou tenha um impedimento que lhe não permita jogar. E há outras que têm a vida tão ordenada que têm amizades de primeira e segunda, umas que defendem de capa e espada em qualquer situação (porque as acham frágeis, inocentes, com baixa auto-estima,... whatever), e outras que deixam à mercê da tempestade dando-lhes uma sopa quente de vez em quando.
Aparentemente não há diferenças entre os dois tipos de "amigos", ambos fazem uso de hierarquias para caracterizar sentimentos que por si só a elas são avessos. Para mim, há nuances que os distanciam.
Os primeiros são egoistas e egocêntricos (e sabem-no), servem-se do "craque" do momento para tornarem a sua "equipa" mais forte e descartam-no quando já não dá rendimento. Os segundos acham-se profundamente bondosos e caridosos, porque prestam um pouco da sua atenção a todos os que os rodeiam. Esquecem-se é que "estar lá" não é quando nos dá jeito a nós, é quando os outros precisam, e precisam todos (os de primeira e os de segunda).
Se querem a minha opinião (e se me fosse pedido que escolhesse), acho que prefiro os primeiros, pelos menos o calculismo que vestem é aberto e claro, ao aceitá-los no nosso seio já foi com esta condição, a de que a qualquer momento poderiamos ser postos na prateleira. Os outros enredam-nos e mimam-nos, só se revelando quando não lhes resta mais opção e, ainda assim, tentando sempre justificar a atitude com a defesa do mais fraco.
Apenas me resta uma amarga conclusão: inevitavelmente, primeiros e segundos acabarão sozinhos, porque toda a gente se cansa de aguentar subterfúgios e de ser usado
*Metáfora surripiada à minha amiga F.
Aparentemente não há diferenças entre os dois tipos de "amigos", ambos fazem uso de hierarquias para caracterizar sentimentos que por si só a elas são avessos. Para mim, há nuances que os distanciam.
Os primeiros são egoistas e egocêntricos (e sabem-no), servem-se do "craque" do momento para tornarem a sua "equipa" mais forte e descartam-no quando já não dá rendimento. Os segundos acham-se profundamente bondosos e caridosos, porque prestam um pouco da sua atenção a todos os que os rodeiam. Esquecem-se é que "estar lá" não é quando nos dá jeito a nós, é quando os outros precisam, e precisam todos (os de primeira e os de segunda).
Se querem a minha opinião (e se me fosse pedido que escolhesse), acho que prefiro os primeiros, pelos menos o calculismo que vestem é aberto e claro, ao aceitá-los no nosso seio já foi com esta condição, a de que a qualquer momento poderiamos ser postos na prateleira. Os outros enredam-nos e mimam-nos, só se revelando quando não lhes resta mais opção e, ainda assim, tentando sempre justificar a atitude com a defesa do mais fraco.
Apenas me resta uma amarga conclusão: inevitavelmente, primeiros e segundos acabarão sozinhos, porque toda a gente se cansa de aguentar subterfúgios e de ser usado
*Metáfora surripiada à minha amiga F.
segunda-feira, 9 de maio de 2005
Propostas Inoportunas
No meio de uma conversa casual ele revelou-lhe que gostaria de ter alguma coisa com ela. Ela pensou nas mil maneiras de lhe (voltar a) dizer que estava apaixonada por outro, sem causar demasiados danos. E tentando aliviar a tensão do momento falou-lhe de como dessa forma ele teria mais uma miúda à perna. Com um tom doutoral ele revelou:
- Não! Tu és uma menina crescida e sabes que não seria mais do que um momento bem passado. Há demasiadas condicionantes para passar disso.
Sem ter bem a certeza porquê, ela sentiu um impulso muito forte de lhe dar uma bofetada.
Brevemente
Num cinema perto de si

Querem fazer o vosso? Podem procurar neste site, também dá para grafittis, pedidos de resgate e uma série de outras coisas. Divirtam-se!

Querem fazer o vosso? Podem procurar neste site, também dá para grafittis, pedidos de resgate e uma série de outras coisas. Divirtam-se!
domingo, 8 de maio de 2005
A vingança do WC
Ontem à noite descobri o nome do programa apresentado pelo José Castelo Branco. Apercebi-me, então, que o homem é profundamente rancoroso. Tenho para mim que aquilo é uma vingançazinha contra a caricatura que o Joaquim Monchique fazia dele no Quintal dos Ranhosos. Que pior estocada do que dar a um momento televisivo de tão baixa qualidade um título que soa tanto ao apelido do outro?
TV, Domingo de manhã
Não seria possível fazerem como com os jogos de futebol e venderem os direitos de transmissão das missas de domingo a só um canal de TV?
sexta-feira, 6 de maio de 2005
25 Momentos na História da Blogosfera
Dêem lá um salto para ver como se começa a escrever a História de um fenómeno, como diz a Gotinha.
E reparem como há um mocinho carismático que aparece num dos quadradinhos ;)
E reparem como há um mocinho carismático que aparece num dos quadradinhos ;)
É impressionante...
... como determinados acontecimentos muito esperados, com o passar do tempo, acabam desprovidos de significado.
Paixões
Quantas vezes damos por nós a pensar o que foi que nos empurrou para uma determinada paixão. Damos voltas e voltas à cabeça, pesamos prós e contras, pomos em jogo uma série de variáveis, apenas para, inevitavelmente, não conseguirmos retirar de tanto raciocínio um resultado válido. Podem ser tantos os caminhos que nos levam à montanha-russa das emoções: uma palavra, um olhar, um toque, um cheiro...
Continuo a questionar-me acerca do início de cada um dos meus enamoramentos, mas há um que eu sei precisamente onde começou. A minha adoração pelos coalas chegou-me através da televisão, de uma série de desenhos animados para ser mais precisa. Chamava-se Mofli - El Último Koala e era a razão de eu chegar sempre atrasada às aulas de quarta-feira na Alliance Française - ouvia o ralhete e calava-me, segura de que aquela francesa insensível nunca entenderia veleidades amorosas como esta.

Se quiserem ouvir a canção e ver o genérico é só carregar na imagem que está no link para a Televisión Española. Irra, como ficava na cabeça aquela canção, eram dias e dias a cantar o mesmo.
quinta-feira, 5 de maio de 2005
Pinga amor
É uma torneirinha, pequenina e vermelha. De vez em quando pinga, pinga, pinga um pouco mais. Pinga amor porque alguém abriu o coração e deixou cair uma gotinha e outra e outra do que tinha lá dentro. Mesmo que ninguém venha cuidar do coração, ele continua a pingar, a pingar. Mas quem vier tratar dele, só vai fazê-lo pingar mais e mais. É que o coração é uma torneirinha que nunca se fecha, vai pingando, pingando, pingando.
quarta-feira, 4 de maio de 2005
"Só possuímos para sempre aquilo que perdemos." - Al Berto *
Esta frase inquieta-me. Será que só conseguimos ter, verdadeiramente, aquilo que guardamos na memória? Será que apenas nos apercebemos da importância daquilo que deixou de ser nosso?
Se assim é, então isto quer dizer que quando temos algo connosco não lhe damos o devido valor e só posteriormente é que lhe prestamos atenção (às vezes demasiada). Quando esta reflexão entra no âmbito das relações pessoais assume uma proporção ainda mais assustadora. Fazendo parte de uma amizade, por mais pura e bonita que ela seja, mais tarde ou mais cedo acabamos por relegar esse sentimento para um segundo plano, ou porque fizemos um novo amigo, ou porque nos integrámos num novo grupo ou apenas porque nos sentimos tão seguros da fidelidade do outro que pensamos nunca o poder perder. No dia em que esse amigo se farta de não nos ouvir, de ser sempre ele o que nos procura, de ser o ombro onde choramos os nossos problemas mas apenas mais um quando queremos partilhar alegrias; no dia em que esse amigo se afasta, sentimos-lhe a falta como nunca antes e queremos recuperar aquilo que deixámos definhar por incúria. Tudo se pode aplicar também ao amor que, sem saber porquê, acabou. Anos depois, ainda estamos a pensar como poderia ter sido, ainda nos custa vê-lo(a) ou ouvi-lo(a), principalmente porque sabemos que fomos nós os culpados de o(a) deixar escapar.
Não se consegue remediar o passado, no entanto podemos preservar o agora, tendo sempre em mente que nada é eterno e que há que cuidar o que/quem queremos manter ao nosso lado.
* Um poeta que me marcou não pelo que li mas pelo que ouvi. Tive contacto com este autor através de uma entrevista de rádio que continuo a manter gravada numa velhinha cassete.
terça-feira, 3 de maio de 2005
Dicionário
Amor, s. m. Afeição profunda a uma pessoa. Procurei em vários dicionários o que é o Amor. Não encontrei consenso. Possivelmente porque cada pessoa sente de maneira diferente e assim será cada definição. Fixei-me nesta, porque às vezes não nos lembramos que o Amor pode ser apenas unilateral. Mas mesmo com tantas definições continuo sem saber o seu verdadeiro significado. Talvez o tenha procurado no lugar errado.
segunda-feira, 2 de maio de 2005
Amar Não Acaba
A voracidade com que leio os livros do Frederico Lourenço é inversamente proporcional à velocidade a que os ponteiros do relógio se moviam nas aulas dele.
domingo, 1 de maio de 2005
Em busca da imperfeição
Que encanto vejo eu nos defeitos dos outros para gostar tanto deles e os querer para mim?
sábado, 30 de abril de 2005
sexta-feira, 29 de abril de 2005
Bandas Sonoras Ideais

É madrugada ou é alucinação,
Estrelas de mil cores, extasy ou paixão.
Hmmm, esse odor traz tanta saudade,
Mata-me de amor, dá-me liberdade,
Deixa-me voar, cantar e [não] adormecer.
Canções que nos fazem reviver momentos e sonhos. Enquanto duram ajudam a esquecer as incertezas e põem os corações a bater a um ritmo compassado, estejam perto ou longe.
Hoje tenho-te comigo...
Mais um elo na cadeia literária
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
m: Apesar de não saber o que é o Fahrenheit esse, se pudesse ser um livro gostava de ser o Alta Fidelidade do Nick Hornby, pelo sentido de humor e a fluência da escrita. Mas pensando bem, qualquer um com um final feliz, sou uma romântica incurável e pirosa.
J: Também não sei que coisa é essa do Fahrenheit 451 (há por aí alguma alminha iluminada que me explique?), mas gostava de ser A Ilustre Casa de Ramires do Eça de Queiroz. Além da sátira política absolutamente actual e do sentido de humor, fascina-me o percurso da personagem principal, que vagueia entre o direito, a política e a escrita, e se esconde entre a falta de coragem, a falta de talento e a falta de escrúpulos, para no fim se afirmar exactamente o contrário daquilo que esperávamos.
Já alguma vez ficaste apanhadinha por uma personagem de ficção?
m: Claro que sim. O Athos, o incontornável João da Ega e os Darcy (Fitzwilliam e Mark).
J: Não resistiria ao meu Gonçalo Mendes Ramires se ele existisse de verdade. Continuo tão apaixonada por ele como no primeiro dia em que peguei n'A Ilustre Casa de Ramires, já lá vão alguns anos.
Qual foi o último livro que compraste?
m: Já foi há tanto tempo, acho que foram livros de exercícios de Português para as minhas aulas e o Código Da Vinci para o meu pai. Porque eu agora não compro, assalto a biblioteca da Jess.
J: Comprei o Anjos e Demónios do Dan Brown para a minha Mãe e o Saturday do Ian McEwan para mim.
Qual foi o último livro que leste?
m: Bridget Jones The Edge of Reason de Helen Fielding.
J: Anjos e Demónios, precisamente, emprestado pela minha mãe, que por sinal gostou muito. Eu não gostei tanto quanto ela e ainda por cima descobri rapidamente quem era o mau da fita.
Que livro estás a ler?
m: Como se pode ver na barra lateral, a Obra Poética do David Mourão-Ferreira. A ler bem devagarinho para saborear ao máximo.
J: Saturday do Ian McEwan. Já era tempo de voltar a um dos meus escritores preferidos.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
m: Levava o meu Principezinho, Os Maias (que gosto sempre de reler), O Amor em Tempos de Cólera de García Márquez, o Mais Que Perfeito da Clara Pinto Correia e as Obras Completas do Oscar Wilde (que eu tenho num só livro por isso não me digam que não conta).
J: Em vez de cinco livros, não podia ser cinco autores? É que esta história da ilha deserta parece-me que é coisa para durar algum tempo até que consigamos fugir ou ser salvos ou whatever (estou a lembrar-me do pobre do Tom Hanks). Por isso levava as obras completas do Eça, do Lobo Antunes, do Jorge de Sena, do Nick Hornby e do Ian McEwan. Acho que tinha com que me entreter durante uns tempos.
A quem vais passar este testemunho (3) e porquê?
m & J: Aos Marretas, ao Lourenço e à Inês, se vos apetecer. Porque sim.
m: Apesar de não saber o que é o Fahrenheit esse, se pudesse ser um livro gostava de ser o Alta Fidelidade do Nick Hornby, pelo sentido de humor e a fluência da escrita. Mas pensando bem, qualquer um com um final feliz, sou uma romântica incurável e pirosa.
J: Também não sei que coisa é essa do Fahrenheit 451 (há por aí alguma alminha iluminada que me explique?), mas gostava de ser A Ilustre Casa de Ramires do Eça de Queiroz. Além da sátira política absolutamente actual e do sentido de humor, fascina-me o percurso da personagem principal, que vagueia entre o direito, a política e a escrita, e se esconde entre a falta de coragem, a falta de talento e a falta de escrúpulos, para no fim se afirmar exactamente o contrário daquilo que esperávamos.
Já alguma vez ficaste apanhadinha por uma personagem de ficção?
m: Claro que sim. O Athos, o incontornável João da Ega e os Darcy (Fitzwilliam e Mark).
J: Não resistiria ao meu Gonçalo Mendes Ramires se ele existisse de verdade. Continuo tão apaixonada por ele como no primeiro dia em que peguei n'A Ilustre Casa de Ramires, já lá vão alguns anos.
Qual foi o último livro que compraste?
m: Já foi há tanto tempo, acho que foram livros de exercícios de Português para as minhas aulas e o Código Da Vinci para o meu pai. Porque eu agora não compro, assalto a biblioteca da Jess.
J: Comprei o Anjos e Demónios do Dan Brown para a minha Mãe e o Saturday do Ian McEwan para mim.
Qual foi o último livro que leste?
m: Bridget Jones The Edge of Reason de Helen Fielding.
J: Anjos e Demónios, precisamente, emprestado pela minha mãe, que por sinal gostou muito. Eu não gostei tanto quanto ela e ainda por cima descobri rapidamente quem era o mau da fita.
Que livro estás a ler?
m: Como se pode ver na barra lateral, a Obra Poética do David Mourão-Ferreira. A ler bem devagarinho para saborear ao máximo.
J: Saturday do Ian McEwan. Já era tempo de voltar a um dos meus escritores preferidos.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
m: Levava o meu Principezinho, Os Maias (que gosto sempre de reler), O Amor em Tempos de Cólera de García Márquez, o Mais Que Perfeito da Clara Pinto Correia e as Obras Completas do Oscar Wilde (que eu tenho num só livro por isso não me digam que não conta).
J: Em vez de cinco livros, não podia ser cinco autores? É que esta história da ilha deserta parece-me que é coisa para durar algum tempo até que consigamos fugir ou ser salvos ou whatever (estou a lembrar-me do pobre do Tom Hanks). Por isso levava as obras completas do Eça, do Lobo Antunes, do Jorge de Sena, do Nick Hornby e do Ian McEwan. Acho que tinha com que me entreter durante uns tempos.
A quem vais passar este testemunho (3) e porquê?
m & J: Aos Marretas, ao Lourenço e à Inês, se vos apetecer. Porque sim.
quinta-feira, 28 de abril de 2005
Being a friend
Não peço conselhos a ninguém. Também não costumo dá-los. Diz o ditado "se os conselhos fossem bons não se davam, vendiam-se". Na verdade, acho que muito pouca gente poderia ganhar dinheiro se de facto vendesse conselhos. Eu não ganharia um cêntimo. Mas ainda que aconselhar seja uma característica inata do amigo, mais do que um conselho, aquilo que espero de um amigo é que saiba ouvir. E se depois de chorar ele souber como ajudar, não será preciso pedir-lhe que me aconselhe.
Frage
Pergunto-me o que leva duas pessoas a interessarem-se tão pouco pelo que passa fora do seu mundinho que, durante o tempo que dura um jantar, nem se dão ao trabalho de perguntar o que se passa na vida de uma "amiga" que não viam há meses. Será verdadeiramente desinteresse ou apenas puro egoismo?
quarta-feira, 27 de abril de 2005
Assembleia Geral
Como já tinha dito por aqui, fui este fim-de-semana a Madrid à Assembleia do Clube de Fãs a que pertenço. Cada dia tenho mais a certeza de que não me enganei ao decidir ser "chenoista". Foram umas horas de divertimento e seriedade, partilha, alegria, reencontro, amizade... 300 pessoas juntas por uma "devoção" sincera e para tentar melhorar sempre, aquilo que já é tão organizado e completo. E ela esteve ali connosco, durante a reunião e o almoço que se seguiu. Não seriam muitos os que retirariam horas da sua vida privada para as partilhar com admiradores.
Mamma Mia
Domingo, 24 de Abril. 19 horas. Teatro Lope de Vega, Madrid.
Numa ilha grega, uma jovem envia 3 convites de casamento a 3 desconhecidos. Sofi tem um sonho, conhecer-se melhor ao descobrir o pai e ser por ele entregue no altar.
Em linhas gerais é esta a história de Mamma Mia, mas esta sinopse não diz nada de um musical que ordenando as canções dos ABBA para fazer avançar a acção, funciona como um jogo de espelhos e como descoberta de que só nos podemos encontrar no que sabemos, já que nenhum mistério genético nos levará a um conhecimento mais profundo de nós mesmos.
Mas os Musicais o que têm é que nos fazer escapar do mundo e não levar-nos a filosofar. Pode não ter nem a história, nem a música mais originais, no entanto, Mamma Mia socorre-se das canções que ouvimos toda a vida para nos levar a rir, a dançar e até mesmo a chorar. As personagens actuam em grupos de 3, Sofi e duas amigas, Donna (a mãe) e duas amigas, Ski (o noivo) e dois amigos e os 3 possíveis pais. O cenário também tem 3 partes, as duas paredes móveis que se combinam para alterar o espaço e os adereços que ajudam ao reconhecimento. Uma história com um prólogo e 2 actos - 3 espaços temporais distintos - que nos remete sempre para 3 dias de um passado com 20 anos.
Sei que o espectáculo estreou ontem em Lisboa, não fui vê-lo a Madrid para me antecipar, fui porque sou uma fanática dos pormenores e a actriz principal da produção espanhola era aquela que eu queria ver no papel. E admito que chorei quando a ouvi cantar "Va todo al ganador" ("The winner takes it all"). Tal como Mamma Mia, a voz da Nina faz-me regressar a um passado muito feliz - mas isso é matéria para outro post.
Numa ilha grega, uma jovem envia 3 convites de casamento a 3 desconhecidos. Sofi tem um sonho, conhecer-se melhor ao descobrir o pai e ser por ele entregue no altar.
Em linhas gerais é esta a história de Mamma Mia, mas esta sinopse não diz nada de um musical que ordenando as canções dos ABBA para fazer avançar a acção, funciona como um jogo de espelhos e como descoberta de que só nos podemos encontrar no que sabemos, já que nenhum mistério genético nos levará a um conhecimento mais profundo de nós mesmos.
Mas os Musicais o que têm é que nos fazer escapar do mundo e não levar-nos a filosofar. Pode não ter nem a história, nem a música mais originais, no entanto, Mamma Mia socorre-se das canções que ouvimos toda a vida para nos levar a rir, a dançar e até mesmo a chorar. As personagens actuam em grupos de 3, Sofi e duas amigas, Donna (a mãe) e duas amigas, Ski (o noivo) e dois amigos e os 3 possíveis pais. O cenário também tem 3 partes, as duas paredes móveis que se combinam para alterar o espaço e os adereços que ajudam ao reconhecimento. Uma história com um prólogo e 2 actos - 3 espaços temporais distintos - que nos remete sempre para 3 dias de um passado com 20 anos.
Sei que o espectáculo estreou ontem em Lisboa, não fui vê-lo a Madrid para me antecipar, fui porque sou uma fanática dos pormenores e a actriz principal da produção espanhola era aquela que eu queria ver no papel. E admito que chorei quando a ouvi cantar "Va todo al ganador" ("The winner takes it all"). Tal como Mamma Mia, a voz da Nina faz-me regressar a um passado muito feliz - mas isso é matéria para outro post.
terça-feira, 26 de abril de 2005
Banda sonora da adolescência
Violent Femmes. Uma das primeiras bandas estrangeiras que me lembro de ouvir. Uma escolha um pouco imposta, porque aos onze ou doze anos, passada há muito a fase de ouvir A Turma do Balão Mágico, comecei a prestar atenção às bandas que os meus irmãos mais velhos ouviam. Foi o que se diz amor à primeira música. Muitas vezes não percebia sequer o que queriam dizer as canções, mas o grande encanto ao ouvi-los era esse, conseguir decifrar as letras. Vários discos (conhecidos de trás para a frente) depois, continuo a gostar daquela simplicidade.
I hope you got fat
I hope you got really fat
cause if you got really really fat
you just might want to see me come back
I hope you got fat
I don't care, I don't care
ah how heavy or how skinny
I don't care, I don't care
ah how heavy or how skinny
just gimme gimme some some
ah some some something to love
A little extra weight could never look
no nicer on nobody else but you
and I could always use a little bit more to hold on to
and if I get a fright in the middle of the night I'll cling to you
I hope you got fat
I hope you got truly fat
cause if you got really FAT FAT FAT
you just might want to see me come back
I hope you got fat
Violent Femmes, 3
Mentira
Todos os dias tentas envolver-me na tua teia. Cada dia queres prender-me um pouco mais, sem que te apercebas que cada dia me tens um pouco mais longe.
sábado, 23 de abril de 2005
"My life is about keeping one step ahead" *
José Mourinho faz anúncio para a American Express, com realização de Martin Scorcese. Realmente, não é para todos.
Está aqui, para os interessados.
* Anúncio da American Express
Está aqui, para os interessados.
* Anúncio da American Express
O meu livro preferido? *
Não posso escolher um. Podia dizer A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queiroz ou O Físico Prodigioso, de Jorge de Sena ou Atonement, de Ian McEwan ou About a boy, de Nick Hornby... Mas também não posso fazer uma lista.
* Dia Mundial do Livro
* Dia Mundial do Livro
?
Subitamente, apaixonamo-nos por alguém em segredo. Conhecemos-lhe de cor os olhos, o sorriso, as mãos, a voz, mas nem sequer nos lembramos de apreciar aquilo que, geralmente, reparamos em qualquer homem bonito. Será que ele tem um traseiro jeitoso?
sexta-feira, 22 de abril de 2005
quinta-feira, 21 de abril de 2005
Porque é que eu evito a Rodoviária Nacional
Depois de 5 anos de viagens regulares nesta empresa (fora as viagens para férias com a avó e afins) decidi comprar carro. Quero deixar claro que não gosto de conduzir.
Hoje, com a TV ligada, ouvi soar a canção portuguesa que mais medo me provoca "Anel de Noivado" do Trio Odemira. E tudo isto tem um sentido... não, ainda não estou pronta para internamento.
Foram muitas as histórias notáveis que presenciei dentro de camionetas da Rodoviária Nacional, desde insuportáveis campanhas eleitorais a um motorista que acordava os passageiros com um muito simpático "Ó amigalhaço...", passando por um outro motorista que atirou com um jipe, e respectiva condutora, de encontro a uns eucaliptos por não a querer deixar ultrapassar e que ficou tão nervoso, com os seus 70 anos bem puxados, que levámos 2horas a deixar a recta do Infantado. Camionetas que avariavam e os passageiros sem forma de chegar ao destino, e com horários para cumprir, era obrigados de viajar em pé ou sentados nas escadas, e até mesmo um que ao não acertar com a entrada da estação em Portalegre estragou o sistema eléctrico do dito meio de transporte e fez com que 50 passageiros ficassem retidos sem poder ir para casa durante quase meia hora. Mas isto não é nada. Não senhores. Nada é pior do que fazer uma viagem em que o condutor ouvia sem cessar a acima citada canção do trio alentejano (rebobinava a cassete e voltava a tortura) durante mais de hora e meia. Isso, sim, é o inferno!
Hoje, com a TV ligada, ouvi soar a canção portuguesa que mais medo me provoca "Anel de Noivado" do Trio Odemira. E tudo isto tem um sentido... não, ainda não estou pronta para internamento.
Foram muitas as histórias notáveis que presenciei dentro de camionetas da Rodoviária Nacional, desde insuportáveis campanhas eleitorais a um motorista que acordava os passageiros com um muito simpático "Ó amigalhaço...", passando por um outro motorista que atirou com um jipe, e respectiva condutora, de encontro a uns eucaliptos por não a querer deixar ultrapassar e que ficou tão nervoso, com os seus 70 anos bem puxados, que levámos 2horas a deixar a recta do Infantado. Camionetas que avariavam e os passageiros sem forma de chegar ao destino, e com horários para cumprir, era obrigados de viajar em pé ou sentados nas escadas, e até mesmo um que ao não acertar com a entrada da estação em Portalegre estragou o sistema eléctrico do dito meio de transporte e fez com que 50 passageiros ficassem retidos sem poder ir para casa durante quase meia hora. Mas isto não é nada. Não senhores. Nada é pior do que fazer uma viagem em que o condutor ouvia sem cessar a acima citada canção do trio alentejano (rebobinava a cassete e voltava a tortura) durante mais de hora e meia. Isso, sim, é o inferno!
Finalmente
Acabei a base de dados dos meus Cds. 260 mais coisa menos coisa. Tenho que parar com esta mania de comprar música ou qualquer dia não tenho espaço para mim em casa.
quarta-feira, 20 de abril de 2005
É uma verdade universalmente reconhecida

que sensualidade e beleza podiam ser meras metáforas para Anissina e Peizerat.
Achas bem?
Parece-te correcto dares-me uma noite de insónias e só me tocares de manhã cedo, quando já estava a desesperar?
terça-feira, 19 de abril de 2005
Há momentos em que me apetece render-me ao inimigo. Dizer-lhe que não quero continuar uma luta para ganhar já não sei o quê. Mas se o corpo desiste, o inimigo insiste e já não sei a que armas recorrer para me defender. Tudo o que tenho é um coração fraco. E um coração exausto é manifestamente pouco para me salvar.
segunda-feira, 18 de abril de 2005
Querido
Pode ser adjectivo que se guarda no coração, ou simplesmente particípio passado de um sentimento acabado.
Momentos Memoráveis na TV
O Pedro está a fazer uma compilação de momentos marcantes na TV, achei por bem dar o meu contributo (não que ele o leia, logicamente) e peço os vossos também. É uma coisa divertida e todos nos lembramos de uma gaffe ou de um acontecimento especial na nossa televisão. Para além das situações mencionadas pelo Pedro, quem não se lembra...
1. da queda de balão de uma repórter da RTP (que não voltou a aparecer, I wonder why?), em que a câmara não ficou apontada para o ângulo mais adequado, seguida pelas gargalhadas imparáveis de José Rodrigues dos Santos.
2. do momento em que Herman José, no Herman Enciclopédia, não consegue concentrar-se e parar de rir sempre que tem que proferir a frase "Não pirilamparás a mulher do próximo".
3. dos trinta segundos, já aqui referidos pela Jessica, em que a Célia Lawson se viu com o decote "aumentado" no programa Portugal no Coração.
1. da queda de balão de uma repórter da RTP (que não voltou a aparecer, I wonder why?), em que a câmara não ficou apontada para o ângulo mais adequado, seguida pelas gargalhadas imparáveis de José Rodrigues dos Santos.
2. do momento em que Herman José, no Herman Enciclopédia, não consegue concentrar-se e parar de rir sempre que tem que proferir a frase "Não pirilamparás a mulher do próximo".
3. dos trinta segundos, já aqui referidos pela Jessica, em que a Célia Lawson se viu com o decote "aumentado" no programa Portugal no Coração.
domingo, 17 de abril de 2005
Sheriff of Nottingham
Haverá um mau mais delicioso?

Sempre me fascinaram os maus da fita, parecem-me muito mais saborosos do que os meninos bonzinhos, e este Sheriff do Alan Rickman é a perversão materializada. Acaba por salvar um filme mediano, com um Robin Hood, no mínimo, questionável.
A mim conquistou-me assim:
Sheriff of Nottingham: Do you mind, Locksley? We've just been married. (Cena em que Robin entra pela janela para resgatar Lady Marian que tinha sido forçada a casar.)

Sempre me fascinaram os maus da fita, parecem-me muito mais saborosos do que os meninos bonzinhos, e este Sheriff do Alan Rickman é a perversão materializada. Acaba por salvar um filme mediano, com um Robin Hood, no mínimo, questionável.
A mim conquistou-me assim:
Sheriff of Nottingham: Do you mind, Locksley? We've just been married. (Cena em que Robin entra pela janela para resgatar Lady Marian que tinha sido forçada a casar.)
Efemeridade
Em pequena, nada me fascinava mais do que as bolas de sabão. Podia estar horas, à janela, a vê-las sair do aro enquanto eu soprava, subir um bocadinho no ar, adquirir todas as cores do arco-íris e depois cair bem devagar em direcção ao chão até rebentarem.
Agora parece-me tão triste essa beleza que se dilui se a tentamos tocar.
sexta-feira, 15 de abril de 2005
Vícios maléficos de uma sobrinha pestinha
Estado em que fico depois de ver esses bonecos demoníacos chamados Tweenies quatro vezes seguidas:

Violenta, capaz de fazer muito mal aos parvos que inventaram aquilo.
quinta-feira, 14 de abril de 2005
Post para o leitor guloso
Só digo assim: de 15 a 17 de Abril - V Feira de Doçaria Conventual de Portalegre.
Mitologia Quotidiana
O "meu" Ulisses não luta em Tróia, não se arrisca em busca de fama nem glória e nunca se perdeu no mar. Ele procura encontrar-se e anseia por aventuras que o façam crescer.
Entretanto, eu teço num tear de sonhos o mais feliz padrão. Com linhas de paciência enredo a realidade, afasto avanços, calco crenças e aperto a malha. Os nós não me assustam - para aperfeiçoar há sempre tempo. E à noite, quando ninguém pode ver, encho o coração de fé e fecho os olhos. Só pelo tacto, desfaço os pontos para que o fim seja quando ele decidir.
Duvido... interrogo-me... chego a perder o ânimo, mas quando Morfeu me supera e a imagem mais amada me invade, recarrego energias e volto a acreditar.
Cada dia cresce o tecido e cada noite o desteço. Esta Penélope vive pela persistência dos amantes. A espera faz-se curta quando se é corredor de fundo.
quarta-feira, 13 de abril de 2005
Garfield Day

Quero ter um dia de gato e dormiiiiiiiiiiiiiir. Ter sonhinhos bons e sorridentes.
Hoje (ou amanhã) até da lasanha abdico.
(O telefone já parava de tocar.)
terça-feira, 12 de abril de 2005
segunda-feira, 11 de abril de 2005
Mental note
Um dia conto-vos como acredito que a personagem Dona Rosette da Maria Rueff é na realidade a minha Tia Maria.
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