segunda-feira, 18 de julho de 2005
Hang on
É um conselho cruel. Enquanto alguém tenta aguentar-se inteiro sem saber bem se o consegue, segura-se em cada palavra pronunciada. Mas as palavras perdem facilmente a força. E entre hang e on está uma espera angustiante por quem o salve.
sexta-feira, 15 de julho de 2005
Cada programa tem o patrocinador que merece
Deve ser por isso que os Batanetes são patrocinados pelo Pursenide.
quinta-feira, 14 de julho de 2005
Eu quero uma piscina só para mim

Afternoon Swimming (1979), David Hockney
Dava o meu quarto por uma coisa destas cá em casa... O único problema depois seria arranjar um sítio onde pudesse pôr a minha cama.
quarta-feira, 13 de julho de 2005
Momento publicitário
Os Lupanar dão um concerto na FNAC do Colombo, dia 19, às 21h. Só conheço uma música deles, mas com uma voz como a da Ana, têm que valer a pena.
Estou para aqui a dar-lhes tempo de antena e esta até foi a tipa que me praxou...
Estou para aqui a dar-lhes tempo de antena e esta até foi a tipa que me praxou...
terça-feira, 12 de julho de 2005
Sobre as formas estranhas como se fazem amigos (2)
J. - Olá, tens uma cara tão simpática! Eu sou a J.
Eu - (...)
Para alguém que tem a mania que é antipática e misantropa como eu, isto podia ter sido traumatizante.
Eu - (...)
Para alguém que tem a mania que é antipática e misantropa como eu, isto podia ter sido traumatizante.
E depois?
Parece que as Spice Girls não se puseram de acordo e vão gravar o próximo disco em separado. Se para gravar é assim, com os concertos como é que vão fazer? Desafinam por video-conferência? Ou fazem playback por fax?
Conheço este título de qualquer sítio
Quem ama acredita é o último romance de Nicholas Sparks e já lidera as vendas no nosso país.
Este título lembra-me a frase que o maravilhoso Marcos Paulo escrevia nos bilhetes para a sua amada Lucélia Santos na novela Sinhá Moça, na década de 80 do século passado. Com cada rosa, o cavaleiro marcarado afirmava "Quem ama, confia". E ela confiava, e nós (meninas românticas) também.
segunda-feira, 11 de julho de 2005
Decorar-te
Gostava de saber de cor todos os significados do meu dicionário abstracto e poder depois dizer que te tenho na ponta da língua.
domingo, 10 de julho de 2005
Companheirismo
Ser considerada criança por um menino de três anos significa que sou muito porreira ou que sou apenas infantil?
sábado, 9 de julho de 2005
Ainda os Morangos*
Qual é a menina, qual é ela, cuja personagem na série está a tirar um curso de modelo?

Dou uma pista: eu não entendo.
* Este post é uma recompensazinha para os meninos que aguentaram com as imagens de ontem sem protestar. Depois não digam que eu não sou amiga.

Dou uma pista: eu não entendo.
* Este post é uma recompensazinha para os meninos que aguentaram com as imagens de ontem sem protestar. Depois não digam que eu não sou amiga.
sexta-feira, 8 de julho de 2005
Veleidades Femininas
Eu tenho 3 motivos para ver os Morangos com Açúcar:

Tenho ou não tenho razão, meninas?

Tenho ou não tenho razão, meninas?
quinta-feira, 7 de julho de 2005
11 de Setembro 2001 - Nova Iorque
11 de Março 2004 - Madrid
7 de Julho 2005 - Londres
Acompanhando as notícias e lamentando as perdas humanas, há um pensamento profundamente egoísta que não deixa de me martelar na cabeça: espero que a mudança "estratégica" de lugar por parte de José Maria Aznar, para deixar José Manuel (Durão) Barroso fora da fotografia na Cimeira dos Açores, seja suficiente para Lisboa não ser a próxima vítima.
quarta-feira, 6 de julho de 2005
Sobre a mentira
Não suporto mentiras. Mas quando elas ultrapassam os limites do razoável e os universos paralelos criados se tornam na vida do mentiroso, às vezes dá vontade de rir a forma como ele acredita no que diz e o seu empenho em fazer-nos acreditar também.
terça-feira, 5 de julho de 2005
Indefinição
Não sei de mim. Perdi-me dentro de um qualquer dicionário abstracto e já não sei em que definição me hei-de encontrar.
Quem tudo quer...
A SIC generalista decidiu transmitir na quinta-feira passada dois episódios da primeira série do Gato Fedorento, ainda que o grupo de humoristas várias vezes tenha referido em entrevistas preferir que o programa não saísse do âmbito da SIC Radical. Aparentemente o canal podia fazê-lo por ter os direitos sobre a série, mas os "gatinhos" não acharam piada à retirada de tapete por parte da estação.
Abraçar um fenómeno para depois tentar tirar dele dividendos à revelia dos autores pode levar (e neste caso parece levar mesmo) a perder a crista da onda. Lamentamos que a direcção da SIC não tenha feito a devida terapia e desconheça a existência deste elemento na anatomia do ser humano.
Gostos
Diz a Jess que conhece uma moça cuja paixão por músculos é tal, que até deve achar o Sr. Senador um "cota jeitoso".
domingo, 3 de julho de 2005
Compreender
Os cantores-intérpretes, ou seja aqueles que não compõem as próprias canções, devem ter um trabalho extra que é estudar a fundo o que diz a letra que lhes foi entregue, para depois poder expressar um sentimento, que podem ou não ter passado.
Quando se canta uma canção de um autor como Carlos Paião, este trabalho é redobrado, porque as composições aparentemente simples, têm poemas rendilhados de trocadilhos e jogos de palavras o que às vezes torna a compreensão complicada.
Caras Non Stop, o que não se pode perdoar é que cantem em playback, uma letra que diz assim:
Podes não saber cantar,
Nem sequer assobiar,
Com certeza que não vais desafinar [...]
[...]Põe o microfone à frente,
Muito disfarçadamente,
Vai sorrindo, que é p'rá gente
Lá presente
Lá presente
Não notar!... [...]
Esta deve ser a única canção do mundo que não pode, nunca, ser cantada sem ser em directo. O programa não vos permitiu fazê-lo? Escolhessem outra canção, devem ter mais. O grave é, ao dizer as palavras, não entender a ironia que está ímplicita.
sábado, 2 de julho de 2005
Ai, ai, ai, Luís...
... será que te enganaste nos candidatos?
Sondagem dá vitória de Isaltino em Oeiras.
Sondagem dá vitória esmagadora de Valentim em Gondomar.
Sondagem dá vitória de Isaltino em Oeiras.
Sondagem dá vitória esmagadora de Valentim em Gondomar.
Hã? Disseram "Socialismo"?
Não sei em que país vivo, no dia em que ouço que um governo socialista pensa cortar a remuneração aos professores estagiários. Trabalho grátis para o estado um ano inteiro é sempre uma forma interessante de poupar e "cortar" a profissionalização de docentes.
Não seria mais inteligente fechar vagas nos cursos de ensino?
Adenda
Devo admitir o desconhecimento de toda a informação aquando da produção deste post. Mea culpa, mea culpa.
Afinal os estagiários não vão trabalhar sem receber, vão fazer estágios de observação, sem aulas práticas. Assim não é necessária a remuneração e estas aulas não contam como tempo de serviço. Claro, isso muda tudo. Aprender a leccionar sem cometer erros por impossibilidade de ter parte activa e poupar dinheiro ao estado. É a chamada fórmula "muitos em um" e deixa-nos muito mais tranquilos. Continuo, no entanto, a achar que a conclusão se aplica, seja qual for o caso.
sexta-feira, 1 de julho de 2005
quinta-feira, 30 de junho de 2005
Longa se torna a espera
Posso esperar que me passe a preguiça, que me chegue a vontade, que ganhe coragem. Depois é só ter força para lutar contra mim.
Alguém tem a morada dos VEMFA*?
- Olhe, ó fáxavor, era só para fazer uma desintoxicaçãozinha de médicos de ficção, se não se importa...
* Viciados Em Médicos de Ficção Anónimos
* Viciados Em Médicos de Ficção Anónimos
quarta-feira, 29 de junho de 2005
terça-feira, 28 de junho de 2005
Paula Teixeira (24.06.05)
No ano lectivo de 2001/2002 frequentei um curso de Língua Gestual Portuguesa, ensinamento que sempre tinha querido experienciar. Tudo o que possa dizer acerca desta abertura de mente, destes momentos únicos, desta aprendizagem tão especial será pouco. Mas a Língua Gestual não é como andar de bicicleta, quando não se pratica vai-se esquecendo. Os gestos tornam-se menos mecanizados e o esforço para recuperar é tremendo. Continuo a recorrer ao meu Gestuário, só que é mesmo difícil manter estes conhecimentos vivos quando não temos com quem os partilhar.
A Paula Teixeira é a única cantora portuguesa que se preocupa em levar música até mesmo àqueles que não a podem escutar. Sexta-feira passada, e graças a um amigo recente, fui a Alverca assistir a um concerto da Paula. Para além de gostar da música dela e de ter ficado muito impressionada com a garra que tem em palco, o que mais me comove nesta cantora é a sua preocupação em chegar a todos (até àqueles que por impossibilidades óbvias nunca comprarão um disco seu).
Vale a pena ver a Paula em palco e sentirmo-nos um bocadinho frágeis com aquele "mal-me-quer, bem-me-quer".
Obrigada pela experiência, G.
domingo, 26 de junho de 2005
Beijo na Boca (22.06.2005)

Sim, é uma peça para adolescentes.
Pode não ter a história mais original, nem a qualidade de texto de um Tolstoi ou de um Wilde (também ninguém esperava tanto), mas não havia pessoa no Coliseu que não risse a bom rir. Conta a história de um grupo de rapazes e raparigas sujeitos a uma proibição ridícula que passa a ser o assunto central em aulas e recreios. Conta também como há sonhos que são desilusões e como o que mais ambicionamos pode estar ao nosso lado, sem que o notemos.
Todas as meninas se descabelavam cada vez que o Guilherme Berenguer pisava o palco, no entanto as interpretações que eu gostava de salientar são as de Paulo Nigro, Fernanda Nobre, Gisele Frade (de quem eu nunca gostei particularmente, mas a quem tive que me render) e do maravilhoso Miguel Thiré (será que o talento é genético?).
Quanto vale uma boa gargalhada despreocupada e descomprometida?
sexta-feira, 24 de junho de 2005
Publicidade
Esta manhã, a sobrinha da Jess mostrou-me um novo meio de transporte: o bació-móvel. É só vantagens: percorre quilómetros numa sala, é amigo do ambiente, cria músculos nas pernas e é refirmante para os glúteos.

Faça o seu pedido para: tita@bochechafofa.com

Faça o seu pedido para: tita@bochechafofa.com
quarta-feira, 22 de junho de 2005
terça-feira, 21 de junho de 2005
Sobre as formas estranhas como se fazem amigos
Não posso dizer que te tenha escolhido para amiga quando foi o Padre António Vieira que me obrigou a falar contigo. O estupor impôs-se à minha timidez. Mas por tudo aquilo que me ensinas todos os dias, por me ajudares a pensar, por todas as vezes que me fazes rir, por me mostrares o que é ser corajosa, devia estar-lhe grata. Não é todos os dias que se conhece uma amiga admirável.
Pedir com jeitinho

segunda-feira, 20 de junho de 2005
A Cris
vai lançar o livro A Lei do Desejo: Minorias Sexuais e Direitos Humanos em Portugal, no dia 24, às 18h30, na Fnac do Chiado.
Claro que vamos tentar estar presentes, querida Cris, os momentos importantes devem ser assinalados.
Confesso
que uma semana depois, ainda me parece estranho. Não é que magoe, não o conhecia a esse ponto, mas há pessoas que nos parecem eternas por nos termos habituado a admirá-las.

1913-2005
sábado, 18 de junho de 2005
Por cumprir
Se valesse tudo para materializar desejos antigos, já te tinha raptado e escondido debaixo da cama.
quinta-feira, 16 de junho de 2005
Da boca para fora
Não fales da boca para fora. Deixas-me sempre com vontade de te obrigar a conter as palavras dentro da boca e calar-te com um beijo.
Mr. e Mrs. Smith
Agora são assassinos e têm a cara de Angelina Jolie e Brad Pitt.
Mas eu ainda me lembro quando eles eram espiões e eram assim (passavam na RTP à segunda à noite):

Maria Bello e Scott Bakula
Quero ver o filme principalmente por causa do Adam Brody (eu e as minhas fixações).
Mas eu ainda me lembro quando eles eram espiões e eram assim (passavam na RTP à segunda à noite):

Maria Bello e Scott Bakula
Quero ver o filme principalmente por causa do Adam Brody (eu e as minhas fixações).
terça-feira, 14 de junho de 2005
Momento Chuiff
Ela chega. Ao vê-lo acompanhado sente o ímpeto de se afastar, mas não o faz. Quando se cumprimentam, em vez dos dois beijinhos tradicionais, ela envolve-o num abracinho pouco habitual. E nem mesmo assim ele entende.
segunda-feira, 13 de junho de 2005
Eugénio
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade
Era importante que soubesses isto
Já que insistes em aparecer nos meus sonhos, podias ser simpático e permitir-nos um final feliz. Não percebes que os sonhos só podem ser assim?
quinta-feira, 9 de junho de 2005
Moranguinho
Em tão pouco tempo, ensinaste-me a ser mais feliz. E preciso cada vez mais de ti para isso. Sorte a minha, teres chegado para fazer parte da minha vida para sempre. Alguém tinha de vir para me resgatar do mau humor e tornar a minha vida cor-de-rosa.

Parabéns.
quarta-feira, 8 de junho de 2005
"Mrs. Robinson, you're trying to seduce me. ... Aren't you?"
She didn't try. She always made it!


Anne Bancroft (1931-2005)
And here's to you, Mrs. Robinson,
Jesus loves you more than you will know.
God bless you, please Mrs. Robinson.
Heaven holds a place for those who pray,
Hey, hey, hey
terça-feira, 7 de junho de 2005
segunda-feira, 6 de junho de 2005
O bizarro equilíbrio da balança
Amarmos sem sermos correspondidos enquanto somos amados sem correspondermos.
domingo, 5 de junho de 2005
sábado, 4 de junho de 2005
Traduttore traditore
Os momentos que antecedem o vício semanal passam-se a aguentar aquela coisa inominável chamada Alias.
Talvez estivesse particularmente atenta hoje, talvez o sotaque sul-americano me tenha ligado os radares... mas continuo a perguntar: porque é que se traduz assim na SIC? Não sei como estaria o inglês, mas não me parece complicado perceber (mesmo para quem não domine a língua) que "soy más inteligente" não se traduz para "sou mais esperta", e depois desta o choque de ver "mirada" traduzido por "cara" já nem me parecia tão forte.
Que pena desta vez não ter visto o nome da empresa, porque ando a pensar começar a escrever reclamações.
Talvez estivesse particularmente atenta hoje, talvez o sotaque sul-americano me tenha ligado os radares... mas continuo a perguntar: porque é que se traduz assim na SIC? Não sei como estaria o inglês, mas não me parece complicado perceber (mesmo para quem não domine a língua) que "soy más inteligente" não se traduz para "sou mais esperta", e depois desta o choque de ver "mirada" traduzido por "cara" já nem me parecia tão forte.
Que pena desta vez não ter visto o nome da empresa, porque ando a pensar começar a escrever reclamações.
sexta-feira, 3 de junho de 2005
Best Sellers
45 minutos à espera nos Correios levam-nos às observações mais inverosímeis. Aparentemente no Top dos Livros mais vendidos nesta estação estão em competição directa Paulo Coelho e os Livros da Anita (sendo aqueles que apresentam mais variedade), no entanto seguem-nos de perto O Poder que tem a Mente e Êxtase: o rio subterrâneo.
Será que da próxima vez encontro títulos como: O Poder que tem a Anita, Êxtase: o Paulo Coelho subterrâneo, Paulo Coelho e o pardalito, O Demónio e a senhorita Anita?
Será que da próxima vez encontro títulos como: O Poder que tem a Anita, Êxtase: o Paulo Coelho subterrâneo, Paulo Coelho e o pardalito, O Demónio e a senhorita Anita?
quinta-feira, 2 de junho de 2005
Fair trade?
Não sei desfazer-me em sorrisos como tu. Ensinas-me? Em troca posso cobrir-te de beijos.
quarta-feira, 1 de junho de 2005
Onde?
Onde é que andam os Ministars, Onda Choque e Queijinhos Frescos deste país?
Na festa do Dia da Criança, a decorrer no infantário ao fundo da minha rua, ouvia-se alto e bom som o "don't you know pump it up" e afins. Já não haverá músicas infantis?
terça-feira, 31 de maio de 2005
Dicionário abstracto
Não sei onde é que ele está, mas se o procuro num livro encontro palavras, se o procuro em ti encontro significado.
segunda-feira, 30 de maio de 2005
Depois de mais um episódio
de Desperate Housewives, há uma pergunta que se impõe:
Who the hell is Isabel Fajardo?
Já agora, fiz o teste que está na web e o resultado foi o aquele que eu já estava à espera: sou a Susan. Grande novidade!
Who the hell is Isabel Fajardo?
Já agora, fiz o teste que está na web e o resultado foi o aquele que eu já estava à espera: sou a Susan. Grande novidade!
sábado, 28 de maio de 2005
Reflexões tardias
Quando nos vemos pela oitava (ou centésima) vez arrastados para um triângulo amoroso e somos demasiado correctos para não nos afastarmos, será que é estupidez ou apenas tendência para o abismo?
sexta-feira, 27 de maio de 2005
quinta-feira, 26 de maio de 2005
Eu e as minhas ideias estapafúrdias
Ao rever Os Amigos de Gaspar (lembram-se disto?) na RTP Memória, pareceu-me óbvia a possibilidade de o Zé Diogo Quintela se inspirar no guarda Serôdio cada vez que tem de fazer de polícia no Gato Fedorento.
quarta-feira, 25 de maio de 2005
Desilusão
Ouvir alguém chamar o meu nome na rua, não reconhecer a pessoa e descobrir que afinal é aquele antigo colega de liceu que um dia foi giraço. Se em oito anos um rapaz jeitoso pode transformar-se naquilo, desconfio que o melhor será deixar de esperar pelo meu príncipe encantado, ou ainda corro o risco de ele chegar até mim já velho e acabado.
Recordações
Ao comentar dos nossos projectos de viagens prolongadas quase todos nos pedem para fazer parte da bagagem, mas apenas alguns encontram coragem para nos implorar que fiquemos.
terça-feira, 24 de maio de 2005
Ahhhh e tal
Diz que há um blog que fez ontem um ano.
(Se estão a perguntar pelas miúdas, há uma que continua desmaiada porque nunca acreditou que isto durasse tanto e a outra ainda não voltou dos festejos. Qual é qual? Fica à vossa consideração.)
sexta-feira, 20 de maio de 2005
Sobre as pessoas
Só lhe vemos as qualidades. Quando finalmente encaramos os defeitos que sempre lá estiveram, mas aos quais nunca quisemos dar importância, já é demasiado tarde.
quinta-feira, 19 de maio de 2005
Portalegre em Festa!
É desta que eu vou ver o Rui Veloso ao vivo.
Este ano os espectáculos não são no centro da cidade, que continua em polvorosa por causa dos cerca de 100 dias que faltam para acabar o programa Polis, mas sim no Recinto da Feira. Os dois jardins onde tudo costuma ter lugar, estão estilo campo de guerra, mas dentro de algum tempo reaparecerão muito mais bonitos ainda (quero acreditar).
Gosto desta época do ano, principalmente porque é nesta altura que muitos portalegresenses voltam à terrinha e podemos reencontrar amigos de longa data e matar saudades da infância e adolescência.
Acabaram por agora as notícias locais que este fim-de-semana são inevitáveis.
Jouyeux anniversaire

Em dias como hoje as palavras são excessivas quando ditas de longe, a vontade de estar pertinho dói, mas na impossibilidade de to dizer cara a cara, aqui ficam os nossos maiores desejos de que sejas muito feliz.
Jessica & mafaldinha
quarta-feira, 18 de maio de 2005
terça-feira, 17 de maio de 2005
Métodos de persuasão

Tentam tudo, TUDO, mas uma sopófoba sempre sofrerá de sopofobia, é inevitável!
Nem com miminhos lá vão.

segunda-feira, 16 de maio de 2005
Lei da compensação
Acordar sempre sem saber o que sonhei durante a noite e passar os dias a sonhar acordada.
domingo, 15 de maio de 2005
As coisas em que reparo a ver o Herman
O fungo verde alastra no cabelo da vizinha que canta o hino do Sporting como se não houvesse amanhã.
Ok, era só para partilhar isto com alguém.
Ok, era só para partilhar isto com alguém.
In your eyes I get lost (/lust), I get washed away. *
Uma pronúncia menos habitual desvenda que em inglês o caminho que se percorre da luxúria à perdição é o simples fechar de uma circunferência.
Certo é que o original da canção ganha em romanticismo, mas não deixa de perder em sensualidade.
* "Simply The Best", de Tina Turner (para se houvesse dúvidas)
sábado, 14 de maio de 2005
Sem título*
Era uma vez bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla para sempre.
(*Um dia ainda escrevo esta história. Já tenho princípio e fim. Só me falta um título, personagens e enredo.)
(*Um dia ainda escrevo esta história. Já tenho princípio e fim. Só me falta um título, personagens e enredo.)
Gosto...
do cheiro da terra molhada no verão e de uma folha de hortelã esmagada entre os dedos, do som do ribeiro que corre ou da chuva a cair enquanto se está quentinho em casa, do sabor das cerezas, do toque de um pêssego e de ver a minha Serra verde em plena primavera.
quinta-feira, 12 de maio de 2005
O amor será assim?
Conheço-a há vinte anos, uma daquelas amizades que, ainda que tenhamos crescido, continua com o mesmo grau de pureza e ingenuidade típicos de quem tem seis anos. Ela tinha a avó ideal (como todas as avós), amiga e cúmplice, pronta para as nossas aventuras entre sorrisos e resmunguices. Até que há dois anos o avô morreu. As alegrias e as cumplicidades foram-se perdendo, apesar de todos os esforços para que a avó estivesse bem. Continuo a encontrá-la na rua como sempre, mas deixei de lhe ver o sorriso grande de quem tem uma família feliz. Agora, todos os dias vejo a avó mais pequenina, a desaparecer, como quem não aguenta a saudade e vai morrendo aos poucos.
quarta-feira, 11 de maio de 2005
Aviso prévio
Se queres que faça parte dos teus sonhos eu não me oponho, mas depois não te queixes de que estavas a dormir.
terça-feira, 10 de maio de 2005
Herança
Sou demasiado sensível como a minha mãe e herdei do meu pai o mau-feitio, de um irmão a timidez, do outro a casmurrice. Decidi, por isso, desenvolver um ponto fraco só meu. Pelo menos na preguiça sou original.
Amitiés
Pessoas há que vêem a amizade como se de um jogo de futebol se tratasse *: têm uma equipa de titulares e depois têm outros no banco, à espera, para quando um dos "meninos de oiro" se lesione ou tenha um impedimento que lhe não permita jogar. E há outras que têm a vida tão ordenada que têm amizades de primeira e segunda, umas que defendem de capa e espada em qualquer situação (porque as acham frágeis, inocentes, com baixa auto-estima,... whatever), e outras que deixam à mercê da tempestade dando-lhes uma sopa quente de vez em quando.
Aparentemente não há diferenças entre os dois tipos de "amigos", ambos fazem uso de hierarquias para caracterizar sentimentos que por si só a elas são avessos. Para mim, há nuances que os distanciam.
Os primeiros são egoistas e egocêntricos (e sabem-no), servem-se do "craque" do momento para tornarem a sua "equipa" mais forte e descartam-no quando já não dá rendimento. Os segundos acham-se profundamente bondosos e caridosos, porque prestam um pouco da sua atenção a todos os que os rodeiam. Esquecem-se é que "estar lá" não é quando nos dá jeito a nós, é quando os outros precisam, e precisam todos (os de primeira e os de segunda).
Se querem a minha opinião (e se me fosse pedido que escolhesse), acho que prefiro os primeiros, pelos menos o calculismo que vestem é aberto e claro, ao aceitá-los no nosso seio já foi com esta condição, a de que a qualquer momento poderiamos ser postos na prateleira. Os outros enredam-nos e mimam-nos, só se revelando quando não lhes resta mais opção e, ainda assim, tentando sempre justificar a atitude com a defesa do mais fraco.
Apenas me resta uma amarga conclusão: inevitavelmente, primeiros e segundos acabarão sozinhos, porque toda a gente se cansa de aguentar subterfúgios e de ser usado
*Metáfora surripiada à minha amiga F.
Aparentemente não há diferenças entre os dois tipos de "amigos", ambos fazem uso de hierarquias para caracterizar sentimentos que por si só a elas são avessos. Para mim, há nuances que os distanciam.
Os primeiros são egoistas e egocêntricos (e sabem-no), servem-se do "craque" do momento para tornarem a sua "equipa" mais forte e descartam-no quando já não dá rendimento. Os segundos acham-se profundamente bondosos e caridosos, porque prestam um pouco da sua atenção a todos os que os rodeiam. Esquecem-se é que "estar lá" não é quando nos dá jeito a nós, é quando os outros precisam, e precisam todos (os de primeira e os de segunda).
Se querem a minha opinião (e se me fosse pedido que escolhesse), acho que prefiro os primeiros, pelos menos o calculismo que vestem é aberto e claro, ao aceitá-los no nosso seio já foi com esta condição, a de que a qualquer momento poderiamos ser postos na prateleira. Os outros enredam-nos e mimam-nos, só se revelando quando não lhes resta mais opção e, ainda assim, tentando sempre justificar a atitude com a defesa do mais fraco.
Apenas me resta uma amarga conclusão: inevitavelmente, primeiros e segundos acabarão sozinhos, porque toda a gente se cansa de aguentar subterfúgios e de ser usado
*Metáfora surripiada à minha amiga F.
segunda-feira, 9 de maio de 2005
Propostas Inoportunas
No meio de uma conversa casual ele revelou-lhe que gostaria de ter alguma coisa com ela. Ela pensou nas mil maneiras de lhe (voltar a) dizer que estava apaixonada por outro, sem causar demasiados danos. E tentando aliviar a tensão do momento falou-lhe de como dessa forma ele teria mais uma miúda à perna. Com um tom doutoral ele revelou:
- Não! Tu és uma menina crescida e sabes que não seria mais do que um momento bem passado. Há demasiadas condicionantes para passar disso.
Sem ter bem a certeza porquê, ela sentiu um impulso muito forte de lhe dar uma bofetada.
Brevemente
Num cinema perto de si

Querem fazer o vosso? Podem procurar neste site, também dá para grafittis, pedidos de resgate e uma série de outras coisas. Divirtam-se!

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domingo, 8 de maio de 2005
A vingança do WC
Ontem à noite descobri o nome do programa apresentado pelo José Castelo Branco. Apercebi-me, então, que o homem é profundamente rancoroso. Tenho para mim que aquilo é uma vingançazinha contra a caricatura que o Joaquim Monchique fazia dele no Quintal dos Ranhosos. Que pior estocada do que dar a um momento televisivo de tão baixa qualidade um título que soa tanto ao apelido do outro?
TV, Domingo de manhã
Não seria possível fazerem como com os jogos de futebol e venderem os direitos de transmissão das missas de domingo a só um canal de TV?
sexta-feira, 6 de maio de 2005
25 Momentos na História da Blogosfera
Dêem lá um salto para ver como se começa a escrever a História de um fenómeno, como diz a Gotinha.
E reparem como há um mocinho carismático que aparece num dos quadradinhos ;)
E reparem como há um mocinho carismático que aparece num dos quadradinhos ;)
É impressionante...
... como determinados acontecimentos muito esperados, com o passar do tempo, acabam desprovidos de significado.
Paixões
Quantas vezes damos por nós a pensar o que foi que nos empurrou para uma determinada paixão. Damos voltas e voltas à cabeça, pesamos prós e contras, pomos em jogo uma série de variáveis, apenas para, inevitavelmente, não conseguirmos retirar de tanto raciocínio um resultado válido. Podem ser tantos os caminhos que nos levam à montanha-russa das emoções: uma palavra, um olhar, um toque, um cheiro...
Continuo a questionar-me acerca do início de cada um dos meus enamoramentos, mas há um que eu sei precisamente onde começou. A minha adoração pelos coalas chegou-me através da televisão, de uma série de desenhos animados para ser mais precisa. Chamava-se Mofli - El Último Koala e era a razão de eu chegar sempre atrasada às aulas de quarta-feira na Alliance Française - ouvia o ralhete e calava-me, segura de que aquela francesa insensível nunca entenderia veleidades amorosas como esta.

Se quiserem ouvir a canção e ver o genérico é só carregar na imagem que está no link para a Televisión Española. Irra, como ficava na cabeça aquela canção, eram dias e dias a cantar o mesmo.
quinta-feira, 5 de maio de 2005
Pinga amor
É uma torneirinha, pequenina e vermelha. De vez em quando pinga, pinga, pinga um pouco mais. Pinga amor porque alguém abriu o coração e deixou cair uma gotinha e outra e outra do que tinha lá dentro. Mesmo que ninguém venha cuidar do coração, ele continua a pingar, a pingar. Mas quem vier tratar dele, só vai fazê-lo pingar mais e mais. É que o coração é uma torneirinha que nunca se fecha, vai pingando, pingando, pingando.
quarta-feira, 4 de maio de 2005
"Só possuímos para sempre aquilo que perdemos." - Al Berto *
Esta frase inquieta-me. Será que só conseguimos ter, verdadeiramente, aquilo que guardamos na memória? Será que apenas nos apercebemos da importância daquilo que deixou de ser nosso?
Se assim é, então isto quer dizer que quando temos algo connosco não lhe damos o devido valor e só posteriormente é que lhe prestamos atenção (às vezes demasiada). Quando esta reflexão entra no âmbito das relações pessoais assume uma proporção ainda mais assustadora. Fazendo parte de uma amizade, por mais pura e bonita que ela seja, mais tarde ou mais cedo acabamos por relegar esse sentimento para um segundo plano, ou porque fizemos um novo amigo, ou porque nos integrámos num novo grupo ou apenas porque nos sentimos tão seguros da fidelidade do outro que pensamos nunca o poder perder. No dia em que esse amigo se farta de não nos ouvir, de ser sempre ele o que nos procura, de ser o ombro onde choramos os nossos problemas mas apenas mais um quando queremos partilhar alegrias; no dia em que esse amigo se afasta, sentimos-lhe a falta como nunca antes e queremos recuperar aquilo que deixámos definhar por incúria. Tudo se pode aplicar também ao amor que, sem saber porquê, acabou. Anos depois, ainda estamos a pensar como poderia ter sido, ainda nos custa vê-lo(a) ou ouvi-lo(a), principalmente porque sabemos que fomos nós os culpados de o(a) deixar escapar.
Não se consegue remediar o passado, no entanto podemos preservar o agora, tendo sempre em mente que nada é eterno e que há que cuidar o que/quem queremos manter ao nosso lado.
* Um poeta que me marcou não pelo que li mas pelo que ouvi. Tive contacto com este autor através de uma entrevista de rádio que continuo a manter gravada numa velhinha cassete.
terça-feira, 3 de maio de 2005
Dicionário
Amor, s. m. Afeição profunda a uma pessoa. Procurei em vários dicionários o que é o Amor. Não encontrei consenso. Possivelmente porque cada pessoa sente de maneira diferente e assim será cada definição. Fixei-me nesta, porque às vezes não nos lembramos que o Amor pode ser apenas unilateral. Mas mesmo com tantas definições continuo sem saber o seu verdadeiro significado. Talvez o tenha procurado no lugar errado.
segunda-feira, 2 de maio de 2005
Amar Não Acaba
A voracidade com que leio os livros do Frederico Lourenço é inversamente proporcional à velocidade a que os ponteiros do relógio se moviam nas aulas dele.
domingo, 1 de maio de 2005
Em busca da imperfeição
Que encanto vejo eu nos defeitos dos outros para gostar tanto deles e os querer para mim?
sábado, 30 de abril de 2005
sexta-feira, 29 de abril de 2005
Bandas Sonoras Ideais

É madrugada ou é alucinação,
Estrelas de mil cores, extasy ou paixão.
Hmmm, esse odor traz tanta saudade,
Mata-me de amor, dá-me liberdade,
Deixa-me voar, cantar e [não] adormecer.
Canções que nos fazem reviver momentos e sonhos. Enquanto duram ajudam a esquecer as incertezas e põem os corações a bater a um ritmo compassado, estejam perto ou longe.
Hoje tenho-te comigo...
Mais um elo na cadeia literária
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
m: Apesar de não saber o que é o Fahrenheit esse, se pudesse ser um livro gostava de ser o Alta Fidelidade do Nick Hornby, pelo sentido de humor e a fluência da escrita. Mas pensando bem, qualquer um com um final feliz, sou uma romântica incurável e pirosa.
J: Também não sei que coisa é essa do Fahrenheit 451 (há por aí alguma alminha iluminada que me explique?), mas gostava de ser A Ilustre Casa de Ramires do Eça de Queiroz. Além da sátira política absolutamente actual e do sentido de humor, fascina-me o percurso da personagem principal, que vagueia entre o direito, a política e a escrita, e se esconde entre a falta de coragem, a falta de talento e a falta de escrúpulos, para no fim se afirmar exactamente o contrário daquilo que esperávamos.
Já alguma vez ficaste apanhadinha por uma personagem de ficção?
m: Claro que sim. O Athos, o incontornável João da Ega e os Darcy (Fitzwilliam e Mark).
J: Não resistiria ao meu Gonçalo Mendes Ramires se ele existisse de verdade. Continuo tão apaixonada por ele como no primeiro dia em que peguei n'A Ilustre Casa de Ramires, já lá vão alguns anos.
Qual foi o último livro que compraste?
m: Já foi há tanto tempo, acho que foram livros de exercícios de Português para as minhas aulas e o Código Da Vinci para o meu pai. Porque eu agora não compro, assalto a biblioteca da Jess.
J: Comprei o Anjos e Demónios do Dan Brown para a minha Mãe e o Saturday do Ian McEwan para mim.
Qual foi o último livro que leste?
m: Bridget Jones The Edge of Reason de Helen Fielding.
J: Anjos e Demónios, precisamente, emprestado pela minha mãe, que por sinal gostou muito. Eu não gostei tanto quanto ela e ainda por cima descobri rapidamente quem era o mau da fita.
Que livro estás a ler?
m: Como se pode ver na barra lateral, a Obra Poética do David Mourão-Ferreira. A ler bem devagarinho para saborear ao máximo.
J: Saturday do Ian McEwan. Já era tempo de voltar a um dos meus escritores preferidos.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
m: Levava o meu Principezinho, Os Maias (que gosto sempre de reler), O Amor em Tempos de Cólera de García Márquez, o Mais Que Perfeito da Clara Pinto Correia e as Obras Completas do Oscar Wilde (que eu tenho num só livro por isso não me digam que não conta).
J: Em vez de cinco livros, não podia ser cinco autores? É que esta história da ilha deserta parece-me que é coisa para durar algum tempo até que consigamos fugir ou ser salvos ou whatever (estou a lembrar-me do pobre do Tom Hanks). Por isso levava as obras completas do Eça, do Lobo Antunes, do Jorge de Sena, do Nick Hornby e do Ian McEwan. Acho que tinha com que me entreter durante uns tempos.
A quem vais passar este testemunho (3) e porquê?
m & J: Aos Marretas, ao Lourenço e à Inês, se vos apetecer. Porque sim.
m: Apesar de não saber o que é o Fahrenheit esse, se pudesse ser um livro gostava de ser o Alta Fidelidade do Nick Hornby, pelo sentido de humor e a fluência da escrita. Mas pensando bem, qualquer um com um final feliz, sou uma romântica incurável e pirosa.
J: Também não sei que coisa é essa do Fahrenheit 451 (há por aí alguma alminha iluminada que me explique?), mas gostava de ser A Ilustre Casa de Ramires do Eça de Queiroz. Além da sátira política absolutamente actual e do sentido de humor, fascina-me o percurso da personagem principal, que vagueia entre o direito, a política e a escrita, e se esconde entre a falta de coragem, a falta de talento e a falta de escrúpulos, para no fim se afirmar exactamente o contrário daquilo que esperávamos.
Já alguma vez ficaste apanhadinha por uma personagem de ficção?
m: Claro que sim. O Athos, o incontornável João da Ega e os Darcy (Fitzwilliam e Mark).
J: Não resistiria ao meu Gonçalo Mendes Ramires se ele existisse de verdade. Continuo tão apaixonada por ele como no primeiro dia em que peguei n'A Ilustre Casa de Ramires, já lá vão alguns anos.
Qual foi o último livro que compraste?
m: Já foi há tanto tempo, acho que foram livros de exercícios de Português para as minhas aulas e o Código Da Vinci para o meu pai. Porque eu agora não compro, assalto a biblioteca da Jess.
J: Comprei o Anjos e Demónios do Dan Brown para a minha Mãe e o Saturday do Ian McEwan para mim.
Qual foi o último livro que leste?
m: Bridget Jones The Edge of Reason de Helen Fielding.
J: Anjos e Demónios, precisamente, emprestado pela minha mãe, que por sinal gostou muito. Eu não gostei tanto quanto ela e ainda por cima descobri rapidamente quem era o mau da fita.
Que livro estás a ler?
m: Como se pode ver na barra lateral, a Obra Poética do David Mourão-Ferreira. A ler bem devagarinho para saborear ao máximo.
J: Saturday do Ian McEwan. Já era tempo de voltar a um dos meus escritores preferidos.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
m: Levava o meu Principezinho, Os Maias (que gosto sempre de reler), O Amor em Tempos de Cólera de García Márquez, o Mais Que Perfeito da Clara Pinto Correia e as Obras Completas do Oscar Wilde (que eu tenho num só livro por isso não me digam que não conta).
J: Em vez de cinco livros, não podia ser cinco autores? É que esta história da ilha deserta parece-me que é coisa para durar algum tempo até que consigamos fugir ou ser salvos ou whatever (estou a lembrar-me do pobre do Tom Hanks). Por isso levava as obras completas do Eça, do Lobo Antunes, do Jorge de Sena, do Nick Hornby e do Ian McEwan. Acho que tinha com que me entreter durante uns tempos.
A quem vais passar este testemunho (3) e porquê?
m & J: Aos Marretas, ao Lourenço e à Inês, se vos apetecer. Porque sim.
quinta-feira, 28 de abril de 2005
Being a friend
Não peço conselhos a ninguém. Também não costumo dá-los. Diz o ditado "se os conselhos fossem bons não se davam, vendiam-se". Na verdade, acho que muito pouca gente poderia ganhar dinheiro se de facto vendesse conselhos. Eu não ganharia um cêntimo. Mas ainda que aconselhar seja uma característica inata do amigo, mais do que um conselho, aquilo que espero de um amigo é que saiba ouvir. E se depois de chorar ele souber como ajudar, não será preciso pedir-lhe que me aconselhe.
Frage
Pergunto-me o que leva duas pessoas a interessarem-se tão pouco pelo que passa fora do seu mundinho que, durante o tempo que dura um jantar, nem se dão ao trabalho de perguntar o que se passa na vida de uma "amiga" que não viam há meses. Será verdadeiramente desinteresse ou apenas puro egoismo?
quarta-feira, 27 de abril de 2005
Assembleia Geral
Como já tinha dito por aqui, fui este fim-de-semana a Madrid à Assembleia do Clube de Fãs a que pertenço. Cada dia tenho mais a certeza de que não me enganei ao decidir ser "chenoista". Foram umas horas de divertimento e seriedade, partilha, alegria, reencontro, amizade... 300 pessoas juntas por uma "devoção" sincera e para tentar melhorar sempre, aquilo que já é tão organizado e completo. E ela esteve ali connosco, durante a reunião e o almoço que se seguiu. Não seriam muitos os que retirariam horas da sua vida privada para as partilhar com admiradores.
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