quarta-feira, 8 de março de 2006

O papel. Qual papel? O papel! Qual papel? O Papel!!!

Parece ser que o simples pedido de um certificado que acredite que em Portugal as classificações finais mínima e máxima no Ensino Superior são 0 e 20, respectivamente, é uma situação inaudita e por demais estranha. Ninguém sabe onde requerer, a quem pedir, como o fazer e quanto tempo vai demorar.
Recorrendo aos serviços administrativos centrais da Direcção Geral do Ensino Superior passamos por essa experiência tão gratificante que é a de ter alguém que fala (sempre) num tom de voz bastante mais alto do que o normal, a utilizar aquilo que pensa ser ironia para nos chamar analfabetos e desleixados, ainda que tenhamos em nosso poder o documento oficial que prova que tal certificado (aparentemente simples) é mesmo necessário.
É por isto que eu adoro a burocracia e todos aqueles que dela fazem vida no nosso país!

terça-feira, 7 de março de 2006

And the oscar goes to.....

SEXTA-FEIRA 13


Obrigada pela foto, Gabriel

Uma história coerente, num espaço diferente e cujas potencialidades são prodigiosamente exploradas, êxitos de toda a vida, e muito boas surpresas. Permitam-me destacar os desempenhos de Martinho Silva e Sérgio Lucas, que me deixaram abismada.

Ainda bem que há gente neste país que não tem medo de arriscar, nem aquela vergonha (tão portuguesinha) de fazer diferente e bem. A minha vénia aos cantores/actores/bailarinos, a quem os escolheu, quem os dirigiu, ao Eduardo Madeira pelo texto (aqui está uma coisa que eu nunca pensei dizer), aos Xutos, a quem acreditou que era possível...

Vale mesmo a pena ir até à Toyota Box. Eu vou ver de novo, não é Jess e Gabriel???

quarta-feira, 1 de março de 2006

Aquela que escolhi para Irmã

Não me lembro do dia que conheci Aquela que escolhi para Irmã. Ela sempre fez parte da minha vida, escolhi-a muito antes de ter conhecimento e sei que acertei.
Aquela que escolhi para Irmã é inteligente, criativa, boa amiga e tem uma voz muito doce. Lembro-me quando ela me visitava no infantário, quando iamos ao cinema e me lia as legendas (apesar de só estar na primeira clase), das férias que passámos juntas, e da profunda admiração que sempre tive por ela e nunca encontrei o momento para lhe dizer. Partilhavamos tudo: o tempo, as brincadeiras, a roupa, a música,... aprendi tanto com ela.
Houve uma época em que nos afastámos, idades diferentes, amigos diferentes, mas a amizade ficou sempre lá, dentro do coração, que é onde guardamos as coisas que são mesmo importantes.
Aquela que escolhi para Irmã tinha um sorriso lindo e alegre. Daqueles em que a cara se ilumina e nos enche de vontade de sorrir também. O sorriso dela continua lindo mas deixou de ser alegre. A mim custa-me não estar sempre perto para tentar amenizar a dor.
Aquela que escolhi para Irmã deu-me em 2005 um dos melhores presentes da minha vida: estar lá, num dia muito especial.
Aquela que eu escolhi para Irmã vai casar e eu fui a primeira a saber, ainda que pelos desencontros da vida não falássemos há imenso tempo. Alegra-me tanto que ela esteja bem.
Ahhh e ela também tem um blog, e até já me lia, mesmo sem saber que era eu.

Para tí, que no me lees

No sé si sé quien eres y, sin embargo, sigues siendo tan importante para mí. Contigo reí, soñé, luché, me emocioné, me puse nerviosa, conoci amigos, y entré en un mundo nuevo. En 4 años si había algo de que yo estaba segura era de tí y de la admiración que te tengo.
Ahora no sé muy bien que pensar, me has retirado el suelo, me siento descolocada y perdida, no sé ni siquiera si te reconozco. Quiero creer que es mentira pero nada es tan fácil. Tal vez te haya visto algo más que humana, ese fue mi error: todos tenemos fallos y damos malos pasos.
Espero que todo sea pasajero, que mañana (o pasado) al despertar pueda volver a escuchar esa voz que me acompañó en buenos y malos momentos. Y si la decepción no se va, me quedará el recuerdo de una vida nueva que me regalaste hace tiempo.

HUMANidades

ou A miúda teve a lata de tocar numa letra do Variações

Porque o meu amor (ta ta ta ta ta ta)
É um amor de conserva (ta ta ta ta ta ta)
Que tu tens de reserva (ta ta ta ta ta ta)
P'rós dias maus que hão-de vir...

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Mim triste


Dee Dee Bridgewater

Esta senhora está a cantar cá na terrinha e eu não arranjei bilhetes.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Perfect 6

(fotografia deste site)
Em tempo de jogos Olímpicos de Inverno, pareceu-me adequado recordar um dos meus patinadores de eleição: Alexei Yagudin. Perfeição é a palavra que melhor o pode descrever.
É o único patinador que conseguiu amealhar várias notas perfeitas simultâneas. Treinado e com coreografias de Tatiana Tarasova, foi com programas como "The Man in the Iron Mask", "Gladiator" e "Winter" (o meu favorito) que atingiu o sucesso e admiração daqueles que apreciam a patinagem artística. Ao longo da sua carreira conquistou um título olímpico, quatro campeonatos mundiais e três medalhas de ouro europeias. Retirou-se das competições em 2003.
Sofia, lembras-te da nossa primeira conversa? Lanço-te um desafio: que tal escreveres um post sobre o Pluschenko no teu bloguinho? Aceitas???

Wit Austeniano

(...), and no new difficulty arising, no sudden recollection, no unexpected summons, no impertinent intrusion to disconcert their mesures, my heroine was most unnaturally able to fulfil her engagement, though it was made with the hero himself."

Jane Austen, Northanger Abbey

Fraquinho

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Fama em versão bilingue não me convenceu. (Ou será que deveria dizer "Fáma" já que o sotaque do Porto imperava?) O facto de os diálogos serem em português e as canções em inglês não faz muito pela coesão da peça. Num musical supõe-se que a transição entre texto e música deve fluir e contribuir para a coerência da história, definitivamente não foi isso que aconteceu na versão portuguesa.

Os bailarinos estão bastante bem tanto nas coreografias como na coordenação, o mesmo não se pode dizer nem das vozes nem da representação, que são bastante frágeis. Acredito que a alma de Leroy Johnson (aqui Tyrone Jackson) - claro que Gene Anthony Ray pôs a fasquia muito alta - e a perfeição de Lydia Grant (aqui Mrs. Bell) - encarnada pela maravilhosa Debbie Allen - mereciam muito mais. Para além disto, a Coco (Carmen Diaz) não tinha medo algum de dançar sobre um carro, o professor de música - o saudoso Mr. Shorofsky - não fazia um "frete" a ver os espectáculos dos alunos,... e podia continuar.

Houve excepções, por exemplo a voz límpida da actriz que fazia de Serena Katz (Doris - a minha personagem favorita no original) fazendo por esquecer uma "pequena" desafinação, a convicção do actor que encarnava Schlomo, e a Inês Soares (que interpretava Mabel), a única que com uma colocação de voz perfeita nunca se esqueceu que estava em palco e fazia parte de um espectáculo.

Parece-me que há ainda uma questão a ressaltar. Não sei se foi propositado mas a maioria dos espectadores foi ao engano ver este espectáculo. Nos anúncios que foram feitos até à semana da estreia, nunca foi referido que seria uma adaptação portuguesa. Não sei se teriamos ido na mesma, mas a verdade é que ao se anunciar um espectáculo no Pavilhão Atlântico o público espera uma versão internacional - como aconteceu com Mamma Mia, Cats ou Miss Saigon - e o que nos foi apresentado foi uma versão rudimentar, que mais parecia a peça de fim de ano de uma escola secundária americana, daquelas que vemos nos filmes.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Beijos roubados

Não me podes roubar o que não tenho. Onde procuras beijos só tenho palavras.

(Mas se quiseres dar-me um dos teus, eu aceito.)

sábado, 18 de fevereiro de 2006

Hoje, 16h, Pavilhão Atlântico

Can't wait!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Inquérito

Aquela rapariga que lhe dá arrepios na espinha e o faz repensar o celibato decide superar os pudores e convida-o para uma relação relâmpago de um fim-de-semana. Sem responsabilidades nem compromissos. Apenas a experiência alucinante de se perderem um no outro durante dois dias, fora do mundo, longe de todos. Ele e ela. E depois, se ele preferir manter a imagem de lone ranger, que decidiu criar para si mesmo, pode fazê-lo, não vai haver cobranças nem ressentimentos.
Parece-vos apetecível? Deixavam-se ir?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

E com o Agassi, será que foi assim?


Foto daqui

Aqui se vê um exemplo do sentido de humor desta grande senhora.
(Roubado à Cris)

Verdades Austenianas

Every young lady may feel for my heroine in this critical moment, for every young lady has at some time or other known the same agitation. All have been, (...), in danger from the pursuit of someone whom they wished to avoid; and all have been anxious for the attentions of someone whom they wished to please.
Jane Austen, Northanger Abbey

Sorry Sophie

Eu sei que já puseste nos lançaste o desafio há uns dias mas ainda não tinha dado para responder. Mais vale tarde do que nunca, não é?

Respondo por mim, a outra bonequita que o faça depois (ou não faça porque ela fica com mau feitio com esta coisa das correntes).

5 hábitos estranhos:
1. andar descalça, seja verão seja inverno
2. arrumar as gavetas por cores
3. não sair de casa sem um livro
4. no inverno, pendurar um cachecol na mala
5. não saber viver sem uma agenda

5 traços de personalidade:
1. persistente
2. orgulhosa
3. "defensora oficial do reino"
4. (demasiado) sincera
5. provocadora

Não quero que ninguém se sinta "acorrentado", se quiserem revelar as vossas pequenas manias e características, força, gostava de vos conhecer melhor.
E tenho muita curiosidade em relação aos meus bonecos de pano favoritos, apesar de saber que eles não vão estar pelos ajustes.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

São Valentim

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My Funny Valentine
My funny valentine
Sweet comic valentine
You make me smile with my heart
Your looks are laughable
Unphotographable
Yet you’re my favourite work of art
Is your figure less than greek
Is your mouth a little weak
When you open it to speak
Are you smart?
But don’t change a hair for me
Not if you care for me
Stay little valentine stay
Como só Rodgers and Hart sabiam dizer.
Na voz: Frank Sinatra, Ella Fitzgerald... ou uma das melhores versões (na minha opinião) a da Jane Krakowski.
É, inegavelmente, a minha Banda Sonora de eleição neste dia.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Keep it simple

Poupa os teus elogios rasgados. Sabes lá o trabalho que dá juntar todos os pedacinhos para perceber as tuas segundas intenções.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Traição

Todas as vezes que pensei em não pensar em ti, acreditei que me tinha convencido. Parece que nem em mim posso confiar.

sábado, 4 de fevereiro de 2006

A minha amiga Teresa

Aos 18 anos, quando as perdas humanas ainda não eram muito significativas (porque demasiado remotas) e me sentia imortal, um acidente de viação puxou-me para a realidade.
Primeiro a consternação, depois as lágrimas, em seguida a necessidade extrema de ter notícias... o apoio de uma turma que nunca antes nem depois conseguiu ser unida - apenas nesse dia. Recordo como a lágrima impossível de conter de uma colega que mordia os dedos para parecer forte, nos fez cair a todos num pranto.
Houve os que fugiram e se esconderam para não saber, houve os que se atiraram para dentro de um autocarro no dia em que nos disseram que ela tinha saído de perigo e já recebia visitas.
Lembro-me de a ter ido ver numa tarde de Maio. Nunca tinha entrado no Hospital de Alcoitão. Ver a minha amiga deitada numa cama, imóvel mas com um sorriso nos lábios foi um choque inexplicável. No dia antes eu tinha ido procurar-lhe uma prenda, que prudentemente pedi para não ser embrulhada. Mas a prenda foi para mim, quando a mãe decidiu mostrar-nos que, com a força que nunca a deixou, a Teresa conseguiu não só vencer a morte mas também contradizer todos os relatórios médicos que a davam como tetraplégica. Levantou o lençol que lhe tapava as pernas, pediu-lhe que fizesse um esforço e começou a chorar: o pé esquerdo que no dia antes anterior tinha conseguido a façanha de mexer um dedo, movimentava naquele momento quatro.
Saímos da enfermaria, o meu pai e eu, com a certeza de que tinhamos acabado de presenciar um milagre.

As borboletas dela

Um agradável acaso fez-me descobrir que uma amiga, por quem sempre tive uma enorme admiração - pela inteligência, pela perspicácia, pela simpatia, pela coragem, pelo companheirismo,... - também tem um blog.
É bom saber que também andas pela blogosfera!