sexta-feira, 31 de março de 2006

Grandes Novidades Musicais

Os D'zrt já deram a conhecer a primeira música do novo disco, chama-se "Verão Azul". O Figuras pode adiantar, em exclusivo, o título do single seguinte e que será "Dartacão".

(Parece que os D'zrt finalmente entenderam qual é o seu público-alvo, mas será que já perceberam que as crianças de hoje não vêem a mesma programação infantil que viamos há 20 anos?)

quinta-feira, 30 de março de 2006

Detox

Passado o trauma, começa hoje a reabilitação

quarta-feira, 29 de março de 2006

Portalegre City

Será que a terrinha decidiu desenvolver-se de repente e sem aviso prévio?

Desde segunda-feira que acordo com o som de helicópteros, com se estivesse no Apocalipse Now, e neste momento desfilam tractores e buzinas pelas ruas da cidade.

Como há que participar

na economia nacional e os bilhetes para o concerto de sábado já estavam esgotados, decidi-me por dois filmes que andava a tentar comprar há muito.
Alta Fidelidade, Stephen Frears
Porque adorei o livro e nunca tinha conseguido ver o filme.
e Tráfic0, João Botelho
Porque fui vê-lo ao cinema, numa daquelas intermináveis horas de almoço de segunda-feira que partilhava com uma grande amiga, e adorei... enquanto ela dormia a sono solto.

(foto do site oficial do compositor)

Mais um que perco por falta de bilhetes...

segunda-feira, 27 de março de 2006

Dia Mundial do Teatro



All the world's a stage,
And all the men and women merely players [...]

William Shakespeare, As you like it, 2/7 (monólogo inteiro)


Algumas obsessões são positivas, esta é uma das minhas. Todos os que me conhecem já foram (invariavelmente) arrastados para uma qualquer peça: pelo elenco, por um determinado actor ou encenador, por um texto sugestivo, ou apenas porque sim.

domingo, 26 de março de 2006

Âncora

Só uma coisa a indiferença não lhe conseguiu roubar: a imaginação desenfreada quando a luz se apaga e os olhos se fecham para dormir.

Saúde Pública

O Figuras adverte que a leitura de romances cor-de-rosa pode prejudicar gravemente a saúde.
Ofereceram-me uma lamechice dessas. Como a cabeça não anda com tempo para dedicar a nada mais sério decidi lançar-me à aventura e ler a pessegada em questão. É mau. Mas o pior é que me fez descobrir um lado profundamente piroso em mim (seria bem mais feliz sem o conhecer) e um romantismo deprimente.
Estou assustada! Não sei se depois disto terei que fazer psicanálise.

sexta-feira, 24 de março de 2006

Mistérios

Por que razão só encontramos o que queremos quando deixamos de procurar?

Elogio do coiso

Lembrei-me de repente que existem palavras às quais ninguém dá o devido valor. Tomemos como exemplo o coiso. O coiso pode ser aquilo que quisermos, masculino, feminino, singular, plural, substantivo, verbo, advérbio, adjectivo, you name it, basta um pouco de imaginação ou de alzheimer para nos socorrermos dele. Uma palavra que pode significar tudo e, ainda assim, não ter significado nenhum já merecia que alguém falasse nela. Tenho dito.

quarta-feira, 22 de março de 2006

Misunderstanding

Estivemos meses a brincar ao telefone estragado. Eu escrevia Queres vir ter comigo? e tu lias Senti a tua falta. Se querias saber Como estás?, eu percebia Só quero estar contigo. Quando respondi Estou apaixonada, tu perguntaste Por quem?

segunda-feira, 20 de março de 2006

Jinx

Tinha um toque de Midas enviesado: tudo o que tocava se estragava ou acabava por murchar.

domingo, 19 de março de 2006

S.O.S, Jess

O teu menino não anda bem!
Fazer oposição ao Eng. Guterres?? Andou metido numa trip histórica? É o cansaço? O stress?
Bem, isso não interessa nada. Agora o importante é passar à acção: prepara já um curriculo para mandar para o Largo do Caldas, e não te esqueças de acrescentar a bold, tamanho 36 aquele curso de massagista que fizeste há 15 dias... (achas que cola?)

Joguinho

Uma pessoa entra na net para tentar estudar. Posso mesmo dizer que estava em árdua pesquisa para tentar perceber o que é afinal uma WebQuest (acho que finalmente cheguei lá) e dou com um quebra-cabeças engraçado. Já sei que o que era suposto era entender perfeitamente os meandros desta metodologia educativa e coiso e tal, mas com a prática também se aprende... desculpo-me eu.

É sobre o Código DaVinci e tem um final um bocadinho decepcionante, mas como o que tem piada são os enigmas, aqui fica. Depois se quiserem eu dou o final, digam como vão os progressos que as bonequinhas ajudam, se for preciso.

Divirtam-se!!

quarta-feira, 15 de março de 2006

Esteticamente incorrecta

Conversar sobre modelos de beleza pode ser uma coisa tramada. Os clichés não se aplicam, os gostos discutem-se e há sempre alguém que acha que tem mais razão. É claro que existem as belezas consensuais, os homens que nenhuma mulher ousa dizer que são feios. Mas quando nos desviamos do padrão estético consensual, não há lugar para considerar alguém bonito ou atraente. Como se gostar de um caixa de óculos, de um gorducho, de um baixote, de um carequinha, ou de um magricela fosse reprovável (Com tantos deuses gregos a passearem-se por aí, foste logo escolher este barril?). Se só eu consigo ver o encanto de uma barriguinha saliente, melhor. Cada uma escolhe a beleza que quer, redonda ou escultural. Mas a verdade é que até os "deuses gregos" têm defeitos.

segunda-feira, 13 de março de 2006

Todos diferentes, todos iguais

Por que razão digo que te conheço como a palma da minha mão se não faço ideia do que distingue a tua mão da minha?

Planos para o futuro

Certificar-me de que os vizinhos do prédio ao lado só voltam a dar uma festa em casa mediante a apresentação de uma declaração reconhecida por um notário assegurando que todos os convidados são surdos-mudos.

sexta-feira, 10 de março de 2006

Festival da Canção

Ainda me lembro do Festival da Canção ser a grande festa da música portuguesa. Esta noite a RTP fez um esforço por restaurar o glamour de antigamente, mas o esforço foi ridicularizado pela votação final.
Até podiamos deixar passar as calinadas do Jorge Gabriel ("o prémio foi entregado") e a roupa do Eládio Clímaco e da Helena Ramos. Podiamos esquecer que houve letras muito más e músicas medíocres. Mas que a votação do público tenha sido pura e simplesmente ignorada no final e que se defendam com um "a democracia pode não ser um bom sistema mas ainda é o mais justo", desacredita qualquer tentativa de reanimação do certame. Em resumo, há uma votação dividida entre um juri especializado (Fátima Lopes e Filipe LaFeria, parecem-me deveras especialistas na área) e o público - que vota já sabendo o resultado da anterior-, duas canções empatadas e a que ganha é aquela que foi votada pelo juri... e o público votou para quê? Ahhh para gastar dinheiro. Explicadíssimo.
Não julgo qual das canções merecia vencer, nem mesmo qual tem mais hipóteses de garantir uma votação que não seja humilhante na Eurovisão (é para isso que lá vamos agora, não é?), não percebo de música mais do que como ouvinte. Mas pareceu-me claro que os apupos às Nonstop e os gritos finais de "Vânia! Vânia!" que se ouviram até mesmo quando já não havia imagem no ecrã, deixaram claro qual era a canção que os portugueses queriam que os representasse.

quinta-feira, 9 de março de 2006

Já há planos para o fim-de-semana?

Depois de, nas duas últimas edições, ter tido lugar em Santa Clara e em São Bernardo este ano a Feira de Doçaria Conventual é nos Claustros da Sé. Apesar dos doces, para mim, não serem uma debilidade asseguro que vale a pena.

Tomada de Posse na TV

ou Prioridades Televisivas

RTP - Emissão em directo da Assembleia da República
TVI - Emissão em directo da Assembleia da República
SIC - Fátima Lopes entrevista Cláudio Ramos sobre o seu livro para crianças

quarta-feira, 8 de março de 2006

Manias Musicais

Canções das quais, irritantemente, "toda" a gente gosta... menos eu.

- Moonlight Shadow do Mike Oldfield
- Every breath yoy take dos Police

(a lista irá sendo actualizada)

Eras tu

Chovia, quase trovejava mas, de repente, um raio de sol furou a barreira de algodão e iluminou um arco-íris. Duvidei que houvesse um pote de ouro do outro lado, nem sequer acreditei que lá pudessem voar passarinhos azuis, mas pouquinho a pouco foste-te insinuando, foste dando cor ao cinzento, foste ganhando o teu espaço.
Felizmente existes, raio de sol colorido, ajudas-me a acreditar na vida e em mim, e que o meu conto de fadas (aquele em que afirmava não existir) também pode ter lugar.
What the hell is The New Black?

O papel. Qual papel? O papel! Qual papel? O Papel!!!

Parece ser que o simples pedido de um certificado que acredite que em Portugal as classificações finais mínima e máxima no Ensino Superior são 0 e 20, respectivamente, é uma situação inaudita e por demais estranha. Ninguém sabe onde requerer, a quem pedir, como o fazer e quanto tempo vai demorar.
Recorrendo aos serviços administrativos centrais da Direcção Geral do Ensino Superior passamos por essa experiência tão gratificante que é a de ter alguém que fala (sempre) num tom de voz bastante mais alto do que o normal, a utilizar aquilo que pensa ser ironia para nos chamar analfabetos e desleixados, ainda que tenhamos em nosso poder o documento oficial que prova que tal certificado (aparentemente simples) é mesmo necessário.
É por isto que eu adoro a burocracia e todos aqueles que dela fazem vida no nosso país!

terça-feira, 7 de março de 2006

And the oscar goes to.....

SEXTA-FEIRA 13


Obrigada pela foto, Gabriel

Uma história coerente, num espaço diferente e cujas potencialidades são prodigiosamente exploradas, êxitos de toda a vida, e muito boas surpresas. Permitam-me destacar os desempenhos de Martinho Silva e Sérgio Lucas, que me deixaram abismada.

Ainda bem que há gente neste país que não tem medo de arriscar, nem aquela vergonha (tão portuguesinha) de fazer diferente e bem. A minha vénia aos cantores/actores/bailarinos, a quem os escolheu, quem os dirigiu, ao Eduardo Madeira pelo texto (aqui está uma coisa que eu nunca pensei dizer), aos Xutos, a quem acreditou que era possível...

Vale mesmo a pena ir até à Toyota Box. Eu vou ver de novo, não é Jess e Gabriel???

quarta-feira, 1 de março de 2006

Aquela que escolhi para Irmã

Não me lembro do dia que conheci Aquela que escolhi para Irmã. Ela sempre fez parte da minha vida, escolhi-a muito antes de ter conhecimento e sei que acertei.
Aquela que escolhi para Irmã é inteligente, criativa, boa amiga e tem uma voz muito doce. Lembro-me quando ela me visitava no infantário, quando iamos ao cinema e me lia as legendas (apesar de só estar na primeira clase), das férias que passámos juntas, e da profunda admiração que sempre tive por ela e nunca encontrei o momento para lhe dizer. Partilhavamos tudo: o tempo, as brincadeiras, a roupa, a música,... aprendi tanto com ela.
Houve uma época em que nos afastámos, idades diferentes, amigos diferentes, mas a amizade ficou sempre lá, dentro do coração, que é onde guardamos as coisas que são mesmo importantes.
Aquela que escolhi para Irmã tinha um sorriso lindo e alegre. Daqueles em que a cara se ilumina e nos enche de vontade de sorrir também. O sorriso dela continua lindo mas deixou de ser alegre. A mim custa-me não estar sempre perto para tentar amenizar a dor.
Aquela que escolhi para Irmã deu-me em 2005 um dos melhores presentes da minha vida: estar lá, num dia muito especial.
Aquela que eu escolhi para Irmã vai casar e eu fui a primeira a saber, ainda que pelos desencontros da vida não falássemos há imenso tempo. Alegra-me tanto que ela esteja bem.
Ahhh e ela também tem um blog, e até já me lia, mesmo sem saber que era eu.

Para tí, que no me lees

No sé si sé quien eres y, sin embargo, sigues siendo tan importante para mí. Contigo reí, soñé, luché, me emocioné, me puse nerviosa, conoci amigos, y entré en un mundo nuevo. En 4 años si había algo de que yo estaba segura era de tí y de la admiración que te tengo.
Ahora no sé muy bien que pensar, me has retirado el suelo, me siento descolocada y perdida, no sé ni siquiera si te reconozco. Quiero creer que es mentira pero nada es tan fácil. Tal vez te haya visto algo más que humana, ese fue mi error: todos tenemos fallos y damos malos pasos.
Espero que todo sea pasajero, que mañana (o pasado) al despertar pueda volver a escuchar esa voz que me acompañó en buenos y malos momentos. Y si la decepción no se va, me quedará el recuerdo de una vida nueva que me regalaste hace tiempo.

HUMANidades

ou A miúda teve a lata de tocar numa letra do Variações

Porque o meu amor (ta ta ta ta ta ta)
É um amor de conserva (ta ta ta ta ta ta)
Que tu tens de reserva (ta ta ta ta ta ta)
P'rós dias maus que hão-de vir...

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Mim triste


Dee Dee Bridgewater

Esta senhora está a cantar cá na terrinha e eu não arranjei bilhetes.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Perfect 6

(fotografia deste site)
Em tempo de jogos Olímpicos de Inverno, pareceu-me adequado recordar um dos meus patinadores de eleição: Alexei Yagudin. Perfeição é a palavra que melhor o pode descrever.
É o único patinador que conseguiu amealhar várias notas perfeitas simultâneas. Treinado e com coreografias de Tatiana Tarasova, foi com programas como "The Man in the Iron Mask", "Gladiator" e "Winter" (o meu favorito) que atingiu o sucesso e admiração daqueles que apreciam a patinagem artística. Ao longo da sua carreira conquistou um título olímpico, quatro campeonatos mundiais e três medalhas de ouro europeias. Retirou-se das competições em 2003.
Sofia, lembras-te da nossa primeira conversa? Lanço-te um desafio: que tal escreveres um post sobre o Pluschenko no teu bloguinho? Aceitas???

Wit Austeniano

(...), and no new difficulty arising, no sudden recollection, no unexpected summons, no impertinent intrusion to disconcert their mesures, my heroine was most unnaturally able to fulfil her engagement, though it was made with the hero himself."

Jane Austen, Northanger Abbey

Fraquinho

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Fama em versão bilingue não me convenceu. (Ou será que deveria dizer "Fáma" já que o sotaque do Porto imperava?) O facto de os diálogos serem em português e as canções em inglês não faz muito pela coesão da peça. Num musical supõe-se que a transição entre texto e música deve fluir e contribuir para a coerência da história, definitivamente não foi isso que aconteceu na versão portuguesa.

Os bailarinos estão bastante bem tanto nas coreografias como na coordenação, o mesmo não se pode dizer nem das vozes nem da representação, que são bastante frágeis. Acredito que a alma de Leroy Johnson (aqui Tyrone Jackson) - claro que Gene Anthony Ray pôs a fasquia muito alta - e a perfeição de Lydia Grant (aqui Mrs. Bell) - encarnada pela maravilhosa Debbie Allen - mereciam muito mais. Para além disto, a Coco (Carmen Diaz) não tinha medo algum de dançar sobre um carro, o professor de música - o saudoso Mr. Shorofsky - não fazia um "frete" a ver os espectáculos dos alunos,... e podia continuar.

Houve excepções, por exemplo a voz límpida da actriz que fazia de Serena Katz (Doris - a minha personagem favorita no original) fazendo por esquecer uma "pequena" desafinação, a convicção do actor que encarnava Schlomo, e a Inês Soares (que interpretava Mabel), a única que com uma colocação de voz perfeita nunca se esqueceu que estava em palco e fazia parte de um espectáculo.

Parece-me que há ainda uma questão a ressaltar. Não sei se foi propositado mas a maioria dos espectadores foi ao engano ver este espectáculo. Nos anúncios que foram feitos até à semana da estreia, nunca foi referido que seria uma adaptação portuguesa. Não sei se teriamos ido na mesma, mas a verdade é que ao se anunciar um espectáculo no Pavilhão Atlântico o público espera uma versão internacional - como aconteceu com Mamma Mia, Cats ou Miss Saigon - e o que nos foi apresentado foi uma versão rudimentar, que mais parecia a peça de fim de ano de uma escola secundária americana, daquelas que vemos nos filmes.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Beijos roubados

Não me podes roubar o que não tenho. Onde procuras beijos só tenho palavras.

(Mas se quiseres dar-me um dos teus, eu aceito.)

sábado, 18 de fevereiro de 2006

Hoje, 16h, Pavilhão Atlântico

Can't wait!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Inquérito

Aquela rapariga que lhe dá arrepios na espinha e o faz repensar o celibato decide superar os pudores e convida-o para uma relação relâmpago de um fim-de-semana. Sem responsabilidades nem compromissos. Apenas a experiência alucinante de se perderem um no outro durante dois dias, fora do mundo, longe de todos. Ele e ela. E depois, se ele preferir manter a imagem de lone ranger, que decidiu criar para si mesmo, pode fazê-lo, não vai haver cobranças nem ressentimentos.
Parece-vos apetecível? Deixavam-se ir?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

E com o Agassi, será que foi assim?


Foto daqui

Aqui se vê um exemplo do sentido de humor desta grande senhora.
(Roubado à Cris)

Verdades Austenianas

Every young lady may feel for my heroine in this critical moment, for every young lady has at some time or other known the same agitation. All have been, (...), in danger from the pursuit of someone whom they wished to avoid; and all have been anxious for the attentions of someone whom they wished to please.
Jane Austen, Northanger Abbey

Sorry Sophie

Eu sei que já puseste nos lançaste o desafio há uns dias mas ainda não tinha dado para responder. Mais vale tarde do que nunca, não é?

Respondo por mim, a outra bonequita que o faça depois (ou não faça porque ela fica com mau feitio com esta coisa das correntes).

5 hábitos estranhos:
1. andar descalça, seja verão seja inverno
2. arrumar as gavetas por cores
3. não sair de casa sem um livro
4. no inverno, pendurar um cachecol na mala
5. não saber viver sem uma agenda

5 traços de personalidade:
1. persistente
2. orgulhosa
3. "defensora oficial do reino"
4. (demasiado) sincera
5. provocadora

Não quero que ninguém se sinta "acorrentado", se quiserem revelar as vossas pequenas manias e características, força, gostava de vos conhecer melhor.
E tenho muita curiosidade em relação aos meus bonecos de pano favoritos, apesar de saber que eles não vão estar pelos ajustes.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

São Valentim

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My Funny Valentine
My funny valentine
Sweet comic valentine
You make me smile with my heart
Your looks are laughable
Unphotographable
Yet you’re my favourite work of art
Is your figure less than greek
Is your mouth a little weak
When you open it to speak
Are you smart?
But don’t change a hair for me
Not if you care for me
Stay little valentine stay
Como só Rodgers and Hart sabiam dizer.
Na voz: Frank Sinatra, Ella Fitzgerald... ou uma das melhores versões (na minha opinião) a da Jane Krakowski.
É, inegavelmente, a minha Banda Sonora de eleição neste dia.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Keep it simple

Poupa os teus elogios rasgados. Sabes lá o trabalho que dá juntar todos os pedacinhos para perceber as tuas segundas intenções.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Traição

Todas as vezes que pensei em não pensar em ti, acreditei que me tinha convencido. Parece que nem em mim posso confiar.

sábado, 4 de fevereiro de 2006

A minha amiga Teresa

Aos 18 anos, quando as perdas humanas ainda não eram muito significativas (porque demasiado remotas) e me sentia imortal, um acidente de viação puxou-me para a realidade.
Primeiro a consternação, depois as lágrimas, em seguida a necessidade extrema de ter notícias... o apoio de uma turma que nunca antes nem depois conseguiu ser unida - apenas nesse dia. Recordo como a lágrima impossível de conter de uma colega que mordia os dedos para parecer forte, nos fez cair a todos num pranto.
Houve os que fugiram e se esconderam para não saber, houve os que se atiraram para dentro de um autocarro no dia em que nos disseram que ela tinha saído de perigo e já recebia visitas.
Lembro-me de a ter ido ver numa tarde de Maio. Nunca tinha entrado no Hospital de Alcoitão. Ver a minha amiga deitada numa cama, imóvel mas com um sorriso nos lábios foi um choque inexplicável. No dia antes eu tinha ido procurar-lhe uma prenda, que prudentemente pedi para não ser embrulhada. Mas a prenda foi para mim, quando a mãe decidiu mostrar-nos que, com a força que nunca a deixou, a Teresa conseguiu não só vencer a morte mas também contradizer todos os relatórios médicos que a davam como tetraplégica. Levantou o lençol que lhe tapava as pernas, pediu-lhe que fizesse um esforço e começou a chorar: o pé esquerdo que no dia antes anterior tinha conseguido a façanha de mexer um dedo, movimentava naquele momento quatro.
Saímos da enfermaria, o meu pai e eu, com a certeza de que tinhamos acabado de presenciar um milagre.

As borboletas dela

Um agradável acaso fez-me descobrir que uma amiga, por quem sempre tive uma enorme admiração - pela inteligência, pela perspicácia, pela simpatia, pela coragem, pelo companheirismo,... - também tem um blog.
É bom saber que também andas pela blogosfera!

domingo, 29 de janeiro de 2006

Preciosismos

Sms recebido:
Jexika, n poxo ir ter kontigo às 10h. Tou xeia de koixas pa faxer. Pode xer às 11h?

Sms enviado:
Pode. E da próxima vez escreve sem xis nem kapas se queres que te entenda.

Sms recebido:
Estou quase a ir. Deicha-me só tomar o pequeno-almoço.

Sms enviado:
O verbo deixar não se escreve com ch.

Sms recebido:
Foste tu que disseste para não escrever mais com xis.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Sobre o coração

O coração, esse sim, devia ser descartável. Ao primeiro sinal de dor, sofrimento, desilusão deitavamo-lo fora para colocarmos um novo no seu lugar, pronto para se apaixonar outra vez, mas pela pessoa certa. Assim seria, certamente, mais fácil vermo-nos livres do sapo que queríamos para nosso príncipe e que não conseguimos esquecer.

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

O sacana do Cupido outra vez

O Tobias gostava da Pipa, que gostava do Fidel, que não lhe ligava nenhuma. Caso flagrante que demonstra toda a incompetência do Cupido. O Tobias mudou-se para o Algarve e a Pipa fartou-se de tentar ser o centro das atenções do Fidel, que percebeu demasiado tarde que afinal até gostava dela. E não há ninguém que caçe o gajo das flechas para lhe ensinar uma lição?

domingo, 22 de janeiro de 2006

Hoje é dia de festa...

JESSICA

sábado, 21 de janeiro de 2006

Post pessoal

Queridíssimo:

Quero que passes à História, quero virar a página e deixar-te lá, quero não ter saudades tuas. Mas tenho.
Não sei se és tu quem me defende nas sombras, escondido não sei de quê. Já nem sei se desejo que sejas tu, ou se o facto de ser outra pessoa me vai dar a força que preciso para te arrancar de mim.
Ignoramo-nos mutuamente, de forma cada vez mais regular, e isso continua a magoar-me, em vez de me ajudar a esquecer. Se me é permitido pedir-te alguma coisa - e recorda que até aqui nunca te fiz pedidos - é que me ignores para sempre, se esta situação te faz sentir confortável. Não me contactes, não me rodeies, não me envolvas com a tua teia de atenções para depois nada mudar.
Ajuda-me a fazer-te feliz, ajuda-me a seguir em frente sem olhar para trás.

xxxx

146 milhões

Apesar de não ter sorte nenhuma, acho que até eu vou jogar desta vez.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Porque não há nada para sempre

Cansa e deita fora. Chateia e deita fora. Magoa e deita fora. Parece que os príncipes encantados também podem ser descartáveis.

Melting away

Eu não sou de ferro, dizes tu. Eu sei que não. Um homem de ferro não se derrete com miminhos.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

As melhores prendas de Natal de 2005

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Foto-biografia do meu actor favorito



Banda Sonora Original da Edição Espanhola do Musical Mamma Mia

Codex 632

Alguns livros são agradáveis surpresas, este é um deles.
A escrita é escorreita, ainda que, na minha modesta opinião, necessite de algum aprumo, mas a ficcionalização do mito, o suspense criado, o desfecho esperado (o não), fizeram com que um livro acerca do qual eu apenas tinha curiosidade se tranformasse numa leitura magnética que só me deixou respirar na última página.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Conjugalidades Patéticas

Numa casa, algures.

- ... (silêncio)
- ... (silêncio)



SMS: "Querido, ainda não foste ao blog responder-me"




Dias depois:
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terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Banda "sonhora"

Os meus sonhos têm banda sonora. Ultimamente, ando numa fase corny. Só não sei é com o que é que ando a sonhar.

Consultório educacional

Dezenas de alunos. Pelo menos metade deles são interessados. Exemplares, poucos. Bem-comportados, alguns. Mas por um motivo obscuro qualquer, os meus alunos preferidos são sempre os desinteressados que gostam de perturbar todas as aulas. Serei normal por só gostar de figurinhas difíceis?

Draft

Tudo o que faço, além de sonhar contigo, é viver no improviso.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Saudades de Shakespeare

Sonnet 18

Shall I compare thee to a summer's day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date:
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimmed,
And every fair from fair sometime declines,
By chance, or nature's changing course untrimmed:
But thy eternal summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou ow'st,
Nor shall death brag thou wander'st in his shade,
When in eternal lines to time thou grow'st,
So long as men can breathe or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.


A plenitude do entendimento atinge-se com a leitura aturada. Este foi o primeiro soneto shakespeariano que traduzi, não sei onde anda essa tradução mas o certo é que me marcou pela beleza, pela força e pela doçura.

sábado, 7 de janeiro de 2006

Hoje

Acho que se lhe pode chamar: Dia Sleepless in Seattle

What if someone you never met, someone you never saw, someone you never knew was the only someone for you?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Chega Dezembro

Neste mês tudo é mais.
Os que são felizes, são mais felizes; os que amam, amam mais; para os que se decepcionam, as decepções são maiores; e os que estavam tristes, ficam ainda mais tristes. Dão-se mais presentes, a solidão assume proporções inigualáveis, mandam-se mais cartões (reais ou virtuais), os correios revelam-se mais incompetentes, recordamos mais todos aqueles para quem não tivemos tempo e esperamos que todos eles se lembrem mais de nós.
Depois do Natal, vem a semana dos balanços. Decidimos se o ano foi bom ou mau, pensamos naquilo que queremos manter e no que vamos enterrar com o ano que termina. Fazemos planos, pedimos desejos, tomamos decisões de como queremos que a nossa vida seja... sonhamos em deixar para trás este mês de excessos, tentando limpar da mente que também este ano novo cheio de esperanças culminará num outro (cruel) Dezembro.

Desagreeing with Eliot

It isn't April, December is the cruelest month.


(2 horas depois) O Pedro pensa o mesmo, que honra! (Obrigada, Sam)

Causa-Efeito

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Este cartaz fez-me pensar: são os momentos difíceis que o trazem ou é ao contrário?

(Ahhh, sim, tinha uma fotografia, mas para quê publicá-la?)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

2006

O novo ano começou com eles.


O duche de champanhe era desnecessário, mas tenho a sensação que iniciado em tão boa companhia 2006 só pode vir cheio de momentos felizes.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

G., Pris este post é para vocês

Parece que 2005 não foi um ano de recessão em todos os âmbitos: a Broadway bateu record de receitas.
E como prémio por termos sido tão bons meninos neste no que termina, temos o Fame em Lisboa em Fevereiro próximo.

Brincadeiras de criança II - O Esconde-esconde

Se não queres que te encontre porque é que não desistes de jogar, em vez de me fazeres procurar-te incessantemente?

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Anacronismos Presidenciais

Parece imagem manipulada em photoshop, mas eu juro que foi retirada do número especial da revista Ibn Maruan.
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Oliveira, Jorge (coord.), S. Salvador da Aramenha - Histórias e Memórias da Freguesia, in Ibn Maruan, Número Especial, Edicões Colibri, 2005, Lisboa (anexo de fotografias)
As semelhanças são impressionantes... o que será isto?
- Uma tentativa de santificar Jorge Sampaio avant la lettre;
- Um antepassado do actual presidente foi a musa do artista;
- Estamos a assistir ao verdadeiro milagre da Ressurreição;
- Uma profecia macabra;
...
Aceitam-se propostas!

O meu mais recente tesouro

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

Ahh e tal... é Natal!



Citando um sms:
Ho ho ho e o camandro

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Unsaid

Conheço de cor o desenho da tua boca. Mas não é só por medo que descubras a verdade nos meus olhos que não consigo olhar para os teus. É também porque espero fazer dos teus lábios meus, pelo menos uma vez.

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

Jeremy again

Diz-me a mafaldinha, És igual ao teu irmão. No momento, só me apeteceu voltar a ter dezasseis anos e responder como o Jeremy...

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domingo, 18 de dezembro de 2005

Filmes da minha vida II

Tom Wingo: At the end of every day I drive through the city of Charleston and I cross the bridge that will take me home. I feel the words building inside me, I can't stop them, or tell you why I say them, but as I reach the top of the bridge these words come to me in a whisper. I say these words as a prayer, as regret, as praise, I say: Lowenstein, Lowenstein.
(Conroy, Pat, The Prince of Tides)

Filmes da minha vida


The Sound of Music


40 anos depois

Imagens daqui e daqui

Pormenores

A beleza do todo nada tem a ver com a perfeição (ou falta dela) das partes que o compõem.

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Eu queria uma imagem da cena da cadeira-de-baloiço, que me parece esteticamente ainda mais perfeita, mas não consegui encontrar.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Dicionário abstracto: persistência

Saber que não vou conseguir e tentar, ainda assim, domar-te. Nem vinte como tu me fariam desistir de ti.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Lost

Se quando nasci Deus me tivesse enviado um mapa, não me teria perdido de amores por ti.

domingo, 11 de dezembro de 2005

Good old Soares

Mário Soares abre o caminho para a re-eleição: já conseguiu que o agredissem. Afinal há tradições que ainda são o que eram.

INUTILIA TRUNCAT

Brincadeiras de criança I - O Agarra-agarra

Vamos mudar as regras do jogo:
A partir de agora, eu fujo e tu não me tentas apanhar. É a única maneira de ganharmos os dois.

sábado, 10 de dezembro de 2005

Primeiro passo

Deixa-me tentar odiar-te. É a única maneira que conheço de te conseguir esquecer.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

I'm your kind of person, Jeremy

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Na véspera ainda vamos a tempo, não vamos? Há quem lhe chame preguiça, eu chamo-lhe "comprar melhor sob pressão".

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Lavagem ao cérebro

Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Isto há-de resultar. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu só penso em ti. Eu só penso em ti. Eu só penso em ti. Eu só penso em ti. Eu só penso em ti. Eu só penso em ti. Eu só penso em ti. Merda. Deves ter pensado nisto primeiro que eu.

Não me parece normal

que até o raio do Hi5 me obrigue a lembrar que tu existes.

Já agora: Parabéns!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

I

Quando deres por mim a sonhar acordada, não me perguntes depois com o que é que estava sonhar. É que revelar-te alguns dos meus sonhos é quase como admitir os meus fracassos.

terça-feira, 29 de novembro de 2005

Sobre essa preciosidade chamada transportes públicos

I.
Cada vez que tenho de esperar pelo autocarro que está atrasado envelheço dois anos. Coisa pouca, se comparar com os cinco que envelheço em cada aula a tentar acalmar as crianças. Feitas as contas, só neste ano lectivo já tenho mais de cento e cinquenta anos, um número mais próximo da verdadeira idade que o meu irmão mais novo acha que tenho.
II.
Às vezes rir é a única reacção que posso ter face à falta de educação de algumas pessoas. Com licença e por favor são expressões totalmente desconhecidas. Mas pelo menos podiam perceber que é mais fácil entrar num meio de transporte cheio depois de deixarem sair quem queria. É uma questão de bom senso.
III.
De facto, o metro em hora de ponta dá-me vontade de rir à gargalhada. Lembro-me sempre de um sketch do Gato Fedorento em que duas pessoas não conseguem manter distâncias socialmente aceitáveis. Quase posso ver o Zé Diogo a gritar para o Miguel Góis a dois metros de distância, Fale daí, homem, fale daí. Por isso, venho o caminho todo a gritar mentalmente, Respire daí, Homem, ou na pior da hipóteses, Cheire mal daí, criatura.

domingo, 27 de novembro de 2005

Post de Revolta

Toda a tarde. Toda a tarde à espera deste Alain Oulman

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Henrique Feist
e aparece-me o Tó Leal.
Não se faz. Quero o "meu" Henriquinho. Quero, quero, quero.

Já saiu o novo filme do Harry

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Então, esperas por mim para ir ver?

Cavaco pede que se pense «duas vezes» antes de votar

Ahhhh, não voto nele.
Hmmm, continuo a não votar nele.

Já está!

sábado, 26 de novembro de 2005

Este post não é sobre ti

Hoje, ao acordar, decidi que ia escrever sobre tudo, mas não sobre ti. Queria escrever acerca de cinema, teatro, literatura, música... tudo o que me interessa, aquilo de que não gosto e nunca sobre ti.
Parece que não consegui.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Sobre os riscos que (não) corremos

Às vezes é difícil encontrar a medida certa para abraçar o amor. Quem toda a vida se atirou de cabeça não sabe onde se agarrar para refrear a queda quando o coração do outro pede calma. Mas quem sempre se dirigiu pé ante pé, ponderando todos os passos em direcção ao coração de alguém não sabe correr riscos para o conquistar. Será que um dia se acerta ou nunca vamos conseguir aprender com os erros?

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Portugal no seu melhor

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Um dos poucos exemplares de literatura portuguesa contemporânea na Biblioteca de Salamanca é, imagine-se, Sandálias de Prata. Mas quem é que, no seu perfeito juízo, compra ou faz uma doação ou whatever de um livro de Cristina Caras-Lindas a uma biblioteca pública estrangeira? Só alguém muito maquiavélico se lembraria disso. Porque ninguém deve sobreviver sem danos psicológicos a um livro destes. Pobres espanhóis.

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Pecado mais recente

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Devia ser ilegal!!!

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

A Professora de Introdução aos Estudos Literários

We started with Virginia Woolf, and I only read like two pages of this book about a lighthouse, but I read enough to know why she killed herself: she killed herself because she couldn't make herself understood. You only have to read one sentence to see that. I sort of identify with her a bit, because I suffer from that sometimes, but her mistake was to go public with it.
A Long Way Down, Nick Hornby, p. 146
Acabámos o ano com Virginia Woolf e lemos umas duzentas e tal páginas desse livro que tem a palavra Lighthouse no título, mas estudámos o suficiente para perceber o que sentíamos pela professora: sentíamos admiração porque ela é uma pessoa verdadeiramente apaixonada por literatura. Só foi preciso ir a uma aula para perceber isso. De certa forma, identifico-me com ela porque gostava de um dia ter pelo menos um aluno que sentisse o mesmo por mim, mas o meu erro, naquela altura, foi ter, acima de tudo, medo dela.

Professora chega

Na semana passada, os pestinhas dos meus alunos da Lapa tiveram a lata de me dizer que sou betinha só porque tenho uns ténis cor-de-rosa. Ontem, como tinha uma fita pendurada no bolso das calças, chamaram-me dread. Espero que se decidam por betinha, não tenho vocação para ser dread. Mas a verdade é que preferia que me chamassem ditadora. Ou então, vá lá, professora.

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Diálogo delicioso

Jess, 'tou tite.
Estás triste porquê? - perguntei-lhe.
Puca xim.

É por estas pequenas coisas que o meu feitiozinho soviético derrete e não resisto a encher a minha sobrinha de beijinhos e dentadas.

domingo, 13 de novembro de 2005

SMS teu

[...] gostei da outra noite.[...]

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Acenar com lenços brancos?

Não sei. Parece-me mal que peçam o despedimento da imagem.
Fez uma viagem longa desde a Capelinha das Aparições, não treinou equipa alguma... e os adeptos têm uma atitude tão hostil. Não é correcto.

sábado, 12 de novembro de 2005

Ó Chico, um bocadinho de cultura musical era uma boa!

Agora mesmo no Top+, o apresentador disse:
- Lá para Março os Xutos vão começar a fazer concorrência a José La Féria.

Sendo portuguesa, obviamente sei que o La Féria conhecido é o Filipe, mas se não tivesse lido esta notícia ontem, ficaria a pensar se não havia alguém mais com este apelido ou se o encenador não terá um nome composto.
Um bocadinho de precisão não estaria mal.

Do I hear an invitation?

O chato de viver numa cidade pequena onde só há um anfiteatro adaptado a sala de cinema, e onde só chega um filme por semana, é que não podemos ver tudo o que nos apetece... nem mesmo quando vamos à capital, porque não há tempo.

Em lista de espera:
- o novo Zorro - o Banderas, a máscara, ai ai... melhor não me revelar mais
- Pânico a bordo - porque gosto de thrillers e da Jodie Foster
- Elizabeth Town - tenho saudades de ver comédias românticas, e o realizador ajuda

E, em Portugal, ainda não saiu o novo Harry Potter.

Está decidido: Vou dedicar-me à música

You Are a Chick Rocker!

You're living proof that chicks can rock
You're inspired by Joan Jett and the Donnas
And when you rock, you rock hard
(Plus, you get all the cute guy groupies you want!)

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Efeitos estéticos surpresa

Há coisas que não consigo perceber. Como os efeitos estéticos surpresa que uma namorada pode ter sobre um homem. Lembro-me do início da adolescência, quando as paixões são tanto mais arrebatadoras quanto a efemeridade das relações o permitem. Um aluno novo, alvo de todos os comentários possíveis por parte das raparigas. Era enorme, magro de mais e muito feio, com um nariz de papagaio horrendo. Simpático, mas isso não chegava para que qualquer uma de nós se interessasse por ele. Até ao dia em que ele arranjou uma namorada e então ficou muito mais atraente. As meninas passaram a vê-lo quase como um sex-symbol. Na altura não percebia como era possível que as pessoas fossem tão fracas nas suas convicções. Não percebia o que tinha mudado de repente. Continuo sem perceber o que é que torna alguém com namorada subitamente mais interessante. E sem acreditar que estas coisas aconteçam com adultos.