domingo, 22 de outubro de 2006

Um deserto na F1

A desertificação começou (para mim) em Imola nos idos de 94 e a aridez toma hoje conta do desporto que me apaixonava em criança e adolescente.
foto daqui
Pensei em escrever este post mais tarde ou amanhã, quando a despedida já tivesse acontecido, mas o que é que vai mudar? Deixará Schumacher de ser 9 vezes campeão do mundo por não conquistar Interlagos hoje? Esquecer-se-á a carreira brilhante de "Schumi" acaso o resultado desta noite não for mais um campeonato ganho? Definitivamente controverso e genial, Michael Schumacher deixa, a 22 de Outubro de 2006, muito mais pobre o mundo da Fórmula 1.
E que os que ontem o insultavam consigam amanhã metade do que ele atingiu.

As coisas que fazemos

ou Post absurdamente acéfalo

Uma colega de Faculdade contou-me a determinada altura, que nos seus tempos de ensino secundário, se divertia a acrescentar as frases "de cú para cima" e "de cú para baixo", alternadamente, depois de cada pausa nos versos da poesia nacional. Ontem, deparei-me no Latrina Pública com uma actividade semelhante na forma ainda que não no conteúdo (eles alteram provérbios e com frases bastante mais hardcore), por isso, caro GV, aqui vão algumas das pérolas da literatura portuguesa devidamente conspurcadas (que me perdoem Florbela, Pessoa e Garrett) .
Ser poeta é ser mais alto de cú para cima, é ser maior de cú para baixo
Do que os homens de cú para cima! Morder como quem beija de cú para baixo!
É ser mendigo e dar como quem seja
de cú para cima
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor de cú para baixo! [...]
* * *
[...] E os que lêem o que escreve de cú para cima,
Na dor lida sentem bem de cú para baixo,
Não as duas que ele teve de cú para cima,
Mas só a que eles não têm de cú para baixo. [...]
* * *
[...] Não te amo de cú para cima, quero-te de cú para baixo: o amor vem d'alma de cú para cima.
E eu n'alma tenho a calma de cú para baixo,
A calma do jazigo de cú para cima.
Ai de cú para baixo! Não te amo de cú para cima, não de cú para baixo. [...]

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Televisão meteorológica

O meu televisor é especial, muda com o tempo, só quando chove é que a estação de Queluz se vê nítida.

De Portalegre, cidade...

Quem nos conheça, ou até mesmo os que apenas nos tenham encontrado nestas lides virtuais, saberá que a Mir e eu somos amigas de toda a vida e irmãs de coração. Como pessoas diferentes que somos, tomámos rumos distintos e vemo-nos de vez em quando. Esses caminhos que escolhemos levaram-nos a portos de ancoragem geograficamente distantes: ela ficou-se pela capital e eu voltei à terra que nos viu nascer. Diz ela:
Queridíssima, há-os (coitados) que quiseram sair e por contigências da vida não puderam fazê-lo, é uma pena por eles, todos deveriamos ter a possibilidade de ser felizes num sítio que nos fizesse sentir verdadeiramente em casa.
Há também aqueles que como eu, sabendo que não ia ser fácil, sabendo que iriamos ser vistos como "estranhos" decidimos voltar, porque amamos este verde e este chão, porque queremos ajudar a fazer da nossa cidade um sítio onde aqueles que cá querem morar se sintam em casa, porque queremos que os nossos filhos (aqueles que não planeamos sequer ter) possam crescer na tranquilidade de andar de bicicleta até à meia-noite no verão, possam fazer uma actividade diferente por dia em tempos de escola, possam ter-nos presentes ao sair e ao voltar, sem que para isso tenhamos que abdicar da realização profissional. Uma cidade onde pode ser incómodo conhecer toda a gente e onde os rumores voam ao sabor do vento, mas onde há um sorriso a cada esquina de alguém que viste sempre.
A nossa cidade tem muitos defeitos - a paragem no tempo, a falta de saídas profissionais e as más-línguas, são para mim os piores - mas tem também um sem-fim de virtudes. Eu gosto de acordar de manhã e ver a Serra, gosto da tranquilidade, gosto de ver gravado em cada recanto (meu) um momento feliz que passei e saber que outros vou poder imprimir nestas ruas e paredes, gosto de no verão ter uma piscina rodeada de verde quase só para mim. Chama-me sonhadora, mas eu quero ajudar a mudar o pequeno mundo em que cresci e por isso lutarei enquanto viva. Nem todos somos coitados, querida amiga, os que pudemos escolher e escolhemos Portalegre, somos felizes aqui, por pouco que haja para fazer, por pouca oferta que exista. E por muito que critiquemos, porque nunca estamos completamente satisfeitos ou não seriamos humanos, somos mais felizes aqui do que em qualquer outra parte do mundo, não é a falta de conhecimento que proporciona isso, é a possibilidade de opção. Ainda para mais, Lisboa está só a um pulinho de duas horas, se nos apetecer uns dias de mais bulício.
Um escolha diferente da nossa, nem sempre é uma má escolha, é apenas isso: diferente!

Post dirigidíssimo - sim, é para ti!

Lamento que a nossa amizade se resuma ao que é neste momento: dois telefonemas por ano, conversa de circunstância, talvez uma felicitação de Natal (se eu mandar a minha, claro). Não te vejo há dois anos, não sabes nada de mim, e fartei-me de correr a maratona atrás de algo que (para ti primeiro, para mim depois) perdeu o significado. Uma amizade faz-se de reciprocidade e não de mentiras, frases que magoam e uma ausência que se prolonga mais e mais. Conseguiste aquilo que querias, desisti de ti, agora não voltes a esperar a minha disponibilidade, o meu ombro ou a minha companhia. Não sei se acabou antes ou quando na sexta-feira passada me disseste - com todas as letras - que dormir, fazer compras e aquilo que propositadamente escondeste (mas outros se encarregaram de revelar) era mais importante do que estar comigo.
Espero que tenhas uma vida muito feliz, na terra ou no ar, como prefiras, daqui não esperes muito mais, porque eu estou cansada das tuas falsidades.

Acidente(zinho)

Dói-me o pescoço! Para além disso sinto como se um tractor me tivesse passado por cima, e estou estoirada (assim que me levanto).
Na segunda-feira bateram-me.
Parada, à espera para entrar numa rotunda um senhor enfaixou-se contra a traseira do meu carro, enfiando-me o pára-choques para dentro. Não há palavras que possam descrever o susto, nem o alívio subsequente ao perceber que, felizmente, mais ninguém circulava naquele momento já que fui "atirada" para o meio da dita rotunda. Já passou. Ficaram as dores no corpo e a certeza de que para três pessoas muito especiais eu também o sou, vi-lhes a preocupação estampada dos rostos e na voz.
Mas o meu maior obrigada vai para uma menina linda, de três anos, que sem noção do que se tinha acabado de passar se agarrou às minhas pernas, me deu um abraço do tamanho do mundo e me puxou para irmos brincar. Kita, foste tu quem me trouxe paz; se já te adorava antes, imagina agora.
E eu pensava que este tinha sido o culminar de uns dias difíceis...

Fim-de-semana alargado

Como boa balança a opção eleita é sempre pesar o positivo e o negativo de cada situação. Do sabor amargo não vale a pena rezar a história, como diria uma das minhas personagens favoritas de Ally McBeal: "let bygones be bygones". Do positivo há que salientar o Assobio da Cobra, rever a minha prima, o bolo de cenoura e nozes da D., o jantar de domingo (e seus comensais), ... a amizade da Jess, sempre!
Vale sempre a pena encarar a vida por tudo de bom que tem.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

For a change

O que ontem era verdade deixou de o ser.
Vesti a armadura (com saia mini, claro), saquei do escudo e da espada e rumei em frente. Agora a protagonista sou eu, vou começar a preocupar-me comigo. Há quem já me tenha ovacionado de pé (foi bom conhecer uma amiga como tu), há aqueles que não esperava e se lembraram de mim, há-os de outros tipos também. Importam-me os que levo no coração e esses não duvidam do lugar que têm em mim.
Acrescentei à lista de intertextos reais duas pessoas novas, é bom ganhar amigos sem esperarmos.

It's party time

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Parabéns a você, nesta gata querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. Hoje é dio de festa, cantam as nossas palmas, para a menina mafaldinha, uma salva de palmas!

(Assim, só para ti, tal como é cantado pela minha doida!)

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Contos

Depois de escrever o primeiro enchi-me de orgulho e de planos para os seguintes.
Acabaram. Deixaram de fazer sentido.
Não é que o não soubesse, é que dói na mesma; magoa acreditar e sem acreditar não há saída.
Tu foste o meu maior conto; nunca exististe, criei-te e deixei-me levar pela ficção macia e doce da tua existência. Mas eras mentira. E uma mentira nunca pode aconchegar-nos a vida inteira.
Agora quero que acabes, que deixes de ser em mim, para poder lançar-me noutras narrativas, diferentes, com mais diegese, que me preencham tanto e me façam sofrer menos.
E se as não houver (se a musa se decidir por outras paragens), aceitá-lo-ei sonhando que devias ter sido tu, um dia.

damaged goods

Quem nunca o foi não consegue entender o que se sente. Só deviam poder opinar no dia em que sentissem na pele a humilhação de ser menos.

It's rainning again, oh no...

Foto daqui

O Instituto de Meteorologia diz que vai haver sol nos próximos dias. Cá dentro nem por isso.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Dicionário pessoal

Qual é a diferença entre perseverança e obstinação? Uma é uma qualidade e a outra um defeito, certo?
Sempre pensei que perseverante é alguém que luta por aquilo em que acredita e só desiste perante da impossibilidade; obstinado é aquele que ainda que saiba que corre atrás do impossível nunca vê o momento de parar.
Ou será que perseverança é aquilo que chamo à minha própria obstinação?

domingo, 8 de outubro de 2006

It sure brings back memories *



Quem não se lembra da canção dos sapinhos? Eu dou o mote...

Win or lose, sink or swim
One thing is certain well never give in
Side by side, hand in hand
We all stand together


* frase tirada da saudosa série Dear John
Parece que já se andou por cá 100.000 vezes, agradecemos a quem de direito e continuamos incrédulas.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Outra vez Lost

Eu entendo que há uma coisa chamada direitos de transmissão e tal, mas bolas esperar até Abril é desesperante, os americanos podem voltar já hoje ao vício.

O teu nome é tão formal

Apesar de nunca te ter chamado assim - trato sempre as pessoas pelo nome próprio ou por um qualquer diminutivo dele derivado - gostava quando assinavas com as tuas iniciais, parecias-me mais tu.

domingo, 1 de outubro de 2006

Sedimentos II

As generalizações são sempre injustas! Claro que há relações que perduram e superam as dificuldades da erosão. É preciso muita amizade, muito amor, mas é atingível. Os que ficam são aqueles com quem fomos mais maleáveis, e que o souberam ser connosco; os que nos aceitaram com os defeitos do passado e também com os que fomos adquirindo pelo caminho. Aqueles que não estão sempre a julgar as nossas atitudes por muito que não as entendam, que nos passam a mão na cabeça se é preciso e nos dão um puxão de orelhas no momento certo.
As relações (a par de tudo o resto) ou evoluem ou morrem. Tal como na teoria de Darwin, apenas as mais fortes conseguem sobreviver.

Sedimentos

É duro entender que com a passagem do tempo também as pessoas mudem e que aqueles que nos eram mais próximos, hoje já não sejam os mesmos e já não nos identifiquemos com eles. Tudo aquilo porque passamos na vida, deixa uma marca, um sulco, uma ruga, e altera os nossos comportamentos e atitudes inevitavelmente. Mas os sentimentos não, esses ficam intactos, sempre à espera que tudo volte.
Como não vemos que mudámos não queremos que os demais estejam diferentes, queremos que as relações continuem iguais ao que foram, porque assim sentimo-nos mais aconchegados. Tal como nós crescemos com os anos, também o fizeram os que ontem estavam ao nosso lado. Não seria mais fácil aceitar os outros com as suas mudanças do que ficarmos magoados por nada ser igual ao passado que nos uniu? Tento sempre não julgar os meus amigos (de hoje e de ontem) porque sei que também eles não me reconhecem, mas custa quando vejo que já não há laços, só um passado comum e nenhuma perspectiva de futuro.

Príncipes?

Esse departamento deixo-o com a ruiva, o único príncipe em que eu acredito não é encantado, é recheado.


E até ele mudou de receita...

Quando com uma frase me tiraram 10 anos

Sexta-feira, 29 de Setembro, Madrid
À porta de uma discoteca pediram-me o B.I., a minha fúria foi tal que o dito porteiro acabou por pedir desculpa e acrescentar que era um elogio. Ainda tive que lhe mostrar que nos documentos identificativos portugueses a data de nascimento vem noutro sítio... não sei se deixei o rapaz nervoso.
E na senda de Brites de Almeida, uma vez mais uma pequena portuguesa arrumou com um grupo de espanhóis: ela com a pá, eu com um olhar.

2000

A distância que nos une torna-nos mais fortes. Sei que contigo posso passar por tudo, sentir tudo, ver o mundo com outros olhos. O melhor é que ainda que longe, estás sempre aqui.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Todo o tempo que temos não chega

Se o tempo é nosso, por que teima em fugir-nos? Como um prisioneiro, amarramo-lo ao pulso, na esperança de que, se bem guardado, ele não escapará antes de conseguirmos tornar o dia especial. Esquecemo-nos que os prisioneiros somos nós e achamos sempre que momentos não chegam, queremos o tempo todo para nós. Mas enquanto nos prendemos naquele sorriso, enquanto sussurramos aquela palavra, ele já desapareceu. E não há como aprender a voar para o podermos recuperar.

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Laughing close together

Não foi o teu sorriso ou os teus olhos ou a tua presença que me prenderam. Foi o som das minhas gargalhadas perto de ti.

sábado, 23 de setembro de 2006

I've had the time of my life

foto daqui

Por duas horas voltei atrás mais de 15 anos e revi um dos filmes da minha (pré-)adolescência.
Ainda que tenham algo de pernicioso, porque nos fazem acreditar que todas as Jennifer Grey deste mundo algum dia conseguirão um "príncipe" bailarino, é bom voltar a sonhar como antes... quando tudo era simples.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Afastamento

Trabalho
Confusões
Dúvidas

Perdas de tempo

Haverá sempre o que nos afaste daquilo que nos dá vida, e só ao parar para pensar é que concluímos que ela nos passou ao lado, e nós demasiado ocupados com quase nada.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Peep show

Tarde dedicada a ler (e ouvir) na íntegra estes senhores. Não há nada como rir enquanto se espreita a vida dos outros.

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Uma palavra mais perto

Não cheguei a sentir a tua falta, porque em todas as palavras te encontro à minha espera. Na tua ausência, são elas que me fazem companhia e preenchem o caminho que vai de mim a ti. Não há silêncios quando não estás, mas palavras que guardo e levo comigo para todo o lado. Todas elas são ecos de ti. E em cada canto te ouço melhor, depois de cada porta te sinto mais perto.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Aquilo que escondemos

Porque é que quando alguém nos magoa sentimos necessidade de magoar também?

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

A minha Princesa

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Descobriu que o cabide é um microfone quase perfeito e todo um mundo de brincadeiras e cantigas nasceu à sua frente. Registámos tudo numa longa sessão fotográfica e muitas poses e várias músicas depois disse-me Tenho de parar para descansar e pensar. E posto isto, sentou-se no trono.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Boas recordações

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Um entre muitos canais bonitos de Amesterdão (sem bicicletas à vista)

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A entrada de Kelvingrove, museu magnífico em Glasgow, tirada a correr porque a senhora de vermelho não parava de nos chamar

São muitas. Cento e tal fotografias de boas recordações.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Why (always) me?

Costumavam afirmar que nunca se zangariam por causa de um homem. A segurança vinha-lhes da disparidade dos gostos e da grande amizade que tinham sabido construir ao longo dos anos.

Numa tarde de passeio a realidade chegou com a força de uma bigorna, A. entendeu que o que fazia daquela afirmação uma verdade era a fidelidade que devotava à amiga e a certeza de que, inevitavelmente, sempre se afastaria para lhe deixar livre o caminho.

Mas a pergunta não parava de a assaltar...

Traição

O que é a traição? Quantos tipos tem? Será que assume uma forma diferente consoante aquele que trai e aquele que se sente traído?
Numa relação amorosa, muitos são os que apenas consideram traição o acto carnal, outros um toque mais ousado, outros ainda para quem um beijo é tudo, há também os que se sentem enganados com uma situação flirt por parte do seu ente querido e por fim aqueles para quem o pensar ou olhar para outra pessoa já é uma dor tremenda.
Mais difícil ainda, numa amizade. Quando é que aquilo que sentimos como traição é uma patetice sem sentido e quando é que se torna numa coisa séria? Onde é que se traça a linha?

domingo, 10 de setembro de 2006

1088

Pode ter sido dos teus olhos ou das tuas mãos ou dos teus lábios, mas senti-me desejada quando me tocaste. Pode ter sido da distância ou do cansaço ou da loucura, mas quis-me para sempre no teu abraço. Foi das saudades e da vontade e da urgência do teu toque, e soube-te meu quando me abraçaste.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Bad Jessica

Voltámos. Glasgow é uma cidade industrial mas ainda assim é bonita. Prédios com pormenores fantásticos e museus lindos de graça. Os escoceses são uns malucos simpáticos que dificilmente se conseguem entender naquele sotaque delicioso. Bebem muito, dançam mal, mas mostram o rabo como ninguém. Há táxis que assustam e parecem discotecas, gaivotas histéricas toda a noite e uma livraria que é a nossa perdição. Vimos os Impressionistas, o Dalí, o Mackintosh e os Pré-Rafaelitas. O John Lennon, o Salman Rushdie e o Elvis. Foi a viagem do sentido de humor e do gamanço. Pelo meio, Amesterdão foi uma surpresa. Quase podíamos ficar a viver por lá, não fossem as bicicletas assassinas. Balanço final: cansaço acumulado, horas e horas de sono em atraso, muitas gargalhadas e vontade de voltar. Próximo destino: visitar os nosso amigos checos?

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Silly Season 2006

Foi um verão pouco produtivo, andámos preguiçosas e sem inspiração e a viagem para o país-onde-os-homens-usam-saia (que se inicia hoje) não vai ajudar nada ao aparecimento de posts no Figuras. Esperamos que ao voltar o sotaque das highlands ou os kilts nos sejam musas suficientes para escrever mais e melhor.
Glasgow, aqui vamos nós!

Coisas de família

A minha mãe obrigava-nos a fazer a Marginal, com ou sem trânsito, porque sentia falta de ver o mar. Sempre ouvi o meu pai dizer que não podia estar 15 dias sem olhar para um chaparro. Eu cá não sou plenamente feliz se estiver demasiado tempo afastada do verde da Serra de São Mamede.

Foto daqui

O filho do António Manuel Ribeiro

Suspeito que o rapaz vá mesmo tomar conta do negócio de família. Eu sempre pensei que os filhos destas figuras públicas preferiam passar incógnitos e que ninguém lhes soubesse a proveniência (na adolescência, deve ser humilhante que todos os colegas saibam que o teu pai escreveu um livro de poemas onde verseja com a palavra "bidé") mas este rapaz não. Não sei se por causa da genética ou apesar dela, mostra em palco a presunção que o pai não tem.

Crato, ontem

Os Azeitonas têm piada (deviam tratar de umas aulitas de dicção, though) e ganham toda a gente com O Conquistador (Ricardo Landum antes do Pimba) e com uma canção das Doce, mas o momento alto da actuação foi mesmo a performance do padrinho. Gostei deles... ninguém faz uma canção chamada Silvia Alberto.

Diz a minha amiga M.J. que os UHF são como o Boavista, o clube é da família Loureiro, a banda da família Ribeiro. Suspeito que os Cavalos e o Menina estás à janela nunca deixarão de ser as favoritas do público.

Rolling Clones... haaa... hmm. Foi mau, muito mau, pelo menos as 5 canções que aguentei. Deixaram-me a pensar se não será frustrante passar a vida a imitar outros, mas depois entendi: se se tem o azar de nascer (ainda que remotamente) parecido com o Mick Jagger, pelo menos que isso nos dê trabalho.

Resta salientar o apupo generalizado à apresentadora do certame (que custou a entedê-lo diga-se de passagem) e o melhor de tudo, encontrar antigos colegas que não via há anos.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Mainstream

Era uma vez um país onde toda a gente queria ser original.
Os habitantes desse país afirmavam apenas ver aquele canal de TV que não tem qualquer audiência, orgulhavam-se de só gostar de bandas das quais ninguém nunca ouviu falar e era perfeitamente habitual ouvi-los dizer de maneira peremptória: "Ah! Não gosto, é demasiado comercial" ("comercial" quer dizer "mauzinho, mas como tu pareces gostar não vou dizer que é mau").
O adjectivo favorito dos habitantes desse país é "alternativo", e quando dizem que alguma coisa é alternativa querem dizer que ela é boa; mas cuidado, nunca se atrevam a opinar de forma contrária, pois serão vistos como uns parolos que gostam do que é "comercial" e essa é a pior ofensa possível. Todos os artistas autóctones só tinham valor quando eram probrezinhos e desconhecidos, porque a partir do momento em que obtinham o reconhecimento geral, passavam a ser uns "vendidos" e "comerciais".
O que mais fascinava nessas pessoas era o facto de que se pensassem um bocadinho perceberiam que a arte não perde qualidade por ser reconhecida, apenas chega a mais gente; e que ao fim ao cabo se todos querendo ser alternativos lemos, ouvimos e vemos o mesmo, isso se torna mainstream.

Etiqueta

Eu que as corto todas porque picam e incomodam, fui etiquetada pela Super Nita e pela Ladybug, como há deveres a que a amizade nos impele, aqui vão as seis informações completamente aleatórias sobre mim:
1. Tenho muito mau feitio e assumo.
2. Arrumo as minhas gavetas por cores.
3. Só há muito pouco tempo é que deixei de reler Os Maias todos os verões.
4. Tenho um orgulho profundo em cada um dos meus amigos e por eles vou ao fim do mundo.
5. Sou preguiçosa para fazer viagens (mas ninguém mete tanta coisa dentro de uma mala como eu).
6. Não choro em público.
Não vou etiquetar ninguém (para além da outra boneca cá do sítio - Jess, a caixa de comentários é toda tua), mas todos aqueles com quem mantenho uma amizade (real, virtual ou ambas) podem sentir-se etiquetados.

Os cavalos também se abatem

Vestimos a armadura a cada manhã, apanhamos o elmo e o escudo no guarda-fatos e aprontamo-nos para mais um dia normal. Defendemos o mundo (o nosso e o daqueles que gostamos, pelo menos) de todas as dificuldades, a capa e espada, como heróis que somos.
Até que um dia um golpe mais forte nos faz cambalear, e aqueles por quem enfrentámos os perigos esquecem-se que dentro da roupa de metal há carne, sangue, ossos e sentimentos. Ficam à espera que nos levantemos sozinhos, como sempre, porque nós não precisamos de ajuda, afinal o fato fica-nos tão bem.

domingo, 27 de agosto de 2006

J.P.

O meu coração, toda a vida encarnado, não consegue deixar de saltar de alegria com as vitórias do Braga.

Conflitos pessoais

Com uma t-shirt que é a minha cara


*

e este livro na mão



pode dizer-se que o Luís Filipe Borges fez de mim uma contradição com pernas.


* Se não se conseguir ler bem, diz: Forever is way too engaging for me

Urgência de ti

És respiração e sono leve ao meu lado. Não posso sentir-te mais perto. Mas é nos momentos em que posso descansar das exigências que o teu amor me traz que mais sinto a tua falta. Não penses que são ciúmes dos teus sonhos sem mim. É apenas urgência em saber que são meus todos os teus minutos.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

À prova de cópia

Sou uma pessoa agarrada às pequenas coisas, acredito mesmo que são elas que nos dão os momentos de maior felicidade ou nos empurram para o abismo.
Na música, por exemplo, sou fascinada por respirações, a maneira de dizer uma palavra ou a interjeição inesperada, e espero ansiosamente por esse momento fugaz na canção. Para mim não há como o suspiro do Steven Tyler depois de "I could stay lost in this moment" no I don't wanna miss a thing; ou o "yeah!" que também ele diz entre dois versos de Cryin'; a forma como Naim Thomas profere a palavra "carícias"; o "ai" de quase dor quase medo que a Chenoa insere logo a seguir ao primeiro verso de Te Encontré; ou a respiração forte de uma Celine Dion (que eu normalmente detesto) carregada de fragilidade em Tell Him.
São os pequenos nadas que tornam esta ou aquela interpretação totalmente única e irrepetível.

A simbologia dos detalhes

A voz com que se atende a chamada inesperada, o não responder àquele sms, o não aceitar determindado convite... são os pormenores que fazem verdadeiramente a diferença.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Generosity

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Anthony Edwards
Foto daqui
Ninguém, nem nenhuma outra série, me ensinou tanto sobre relações e valores.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

1073

A estrada é longa e parece que não percorri sequer metade do caminho. Parecem infinitos, os minutos. Passam um por um, mas parecem sempre o mesmo. Sem ti o tempo pára. Todo o resto do mundo continua a viver, livre de minutos e horas. Só eu fiquei prisioneira do tempo. O relógio só anda quando estás aqui, mas anda sempre muito depressa, tal é a ânsia quando te tenho perto. Depois vais embora e os ponteiros param novamente à tua espera, para poderem devolver-me a vida quando regressas. Vou percorrendo o caminho que me separa de ti. Já perdi a conta dos minutos que nos afastam. Prefiro lembrar as boas memórias que me deixas do que contar sempre os mesmos sessenta segundos. Paraste o relógio e eu parei nesta estrada. Estou longe de mais para voltar atrás e longe de mais para conseguir chegar a casa.

sábado, 19 de agosto de 2006

Portalegre e o Mundo

Quando menos se espera encontram-se blogs como Portalegre e o Mundo, onde dá gosto ler as reflexões que são feitas e onde a nossa "casa" é amada e criticada na justa medida. Desconheço a identidade da autora, mas textos como este, este ou este, fazem-me sentir perto.
Os meus mais sinceros parabéns.

Tati

Heloísa Perissé
A Tati era uma personagem adolescente com brilhantes teorias acerca de actualidade, História, personalidades importantes e do mundo em geral. Dizia ela que os homens são como o arame, há aqueles que como o arame farpado "caçam" todo o ser humano do sexo oposto que lhes passa por diante e há os outros, os que como o arame normal cercam cercam e nunca pegam nada.
Se te conhecesse ela diria que, definitivamente, tu não és "um cara muito farpadaço".

Só porque gosto de ajudar

Por coincidência encontrei este texto e, depois de ter oferecido alguns Guia para ficar a saber ainda menos sobre as mulheres a amigos que não tinham as coisas muito claras, pareceu-me o "manual de bolso" essencial para os nossos leitores masculinos.
Rapazes, tomem atenção a se nos rimos, ao que dizemos, aos movimentos que fazemos e à maneira como vos olhamos, em seguida é muito fácil: têm o caminho livre para tomar a iniciativa. É que no fundo, no fundo, somos umas românticas antiquadas que gostam de jogar segundo "as regras".

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

These are the days that I've been missing

Ice tea e dias de sol e uma piscina sempre perto. A melhor companhia, as maiores gargalhadas, os pequenos momentos. Não podia pedir mais. Ninguém podia dar-me mais.
Obrigada.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Bi-umbiguismo

ou The ladies in red

Ai o raio do vício

This week I got Lost.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Eu hoje vou dormir assim

Ana Lucia (Michelle Rodriguez)
Foto daqui

Ready for a fight! E com uma única certeza: nunca linkarei um blog de que não gosto.

Ai, o raio da inveja

- Aquele porco gasta o ordenado todo em coisas supérfluas.
- Sim.
- 'Bora lá assaltá-lo?

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Stay and love me

Também eu sinto poderes extraordinários como um qualquer super-herói perto de ti. Mas acabaste por me destinar a missão mais difícil a que já me propus, deixar-te conhecer todos os meus defeitos e esperar que não fujas por isso.

sábado, 22 de julho de 2006

O novo super-herói

Num mundo cada vez mais caótico os super-heróis são extremamente necessários, mesmo que se pareçam com um qualquer transeunte, não se deixem enganar, super-herói que é super-herói tem uma identidade secreta.
O SuperCop tem óculos de polícia, roupa de salva-vidas e cartões de árbitro. Tem fãs pré-adolescentes e uma super arma secreta: o super-apito. Ainda não conseguimos descortinar os poderes mágicos que possui mas a investigação prossegue.

Falabella day

imagem daqui

Faltam 20h40m.

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Eureka

foto daqui

Uma piscina municipal com escorregas, jacuzzi, duche de massagens e vista para a Penha. O céu por um preço irrisório. Os habitantes de Castelo de Vide são mesmo muito à frente, é inegável.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Depois da tempestade e da chuva...

fica o cheiro a alfazema nocturna no quintal!

terça-feira, 11 de julho de 2006

Zizou



Obrigada Figo, por não teres usado esta manobra como despedida e consequentemente não teres sido eleito o melhor jogador do Mundial.

You're free to go

Se as coisas fossem tão fáceis quanto escancarar o coração para te convidar gentilmente a sair o mais depressa possível, será que sofria o mesmo?

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Happy Birthday, sweetie!


Por ser o teu dia, e porque sei que adoras: a fotografia e a canção (podes ouvir) são só para ti, my college sweetheart.

Provocação(zinha)

Disse-me a Mir:
- Tens que casar, pequenina. Não há nada como um marido que nos faz massagens ao fim do dia.

Não sei se é um efeito secundário do casamento, mas estás um bocadinho antiquada amiga, eu lá preciso de um papel assinado para receber massagens. : P

O que nos fica dos grandes amores

Desta vez sem fazer esforços, sem me empenhar, fui-te apagando da minha vida, pouco a pouco, sem pressas. A tua imagem foi-se tornando cada vez mais desfocada e minha vontade cada vez menor.
Ficou-me a mudança exterior que sem notares operaste em mim, ficaram-me as gargalhadas, ficou-me a confiança renovada e ficou um vazio que eu sei ser impossível de preencher - porque dos grandes amores fica-nos sempre o sorriso dos bons momentos e certeza de que não passam; amainam, pacificam, preparam o terreno para o que há-de vir. Fizeste de mim outra, mudei por e para ti, e não penso voltar ao que era porque gosto mais de mim hoje, depois de teres deixado a tua marca. Sei que és insubstituível porque não duvido que continuarás a provocar-me o arrepio na espinha e as borboletas na barriga a cada reencontro, porque nunca ninguém tomará o teu lugar - tomará outro, mas não o teu.
E o mais fantástico é que nem sabes que este post é para ti.

Tudo tem uma explicação

foto daqui

Afinal não foi azar, havia uma razão para a morte da Libby.



Ninguém queria ver o Hurley em cenas íntimas, bolas.

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Son iguales los defectos
que hoy me tiras en la cara
y al principio eran perfectos.

"Pingüinos en la cama", Ricardo Arjona

Late Spring Cleaning

Foi tardia mas profunda. Arejámos, tomámos decisões, fizemos as mudanças necessárias na barra lateral... e na vida.
O lado bom das limpezas a fundo é que nos permite deitar fora o que está obsoleto e procurar a novidade que melhor nos assenta.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

1051

Posso conhecer outros nomes, mas volto todos os dias a ti, por amor. Podes revelar outros rostos, mas volto todos os dias a ti, com amor. Posso descobir outros eus, mas volto todos os dias a ti, ao amor. Até não haver ao que regressar.

Ritual

Risca, amachuca, rasga.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Reflexos

uma vez me agradou sentir-me identificada com uma personagem de ficção. Normalmente é uma ideia que me repele. Para quê ver aquilo que já conheço? Como é que a minha vida (no ecrã ou em papel) me pode interessar? Que piada tem sentirmo-nos retratados?
Por esta razão era espectadora assídua da série Ally McBeal e a personagem que menos me motivava era a personagem principal: a Ally era a "materialização" de todos os medos e inseguranças femininas. Nunca encontrei uma mulher que não se sentisse um pouco exposta semanalmente.
Pela mesma ordem de ideias aderi à série Sexo e a Cidade desde o primeiro episódio. O distanciamento permitia-me gargalhadas infindas, pensava eu que ninguém é uma Samantha ou uma Charlotte, e aqueles "bonecos" glamourosos que saltam de festa em festa e de homem em homem sem tabus nem pudores pareciam-me absolutamente fascinantes.
Estou a rever a série capítulo por capítulo, e 7 ou 8 anos depois há muita coisa que começou a fazer sentido, que já não me parece motivo de gargalhada despreocupada mas sim de reflexão aturada. Estarei a envelhecer ou a enlouquecer? Será que com a idade a avançar uma Carrie Bradshaw é um melhor espelho do que uma Ally McBeal?

Sou apaixonada por recantos

Zamora 29.07.2006

Blogger's block

Não sei se culpar as enxaquecas, as dores de garganta ou a falta de inspiração. Vamos lá ver se o umbiguismo segue dentro de momentos.

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Sem comentários

Digo tolices, não concordas, chateio-me, digo algo pior, irritas-te, queres ter razão. Não comentes. O teu silêncio magoa menos.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Ausência

Não é quando te tenho aqui que preciso de matar as saudades. É quando me falta o teu toque, a tua pele, o teu calor que penso em arrancar a angústia do peito e sossegar o coração na espera.

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Anonimato

Acontecimentos desta última semana levaram-me a reflectir acerca do anonimato que a internet permite. Se tem o seu lado bom, porque se podem conhecer pessoas, se perdem inibições, não nos sentimos intimidados perante questões etárias, rácicas, ideológicas ou de género. Tem definitivamente o seu lado mau.
Numa cidade pequena como aquela em que vivo, onde quase todos nos conhecemos, há muitas questiúnculas de poder, invejas e afins que não são resolvidas pessoalmente porque as pessoas são (basicamente) cobardes. Servem-se, então, da internet como paraíso do anonimato para poderem fazer toda a espécie de acusações - fundamentadas ou não - nomeando directamente pessoas "poderosas" ou "conhecidas" sem darem a cara. É tão fácil dizer tudo aquilo que nos vem à cabeça, quando sabemos que ninguém nos pode exigir uma prova, ou tão simplesmente confrontar-nos com o que afirmámos.
Era bom que num país livre como Portugal, ninguém sentisse a necessidade de se "mascarar" detrás de um computador para atacar ninguém. Se dizemos a verdade porque teremos ainda medo de a dizer abertamente? Ou será que o que nos move não é a busca do Bem, mas sim a inveja que nos continua a correr nas veias?

domingo, 25 de junho de 2006

Batata Quente

- Sabes quem veio falar comigo hoje? O teu amigo.
- "Meu" amigo, não, TEU amigo.
- Nada disso, TEU amigo.
- Fogo, já te disse que não sou amiga desse gajo.

Feitos ao bife

Caríssimo Zé Gato,
Tenho notícias para si: ao que parece dentro do seu círculo familiar mais próximo querem casar-nos.
Fiquei sem jeito quando o desejo me foi veiculado de sopetão, e como não faço a menor ideia de ser é do seu conhecimento (e porque penso que deve saber), aqui lhe deixo o recadinho, não vá ser que o surpreendam a si também.
Cumprimentos
mafaldinha

sábado, 24 de junho de 2006

Caprichos

A felicidade está nas pequenas coisas.

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Mecano

Fotografia de lacoctelera

Fizeram parte da movida madrileña e foram dos grupos espanhóis mais importantes dos anos 80/90. Até ao seu final inesperado e abrupto (até mesmo para dois membros da banda) escreveram canções como esta:

Me cuesta tanto olvidarte

Entre el cielo y suelo hay algo
Con tendencia a quedarse calvo
De tanto recordar
Y ese algo que soy yo mismo
Es un cuadro de bifrontismo que
Solo da una faz
La cara vista es un anuncio de Signal
La cara oculta es la resulta
De mi idea genial de echarte
Me cuesta tanto olvidarte
Me cuesta tanto olvidarte
Me cuesta tanto
Olvidar quince mil encantos
Es mucha sensatez
Y no se si sere sensato
Lo que se es que me cuesta un rato
Hacer cosas sin querer
Y aunque fui yo quien decidio que ya no mas
Y no me canse de jurarte
Que no habra segunda parte
Me cuesta tanto olvidarte
Me cuesta tanto olvidarte
Me cuesta tanto ...

A fragilidade da voz da Ana Torroja e o brilhantismo dos irmãos Cano produziram maravilhas musicais que são um deleite para os ouvidos e para o intelecto.

Muito obrigada

Quero agradecer publicamente aos administradores do Em Portalegre cidade pela decisão de retirar certa caixa de comentários. Realmente quando alguns não entendem que a liberdade de expressão (porque tantos lutaram) pode ter uma utilização abusiva, essa é a única solução.
Muito obrigada caros conterrâneos, a dor que poderia ter sido inflingida não faria sentido.

terça-feira, 20 de junho de 2006

Joaquim

Por mais que rebuscasse nas gavetas não consegui encontrar uma fotografia que fizesse jus à minha memória. Encontrei-a esta manhã.
Finalmente (ao fim de 3 dias) consegui chorar a morte do segundo pai que tive na vida, do homem que admiro por todas as razões do mundo, mas principalmente porque sempre soube superar o cansaço de correr o mundo para brincar com as duas meninas que ao cimo daquelas escadas íngremes da nossa infância esperavam por um sorriso e um bocadinho de colo.

domingo, 18 de junho de 2006

Puppeteer

Tonta, sábia, doida, inocente, má, princesa, bruxa. Sou uma marioneta nas tuas mãos.

Stop

O meu limite és tu.

sábado, 17 de junho de 2006

The Guedes conexion

Ricardo Guedes
Miguel Guedes
Como se pode ver qualquer semelhança entre estes dois rapazes é pura coincidência, mas o Correio da Manhã não pensa assim. Conseguiu mesmo ver o Miguel revelar o seu talento como dançarino no programa da RTP, Dança Comigo.

Tenho medo!

Ou A melhor trovoada da minha vida

Um post da menir (e os respectivos comentários) fez-me recordar.


(fotografia da wikipedia)


Festa de aniversário daquele que foi ele durante muito tempo. Chovia torrencialmente. Quando os primeiros trovões começaram a gritar, todos correram para as janelas e eu escada acima para não me verem em pânico.
Em posição de bicho-de-conta, só dei por ele sentado ao meu lado depois de ouvir:
- Porque é que estás a tremer? Estás com medo?
Acedi e baixei os olhos sem saber se de medo ou de vergonha. Ouvi-o rir baixinho e se não tivesse a tremer tanto ter-me-ia zangado de certeza. Senti como se levantava. Ligou a música e pegou-me na mão. Abraçou-me e ficou ali a cantar-me ao ouvido enquanto se movia devagarinho.
Por uma vez não ouvi os ruídos da natureza, esqueci-me do medo e deixei-me aconchegar no momento.

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Well, well, well Gabriel*

Começou como uma imbirraçãozinha e tornou-se num fascínio. O talento, a voz doce, os olhos límpidos...


Sim, sim Jess, desta vez tinhas razão. Ele é irresistível!

* Como diz a Partimpim

Views from the Edge: the Short Story Revisited

De 21 a 25 deste mês tem lugar na nossa (ex-)segunda casa o Congresso do Conto com autores nacionais e internacionais conhecidos de todos.
É uma óptima oportunidade para aprender mais em debates, apresentações e workshops. Tenho pena de não poder estar lá!

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Dificuldades estéticas

- Depois de tantos anos com óculos, não foi estranho veres-te com lentes, ou seja, sem nada? Conseguiste reconhecer-te?
- Esse foi o primeiro choque, sim. Mas a maior provação foi outra, foi depois de tantos anos ser obrigada a olhar-me nos olhos duas vezes ao dia.

Here's looking at you, kid.

O zapping habitual antes de dormir revela-me (pela boca de Maria de Medeiros):

terça-feira, 13 de junho de 2006

Candidatura de Marvão vai ser retirada



Há coisas que é preferível não comentar.

segunda-feira, 12 de junho de 2006

O bouquet



Todas (ou quase todas) as solteiras que ontem foram ao mesmo casamento que eu, viveram um momento Sex and the City. Nunca tinha visto tanta mulher a fugir de um simples ramo de flores.

O Amor é...

... contagiar todos os que nos rodeiam com a felicidade que destilamos por cada poro e fazê-los chegar a casa com o coração transbordante.
Não houve ninguém, neste vosso dia, que não tivesse o orgulho que sentia escrito no sorriso, o carinho no olhar e a voz embargada pela emoção. É bom ver que tantos vos amam e perceber que vale a pena continuar a acreditar naquela palavrinha de quatro letras começada por A.
O vosso casamento foi para mim uma confirmação de fé, e quando pensava que a minha amiga me ia fugir por entre os dedos, percebi que nunca a tive tão perto e que ganhei alguém mais na minha vida. Presenciei ontem a união dos noivos mais bonitos do mundo e ainda se me rasam os olhos de água só de pensar na vossa "valsa".
Irmã de coração, o sonho continua: quando for grande, quero ser como tu!

sábado, 10 de junho de 2006

Dei por mim a pensar

Como podemos ter ciúmes de alguém que não amamos? Será possível sentir tristeza quando aquele que afirmamos não querer se nos confessa apaixonado por outrém?

Inevitabilidades

Fugiam um do outro por prevenção, mas ela já ansiava pelo próximo contacto.

Estas crianças são um poço de surpresas

Prosseguindo por um programa atrasadíssimo, vemos "I like..." e "I don't like...". Diz-me a mesma pespineta de há uns dias:
- I don't like History! O que é que me interessa o que faziam os homens "monstruais" [sic].

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Nobody else but you

Não és ar, nem água, tão pouco és alimento. E no entanto, preciso de ti para viver.

To my dear M.

Definição precisa

Conheço-te bem. Não passas de um puto de doze anos que descobriu que tem uma pilinha e não sabe o que fazer com ela.