quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Momento Cultural

Os Dramatis Personae estão cada vez mais profissionais, para mim é um orgulho poder divulgar aqui mais uma das peças do António, o amigo que felizmente consegui recuperar quando os nossos caminhos pareciam a 200 kms de distância.

Vão lá, eles valem a pena!

sábado, 20 de janeiro de 2007

Puff, desapareceu!

Estou em fase de descrença. Toda a fé inabalável tem os seus momentos de crise. Deixei de acreditar naquilo que durante tanto tempo defendi. A fé tem destas coisas, deixamos de ver as com clareza e ainda tentamos catequizar quem não é crente como nós. Até que os amigos doutrinados se convertem finalmente e, por ironia divina, as nossas convicções deixam de fazer sentido. Agora já sei que os príncipes encantados só existem quando queremos acreditar muito neles. E eu deixei de acreditar em ti.

Sem paciência

E farta de ter de começar todas as frases do meu dia por Não.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Profissão de Risco

Primeiro foi Alexandra Lencastre, depois Margarida Vila-Nova, seguiu-se-lhe Luciana Abreu e agora Rita Pereira. Todas elas adoeceram e as três últimas foram mesmo internadas em hospitais. Definitivamente, ser protagonista de novelas em Portugal pode prejudicar gravemente a saúde.
Ou será só golpe de marketing? Não (digo eu que até sou ingénua), nenhum profissional faria tantas vezes a mesma jogada...

Podia cumprir-se o ditado

Sairam, nas últimas duas semanas, dois grandes prémios - um no Euromilhões e outro no Totoloto aqui em Portalegre. E a mim nem um eurinho.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

"Cuidado com as tentações"

Foi a sms que recebeu antes de chegar ao destino.

O Fim

Este é um assunto que não vai ser discutido nem analizado. Chegou o final que tanto buscámos e nunca conseguimos concretizar. Ficou-nos o carinho do início, a recordação do frémito e do desejo e este silêncio bruto que se instala sempre que estamos a sós. Do que não consigo livrar-me é do amargo sabor do pecado inconfessável.
A razão acha-me ridícula pela crença, mas há algo - chamemos-lhe superstição - que me diz que pode ser que este calvário nos redima. Não quero a culpa e o remorso de te ter trazido a dor.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Lembrar John "The Biscuit" Cage

A personagem de Ally McBeal, pela loucura, pela ternura que transmitia, por mostrar que ser diferente não é mau, por ser o Peter MacNicol.


Dança com Barry White


"Till There Was You", The Music Man

Para recordar os tempos em que esta série era sobre amizade, alegria, superação e catarse, a época em que era uma das minhas séries.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Here I go (once) again!

Nina
Ainda que a minha fidelidade à voz da Nina - uma das poucas que me provoca aquele arrepio na espinha e me leva às lágrimas - não me permita dizer que Meryl Streep é a melhor opção, é sem qualquer dúvida a segunda melhor.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Conhecia-a bem III

E chegou a primeira briga. Ele não conseguia aceitar que o amor que ela não conseguia superar não parasse de tentar contactá-la, e ainda que ela não respondesse, instalou-se a dúvida. Disseram o que não queriam, ouviram muito mais do que mereciam... Faltava o cara a cara. Apesar de não descortinar como, ela sabia que o tinha que ajudar a confiar. Foi aqui que se apercebeu que ele já se lhe tinha pegado à pele - nunca lhe sentira tanto a falta!

Juizo de Facto ou de Valor?

"Uma mulher submissa é mais feliz do que uma mulher emancipada.", refere o manual de Filosofia de 10º ano.
- Então? Que tipo de juizo está nesta frase?
- Um juizo de valor. Mas não entendo uma coisa: porque é que uma mulher com um amante há-de ser menos feliz?

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Conhecia-a bem II

Por fim era real a história que tanto tempo escondera. Decidiram não a gritar ao mundo, não sentiam essa necessidade, o que viviam juntos era dos dois e de mais ninguém. Os remorsos que ela ainda sentia, de tempos a tempos, eram esquecidos a cada encontro, faziam-se felizes e nada mais importava.
Ele tinha a certeza de que poderia ajudá-la a deixar-se querer, essa sempre tinha sido a sua maior dificuldade, e nenhum outro tinha conseguido entendê-la, sabia também que a cumplicidade era um trunfo que podia jogar a qualquer hora, para lhe ensinar que nem só de paixão vive amor.

A forma e o conteúdo

O Pedro Mexia tem em mim um efeito estranho: apaixona-me como escreve, irrito-me com o que escreve.
P.S. A ler o Fora do Mundo sem ser capaz de parar.

Nas finanças

Tentava a empregada da dita instituição explicar ao seu interlocutor, o padre de um dos concelhos do Portalegre, que não tinha meios informáticos para lhe fornecer a certidão que ele requeria. Numa conversa muito "o papel, qual papel?" a senhora munia-se de toda a paciência possível para se fazer entender, o sistema não funcionava, não se podia aceder ou imprimir o documento em questão, e o homem de fé respondia que queria a certidão fosse como fosse. Já em desespero, a senhora disse-lhe:
- O Sr. Padre poderá entender que estas coisas acontecem às vezes na informática, o sistema não funciona. Não posso fazer milagres, não é?
Ainda fiquei à espera de uma luz, de um qualquer sinal divino que resolvesse o impasse, mas nada aconteceu.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

eStory

E, se um dia, a realidade se confunde com a ficção?

Foi sem mais nem menos*



* 125 azul, Trovante

2007


Reflectir e decidir são os verbos primordiais desta época do ano. Organizei as ideias, arrumei o armário, deitei fora aquilo que já não me assentava bem ou de que apenas estava cansada. Como aconselhava a minha amiga M apaguei todos os sms que guardava no telemóvel (há que começar a cortar por algum lado), cumpri os meus próprios rituais e reencontrei-me pelo caminho. Quero encarar 2007 com a alma livre de pesos desnecessários, venham as novidades e as alegrias.
Feliz ano!

domingo, 31 de dezembro de 2006

Para que o ano acabe em beleza

Em tempo de reflexão pessoal, reencontrei-me com o meu D'Artagnan.



Philippe Candeloro - Nagano, 1998

Conhecia-a bem

Eram amigos há muito quando deslizaram pela primeira vez, chamaram-lhe excesso de carinho, tentaram não dar demasiada importância à situação. Houve uma segunda e uma terceira derrapagens. Prometiam-se sempre que não voltaria a acontecer mas eram incapazes de resistir ao chamamento da pele. Racionalizaram tudo, afastaram os sentimentos, viviam bem com a situação de se terem quando lhes apetecia.
Até que ele caiu no erro de se apaixonar, mesmo sabendo que o coração dela era de outro. Um dia escorregou sozinho ao conjugar o verbo proibido. Ela acabou os encontros fortuitos: não podia retribuir, não o queria enganar. Confessou: preferia tê-la assim a não a ter, sentiu-se enganada. Vendo que a perderia, foi-se insinuando, adentrando-se na mente dela - sabia pô-la louca. Andava confusa, decidira esquecer quem não a queria mas não gostava de fazer substituições.
Atirou-se para a piscina, aceitou o desafio, sem expectativas nem esperanças, com entrega e a certeza de que de todas as vezes que havia estado com ele, nunca tinha imaginado a cara de outro.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

O que dizem as estrelas

Decidi seguir os ensinamentos daquela que escolhi para irmã e tentar descobrir o que me espera em 2007.

BALANÇA – Cartas do ano: A Imperatriz, O Papa, O Imperador e a Roda da Fortuna
Os nativos de Balança terão ao longo deste ano oportunidades de colocarem em prática ideias que se revelarão extremamente positivas para o seu futuro.
(Isso parece-me um bom prenúncio para os planos...)
Se tiver tempo não deixe de ler um bom livro.
(Ó minha senhora, mas o tempo alguma vez foi um problema? E só um???)
Os meses de Maio, Agosto e Novembro serão muito criativos. No sector sentimental pode sentir que a chama da paixão se apagou por não sentir muita motivação da parte do seu parceiro, seja você a preparar algo que contrarie esta tendência como por exemplo um jantar a dois ou uma conversa onde se possam fazer planos para o futuro. No segundo semestre contará com mais definições e certezas neste sector. Boas surpresas tendem a surgir a qualquer momento.
(Venham as surpresas que no resto acho que esta deu ao lado :/)
No sector profissional vai obter grandes vitórias ao longo do ano já que terá de responder a vários desafios que servirão para reforçar a sua posição. Junho será uma boa altura para fazer investimentos de qualquer ordem. Em Outubro vai deparar-se com novas situações que ao princípio não serão muito fáceis, terá dificuldade em fazer frente a problemas inesperados que tendem a surgir. Este período vai prepará-lo para encarar algumas situações de forma diferente.
(Vitórias é fixe, desafios é na boa. Eu investimentos??? Isso não é uma frase agramatical? E acaba com um não há mal que por bem não venha... lá terei que me aguentar.)
Na saúde poderá ter alguns problemas de estômago.
(Não me estarão a aconselhar a fazer dieta, não?)
Melhor compatibilidade com: Gémeos e Aquário
(Tell me something new...)
Mais desentendimentos com: Escorpião e Peixes
(Esta dos desentendimentos com o papá é que não está com nada.)

Honestidade

- O que tens em casa para me oferecer? É Natal, lembras-te?
- Tenho-me a mim, parece-te pouco?
- Parece-me muito, não sei se sou homem suficiente.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Tipex


Se para ti abri uma página em branco, pronta a novos esboços e tentativas; espero conseguir, no ano que entra, apagar todos os gatafunhos que nela imprimiste. O assistente está a postos, é só dar-lhe o sinal de partida.

Definitivo

Se tem que ser sem ti, então que seja sem ninguém.

sábado, 23 de dezembro de 2006

Ho ho ho

Photobucket - Video and Image Hosting
Aos dois resistentes leitores que ainda nos restam desejamos um bom Natal de 2005 (esse pelo menos já sabemos como acaba).
E sonhos lambuzados de açúcar e canela e essas coisas.
mafaldinha & Jessica

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Shhh

Calei-me. A falta de coragem tem destas coisas, mergulhamos no silêncio e afogamos as palavras que queremos gritar. É neste aparente sossego que nos entendemos melhor. Evitamos o constrangimento de não saber lidar com confissões inoportunas e ignoramos as mentiras que já trocámos para não nos magoarmos. Acalmamos, guardamos os sentimentos que queremos esconder bem lá no fundo e deixamo-nos ficar quietos, mas sempre perto. Entre nós há apenas segredos que eu não quero contar e tu não queres ouvir. Porque o que fica por dizer tem sempre muito mais peso do que o que dizemos.

sábado, 16 de dezembro de 2006

Lisbon Players

Porque há pessoas (e instituições) a quem vale a pena dar os parabéns, principalmente sabendo todas as dificuldades que passaram nos últimos tempos.


Congratulations Lisbon Players, for 60 years of great theatre, and thank you Jonathan for so many unforgettable lessons!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Sense, sense and sense

- Elinor, have you no feelings?
- Yes, but I govern them.


(diálogo da série da BBC Sense and Sensibility)

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Brokenhearted

Eram amigos, andavam sempre os três juntos. O Marco e a Jessica namoravam em segredo até que ela decidiu contar ao Diogo a verdade. Mas o amigo gostava dela e ela não sabia. Com a revelação, ela repensou os seus sentimentos e descobriu que preferia os carinhos do Diogo aos do namorado. O Marco ficou de rastos e chorou durante toda a aula de Inglês. Parece que os desgostos de amor também fazem os homens chorar, mesmo que só tenham oito anos.

domingo, 10 de dezembro de 2006

Babs Day

Para remediar um dia Prince of Tides, o melhor é ver (uma vez mais) The Mirror has two Faces.
At least in this one she finally gets the guy. *
*citando e adaptando a própria

Momentos que valem a noite

"Já não te via há tanto tempo. Estás diferente. Mais mulher."

Obrigada miúdo, nem sabes o bem que me fizeste.

Do absurdo que fazemos

Não consigo fazer-me entender por ti, mas é difícil, nem eu me entendo ao teu lado. Não sei porque te dei as costas, não percebo porque tratei de te ignorar, não compreendo porque respondi com rispidez ao teu convite. Estava zangada, sim, morta de ciúmes também, hoje estou arrependida da minha atitude fria, distante... sem sentido.
Mas tenho medo de to dizer, tenho medo que não me entendas uma vez mais.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Quince Años

Está a ser doloroso aceitar que te acabei, acrescento e apago palavras só para não enfrentar a palavra "Fim".
Era divertido voltar a ti sempre que tinha um bocadinho livre, ou até mesmo deixar os deveres para trás para me entregar totalmente. Terei que te viver através de outros a partir deste momento, dos seus comentários e opiniões, dos julgamentos mais ou menos duros.
Foram muito boas estas semanas na tua companhia. Partirei em busca da próxima aventura, agora que descobri um novo prazer.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

A outra metade

Os homens certos apareciam-lhe sempre na hora mais inapropriada. Talvez fosse porque o homem errado insistia em estar presente a todas as horas.

!



Os anjos nunca deviam ser tentações.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Depois do Porto

Ainda bem que Jess não nasceu na Invicta, ou o egocentrismo de que padeceria seria insuportável. A palavra que ela mais gosta no "dialecto autóctone" é: ieuaa*.
*Pode não se escrever assim, mas é a isto que soa.

Fins-de-semana

Os normais são aqueles passados em pijama, a preparar aulas ou a ver televisão. No passado houve Porto, muita gargalhada, muita felicidade, muita gente muito querida - obrigada I., Pris, G., P. e Di, vocês são únicos. No anterior tinha sido domingo de cinderela.

O mundo ao contrário

A sedução dela era tanto mais ousada quanto menos interesse sentia por aquele que tinha na frente.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Cócegas no ego

Sabe bem ser assediada por dois.

713

- Ah, estamos em S. Bento.
- Oh, estamos nas cortes.
- Estamos em S. Bento, sim.
- Eh pá, isto vem dar uma grande volta. Se soubesse que vínhamos para as cortes tinha apanhado outro carro.

As senhoras de idade também vêem o Gato.

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Que pena!

Os Lupanar vão acabar. É uma pena, no único concerto em que os vi, achei-os bons, originais e com a voz da Ana, difíceis de superar.



Quem puder não perca o concerto de encerramento.

domingo, 26 de novembro de 2006

"Há sempre alguém que nos faz falta... ahhh Saudade!" *




* Saudade, Trovante

25 de Novembro

Só porque sou banal, porque não há palavras melhores do que estas e porque 9 anos são uma eternidade...


Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message
[s]He is Dead.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
[S]He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.

W.H. Auden


*Acrescentamentos entre [ ] e negrito meus

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

O novo anti-virus

ou O brilhantismo da nossa amiga I.
Para marcar um determinado ponto, a I. mandou-me ontem uma fotografia da Britney Spears.
I: Vê lá se não tenho razão.
Eu: Tens, mas por culpa tua agora tenho uma fotografia dessa tipa no PC. Que medo!
I: Não faz mal. É para afastar os virus.
Agora não sei se a devo apagar ou não :S

Ai a ética, a ética!

Lembro-me de que quando chegámos à blogosfera (há uns dois anos e meio) estava muito acesa a questão da propriedade intelectual. Debatia-se se o que se escreve num blog tem ou não direitos autorais, se se pode copiar para outro ou não, fazendo (ou não) a devida menção ao autor. Também ao longo deste tempo ressaltámos aqui textos ou pequenos excertos de que gostamos particularmente. Já fomos acusadas de plágio duas vezes, uma delas por uma pessoa que apenas queria incomodar e se delatou quando foi confrontada com a acusação, outra com alguma razão da pessoa que nos chamou a atenção para o facto, e que corrigimos imediatamente. Já fomos também nós "plagiadas" uma ou duas vezes, mas para manter regularidade na escrita quem não caiu já no erro?
Passeando pelo technorati, a parte diplomática deste blog descobriu alguém que no corrente mês nos citou 6 vezes em 5 posts. Uma homenagem, um orgulho, diriamos nós. Sê-lo-ia, sim, se 3 essas citações não fossem completamente desprovidas do nome das autoras, duas delas com um link quase invisível numas reticências e a última, essa sim, com link visível, mas sem o nome do nosso cantinho em qualquer parte. Não me incomoda particularmente que me citem (ainda que ache que não o mereço) sem chamar a atenção para que tal texto é meu, o que me chateia, bastante, é que quando todos os comentadores assumem que a autora é aquela que apenas citou, nenhuma vez esse "mal-entendido" tenha tido esclarecido. Curioso é, que em todos os arquivos a dita menção da fonte não tenha sido esquecida com mais ninguém.
Não nos achamos particularmente originais, até nem somos fãs de nós próprias, mas depois de tanto tempo é difícil manter um blog vivo. Mantê-lo-emos enquanto nos der prazer, enquanto conseguirmos escrever coisas vindas de nós, e sempre que citemos outros far-lhes-emos a devida vénia, pedimos apenas que a actuação para connosco seja a mesma. E obrigada pela homenagem que tantas citações pressupõem.
Este post é da exclusiva responsabilidade daquela que o assina

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Uma questão de Impacto

Escreve uma adolescente para que o mundo leia:
"O pk dax koixax... e pk? pk te amu pk te odeio pk penxu em ti pk te ignoro pk xou eu a amar.te?..."
Por mais sentida que seja a mensagem, escondida detrás de tal código quem vai conseguir perscrutar a sua profundidade?

De volta à Primária

Aos 28 anos, depois de ter frequentado o sistema de ensino português durante quase toda a vida, é complicada a integração noutra lógica de educação. Aulas ditadas e apontamentos obrigatórios a ser apresentados no final do curso, fazem-me relembrar os 4 anos de Escola da Praceta e aqueles dias de avaliação, em que todos em filinha apresentávamos o caderno diário para escrutínio. Já o livro escrito pelo professor, que é leitura obrigatória e sobre o qual se tem que apresentar um trabalho escrito, traz-me à memória outras pessoas noutras instituições de ensino.
Afinal, de um lado e de outro da fronteira as coisas não mudam assim tanto. Mas as gargalhadas cada vez que ouço "vírgula", "ponto" ou "ponto parágrafo", essas ninguém mas tira.

Declarações de desejo

Sinto que muitas vezes não te entendo. Tão depressa queres, como não, tão depressa te propões, como dás passos atrás. Dizes que não me queres magoar e não entendes que a escolha não é tua. O que as tuas palavras me dizem, não se coaduna com o que o teu corpo e as tuas acções transmitem. Vê lá se entendes que eu também tenho direito a decidir.
As declarações de desejo apenas palavras ocas quando não correspondem a actos.

(Ontem)

Amanheci em Glasgow: céu carregado e frio, cansaço e vontade de trabalhar. Cheguei a pensar Eu era capaz de viver ali, mas porquê? Porque tudo o que precisamos para sermos felizes é das pessoas certas. Aquelas férias há uns anos são inesquecíveis por causa de alguém, um emprego é importante para nós porque alguém a ele ligado nos marcou muito, aquela cidade é especial porque houve alguém que a gravou assim na nossa memória. Adormeci em Lisboa. Na verdade, continuo no mesmo lugar de onde nunca saí. Bem perto das pessoas certas.

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Já te tinha dito isto?

Se os longos minutos que passamos ao telefone não durassem apenas uns segundos, falaríamos a noite toda. Não dormiria só para te ouvir contar as histórias do teu dia de herói de capa e espada que salva o mundo, como me salvaste a mim. Ficaria acordada até não haver mais o que contar entre nós, só para sentir a tua respiração e saber-te mais perto. Controlo a minha vontade de te abraçar e chamo o sono que fugiu com o som da tua voz. Só assim as horas sem ti não custam a passar.

domingo, 19 de novembro de 2006

19 de Novembro

Neste día, há 56 e 29 anos, nasceram duas das pessoas mais importantes da minha vida. Habituei-me, desde pequenina, a festejar com os dois ao mesmo tempo. Nos últimos tempos não tem sido possível, mas eles sabem que não há minuto em que não pense neles. Como ela diz, este dia marca um início, uma mudança, todos os anos. Aqui começa a preparação para o que aí vem.
Novo ano, não demores!

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Gases

Parece que os portáteis têm um gás para que o ecrã funcione, o meu está com uma fuga. Agora tenho portátil com ecrã fixo em anexo.

domingo, 12 de novembro de 2006

Nómada

É tão bom quando, sem nenhuma razão, se reencontram pessoas assim, agora em grupo.



O primeiro disco sai no próximo dia 27.


P.S. Estes irmãos Parreño continuam a fazer-me sonhar.

Ética linguística

A escrita sempre foi um pesadelo, na escola só havia uma coisa pior do que me pedirem para ler em voz alta, era fazer composições. O pânico da folha em branco, fosse com destino a ficção ou a um simples trabalho teórico, tomava conta de mim. Nunca consegui transmitir por palavras (escritas) aquilo que penso ou sinto, fico sempre aquém. Apesar de na faculdade tal tarefa se ter tornado mecânica, isso não a tornava nem mais fácil, nem menos sofrida.
Por brincadeira descobri que até não desgosto de escrever, o que me custa é escrever em Português. Suponho que amor enorme que tenho pela Língua Portuguesa, e pelos seus virtuosos, é o que me faz sentir sempre descontente com o aquilo que tento produzir.
Desde que comecei a "maltratar" a Língua de outros, e não a minha, sinto-me bastante mais realizada.

sábado, 11 de novembro de 2006

De repente

Apeteceu-me levantar-me, desviar uma dúzia de estranhos num metro quase cheio e felicitá-lo por ter escolhido ler aquele livro.

?

Deixa-me ficar aqui escondida, onde não me podes ver. Deixa-me ficar aqui de longe, a espreitar-te enquanto tentas descobrir onde estou. Enquanto procuras, vou tentando enganar-te para que não me apanhes tão depressa. Não procures nos lugares mais óbvios, sabes que não é aí que me encontras. Procura-me nos lados ocultos, onde não sabes, onde nem imaginas. Quando tiveres examinado todos os recessos e me descobrires, não digas a mais ninguém que me encontraste, podemos antes esconder-nos juntos e deixar que nos esqueçam e não se lembrem mais de nos procurar.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Lição nº 2

Quando a mãe de um aluno vem falar contigo, lembra-te que já não estás numa aula de Inglês e tenta responder-lhe em Português.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Espera

Já não sei como contar o tempo que nos separa. Só sei medir a vontade de te ver chegar em abraços.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Os Pixies também (se) enganam

Numa noite difícil de esplanada em que as revelações e surpresas se sucediam em catadupa e cada uma parecia mais violenta do que a anterior. Uma daquelas noites em que as certezas caem por terra e as desconfianças ficam à flor da pele. Ela olhou para longe, a tentar perder-se na linha do horizonte que ficava mais além dos prédios brancos, e quando ele (a ausência sempre presente naquela mesa) entrou na praça, os Pixies cantavam a plenos pulmões: Here comes your man.
É uma vergonha, já nem no rock se pode confiar.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Referências Portalegrenses

Para uma despistada, que ainda por cima não é muito sociável, é difícil manter conversas em que se fala de alguém que não está presente e que aparentemente todos conhecem. Acaba sempre por surgir a típica explicação em que se refere o nome e apelidos, idade, alcunha, grupo de amigos, pais ou irmãos mais velhos.
No entanto, Portalegre tem uma especificidade que desconheço se existe noutros sítios. O mais normal que vos apareça neste estilo de conversa é a marca e cor do veículo que essa pessoa possui. Sempre me perguntei como é que se não conheço alguém pela família ou amigos, posso saber que carro conduz.

domingo, 29 de outubro de 2006

Sobre o olfacto

Fugiu devagarinho sem que eu desse conta, mas um dia acordei e não conseguia cheirar. Não me faz falta, pensei. Mas só agora, uns meses depois, percebi que estou a perder sensações fantásticas como sentir crescer água na boca.

Senhora de idade

Percebes que estás velha quando os miúdos na escola dizem coisas como Ganda barra e tu não sabes o que isso é. O que é feito do Que cena ou do Que fixe do meu tempo?

Lição nº 1

Quando estás a dar um sermão a uma plateia de miúdos de oito anos, lembra-te de não terminar com Parecem crianças.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Valeu a pena

As saudades do mundo académico em geral e do da tradução em particular ajudou-me a decidir por mais umas centenas de kms, esta semana, para assistir ao curso EN OTRAS PALABRAS. La traducción literaria entre español y portugués, integrado no projecto Ágora - O Debate Peninsular.
Ainda bem que não me deixei vencer pela preguiça, foi bom rever (e re-ouvir, se é que o termo existe) Inês Pedrosa, Almeida Faria, Fernando Pinto do Amaral, Miguel Serras Pereira e Francisco Vale, foi muito bom descobrir Perfecto Cuadrado, Helena Pitta e principalmente Antonio Sáez Delgado.
A felicidade faz-se de decisões assim, à última da hora e sem pensar demasiado.

Aquela nuvem e outras


Foi Eugénio, foi este livro em concreto (e que já não sei quem me ofereceu), que fez nascer em mim uma das maiores paixões: aquela que nutro pela poesia portuguesa.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Jacinta no CAE


Vi mal a data do espectáculo e suponho que já não encontrarei bilhetes. Bolas! No entanto, fica a nota que prometi à Moi-je-io. É dia 28 deste mês, no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre. Alguém quer vir?

Frases sábias

Diz Donna na versão espanhola do musical Mamma Mia:

- Yo no me acercaria, muerdo más que ladro!

Reminders

Por causa do tempo passado do outro lado da fronteira, por causa das conversas com os amigos do lado de lá (e do outro lado do Atlântico também), por causa dos livros, do cinema, da música, há interferências - e adaptações apressadas - que se intrometeram no meu léxico e não querem ir embora. A lembrar, em português:

- diz-se "é igual" e não "dá igual" (obrigada Mir)
- escreve-se "surpresa" e não "sorpresa"
- "desfruta-se" de alguma coisa, não se "disfruta"

(Temo que a lista não termine por aqui.)

Lições paternais

Em tempos de IEFP o meu pai tinha pendurado no gabinete um poster com uma frase que costumava repetir até exaustão, agora que cresci vejo que esta lição de vida é primordial em qualquer percurso humano.

"Se te derem pontapés no traseiro, não te preocupes, é sinal que vais à frente."

Sempre nos vão surgir obstáculos, invejas, ciúmes, pessoas com poucos escrúpulos; o melhor é não dar demasiada atenção e prosseguir no caminho que traçámos para nós.

domingo, 22 de outubro de 2006

Máximas no Messenger

Os homens são como os cromos, alguns guardamo-los na caderneta enquanto esperamos por aquele único e especial que sabemos estar algures guardado para nós, outros vão imediatamente para o montinho dos "para a troca".

Um deserto na F1

A desertificação começou (para mim) em Imola nos idos de 94 e a aridez toma hoje conta do desporto que me apaixonava em criança e adolescente.
foto daqui
Pensei em escrever este post mais tarde ou amanhã, quando a despedida já tivesse acontecido, mas o que é que vai mudar? Deixará Schumacher de ser 9 vezes campeão do mundo por não conquistar Interlagos hoje? Esquecer-se-á a carreira brilhante de "Schumi" acaso o resultado desta noite não for mais um campeonato ganho? Definitivamente controverso e genial, Michael Schumacher deixa, a 22 de Outubro de 2006, muito mais pobre o mundo da Fórmula 1.
E que os que ontem o insultavam consigam amanhã metade do que ele atingiu.

As coisas que fazemos

ou Post absurdamente acéfalo

Uma colega de Faculdade contou-me a determinada altura, que nos seus tempos de ensino secundário, se divertia a acrescentar as frases "de cú para cima" e "de cú para baixo", alternadamente, depois de cada pausa nos versos da poesia nacional. Ontem, deparei-me no Latrina Pública com uma actividade semelhante na forma ainda que não no conteúdo (eles alteram provérbios e com frases bastante mais hardcore), por isso, caro GV, aqui vão algumas das pérolas da literatura portuguesa devidamente conspurcadas (que me perdoem Florbela, Pessoa e Garrett) .
Ser poeta é ser mais alto de cú para cima, é ser maior de cú para baixo
Do que os homens de cú para cima! Morder como quem beija de cú para baixo!
É ser mendigo e dar como quem seja
de cú para cima
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor de cú para baixo! [...]
* * *
[...] E os que lêem o que escreve de cú para cima,
Na dor lida sentem bem de cú para baixo,
Não as duas que ele teve de cú para cima,
Mas só a que eles não têm de cú para baixo. [...]
* * *
[...] Não te amo de cú para cima, quero-te de cú para baixo: o amor vem d'alma de cú para cima.
E eu n'alma tenho a calma de cú para baixo,
A calma do jazigo de cú para cima.
Ai de cú para baixo! Não te amo de cú para cima, não de cú para baixo. [...]

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Televisão meteorológica

O meu televisor é especial, muda com o tempo, só quando chove é que a estação de Queluz se vê nítida.

De Portalegre, cidade...

Quem nos conheça, ou até mesmo os que apenas nos tenham encontrado nestas lides virtuais, saberá que a Mir e eu somos amigas de toda a vida e irmãs de coração. Como pessoas diferentes que somos, tomámos rumos distintos e vemo-nos de vez em quando. Esses caminhos que escolhemos levaram-nos a portos de ancoragem geograficamente distantes: ela ficou-se pela capital e eu voltei à terra que nos viu nascer. Diz ela:
Queridíssima, há-os (coitados) que quiseram sair e por contigências da vida não puderam fazê-lo, é uma pena por eles, todos deveriamos ter a possibilidade de ser felizes num sítio que nos fizesse sentir verdadeiramente em casa.
Há também aqueles que como eu, sabendo que não ia ser fácil, sabendo que iriamos ser vistos como "estranhos" decidimos voltar, porque amamos este verde e este chão, porque queremos ajudar a fazer da nossa cidade um sítio onde aqueles que cá querem morar se sintam em casa, porque queremos que os nossos filhos (aqueles que não planeamos sequer ter) possam crescer na tranquilidade de andar de bicicleta até à meia-noite no verão, possam fazer uma actividade diferente por dia em tempos de escola, possam ter-nos presentes ao sair e ao voltar, sem que para isso tenhamos que abdicar da realização profissional. Uma cidade onde pode ser incómodo conhecer toda a gente e onde os rumores voam ao sabor do vento, mas onde há um sorriso a cada esquina de alguém que viste sempre.
A nossa cidade tem muitos defeitos - a paragem no tempo, a falta de saídas profissionais e as más-línguas, são para mim os piores - mas tem também um sem-fim de virtudes. Eu gosto de acordar de manhã e ver a Serra, gosto da tranquilidade, gosto de ver gravado em cada recanto (meu) um momento feliz que passei e saber que outros vou poder imprimir nestas ruas e paredes, gosto de no verão ter uma piscina rodeada de verde quase só para mim. Chama-me sonhadora, mas eu quero ajudar a mudar o pequeno mundo em que cresci e por isso lutarei enquanto viva. Nem todos somos coitados, querida amiga, os que pudemos escolher e escolhemos Portalegre, somos felizes aqui, por pouco que haja para fazer, por pouca oferta que exista. E por muito que critiquemos, porque nunca estamos completamente satisfeitos ou não seriamos humanos, somos mais felizes aqui do que em qualquer outra parte do mundo, não é a falta de conhecimento que proporciona isso, é a possibilidade de opção. Ainda para mais, Lisboa está só a um pulinho de duas horas, se nos apetecer uns dias de mais bulício.
Um escolha diferente da nossa, nem sempre é uma má escolha, é apenas isso: diferente!

Post dirigidíssimo - sim, é para ti!

Lamento que a nossa amizade se resuma ao que é neste momento: dois telefonemas por ano, conversa de circunstância, talvez uma felicitação de Natal (se eu mandar a minha, claro). Não te vejo há dois anos, não sabes nada de mim, e fartei-me de correr a maratona atrás de algo que (para ti primeiro, para mim depois) perdeu o significado. Uma amizade faz-se de reciprocidade e não de mentiras, frases que magoam e uma ausência que se prolonga mais e mais. Conseguiste aquilo que querias, desisti de ti, agora não voltes a esperar a minha disponibilidade, o meu ombro ou a minha companhia. Não sei se acabou antes ou quando na sexta-feira passada me disseste - com todas as letras - que dormir, fazer compras e aquilo que propositadamente escondeste (mas outros se encarregaram de revelar) era mais importante do que estar comigo.
Espero que tenhas uma vida muito feliz, na terra ou no ar, como prefiras, daqui não esperes muito mais, porque eu estou cansada das tuas falsidades.

Acidente(zinho)

Dói-me o pescoço! Para além disso sinto como se um tractor me tivesse passado por cima, e estou estoirada (assim que me levanto).
Na segunda-feira bateram-me.
Parada, à espera para entrar numa rotunda um senhor enfaixou-se contra a traseira do meu carro, enfiando-me o pára-choques para dentro. Não há palavras que possam descrever o susto, nem o alívio subsequente ao perceber que, felizmente, mais ninguém circulava naquele momento já que fui "atirada" para o meio da dita rotunda. Já passou. Ficaram as dores no corpo e a certeza de que para três pessoas muito especiais eu também o sou, vi-lhes a preocupação estampada dos rostos e na voz.
Mas o meu maior obrigada vai para uma menina linda, de três anos, que sem noção do que se tinha acabado de passar se agarrou às minhas pernas, me deu um abraço do tamanho do mundo e me puxou para irmos brincar. Kita, foste tu quem me trouxe paz; se já te adorava antes, imagina agora.
E eu pensava que este tinha sido o culminar de uns dias difíceis...

Fim-de-semana alargado

Como boa balança a opção eleita é sempre pesar o positivo e o negativo de cada situação. Do sabor amargo não vale a pena rezar a história, como diria uma das minhas personagens favoritas de Ally McBeal: "let bygones be bygones". Do positivo há que salientar o Assobio da Cobra, rever a minha prima, o bolo de cenoura e nozes da D., o jantar de domingo (e seus comensais), ... a amizade da Jess, sempre!
Vale sempre a pena encarar a vida por tudo de bom que tem.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

For a change

O que ontem era verdade deixou de o ser.
Vesti a armadura (com saia mini, claro), saquei do escudo e da espada e rumei em frente. Agora a protagonista sou eu, vou começar a preocupar-me comigo. Há quem já me tenha ovacionado de pé (foi bom conhecer uma amiga como tu), há aqueles que não esperava e se lembraram de mim, há-os de outros tipos também. Importam-me os que levo no coração e esses não duvidam do lugar que têm em mim.
Acrescentei à lista de intertextos reais duas pessoas novas, é bom ganhar amigos sem esperarmos.

It's party time

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Parabéns a você, nesta gata querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. Hoje é dio de festa, cantam as nossas palmas, para a menina mafaldinha, uma salva de palmas!

(Assim, só para ti, tal como é cantado pela minha doida!)

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Contos

Depois de escrever o primeiro enchi-me de orgulho e de planos para os seguintes.
Acabaram. Deixaram de fazer sentido.
Não é que o não soubesse, é que dói na mesma; magoa acreditar e sem acreditar não há saída.
Tu foste o meu maior conto; nunca exististe, criei-te e deixei-me levar pela ficção macia e doce da tua existência. Mas eras mentira. E uma mentira nunca pode aconchegar-nos a vida inteira.
Agora quero que acabes, que deixes de ser em mim, para poder lançar-me noutras narrativas, diferentes, com mais diegese, que me preencham tanto e me façam sofrer menos.
E se as não houver (se a musa se decidir por outras paragens), aceitá-lo-ei sonhando que devias ter sido tu, um dia.

damaged goods

Quem nunca o foi não consegue entender o que se sente. Só deviam poder opinar no dia em que sentissem na pele a humilhação de ser menos.

It's rainning again, oh no...

Foto daqui

O Instituto de Meteorologia diz que vai haver sol nos próximos dias. Cá dentro nem por isso.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Dicionário pessoal

Qual é a diferença entre perseverança e obstinação? Uma é uma qualidade e a outra um defeito, certo?
Sempre pensei que perseverante é alguém que luta por aquilo em que acredita e só desiste perante da impossibilidade; obstinado é aquele que ainda que saiba que corre atrás do impossível nunca vê o momento de parar.
Ou será que perseverança é aquilo que chamo à minha própria obstinação?

domingo, 8 de outubro de 2006

It sure brings back memories *



Quem não se lembra da canção dos sapinhos? Eu dou o mote...

Win or lose, sink or swim
One thing is certain well never give in
Side by side, hand in hand
We all stand together


* frase tirada da saudosa série Dear John
Parece que já se andou por cá 100.000 vezes, agradecemos a quem de direito e continuamos incrédulas.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Outra vez Lost

Eu entendo que há uma coisa chamada direitos de transmissão e tal, mas bolas esperar até Abril é desesperante, os americanos podem voltar já hoje ao vício.

O teu nome é tão formal

Apesar de nunca te ter chamado assim - trato sempre as pessoas pelo nome próprio ou por um qualquer diminutivo dele derivado - gostava quando assinavas com as tuas iniciais, parecias-me mais tu.

domingo, 1 de outubro de 2006

Sedimentos II

As generalizações são sempre injustas! Claro que há relações que perduram e superam as dificuldades da erosão. É preciso muita amizade, muito amor, mas é atingível. Os que ficam são aqueles com quem fomos mais maleáveis, e que o souberam ser connosco; os que nos aceitaram com os defeitos do passado e também com os que fomos adquirindo pelo caminho. Aqueles que não estão sempre a julgar as nossas atitudes por muito que não as entendam, que nos passam a mão na cabeça se é preciso e nos dão um puxão de orelhas no momento certo.
As relações (a par de tudo o resto) ou evoluem ou morrem. Tal como na teoria de Darwin, apenas as mais fortes conseguem sobreviver.

Sedimentos

É duro entender que com a passagem do tempo também as pessoas mudem e que aqueles que nos eram mais próximos, hoje já não sejam os mesmos e já não nos identifiquemos com eles. Tudo aquilo porque passamos na vida, deixa uma marca, um sulco, uma ruga, e altera os nossos comportamentos e atitudes inevitavelmente. Mas os sentimentos não, esses ficam intactos, sempre à espera que tudo volte.
Como não vemos que mudámos não queremos que os demais estejam diferentes, queremos que as relações continuem iguais ao que foram, porque assim sentimo-nos mais aconchegados. Tal como nós crescemos com os anos, também o fizeram os que ontem estavam ao nosso lado. Não seria mais fácil aceitar os outros com as suas mudanças do que ficarmos magoados por nada ser igual ao passado que nos uniu? Tento sempre não julgar os meus amigos (de hoje e de ontem) porque sei que também eles não me reconhecem, mas custa quando vejo que já não há laços, só um passado comum e nenhuma perspectiva de futuro.

Príncipes?

Esse departamento deixo-o com a ruiva, o único príncipe em que eu acredito não é encantado, é recheado.


E até ele mudou de receita...

Quando com uma frase me tiraram 10 anos

Sexta-feira, 29 de Setembro, Madrid
À porta de uma discoteca pediram-me o B.I., a minha fúria foi tal que o dito porteiro acabou por pedir desculpa e acrescentar que era um elogio. Ainda tive que lhe mostrar que nos documentos identificativos portugueses a data de nascimento vem noutro sítio... não sei se deixei o rapaz nervoso.
E na senda de Brites de Almeida, uma vez mais uma pequena portuguesa arrumou com um grupo de espanhóis: ela com a pá, eu com um olhar.

2000

A distância que nos une torna-nos mais fortes. Sei que contigo posso passar por tudo, sentir tudo, ver o mundo com outros olhos. O melhor é que ainda que longe, estás sempre aqui.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Todo o tempo que temos não chega

Se o tempo é nosso, por que teima em fugir-nos? Como um prisioneiro, amarramo-lo ao pulso, na esperança de que, se bem guardado, ele não escapará antes de conseguirmos tornar o dia especial. Esquecemo-nos que os prisioneiros somos nós e achamos sempre que momentos não chegam, queremos o tempo todo para nós. Mas enquanto nos prendemos naquele sorriso, enquanto sussurramos aquela palavra, ele já desapareceu. E não há como aprender a voar para o podermos recuperar.

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Laughing close together

Não foi o teu sorriso ou os teus olhos ou a tua presença que me prenderam. Foi o som das minhas gargalhadas perto de ti.

sábado, 23 de setembro de 2006

I've had the time of my life

foto daqui

Por duas horas voltei atrás mais de 15 anos e revi um dos filmes da minha (pré-)adolescência.
Ainda que tenham algo de pernicioso, porque nos fazem acreditar que todas as Jennifer Grey deste mundo algum dia conseguirão um "príncipe" bailarino, é bom voltar a sonhar como antes... quando tudo era simples.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Afastamento

Trabalho
Confusões
Dúvidas

Perdas de tempo

Haverá sempre o que nos afaste daquilo que nos dá vida, e só ao parar para pensar é que concluímos que ela nos passou ao lado, e nós demasiado ocupados com quase nada.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Peep show

Tarde dedicada a ler (e ouvir) na íntegra estes senhores. Não há nada como rir enquanto se espreita a vida dos outros.

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Uma palavra mais perto

Não cheguei a sentir a tua falta, porque em todas as palavras te encontro à minha espera. Na tua ausência, são elas que me fazem companhia e preenchem o caminho que vai de mim a ti. Não há silêncios quando não estás, mas palavras que guardo e levo comigo para todo o lado. Todas elas são ecos de ti. E em cada canto te ouço melhor, depois de cada porta te sinto mais perto.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Aquilo que escondemos

Porque é que quando alguém nos magoa sentimos necessidade de magoar também?

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

A minha Princesa

Photobucket - Video and Image Hosting
Descobriu que o cabide é um microfone quase perfeito e todo um mundo de brincadeiras e cantigas nasceu à sua frente. Registámos tudo numa longa sessão fotográfica e muitas poses e várias músicas depois disse-me Tenho de parar para descansar e pensar. E posto isto, sentou-se no trono.