sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

My guiltiest pleasure

Uma canção da Wanessa Camargo (cantora de que não gosto nada), por que me apaixonei numa tardia sátira brasileira aos spaguetti westerns.
Acho que me derrete por a ligar sempre à personagem do Bruno Garcia - Ben Silver, o cómico quase anti-herói que acabava sempre por salvar o dia (ou a noite).

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Hoje eu vou fugir para não me dar à vontade de ser tua
Só para não me ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã *

Substituir até à exaustão o "hoje" por "sempre"; esconder-me do medo de não saber o que farias em todos os amanhãs possíveis ou irreais; desconhecer que palavras se me escapariam em que momento; saber que flutuo ao teu primeiro olhar...
Temer os pretéritos (ainda que perfeitos), ambicionar futuros.
* Flutuo, Susana Félix

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Alguém que julgou
Que era para si
Em particular
Que a canção estava a falar *

É imperdoável que quando, finalmente, uma das minhas cantoras preferidas faz a canção da minha vida, venhas tu e a esventres de sentido.


* obviamente Clã, Sexto Andar

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

4th chance *




Nunca gostei do número 4 e, sinceramente, não me parece plausível.






* David Fonseca em repeat no pc, vício bom adquirido esta semana.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Espírito pouco natalício

Fed up e outros phrasal verbs compostos pela mesma preposição e f no início.

Porque Natal é dar

Divirtam-se, não custa nada!

Encadenada a ti

Foto da minha amiga Ati
Preciso das chaves para te poder deixar, é injusto que as escondas e assim me tenhas sempre à mão. Não me posso afastar se não me permites a liberdade.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

"Vive a assapar"

Assapar: v. int. e refl., pop.,
agachar-se (como um sapo);
alapar-se;
esconder-se;
desmoronar-se;
cair.


Surgiu a dúvida quanto ao significado, tirou-se, chegou-se à conclusão que o slogan não faz sentido: passar a vida a agachar-se não dá ideia de rapidez.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Retrato




Não sei se tenho talento, mas sei que tenho prazer em fazer o que faço. E sei que todas as gargalhadas, todas as aprendizagens, todos os meninos dão sentido aos meus dias. Perto deles sinto-me mais feliz.


(Esta sou eu aos olhos da minha aluna T. Muito exagerada no elogio das qualidades que ressalta em mim, mas ainda assim, um encanto de menina)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A long way

Entrámos juntas na primária, de mão dada, porque já éramos amigas antes. Senti-me responsável, afinal era a mais velha. Foram 12 anos de aulas em comum, a estudar em conjunto, a partilhar o mundo. Não foi de estranhar, quando entradas na faculdade, ainda que em edifícios em lados opostos da mesma rua, nos sentíssemos a falta e nos procurássemos entre caras desconhecidas. Acho que poucos me conhecem tanto.
E hoje a minha menina é pequenina, e ainda que eu saiba que não me lê...

Parabéns V.!

Sentido de humor

Houve quem dissesse que era wicked, outra adjectiva-o de subversivo, já chegaram a denominá-lo de corrosivo. Eu simplesmente chamo-lhe meu.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Wanted

Triste, triste, é ter dois posts escritos há mais de quinze dias e não saber onde os guardei.

Variações em plágio menor

Com o maravilhoso mundo do PCs, os menos descarados podem sempre fazer: copy and paste it in a different place so that no one will notice.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

(...)

10 anos.
3652 dias (hoje já mais um).
É estranho que o passar aos dois dígitos não esteja a significar apenas mais um ano, mas muito mais.
E continuo a precisar de ti como sempre, a sentir-te a falta como no primeiro minuto em que soube que já não ias estar mais aqui. É como se os anos sem ti fossem uma vida diferente, distante, mas que ainda cá estava anteontem...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Crime sem castigo

Uma assinatura de Luís Amado fará de mim uma fora-da-lei já no próximo ano. Que me atire a primeira pedra quem consiga olhar para ótimo sem ter arrepios.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Tudo o que eu queria hoje

Aconchegar-me no teu abraço interminável e esquecer que existe um amanhã.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Calendário Pessoal

Enrolada num cobertor, sorrio ao frio e penso em como gostaria poder ter estado aí contigo, partilhar esta data, o teu dia. Tentei ligar e não atendeste, não sei se por culpa da festa que ainda dura, se por já estares a dormir. Não insisti, sei o perigo que há em acordar-te.
Fico a dever-te uma celebração, dos teus e dos meus. Pensando bem, podiamos decidir uma data e festejar o dia das duas, já que parece que nunca coincidimos quando deve ser.
(Gostei de ver como a tua persuasão continua intacta, até o São Pedro sucumbe aos teus encantos. Tens que me ensinar!)

domingo, 18 de novembro de 2007

A arrumar o quarto...

... encontrei um texto que, há 10 anos, saiu num jornal local. Foi escrito pela minha professora de Português, essa mulher admirável que, cheia de bondade, partilhava connosco semana trás semana a beleza das palavras, a melodia das metáforas, o sonho escondido em cada página dos clássicos que estudávamos. Ofereceu-nos no fim do ano lectivo este texto.

Folgas, Cavaleira e Companhia
Homenagem aos alunos de Português A, 12º ano, da Escola Secundária Mouzinho da Silveira
Folgas e Cavaleira são nomes reveladores de uma ironia terna, de acordo com a alegre autenticidade dos nomeados e a capacidade de amar de quem nomeia.
O mesmo acontece com a Companhia em que a Escritora, D.Duarte, a Gloriosa Admiradora de Florbela Espanca, o Poeta Vítor, a humaníssima Alexandra e todos os outros, percorreram comigo alguns anos da minha vida, fazendo-me acreditar outra vez, como dantes, que todo o tempo é o nosso tempo.
Ó Gabinete Ousada! - saudava-os eu quando cumpríamos "o serviço militar obrigatório" da Epopeia. E eles sorriam à porta de mochilas aos ombros, calmos e felizes, como quem entra no barco para mais uma viagem.
E assim andámos por esse "mar de longo" da Literatura, ao sabor das noites românticas, laivadas de pios de mochos, em cenários apocalípticos, pelas histórias da Guerra Civil...
Vivemos a perdição amorosa de Camilo e penetrámos em interiores requintados com estofos preciosos, estatuetas e jarrões de preço em que as flores elitistas se esfolhavam...
Bebemos ainda das filosofias poéticas, da ondulação pessoana, da sibilina voz dos escritores do século XX.
E assim ultrapassámos o "fingimento" e nadámos na verdade literária, em diversas direcções para delinearmos um rumo que nos aproximasse da VERDADE.
Para lá da porta da sala ficavam as guitarras, a voz da Marisa, os devaneios, as histórias do Sérgio, a "arte de bem cavalgar toda a sela" da Paula, as virtuosidades do violoncelo do Nuno, as espevitadas sentenças da Aida, o extraordinário equilíbrio do Duarte, as incursões filosóficas da Marisa Glória...
"Artistas da minha vida", sem dúvida, todos eles, mesmo os que preferiam ouvir, me gritam com o seu sorriso de regato vivo e a sua confiança que devo estar, no sentido etimológico - de pé, apesar das engrenagens que teimam em desvirtuar o primitivo e profundo sentido do velho EDUCO.
Julho 1997
Maria Guadalupe
Nota: EDUCO - verbo latino, significa tirar de dentro.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Psicologia Invertida

Foto daqui
Stay awake, don't rest your head
Don't lie down upon your bed
While the moon drifts in the skies
Stay awake, don't close your eyes
Though the world is fast asleep
Though your pillow's soft and deep
You're not sleepy as you seem
Stay awake, don't nod and dream
Stay awake, don't nod and dream
(Mary Poppins)

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