sexta-feira, 21 de março de 2008

Maaaais uma volta no carrossel Araújo

Haverá em Madrid um problema oftalmológico generalizado que faz com que me retirem idade sempre que lá vou? Paguei bilhete de menor de idade num teatro da capital espanhola, apesar de ter dito à senhora da bilheteira que só se fosse menor de 30. Se se continuam a esforçar assim, acho que me mudo para lá definitivamente.

Diálogo #1

- É como saber o segredo de um truque de magia...
- Faz com que perca a piada toda, não é?
E os olhos dele à procura dos dela fizeram-na corar, felizmente era de noite e não havia muita luz.

domingo, 16 de março de 2008

Cap.5 - Mas eu não resisto a nós os dois

Como uma qualquer criminosa reincidia... 1, 2, 3 vezes, todas as vezes que ele quisesse.
Ficava acordada até altas horas, mesmo que os olhos se fossem fechando, porque não queria perder nem um segundo dele.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Cap.4 - Vou-me arrepender depois

Chegava sempre o momento em que os remorsos tomavam conta. Quando a solidão se instalava e o cérebro não conseguia parar, pensava no que não devia ter acontecido, no que ficou por fazer, em tudo o que ele significava e em como ele não sabia nada.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Doubts within

Sabendo que cedes sempre a quem mais te pressiona, porque insistirei em não te fazer exigências?

terça-feira, 11 de março de 2008

"Quem me leva os meus fantasmas?" *

Aquele preconceito assombrou-a toda a vida, e só o sentimento mais forte que alguma vez experimentara lhe permitiu, por instantes, alienar a moral e cair na tentação.
* Abrunhosa, obviamente

domingo, 9 de março de 2008

C - E

Imagem daqui
A pedra de gelo derrete, lentamente, no ambiente apropriado. Se a apertam, o calor dessa mão ajuda-a a abandonar-se ao novo estado, desprotegida. Se a atiram outra vez para o congelador, a única hipótese que lhe dão é a de se agarrar à solidez com forças redobradas, não se revelando de todo.

Secção Pedidos Delicados II *

Quero que estejas sempre, como hoje, até te apetecer ficar. Como nunca te peço nada, permites-me este capricho?
* título gentilmente cedido pela Jess

segunda-feira, 3 de março de 2008

Secção Pedidos Delicados

Professora, se por acaso voltar a ler-nos, pode passar os meus posts à frente, por favor?

sábado, 1 de março de 2008

Romeu e Julieta do avesso

A aprovação da família era justamente o que os impedia de estarem juntos.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Neverending Stories

Naqueles que são os anos dourados da ficção para tv nos EUA há uma coisa que me deixa ligeiramente intrigada: porque é que criam séries e as retiram do ar sem lhe pôr um ponto final? Eu sei que pode haver muitas razões, sendo que a principal é a falta de audiências, mas mesmo assim, ainda que para os "poucos" que decidiram seguir determinada história, não seria muito menos desrespeitador dar um fim àquilo que se começou. Como adepta fervorosa de séries de televisão, incomoda-me saber que a intriga que acompanhei ao longo de meses (ou mesmo anos) não vai terminar. Deixo alguns exemplos.

- Dempsey and Makepeace
- The Pretender
- Paradise/Guns of Paradise
- Profiler
- Traveler
- Standoff

Se alguém se lembrar de mais deixe na caixinha que eu acrescento à lista.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Os teu olhos

Fazes-me sorrir.
As saudades dão-me um nó na garganta e põem-me o coração pequenino, pequenino. Mas ainda assim, e como sempre, fazes-me sorrir.
Mandaste um email e só com isso já fizeste magia.
É bom sentir que não te esqueceste dos nossos rituais, a discussão pós-óscares, a nossa Cate, as recomendações culturais, partilhar tudo o que é belo ... o nosso mundo - só teu e meu. Ainda que ao longe.
Às vezes penso que nunca ninguém me entendeu tão bem como tu, ou pelo menos tanto. E, também por isso, sorrio.
O teu ombro; o teu abraço; o teu sentido de humor, crítico e cáustico.
Ver o Mundo através dos teus olhos, e perceber que ainda que para o mundo nós não fizéssemos sentido, basta uma palavra tua para me sentir feliz.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Reboot

Quando eu razoavelmente afirmei "ponto final", para me confundir tu acrescentaste "parágrafo, travessão".

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Cap.3 - Faço tudo que tu queres

Era um perigo quando ele se aproximava, sabia que raramente conseguia dizer que não. Deixava-lhe sempre a dúvida quanto ao acerto de cada impulso ou retracção; os sinais que hoje lhe pareciam claros, amanhã estavam envoltos em bruma.
Tinha uma única certeza: bastava um gesto para a despojar da armadura.

Diz que é uma espécie de... (melhor não definir)

Ou Para o Guilhas

Transformaram o nosso pouso habitual nisto: luzes indescritíveis, uma decoração impossível de comentar, e um aviso à porta "Consumo obrigatório a cada 40 minutos".

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Descobri as pistas, descobri as pistas...

Pergunto-me se alguém que visitou o Figurinhas na última semana parou para pensar Que raio de post é aquele ali em baixo? Eu parei (por longos minutos) e não percebi nada. Mas acho que era suposto não entender. A mafaldinha e os seus esplêndidos cúmplices (L. e A.) arquitectaram uma tarde surpresa e fizeram-me passar cinco enigmáticas e divertidas horas em busca de uma mensagem especial. O resultado foi um dia 22 de Janeiro memorável (ainda que naquele sábado o calendário marcasse 2 de Fevereiro).

sábado, 2 de fevereiro de 2008

1º Pista
O ponto de partida é etéreo e habitável.
É no princípio que está o necessário.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Decoração

Ficas tão bem no meu sofá.

Cap.2 - Para enloquecer

Não resistia ao toque dele: o mais leve roçar de pele com pele de um cumprimento rotineiro, os braços que suavemente embatem à passagem, o sentar bem próximos,... provocavam nela explosões sub-cutâneas. Afastava-se mentalmente de si própria e entregava-se àquele furacão de sensações - que afirmava veementemente não querer.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O homem (mais importante) da minha vida

Via comigo os desenhos animados nas manhãs dos fins-de-semana. Eu acompanhava-o nos filmes do Woody Allen e nos programas do José Duarte. E depois iamos comprar o Expresso, que liamos juntos.
Ensinou-me a rir, a ouvir jazz, a ver os clássicos, a ler de tudo, a falar sobre o que fosse, a jogar crapô, a estar atenta ao Telejornal, a gostar de política, ...
Mas a dor que provoca uma briga aprendi-a sozinha. A solucioná-la, ainda estou a tentar aprender.