terça-feira, 18 de novembro de 2008

Feeling 19, acting 20 inches tall

Por alguns momentos tive de novo 19 anos. Os holofotes centraram-se uma vez mais na "menina de azul lá ao fundo" (e agora até estava de branco), e voltei a não compreender Wordsworth, nem Gastão Cruz, senti a prisão da teia de Mourão-Ferreira e o farol woolfiano não me indicou a melhor rota. Shame on me!
Não sei se o tom mais forte de há 11 anos não era mais alentador (porque em companhia) do que a voz doce de 2008.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Do controlo e outros demónios

Queres ocupar toda a minha vida: o meu espaço, o meu tempo, a minha memória e a minha alma. Por momentos, a cabeça obriga-me a cair na tua teia, mas quando me recupero percebo que não tens tanto poder como pensas. O mais poderoso é aquele que não sente a necessidade de mostrar que o é e não quem se perde em ameaças.
Prefiro guardar para mim muito do que precisava de te dizer, contudo não duvides que vou continuar a resistir e a ser eu.

domingo, 9 de novembro de 2008

Sol nasceu, como está lindo o céu!


Este fim-de-semana recuei no tempo. Calcei as meias cor-de-rosa com o Monstro das Bolachas, levei o peluche do Egas que a mafaldinha me ofereceu no Natal e sentei-me na cadeira do Coliseu à espera de magia. Arrastei a minha sobrinha para ter uma desculpa credível e fingir mais à vontade que aquela canção e aqueles bonecos não estavam ali por mim. Mas estavam e eu voltei a ter dez anos. Só faltou no final poder abraçar aqueles peluches enormes e trazer um daqueles monstrinhos "de verdade" para casa.

Mapa

Por onde andas tu quando à noite não te encontro nos meus sonhos? Diz-me que te perdeste e entraste no sonho de outra pessoa por engano. Acorda, sai, procura-me melhor. Bem sei que o mapa que te dei te traz por caminhos sinuosos, mas não me inquieto porque estou certa de que sabes cá chegar. Por isso, não te rendas ainda, insiste um pouco mais, não deixes que te falte força e vontade e quando voltares, acorda-me com um beijo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Happy day!!!

As dela são interiores, fazem cócegas em momentos agradáveis e é tão bom lê-la. Porque continua a mesma da década passada - porque cá dentro nenhuma de nós mudou, foi a vida que resolveu ser diferente.

Sempre te admirei, mesmo quando nos conhecemos e não nos dávamos assim tão bem. E foi bom perceber que o que nos afastava não tinha sentido. Ao teu lado vivi momentos inesquecíveis: uma das primeiras aventuras (os 5 sozinhos na capital), um desgosto enorme, o primeiro concerto do Abrunhosa, os nervos dos exames, a alegria da vida que evoluía e nos levava para Universidades diferentes. E as viagens de autocarro nos fins-de-semana. E saber que sempre que precisasse estavas perto, com a tua voz profunda, com a tua amizade, com a proximidade suficiente para não ser necessário dizer muito. E admirar-te-ei sempre, porque tudo o que fazes, fazes bem.

E os sonhos que um dia dividimos continuam cá dentro, e o café prometido para pôr a conversa em dia está à espera de ser urgente, porque por enquanto não é obrigatória a presença para te sentir ao lado, como te sinto desde os 13 anos. Parabéns, amiga!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Nice

Cheguei há uns dias mas o meu ouvido continua a sentir falta de quem lhe sussurrava segredos pouco secretos todo o dia. É estranho, mas o intruso que fazia perguntas incómodas hoje é parte importante dos meus dias. Os sentimentos crescem na mesma medida que as distâncias e os sorrisos prolongam-se entre confidências e silêncios. Tivemos o azul tranquilo do mar a embalar-nos e deixámos escapar o tempo depressa de mais. Acabou Nice, mas ainda temos Lisboa. E estes braços à espera do abraço prometido.
*A nossa própria caixa de mensagens resolveu ostracizar-me. Mas acrescento aqui que não há novidades, há o auricular do walkie-talkie que agora já não magoa, umas conversas divertidas sobre ex-namorados com a Maya D, o tempo que fugiu sem que me deixasse ver muito da cidade e a Tami V que possivelmente não vamos voltar a ver. Ponto. Mas se houver novidades eu aviso...

domingo, 2 de novembro de 2008

Down the memory lane...

Depois da conversa de hoje e durante o trabalho de fim-de-semana (haverá dias sem trabalho?) encontrei isto, que boa ideia!

Gala dos 50 anos da RTP

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sinónimos


Longe.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Variações sobre o mesmo tema

Longe de ti - de mim - é mais duro não te ver. A pacificação que a distância trazia, agora é desespero. É duro que depois de tanto tempo só tenhamos uns minutos e conversas de circunstância.
Haverá maneira de diminuir os kms?

Ausências

Só as pontinhas das raízes é que tocam terra segura, transplantada à força é difícil manter o contacto. Agora a ligação ao mundo já é mais consistente, mas a solidão não muda.
Habituamo-nos a tudo, ainda que haja vezes que custe muito mais.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sabem que dia é hoje?

Mafaldinha's Day.



quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Parasitas diversos

- Para que é que servem as aranhas?
- Para comer as melgas e as moscas.

Esta era uma pergunta que me incomodava em pequena. Não via utilidade aos insectos, não percebia porque é que tinham que existir. Se as aranhas apenas serviam para comer as melgas, acabasse-se com as melgas (assim não me mordiam) e ficava tudo resolvido.
A idade apaziguou a minha convivência com os bichinhos, eu não os incomodo e eles não me incomodam a mim. Até mesmo às melgas, que continuam a morder-me furiosamente em qualquer época do ano (devo ser doce), apenas peço que não façam barulho e me deixem dormir.

O que ainda não consegui aceitar, nem sei se algum dia conseguirei, é a existência de outros parasitas que vivendo dos "provedores" não hesitam em os pisar na primeira oportunidade.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O elogio do dia

Teacher, you're cute.

Wait for me

Umas semanas longe das minhas meninas e quando volto uma perdeu o seu primeiro dente de leite e a outra aprendeu a bater palminhas. Porque é que os dias importantes na vida delas não esperam que eu esteja presente?

Hug me

Santander acabou e deixou-me a vontade de querer voltar e ter de novo como casa o Palacio de la Magdalena, o Mar Cantábrico, os Picos da Europa. Mas voltar no tempo, porque Santander será para sempre a Maryam, a Jack, a Dulce, o Lenni, o Pedro, a Vicki, de quem as centenas de fotos e mails não chegam para matar a saudade. Duas semanas que me pareceram dois anos e que me apetecia que fossem quatro ou cinco anos mais.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O regresso é um lugar estranho


"... e prisão por prisão temos Lisboa" *
* Fado Castigo, Deolinda

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

The boogieman

Enterrei-o há 7 anos, achei-me mais forte e mais madura.
20 minutos foram o bastante para me acabar com a segurança. Voltaram os medos, a culpa, a certeza que esta barreira nunca vai ser superada, ainda que não o deixe transparecer.
Posso ganhar os duelos campais, mas sei que a guerra é dele - é impossível evitar que me povoe os pesadelos.

N d l M



Será esta a meta ou apenas o caminho?

sábado, 6 de setembro de 2008

S

E depois de tudo, pensei que talvez com uma visita ao Thyssen a minha opiniao mudaria. Nao visitei o Thyssen, nem sequer o Reina Sofia, mas fiz uma visitinha à esquadra da polícia que durou toda a tarde. O edifício, pós-moderno e com mobiliáro austero, era interessante mas ficar sem documentos em Madrid nao tem muita piada. Pelo menos os senhores-polícias-simpáticos tinham razao, Santander é uma das cidades mais bonitas de Espanha. E mais uma vez as pessoas fazem toda a diferença.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Shalom

De volta. Prometi que desta vez daria a Madrid uma hipótese para me fascinar. Ficou, uma vez mais, aquém. Teremos com certeza outras oportunidades para nos apaixonarmos. Mas o que interessa a cidade quando temos as pessoas certas ao nosso lado? Faltou-me apenas a mafaldinha. Madrid deu-nos pelo menos aquelas noites à beira da piscina. E dias serenos, bem-dispostos, bem trabalhados. Mas a cada nova oportunidade crescem as saudades destas pessoas certas, das histórias, das conversas, das sessões de massagens, dos beijos e dos abraços apertados. Porque é que custa sempre tanto dizer adeus?