No verso desta imagem não vou dizer o que não disse. Não vou expor a falta que me fazes, nem contar como te quero. Não vou protestar pela tua ausência nem pedir que voltes. Não vou denunciar este descuido nem lamentar que estejas longe. Adiamos por mais algum tempo a ânsia de um novo abraço, demorado, inevitável e esperamos que quando os nossos corpos se juntem o mundo expluda e nos deixe sozinhos. Deixo o verso em branco porque este silêncio está guardado à tua espera. Deixo o verso em branco para te lembrar que me preenches.
domingo, 28 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
Los montones de momentos que pasé contigo a solas ya no volverán *
Por alguma razão deixámos de estar sozinhos e era exactamente nesses momentos que nos construíamos, que nos inventávamos um ao outro. Agora somos cordiais, mas já não encontramos tempo para estar juntos, longe de tudo. Dou-me mil desculpas - a tua família, a minha distância, a vida, a falta de tempo - no fundo sei que não é isso. Evitamos o perigo, como desde o início, e neste momento quaisquer 5 minutos a sós podem causar danos incalculáveis.
* (Cuando mueren) Las malditas golondrinas, Nena Daconte - em repeat na minha cabeça durante o último mês
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
(A) Tempo
Desta vez não sou eu quem foge, és tu. Vi-me obrigada a correr durante tanto tempo mas sempre foste mais rápido que eu e acabaste por me apanhar. E agora que resolvi não lutar mais contra ti, agora que me sentei calmamente à espera que tomasses conta de mim, escapaste-me sem que eu desse por isso. Inverteram-se os papéis e fazes-me correr atrás de ti, lutar contra mim. Até quando não sei. Até que um de nós ceda e o outro esteja lá para o agarrar. Se ainda formos a tempo.
sábado, 13 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Rebound
Ainda de ressaca do concerto dos Deolinda, deixo-vos o Fado do Notário.
Video do concerto em Aveiro porque os meus ficaram muito fraquinhos.
Video do concerto em Aveiro porque os meus ficaram muito fraquinhos.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Deolinda
Os 3 meses de expectativa e aquele friozinho na barriga por não estar segura de não ter posto a fasquia demasiado alta foram completamente apagados com a primeira nota saída da voz da Ana. As músicas que o rádio do carro já sabe de cor não pareciam as mesmas quando ouvidas ao vivo, porque ganharam cara e essa cara é conhecida.
Vê-la ali fez-me voltar 11 anos atrás. Não era o CAEP, não era a minha cidade (ainda que o frio não permitisse esquecê-lo por completo), era a FLUL e eu era novamente a aluna nº 22681. Não consegui manter a distância e sou incapaz de fazer uma crítica idónea, porque os Deolinda é como se fizessem parte da família.
Foi bom o reencontro com as canções das quais não falho uma palavra, foi divertido ouvir um Fon-fon-fon mais rápido, três canções novas e surpreender-me com a resposta de um público que muitas outras vezes parecia apático. Mas melhor ainda foi o reencontro com a antiga colega, foi a conversa recheada de memórias comuns e o disco dos Lupanar na minha mão.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Cusquices
Será que a Alexandra Lencastre tem conhecimento de que é casada com este senhor?

Eric Close
Será que ele sabe quem é a actriz portuguesa? Na versão brasileira da wikipedia é casado com ela, na versão americana continua casado com a mãe das filhas.
Adoro a forma como a net nos traz pequenas distracções (e boatos) enquanto trabalhamos.
domingo, 30 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
I'm reaching out, dear friend

Ahora, que estás
Un poco más alejad@ de mi,
Un poco más alejad@ de mi,
Que ya no soy importante, me iré
Sin hacer nada de ruido.
Un día verás,
Que ya no estoy a tu lado y que tu
A lo mejor has soñado que yo
Compartí todo contigo.
Tal vez, en Nueva York o en la orilla sur
Vuelva a jugar al [...] y tu
Ya ni preguntes por mi.
Ahora, que estás
Empezando a disimular
Y que yo a veces no te dejo en paz,
Me iré buscando aire limpio.
Mañana verás,
Que ya no estoy a tu lado, y que tu
A lo mejor has soñado que yo
Compartí todo contigo.
Tal vez, en Nueva York o en la orilla sur
Vuelva a jugar al [...] y tu
Ya ni preguntes por mi.
Tal vez, volvamos siempre al mismo lugar.
Cambien las caras pero tu te vas.
Y ayer me hiciste llorar.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
Novo vício

Quando a Mai foi a primeira concorrente a ser expulsa na 2ª edição da OT espanhola eu afirmei que era um erro, que a rapariga tinha qualquer coisa de especial. É tão bom ter razão quando o resultado é um pop cuidadoso e limpo, cheio de pequenos detalhes especiais.
Admito que não dei muita atenção ao primeiro disco He perdido los zapatos, mas este segundo (Retales de Carnaval) tem-me completamente apaixonada. As letras, os arranjos, a voz frágil sempre a ponto de se partir, o espírito, tudo se conjuga na perfeição.
Nena Daconte, a paixão musical de que eu andava a precisar.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Feeling 19, acting 20 inches tall
Por alguns momentos tive de novo 19 anos. Os holofotes centraram-se uma vez mais na "menina de azul lá ao fundo" (e agora até estava de branco), e voltei a não compreender Wordsworth, nem Gastão Cruz, senti a prisão da teia de Mourão-Ferreira e o farol woolfiano não me indicou a melhor rota. Shame on me!
Não sei se o tom mais forte de há 11 anos não era mais alentador (porque em companhia) do que a voz doce de 2008.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Do controlo e outros demónios
Queres ocupar toda a minha vida: o meu espaço, o meu tempo, a minha memória e a minha alma. Por momentos, a cabeça obriga-me a cair na tua teia, mas quando me recupero percebo que não tens tanto poder como pensas. O mais poderoso é aquele que não sente a necessidade de mostrar que o é e não quem se perde em ameaças.
Prefiro guardar para mim muito do que precisava de te dizer, contudo não duvides que vou continuar a resistir e a ser eu.
domingo, 9 de novembro de 2008
Sol nasceu, como está lindo o céu!

Este fim-de-semana recuei no tempo. Calcei as meias cor-de-rosa com o Monstro das Bolachas, levei o peluche do Egas que a mafaldinha me ofereceu no Natal e sentei-me na cadeira do Coliseu à espera de magia. Arrastei a minha sobrinha para ter uma desculpa credível e fingir mais à vontade que aquela canção e aqueles bonecos não estavam ali por mim. Mas estavam e eu voltei a ter dez anos. Só faltou no final poder abraçar aqueles peluches enormes e trazer um daqueles monstrinhos "de verdade" para casa.
Mapa
Por onde andas tu quando à noite não te encontro nos meus sonhos? Diz-me que te perdeste e entraste no sonho de outra pessoa por engano. Acorda, sai, procura-me melhor. Bem sei que o mapa que te dei te traz por caminhos sinuosos, mas não me inquieto porque estou certa de que sabes cá chegar. Por isso, não te rendas ainda, insiste um pouco mais, não deixes que te falte força e vontade e quando voltares, acorda-me com um beijo.
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