segunda-feira, 2 de março de 2009

Growing up


Apetece-me ir de bicicleta para o trabalho. Descer e subir estas ruas como os miúdos da escola e aprender a cada pedalada. Sentir que o vento na cara não é só velocidade, é audácia a multiplicar-se, a multiplicar-me, a tornar-me maior. Apetece-me ser criança a querer crescer depressa outra vez. Esquecer que, depois de crescermos, a simplicidade das coisas boas ganha outras proporções. Pensar que o mundo é perfeição à espera de acontecer, à espera de ser meu. Apetece-me ir de bicicleta para a escola. Ignorar o quanto me custou crescer nos últimos meses para finalmente me sentir adulta. Apetece-me ir de bicicleta pela vida. Apreciar as vistas e ajustar as mudanças para pedalar melhor.

Being bold

Cair. Saber que não estás lá para me apanhar e mesmo assim querer cair.

domingo, 1 de março de 2009

Camino despacio pensando volver hacia atrás
No puedo
En la vida las cosas suceden, no más

No início fingimos aceitar tudo - talvez não finjamos, talvez apenas nos pareça que a bolha cor-de-rosa em que estamos envolvidos nos pode proteger para sempre - e, mais tarde, percebemos que as cedências foram demasiadas. Queremos voltar atrás, começar de novo, tomar decisões diferentes sem perceber que as barreiras que não levantámos ontem, não nos vão poder amuralhar amanhã.

Não há pontos de viragem nas relações, não existem mudanças súbitas... tudo flui, o que pode é simplesmente não fluir para onde sonhámos. Há que ter cuidado, há que mostrar-se inteiro, porque durante a viagem não se pode fazer inversão de marcha sem perder alguma coisa pelo caminho.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Orelhas ou Um presente para as leitoras


No sábado à noite passámos muito tempo a falar de ti e apercebi-me que tenho saudades: do teu sorriso, da simplicidade, de como tudo parece fácil ao teu lado. Como diz a canção:
Da próxima vez não vás sem deixar destino ou direcção...

(vídeo dedicado à Le.: é tão bom ter-te conhecido!)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

suave vingança

Pronominalizei-te mil vezes (em 1ª, 2ª e 3ª pessoa), fiz-te singular e plural, mas jamais te dei forma e nunca me atrevi a pôr-te um nome. Fomos protagonistas de sonhos, pesadelos, ficções (concretizadas e não), de um sem-número de vidas que não sendo nossas, o foram. E quis-te em todas as formas que te não dei, e senti-te na presença e na ausência.

Aprisionei-te em palavras porque sou contra grilhões mas, incoerentemente, preciso de te ter comigo. Serás tu e tantos outros, já que ao não te nomear não dou certezas, ainda que espere (em silêncio) que saibas que és sempre tu. E aqui és meu, quer o sejas ou não na realidade.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

When He closes a door, somewhere... *

Quando o deserto se instalou, abriram-se uma série de abraços para me acolher.

* Dizia a Julie Andrews no filme que mais vezes vi na vida.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

No "país" do Carnaval

Agora que vivo (durante a semana) numa vila em que o Entrudo é a festa principal, vou tirar a máscara que ponho ao passar a fronteira e ser feliz por mais uns dias.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

I wish...

Quando se vê tv até tarde, às vezes, encontram-se pérolas.
No meu ano sabático "descobri" e "voltei" frequentemente a Stuckeyville. As apostas de 10 dólares, as piadas sem punch line, as trapalhadas e os sorrisos, as vidas descomplicadas de uma série de pessoas que já são (quase) da família, tornaram-se num hábito delicioso.
Foi impossível não ficar derretida com o olhar azul profundo do Ed (Tom Cavanagh) e com todas as tentativas de mudar o mundo e de amolecer o coração teimoso e mal direccionado de uma certa professora de Inglês. Estrelas que se alinham, cavaleiros andantes, videos pirosos convencem qualquer céptico empedernido. E no fim, todas queremos ser a Carol Vessey (Julie Bowen) - nome e apelido, porque parece ter outra música quando se diz inteiro -, todas queremos um homem que não desiste ante qualquer desafio.

Tom Cavanagh e Julie Bowen

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Oásis

Durante muito tempo pensei-te estrela polar, iluminavas-me o caminho e oferecias-me a segurança de ser guiada. À distância que a desilusão impõe, vejo que não foste mais do que uma miragem no deserto dos meus anos mais nocturnos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

I'm a pirate and I like it

Johnny Depp
Or should I say Jack Sparrow?
(Because some fictional characters get to have a life of their own)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Missed a thing (and didn't want to)

Porque hoje ainda é ontem (hoje só deixa de ser ontem quando durmo) dei por mim a pensar que esta é a primeira vez desde há muito tempo que não nos vemos neste dia. Não que haja uma qualquer razão para que nos encontremos em determinadas datas, mas porque acontecia (ou faziamos porque acontecesse).
Hoje não.
Hoje não te procurei, nem na rua, nem nos lugares do costume, nem em mim. E senti-me bem.
Foi só a meio da noite que te notei a ausência, e todos repararam que eu tinha "desaparecido". Refugiei-me outra vez nos teus braços, senti-te o cheiro, ouvi-te sussurrar baixinho uma frase sem importância que para mim significou o mundo.
Mas a nossa canção não tocou hoje, também pela primeira vez. E não me doeu que não estivesses, só me senti, por momentos, mais vazia.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Days...


Quando pensamos que já nada nos pode surpreender há um qualquer pequeno/grande detalhe que nos deixa sem ar. E, convenhamos, é por determinados momentos de apneia que vale a pena continuar por cá.

Let's put it in a bubble *

No meu mundo só há uma situação em que é apropriado usar um fato de treino: enquanto se está a fazer desporto. Proponho que se institua a barreira dos 30 minutos (antes e depois), isto para não me chamarem ditadora, já que - para mim - quaisquer 5 minutos a mais com o inominável fatinho são sempre um exagero.
Agora, por favor, ir para o trabalho em calças de fato de treino não é aceitável se não se for o Nelson Évora, o Cristiano Ronaldo ou professor de Educação Física.
* como diria a Dharma

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Life altering poem - part 2

Teia

Se da baba o insecto faz a teia,
se com choro porém não sei prender-te,
do céu, que era de cinza, direi verde,
e da terra e das lágrimas areia.

E da forma direi que foi ideia,
para que à noite o corpo não desperte.
Do perdido direi que não se perde
se ao menos nestes versos se encendeia.

Do cabelo, se louro, direi preto;
do amor que sofri direi soneto,
ante a luz tão corpórea que o invade...

Nas redes da ficção ficarás presa
e acordarás, mais tarde, na surpresa
de ser outra por toda a eternidade.


David Mourão-Ferreira

Life altering poem

Pensar na FLUL é lembrar-me de amigos, é ter saudades, é ver que mudei, é saber que não há volta. Custa-me entrar no atrio e não conhecer ninguém naquela que foi a minha casa durante 6 anos. Mas pensar na FLUL é, também, recordar momentos marcantes, discussões acesas, aberturas de horizontes e aprendizagens para a vida.
Entre todas as situações que se me tatuaram na memória há uma, em especial, que continua a roubar-me sorrisos, talvez por ter vindo em forma de desafio (insuperável, achava eu), talvez porque eram as palavras de David Mourão-Ferreira, talvez porque tive que crescer em duas horas.
Chorei, entrei em pânico, gritei que não conseguia; pedi ajuda, meti o medo numa gaveta, enchi o peito de ar e, a tremer, fiz o que tinha que ser feito.
Não era a mesma quando saí daquela sala, era mais adulta, mais segura, mais humilde.
Continuo a guardar o soneto junto a mim, para quando o desânimo se atreve a espreitar.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Vício bom


Não sei se estou numa fase romântica, se me apetecesse rir do romantismo. Sei, isso sim, que não consigo ver só um episódio por dia.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

It's meeting the man of my dreams (...) *

Há frases que só têm piada na adolescência.
* Ironic, Alanis Morissette

There's an elephant in the room

Não sabia bem em que momento se tornara uma pedra no sapato e ainda que se dissesse (primeiro) que era uma situação passageira, (segundo) que ia ignorar, (finalmente) que já não doía, não se conseguia enganar nos momentos de reflexão.
Magoava.
E magoava muito.
Contudo, a ferida mais profunda tinha sido causada pela falta da sinceridade e não por a terem feito sentir-se descartável.
Porque trabalhar e ser uma boa menina tem as suas recompensas.


Relembro a nossa perfeição, de quando ainda não estava perdida noutros mundos, e sinto-te a falta. Já não te vejo em cada recanto da minha vida, tento não te procurar a cada passo, mas (quase) todos os dias és o senhor do meu último pensamento.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Tropeçar não é cair

Passei meses a recompor-me do último salto involuntário. É sempre mais difícil recuperar o equilíbrio quando somos empurrados sem esperar. E quando finalmente os pés já não oscilavam em terra firme, um pedaço de chão desaparece debaixo de mim. Onde é que me agarro para conseguir que estas mãos me segurem de forma inabalável?

There are places I remember all my life*

Lisboa. Aquela semana de dias alucinantes e noites descontraídas só podia deixar saudades. Da (des)organização atípica, do stress diário, das gaffes tontas, das gargalhadas sinceras, dos jantares ruidosos, dos passeios frios pelo escuro. A despedida fez-se sentindo já a falta de quem esteve e de quem não volta a estar. Deixámos entre nós convites para um regresso e promessas de viagens em 2010. E vontade de viver a mesma noite ad eternum.
*The Beatles

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

In too deep

E se, um dia, o único blogue que nos apetecesse ler tivesse acabado?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Kind surprise

Um dia deixo de pensar demasiado nas coisas. Não vou querer saber se está certo ou errado, nem recear o que vem depois. Um dia deixo-te acontecer. Se já não for tarde.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

2009

Já só faltam 20 dias.

2008

O melhor: o nascimento da B.
Situação mais inesperada: um telefonema a anunciar-me que ia para Santander em Setembro.
Situação mais engraçada: caminhar por Madrid à procura de uma esquadra com um polícia de cada lado a carregar as minhas malas e ver a cara de espanto das pessoas que passavam.
Situação mais inusitada: declarações de amor de estranhos.
Melhor noite: Santander, 2 dias antes de irmos embora.
Melhor gargalhada: No lago das Cuevas del Drach, nós a querer sair e o barco a balançar mais do que devia.
Melhor viagem: Maiorca e Santander (e Istambul e Madrid e Nice, ainda que fossem em trabalho).
Momento saudosista: os telefonemas e sms do estrangeiro para encurtar as distâncias.
Momento ternurento: ver os talentos da M.
Momento mais divertido: o quebra-cabeças que foi seguir todas as pistas meticulosamente "escondidas" por Lisboa para chegar ao meu presente.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Postal

No verso desta imagem não vou dizer o que não disse. Não vou expor a falta que me fazes, nem contar como te quero. Não vou protestar pela tua ausência nem pedir que voltes. Não vou denunciar este descuido nem lamentar que estejas longe. Adiamos por mais algum tempo a ânsia de um novo abraço, demorado, inevitável e esperamos que quando os nossos corpos se juntem o mundo expluda e nos deixe sozinhos. Deixo o verso em branco porque este silêncio está guardado à tua espera. Deixo o verso em branco para te lembrar que me preenches.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Los montones de momentos que pasé contigo a solas ya no volverán *
Por alguma razão deixámos de estar sozinhos e era exactamente nesses momentos que nos construíamos, que nos inventávamos um ao outro. Agora somos cordiais, mas já não encontramos tempo para estar juntos, longe de tudo. Dou-me mil desculpas - a tua família, a minha distância, a vida, a falta de tempo - no fundo sei que não é isso. Evitamos o perigo, como desde o início, e neste momento quaisquer 5 minutos a sós podem causar danos incalculáveis.
* (Cuando mueren) Las malditas golondrinas, Nena Daconte - em repeat na minha cabeça durante o último mês

Way out of my league

Não lutei por ti a sério porque nunca achei que te merecesse.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

(A) Tempo

Desta vez não sou eu quem foge, és tu. Vi-me obrigada a correr durante tanto tempo mas sempre foste mais rápido que eu e acabaste por me apanhar. E agora que resolvi não lutar mais contra ti, agora que me sentei calmamente à espera que tomasses conta de mim, escapaste-me sem que eu desse por isso. Inverteram-se os papéis e fazes-me correr atrás de ti, lutar contra mim. Até quando não sei. Até que um de nós ceda e o outro esteja lá para o agarrar. Se ainda formos a tempo.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Um sorriso para começar bem o dia




É uma girafa a comer as folhinhas de uma árvore. A artista só tem cinco anos e este talento todo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Rebound

Ainda de ressaca do concerto dos Deolinda, deixo-vos o Fado do Notário.



Video do concerto em Aveiro porque os meus ficaram muito fraquinhos.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Deolinda

Os 3 meses de expectativa e aquele friozinho na barriga por não estar segura de não ter posto a fasquia demasiado alta foram completamente apagados com a primeira nota saída da voz da Ana. As músicas que o rádio do carro já sabe de cor não pareciam as mesmas quando ouvidas ao vivo, porque ganharam cara e essa cara é conhecida.
Vê-la ali fez-me voltar 11 anos atrás. Não era o CAEP, não era a minha cidade (ainda que o frio não permitisse esquecê-lo por completo), era a FLUL e eu era novamente a aluna nº 22681. Não consegui manter a distância e sou incapaz de fazer uma crítica idónea, porque os Deolinda é como se fizessem parte da família.
Foi bom o reencontro com as canções das quais não falho uma palavra, foi divertido ouvir um Fon-fon-fon mais rápido, três canções novas e surpreender-me com a resposta de um público que muitas outras vezes parecia apático. Mas melhor ainda foi o reencontro com a antiga colega, foi a conversa recheada de memórias comuns e o disco dos Lupanar na minha mão.
Si supieras
Cuánto daño me hace tu sonrisa en mi cabeza.
Será o teu sorriso, nos momentos mais inesperados, o que me faz apaixonar cada dia mais (mesmo quando penso que já é cada dia menos)?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Cusquices

Será que a Alexandra Lencastre tem conhecimento de que é casada com este senhor?

Eric Close

Será que ele sabe quem é a actriz portuguesa? Na versão brasileira da wikipedia é casado com ela, na versão americana continua casado com a mãe das filhas.

Adoro a forma como a net nos traz pequenas distracções (e boatos) enquanto trabalhamos.

domingo, 30 de novembro de 2008

A mente de uma criança de 5 anos

- Tia Jess, porque é que o Menino Jesus morreu, já era velhinho?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

I'm reaching out, dear friend


Ahora, que estás
Un poco más alejad@ de mi,
Que ya no soy importante, me iré
Sin hacer nada de ruido.

Un día verás,
Que ya no estoy a tu lado y que tu
A lo mejor has soñado que yo
Compartí todo contigo.

Tal vez, en Nueva York o en la orilla sur
Vuelva a jugar al [...] y tu
Ya ni preguntes por mi.

Ahora, que estás
Empezando a disimular
Y que yo a veces no te dejo en paz,
Me iré buscando aire limpio.

Mañana verás,
Que ya no estoy a tu lado, y que tu
A lo mejor has soñado que yo
Compartí todo contigo.

Tal vez, en Nueva York o en la orilla sur
Vuelva a jugar al [...] y tu
Ya ni preguntes por mi.

Tal vez, volvamos siempre al mismo lugar.
Cambien las caras pero tu te vas.
Y ayer me hiciste llorar.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

S.O.S.

Queridíssimos,
Peço a vossa ajuda para uma organização que muito a necessita, a CERCI Portalegre não tem passado um bom ano e ajudá-los, neste momento, é tão fácil como votar por eles aqui. É muito fácil, se puderem, força!
Obrigada.
P.S. Já agora, divulguem.
Por mau que seja o ano, este dia é sempre pior.

domingo, 23 de novembro de 2008

Novo vício


Quando a Mai foi a primeira concorrente a ser expulsa na 2ª edição da OT espanhola eu afirmei que era um erro, que a rapariga tinha qualquer coisa de especial. É tão bom ter razão quando o resultado é um pop cuidadoso e limpo, cheio de pequenos detalhes especiais.
Admito que não dei muita atenção ao primeiro disco He perdido los zapatos, mas este segundo (Retales de Carnaval) tem-me completamente apaixonada. As letras, os arranjos, a voz frágil sempre a ponto de se partir, o espírito, tudo se conjuga na perfeição.
Nena Daconte, a paixão musical de que eu andava a precisar.

Instintos perigosos

A primeira coisa que pensei quando vi esta publicidade foi: Onde é que está o Sweeney Todd quando precisamos dele?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Feeling 19, acting 20 inches tall - part II

Nota mental: O pânico é o maior inimigo da mulher.

Feeling 19, acting 20 inches tall

Por alguns momentos tive de novo 19 anos. Os holofotes centraram-se uma vez mais na "menina de azul lá ao fundo" (e agora até estava de branco), e voltei a não compreender Wordsworth, nem Gastão Cruz, senti a prisão da teia de Mourão-Ferreira e o farol woolfiano não me indicou a melhor rota. Shame on me!
Não sei se o tom mais forte de há 11 anos não era mais alentador (porque em companhia) do que a voz doce de 2008.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Do controlo e outros demónios

Queres ocupar toda a minha vida: o meu espaço, o meu tempo, a minha memória e a minha alma. Por momentos, a cabeça obriga-me a cair na tua teia, mas quando me recupero percebo que não tens tanto poder como pensas. O mais poderoso é aquele que não sente a necessidade de mostrar que o é e não quem se perde em ameaças.
Prefiro guardar para mim muito do que precisava de te dizer, contudo não duvides que vou continuar a resistir e a ser eu.

domingo, 9 de novembro de 2008

Sol nasceu, como está lindo o céu!


Este fim-de-semana recuei no tempo. Calcei as meias cor-de-rosa com o Monstro das Bolachas, levei o peluche do Egas que a mafaldinha me ofereceu no Natal e sentei-me na cadeira do Coliseu à espera de magia. Arrastei a minha sobrinha para ter uma desculpa credível e fingir mais à vontade que aquela canção e aqueles bonecos não estavam ali por mim. Mas estavam e eu voltei a ter dez anos. Só faltou no final poder abraçar aqueles peluches enormes e trazer um daqueles monstrinhos "de verdade" para casa.

Mapa

Por onde andas tu quando à noite não te encontro nos meus sonhos? Diz-me que te perdeste e entraste no sonho de outra pessoa por engano. Acorda, sai, procura-me melhor. Bem sei que o mapa que te dei te traz por caminhos sinuosos, mas não me inquieto porque estou certa de que sabes cá chegar. Por isso, não te rendas ainda, insiste um pouco mais, não deixes que te falte força e vontade e quando voltares, acorda-me com um beijo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Happy day!!!

As dela são interiores, fazem cócegas em momentos agradáveis e é tão bom lê-la. Porque continua a mesma da década passada - porque cá dentro nenhuma de nós mudou, foi a vida que resolveu ser diferente.

Sempre te admirei, mesmo quando nos conhecemos e não nos dávamos assim tão bem. E foi bom perceber que o que nos afastava não tinha sentido. Ao teu lado vivi momentos inesquecíveis: uma das primeiras aventuras (os 5 sozinhos na capital), um desgosto enorme, o primeiro concerto do Abrunhosa, os nervos dos exames, a alegria da vida que evoluía e nos levava para Universidades diferentes. E as viagens de autocarro nos fins-de-semana. E saber que sempre que precisasse estavas perto, com a tua voz profunda, com a tua amizade, com a proximidade suficiente para não ser necessário dizer muito. E admirar-te-ei sempre, porque tudo o que fazes, fazes bem.

E os sonhos que um dia dividimos continuam cá dentro, e o café prometido para pôr a conversa em dia está à espera de ser urgente, porque por enquanto não é obrigatória a presença para te sentir ao lado, como te sinto desde os 13 anos. Parabéns, amiga!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Nice

Cheguei há uns dias mas o meu ouvido continua a sentir falta de quem lhe sussurrava segredos pouco secretos todo o dia. É estranho, mas o intruso que fazia perguntas incómodas hoje é parte importante dos meus dias. Os sentimentos crescem na mesma medida que as distâncias e os sorrisos prolongam-se entre confidências e silêncios. Tivemos o azul tranquilo do mar a embalar-nos e deixámos escapar o tempo depressa de mais. Acabou Nice, mas ainda temos Lisboa. E estes braços à espera do abraço prometido.
*A nossa própria caixa de mensagens resolveu ostracizar-me. Mas acrescento aqui que não há novidades, há o auricular do walkie-talkie que agora já não magoa, umas conversas divertidas sobre ex-namorados com a Maya D, o tempo que fugiu sem que me deixasse ver muito da cidade e a Tami V que possivelmente não vamos voltar a ver. Ponto. Mas se houver novidades eu aviso...

domingo, 2 de novembro de 2008

Down the memory lane...

Depois da conversa de hoje e durante o trabalho de fim-de-semana (haverá dias sem trabalho?) encontrei isto, que boa ideia!

Gala dos 50 anos da RTP

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sinónimos


Longe.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Variações sobre o mesmo tema

Longe de ti - de mim - é mais duro não te ver. A pacificação que a distância trazia, agora é desespero. É duro que depois de tanto tempo só tenhamos uns minutos e conversas de circunstância.
Haverá maneira de diminuir os kms?

Ausências

Só as pontinhas das raízes é que tocam terra segura, transplantada à força é difícil manter o contacto. Agora a ligação ao mundo já é mais consistente, mas a solidão não muda.
Habituamo-nos a tudo, ainda que haja vezes que custe muito mais.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sabem que dia é hoje?

Mafaldinha's Day.



quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Parasitas diversos

- Para que é que servem as aranhas?
- Para comer as melgas e as moscas.

Esta era uma pergunta que me incomodava em pequena. Não via utilidade aos insectos, não percebia porque é que tinham que existir. Se as aranhas apenas serviam para comer as melgas, acabasse-se com as melgas (assim não me mordiam) e ficava tudo resolvido.
A idade apaziguou a minha convivência com os bichinhos, eu não os incomodo e eles não me incomodam a mim. Até mesmo às melgas, que continuam a morder-me furiosamente em qualquer época do ano (devo ser doce), apenas peço que não façam barulho e me deixem dormir.

O que ainda não consegui aceitar, nem sei se algum dia conseguirei, é a existência de outros parasitas que vivendo dos "provedores" não hesitam em os pisar na primeira oportunidade.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O elogio do dia

Teacher, you're cute.

Wait for me

Umas semanas longe das minhas meninas e quando volto uma perdeu o seu primeiro dente de leite e a outra aprendeu a bater palminhas. Porque é que os dias importantes na vida delas não esperam que eu esteja presente?

Hug me

Santander acabou e deixou-me a vontade de querer voltar e ter de novo como casa o Palacio de la Magdalena, o Mar Cantábrico, os Picos da Europa. Mas voltar no tempo, porque Santander será para sempre a Maryam, a Jack, a Dulce, o Lenni, o Pedro, a Vicki, de quem as centenas de fotos e mails não chegam para matar a saudade. Duas semanas que me pareceram dois anos e que me apetecia que fossem quatro ou cinco anos mais.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O regresso é um lugar estranho


"... e prisão por prisão temos Lisboa" *
* Fado Castigo, Deolinda

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

The boogieman

Enterrei-o há 7 anos, achei-me mais forte e mais madura.
20 minutos foram o bastante para me acabar com a segurança. Voltaram os medos, a culpa, a certeza que esta barreira nunca vai ser superada, ainda que não o deixe transparecer.
Posso ganhar os duelos campais, mas sei que a guerra é dele - é impossível evitar que me povoe os pesadelos.

N d l M



Será esta a meta ou apenas o caminho?

sábado, 6 de setembro de 2008

S

E depois de tudo, pensei que talvez com uma visita ao Thyssen a minha opiniao mudaria. Nao visitei o Thyssen, nem sequer o Reina Sofia, mas fiz uma visitinha à esquadra da polícia que durou toda a tarde. O edifício, pós-moderno e com mobiliáro austero, era interessante mas ficar sem documentos em Madrid nao tem muita piada. Pelo menos os senhores-polícias-simpáticos tinham razao, Santander é uma das cidades mais bonitas de Espanha. E mais uma vez as pessoas fazem toda a diferença.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Shalom

De volta. Prometi que desta vez daria a Madrid uma hipótese para me fascinar. Ficou, uma vez mais, aquém. Teremos com certeza outras oportunidades para nos apaixonarmos. Mas o que interessa a cidade quando temos as pessoas certas ao nosso lado? Faltou-me apenas a mafaldinha. Madrid deu-nos pelo menos aquelas noites à beira da piscina. E dias serenos, bem-dispostos, bem trabalhados. Mas a cada nova oportunidade crescem as saudades destas pessoas certas, das histórias, das conversas, das sessões de massagens, dos beijos e dos abraços apertados. Porque é que custa sempre tanto dizer adeus?

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Solinidaridariniedade


A CerciPortalegre tem um blog, ainda a dar os primeiros passinhos. Tendo em conta a associação que é, vale a pena darem lá um salto.
Só entre nós, ouvi dizer que vai ser actualizado com frequência, e que vai ter surpresas daquelas que valem mesmo a pena.

domingo, 17 de agosto de 2008

Photobucket

Por aqui estamos sempre bem, multiplicamos disparates, boa disposição e gargalhadas contagiantes. Subtraímos stress e trabalho em excesso. Somamos céu azul e dias quentes. Como resultado obtemos os melhores dias do ano, com as melhores pessoas que há.

domingo, 20 de julho de 2008

Estive longe toda a noite

Incomoda-me ouvir o teu nome numa boca que já esteve perto demais.

sábado, 19 de julho de 2008

Latest safe place


sexta-feira, 18 de julho de 2008

terça-feira, 15 de julho de 2008

Piada querida (roubada) - cont.


Acho que o conheço.

domingo, 13 de julho de 2008

Piada querida (roubada)

"Era uma vez um coração tão pequenino que não batia, batiam-lhe."

sábado, 12 de julho de 2008

Mirror, mirror on the wall

Falámos ontem há noite, como há muito tempo não o faziamos. Um dia fomos antagónicas, mais tarde chegámos a ser amigas, hoje não sei bem. Sei que há coisas que apenas nos confessamos uma à outra e isso parece-me normal, apesar da distância.
Contou-me que se sente perdida, que à beira dos 30 não lhe parece ter feito nada na vida: não tem estabilidade nem no emprego nem no coração, acha-se uma adolescente fora de tempo; foge às típicas perguntas do "o que tens feito?" porque já não sabe o que dizer. Disse que todas as tentativas que faz acabam por a frustrar e que só lhe apetece baixar os braços e abandonar a luta: submeter-se à maré e deixar-se levar.
Não soube muito bem o que dizer, costumo ouvir e tentar que as pessoas encontrem o seu caminho sozinhas - que é o que normalmente acontece - mas ela esperava uma resposta e eu não tinha o que oferecer.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A

Eu sei que vai correr tudo bem. Esta noite vais chegar e vais conseguir curar-me esta tristeza que vem não sei de onde. Porque só o teu abraço é solução para todos os males. Vais deixar que me esconda nele. Mas não permitas que me encontrem. Sabes em quanto tempo se conserta um coração?

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Anáfora

Há um ponto nas tuas escadas e outro no meu corredor que me exigem dizer o teu nome todas as vezes que passo.

domingo, 6 de julho de 2008

Oratória

Enquanto se encaminhavam para o carro ele parou-a de sopetão, olhou-a no fundo da alma e lançou:
Ele: Depois de tudo, ainda gostas de mim?
Ela: Sabes perfeitamente que não suporto perguntas retóricas.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

"Puedes abrazarme un día o dos?" *

Há tantas coisas que não me sinto capaz de te dizer mas que se me acumulam na garganta - mesmo acima do sítio onde se escondem os nervos - cada vez que uma mensagem tua me desvenda o próximo encontro.
* frase ouvida num anúncio à série Hospital Central

sábado, 28 de junho de 2008

Sorte

Não contava que tivesses poderes. Contava com todas as adversidades dos meus dias sombrios sem ti, mas não que me preenchesses de luz.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Metas

O desespero por chegar ao fim começa a superar a vontade de conseguir.
Já não me lembrava que, um dia, admitiste que sem mim não terias conseguido.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Finalistas

Escrever uma fita, ver centenas de trajes, assistir a uma cerimónia tão diferente da de há 7 anos fez-me pensar: Onde estamos todos? Como é que nos perdemos se partilhámos tanto? Onde é que errámos? Quando escrevemos "para sempre" ou quando nos esquecemos das promessas no dia a seguir?

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Fotografia

Gosto de pessoas que vêem além do aparente no primeiro olhar. Que lêem quem somos na primeira palavra trocada. É quase como se não precisássemos de nos apresentar e mostrar o melhor de nós porque o que quer que possamos dizer será sempre menos do que aquilo que o outro já conhece. E deixam-nos atrapalhados, entre a surpresa e o assombro, com tal poder de adivinhação. Mas conquistam-nos com um sorriso na primeira fotografia.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Urgente

Exaustão, acessos de fúria, raiva, irritação, loucura. Preciso, obviamente, de ajuda especializada. Ou muito me engano ou este ano vai ser necessário um crime para eu poder ter férias. Há por aí alguém disposto a ajudar? Procuro um delinquente caridoso e meiguinho, disposto a raptar-me a mim (se for giro) ou à minha chefe (se for feio) por um mês. Os interessados devem enviar resposta com CV, fotografias (de cara e de corpo inteiro) e planos de rapto para o nosso e-mail. O concurso estará em vigor até ao final do presente mês, altura em que se seguirão quinze dias para ponderação e selecção do candidato mais adequado. Após a divulgação dos resultados, o candidato escolhido terá duas semanas para estudar movimentações, adaptar métodos e pôr o plano em prática. Mãos à obra, malta.


( A não ocorrer um delito, terão de me internar. Longe do Restelo, sff.)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

What's the point of life
if risk is just a boardgame *

O impasse que não nos permite "nós" superar-se-ia com uma palavra, no máximo uma frase, mas é-nos impossível tanta sinceridade.
Curioso! Já que nos guardamos sempre algo que mais ninguém sabe... e não deixamos de tocar-nos fingindo acasos.

* Dance with me tonight, Hugh Grant

terça-feira, 10 de junho de 2008

Key

És segredo. Só eu te conheço e não te conto a ninguém.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Eu estou aqui, ao pé de ti!

Não é por ser hoje, é por seres tu. Porque apesar de seres pequenina tens a força de um gigante, a sabedoria de um deus, a sensibilidade de um poeta e toda a doçura (às vezes escondida) do mundo. Porque uma conversa de situação levou a milhentas mais, porque uma paixão comum nos fez construir esta amizade, e porque te sinto como uma irmã mais nova e tendo a cair na tentação (que tu odeias, eu sei) de te querer proteger. Porque não quero que alguma vez duvides da tua importância e apenas porque sim, hoje escrevi para ti. E não penses que é por ser hoje, não, é por seres tu!

domingo, 1 de junho de 2008

Someone you use


Nº7

Talvez tivesses razão quando ma dedicaste, talvez continue a ser apenas isso.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Para F.

Foste um dia o barómetro para descortinar bondade em conhecidos recentes: alguém que não gostasse de ti não era confiável.
Agora, que não estás, é muito mais difícil ler o ser humano.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Walk away


Ainda há 5 minutos aqui brincavam crianças sob o olhar atentos dos avós. Há 15, uma pessoa descansava. Há 30, um casal dava o primeiro de muitos beijos.
Agora, vazio, mantinha a esperança de um dia alguém ficar.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Aniversário

Pois é, muitas centenas de posts mais tarde e sem nunca ter esperado chegar aqui, o Figuras de Estilo faz quatro aninhos. Entrem e sintam-se em casa, bebam, comam,




dancem,

leiam,
ou façam o que vos der na gana.
Esperamos que continuem a voltar como até aqui.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Pontualidade

Será a minha obsessão por chegar a horas a culpada dos nossos desencontros?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

1º - 4º - 5º

Diafásica, diatópica, diastrática, sociolecto...
Como eu sinto falta das aulas de Introdução aos Estudos Linguísticos e História da Língua Inglesa.

Wim Mix

Porque eu mereço!

sábado, 17 de maio de 2008

Why settle for...? *

Em crianças temos sonhos, moldados pelos pais, os desenhos animados e aquele não-sei-quê que nos distingue. Crescem connosco, amadurecem ou ficam arquivados numa etapa anterior. Em adultos adaptamos aqueles que restaram ao que a realidade nos deu, ou àquilo que ficou quando deixámos de lutar. Mas os verdadeiros - os originais - continuarão guardados num recanto da memória, à espera (talvez para sempre) de poder voltar a espreitar e que desta vez lhes façamos caso.
* A piece of sky, Barbra Streisand

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Hidden Pleasure

Marta Fernandes e Nuno Pardal

Foi preciso uma série infantil, à boa maneira dos velhinhos contos de fadas, para voltar a acreditar.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Estratégia

O beijo roubado ao fim da noite, em jeito de despedida, continua a ser a melhor técnica para eu não te esquecer.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Suspicious

Fazes-me sorrir. Mas não esperes ver-me rir contigo. Para que não penses que és perfeito.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Foretell

Não sei o que mudou. Continuamos iguais, o mesmo sorriso fácil, a mesma personalidade forte, as mesmas convicções e manias, os mesmo sentimentos. Mas parece que, pouco a pouco (ou será que foi de repente?) começámos a ver mais além. E onde estamos nós além disto?

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Profissão de futuro

O meu amigo João Maria só tem cinco anos mas é uma das pessoas mais inteligentes que conheço. Quando for grande quer ser domador de parvos.

domingo, 4 de maio de 2008

A hell of a lot of

Barbra Streisand, Send in the clowns, Concerto "One voice", 1987
[...] Just when I'd stopped opening doors,
Finally knowing the one that I wanted was yours. [...]
[...] What a surprise,
Who could foresee
I'd come to feel about you
What you felt about me?
Why only now when I see
That you've drifted away?
What a surprise...
What a cliché... [...]
[...] And where are the clowns
Quick send in the clowns
Don't bother, they're here.

sábado, 3 de maio de 2008

Surrealist teasing

Ela: Então? Vens comigo para férias? Eu arranjo-te um espacinho na mala.
Ele: Ok, eu encolho-me. Não podes é levar roupa.
Silêncio. Sorrisos.
Ela: Eu respondia-te a isso.
Ele: Eu sei.
Ela: Melhor não.
Ele: Pois, melhor não.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Fechar a porta

As paredes, que nunca tinha visto despidas, pareciam pedir-lhe para não se ir. Não entendia a nostalgia se aquela fora uma decisão demoradamente pensada. O rodar da chave na fechadura pela última vez seria o corte definitivo com o passado agridoce.
Queria avançar de etapa sem amarras, o que não impedia a pena de a abraçar por momentos.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

I want my baklava

Istambul é, por agora, apenas Taksim e todas as histórias, pessoas e momentos. Não cheguei a passear pelos palácios, não passei a ponte para o lado asiático, não vi mesquitas nem igrejas, não entrei num bazar, mas deambulei entre os discursos filosóficos do E, as histórias hilárias do T, as fotografias do Y, a boa disposição da R, a confiança da J, a preocupação da M e do N e as obsessões saudáveis do espalhafatoso do M. Perdi-me, encontrei-me, derreti-me. Não é todos os dias que alguém se nos declara e nos canta You're just too good to be true...

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The Hall - Istanbul
no nosso momento de descontracção