segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Fora de Tempo

You make me feel fantastic although I know I shouldn't feel that way. "It's just a feeling, no harm can come from that." - I repeat and repeat in my head every time the (damned) butterflies swirl in my stomach.
It's not the obstacles that frighten me - they're yours not mine -, it's knowing you could have been the one, if the timing wasn't so off.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Dunno


Am I really up to it?

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

instantes

Foi no momento em que precisei de falar contigo e vi que o teu número já não estava na lista dos mais marcados do meu telefone, que percebi que tinhas perdido a importância.

Reset

Há, exactamente, dois anos comuniquei-te uma decisão que não consegui cumprir: continuei a cair na tua teia, a ceder aos teus avanços. "Ano Novo, Vida Nova", diz-se por aí. Acredito que este é o ano em que te vou apagar da minha vida.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

I wish / I will

A época de olhar para trás para poder enfrentar o que aí vem com força redobrada é também o momento privilegiado para pedir desejos e tomar decisões. Como na maioria dos anos à meia-noite, a ouvir badaladas, a comer passas e a saltar para o chão com a preocupação de cair com o pé correcto acabo por me esquecer daquilo que tinha pensado pedir ao ano novo. Assim, seguindo o exemplo da minha amiga Ati, vou deixar tudo escritinho.


1. Manter o local de trabalho, se possível mesmo depois dos concursos.
2. Atingir a estabilidade para que tenho trabalhado.
3. Conseguir cumprir os prazos estipulados, para não ter preocupações desnecessárias.
4. Que aqueles que amo tenham o melhor ano de sempre.
5. Ver com mais frequência os que estão longe.
6. Que as minhas enxaquecas tirem um ano (ou anos) sabático (s).
7. Que a estrada que todos os dias percorro fique terminada quanto antes.
8. Viajar para onde me apetecer.
9. Muitos concertos, muito teatro, muito cinema, muitos livros. (Espero que este conte como apenas um.)
10. Que te decidas e seja em meu favor.
11.Voltar a acreditar... em tudo.
12. Esquecê-lo de uma vez por todas.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

You don't bring me flowers ... anymore

Lembras-te da época em que vinhas ver-me apenas porque te apetecia? Em que me telefonavas sem teres que inventar desculpas? Em que não precisávamos mais do que a presença do outro para se nos eriçar a pele e o coração começar a galopar?
Ver como outros se oferecem flores sem razão aparente, como entralaçam mãos ao passear na rua, como se esperam avidamente ao fim de anos em comum, fez-me pensar em ti e em mim.
Onde ficaram os momentos que vivemos? É que já não os consigo encontrar: nem nas gavetas, nem na pele, nem no coração.

Cozy Moments


Depois de guardados os barretes de pai natal, de cantadas todas as canções, comidos os doces e a arrumação possível terminada, ficará na memória o momento das massagens, dos silêncios e do querer estar mais um pouquinho sem se saber muito bem porquê.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A todos um blá blá blááááá

E um 2010 bem fixe!

Harmonia familiar

O medo de estar entre (mais ou menos) desconhecidos dissipou-se com os sorrisos, as gargalhadas, a simpatia, a doçura, as piadas e os pratos de bacalhau. Se os amigos são a família que escolhemos, aqueles que nos tratam bem e nos adoptam passam também a ser (um bocadinho) parte de nós.

Chumba a minha mãe!

Pedia ela num sussurro para poder ter armas com que argumentar da próxima vez que lhe reclamassem uma melhor nota nesta ou naquela disciplina.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Catástrofes em potência

No espaço de uma semana sobrevivi a um sismo de 6.0, a um dilúvio e a um jantar de Natal na escola. Ou o Algarve vai acabar comigo em três tempos ou tornou-me imune a desastres naturais.

sábado, 12 de dezembro de 2009

My Little Gentleman

Dá passinhos de bebé por um caminho de adultos, tropeçando aqui, recuando ali, avançando pouco para o que a idade lhe exige. Não se sabe se é medo de se magoar, se é falta de interesse na rota que encetou, talvez seja um crónico e infantil dispersar da capacidade de concentração que não lhe permite manter a meta clara e atingi-la decididamente.
A maioridade não o amadureceu, as mudanças de vida pareciam tê-lo feito - em atitudes, em reacções - mas é nos momentos mais íntimos que se revela verde no que às relações pessoais diz respeito. Gosta ainda que lhe prestem uma atenção desmedida, mesmo que para isso tenha que ser o bobo de serviço; não entende que rirem-se de nós não é incluir-nos. Precisa de agradar sempre, fazendo vénias indevidas, ambicionando ubiquidades, optando por pressão para não ter que assumir escolhas.
Vejo-o agora distante (ainda que os quilómetros não tenham mudado) e esforço-me para recordar se o que nos uniu foi real, se o que senti teve nexo, se o que vivi foi vida. Dou por mim a aplicar o pretérito a uma etapa que, até ontem, sentia tão presente.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Being shy and being blunt don't make being social any easier.

Beijos que marcam

Não é a boca que te sente a falta, é a curva do pescoço que ainda guarda no núcleo de cada célula a memória da tua respiração no segundo anterior a te despistares. É a pele que se eriça com o teu cheiro se te aproximas negando ao cérebro a decisão que sabe inevitável.

O medo em dó maior

O medo de ficar perdida se me perder no teu corpo - mesmo que seja só (mais) uma vez - põe ponto ao querer.

sábado, 14 de novembro de 2009

Half timing, half luck

Houve um tempo em que eras o mundo dentro de mim. O meu caminho, a minha vontade, a minha voz eras tu e era bom vivermos assim juntinhos os dois. De repente, quis apagar-te de mim para poder seguir sozinha, querer melhor, dizer o que até então não tinha sido dito. Custou-me aceitar que não podia arrancar-te daqui, mas percebi que destruir-te seria arrasar comigo também e deixei-te ficar. Tu cá dentro e eu esforçando-me por sair de mim. Não sei ao certo quando foi que saíste por vontade própria. O espaço que era teu pertence-me novamente e não sei em quem te abrigas agora. Segui os meus próprios passos, encontrei novo ânimo, falei mais alto. Não me fazes falta. Mas hoje dei por mim a pensar que me faz falta a ideia de ti.

domingo, 8 de novembro de 2009

Don't kiss and ...


Sebastian Valmont: I'm sorry about that.
in Cruel Intentions (1999)

Se houver próxima vez não pares, não jogues, não peças desculpa, não fujas. Ter-te por perto é o suficientemente complicado sem que me toques.
E, desculpar o quê? Os anos, a proposta ou o momento? Nem sequer consegui perceber a frase quando a proferiste. Não foi entrega suficiente para ti? Esperavas mais?
Se me permites, uma última pergunta: sou eu?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ferramenta de trabalho

Enquanto sussurrarmos palavras de amor, fofocarmos, rezarmos ou conversarmos em português, a língua não estará ameaçada.
José Luiz Fiorin (professor e linguista brasileiro)

domingo, 1 de novembro de 2009

Quando te quero esquecer

na TV toca a nossa canção.

O(s) Santinho(s)

Nem sonhes que te baterei à porta numa qualquer manhã pré-determinada e esperarei que me ofereças as sobras que tens por casa. Mas se quiseres tocar à minha campainha um dia destes não precisas de trazer o saco de pano, convido-te a entrar assim que te vir desde a janela.