segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Aquella noche fue la vez que más cerca estuvimos de enredarnos en un beso,
de mezclarnos bien por dentro.

Aquella noche fue la vez.

Vou substituir o breu da noite pela luz de uma longa e gloriosa manhã e acreditar que a Mai escreveu estes três versos só para nós.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Parte (in)completa

Nos momentos de reflexão penso no mal que te posso ter feito, no tempo que levei a entender-te, em como ignorei sinais mais e menos claros, em como tive medo e me escondi deixando sempre uma mão de fora para que a tomasses entre as tuas. E dói. Arde como o álcool que se deita nas feridas porque a última coisa que desejo é magoar-te, ainda que a culpada tenha sido a minha falta de perspicácia.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Autocarros

Por alguns esperamos tempos infindos e é apenas quando nos cansamos e viramos costas para empreender o caminho de uma qualquer outra forma que aparecem ao virar da esquina, devagar, como que a piscar o olho para que voltemos para trás. Outros tentam indagar a medo se estaremos ali somente e se não nos importamos de embarcar neles para um passeio desconhecido. Depois há aqueles que dobram a esquina decididos sem que saibamos que estiveram muito tempo escondidos a tentar ganhar coragem para avançar. E por fim há os que vêm do nada, de uma origem insuspeitada porque aquela nem era a rota que tinham traçada, e nos surpreendem tanto ao chegar como ao partir.
Felizes somos quando, por já sabermos que caminho é nosso, esperamos sentados tranquilamente por aquele transporte especial que nos levará ao único sítio onde queremos ir.

Sou mais feliz...

... quando o teu céu é o meu céu, quando o sol que te ilumina também me dá calor, quando a chuva que me empapa te salpica a pele, quando estás aqui e não em qualquer outro lugar.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Post azul turquesa

Lamento a má educação aos restantes leitores do Figuras mas este post é para ti.
Se um ano anterior te tinha apresentado, 2010 trouxe-te para mim e descobrir o mundo entre os teus braços tem sido a melhor viagem da minha vida.
A beleza que é tão tua, o cheiro da tua pele, o toque das tuas mãos, a suavidade dos teus lábios, os teus olhos nos meus, o sorriso maroto, a compreensão, a cumplicidade única, consigo sentir tudo isso - e sentir-te a ti - sempre que fecho os olhos e respiro fundo. E continuo a arrepiar-me até à alma quando te imagino.
Sempre que estás o mundo pára e esquece-se de nós, e nesse momento único (porque todos o são ao teu lado) vivo por e para as sensações, por e para os sentimentos, fujo de mim mesma e entrego-me inteiramente a ti. Não me importo de me perder, a compostura e o recato deixaram de fazer sentido, e se a timidez me assola de novo por um segundo sabes afastá-la com o teu carinho.
Para este 2011 resumi os doze a um desejo: tu na minha vida, para sempre.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

After the rain

Gosto de ouvir chover deitada no sofá ou na cama. Dá-me a segurança de que preciso para continuar a acreditar e acreditando, ser feliz.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

22 de Dezembro

É a tua cara que está impressa (e não um número) na cautela de lotaria que o meu coração comprou.
Talvez a certeza do prémio retire aventura e risco ao jogo, mas sinto-me mais bafejada pela sorte com a calmaria mansa da tua mão a acariciar-me a pele do que com a perspectiva de inúmeros zeros à direita numa qualquer conta bancária.

Sinto-te em mim

Comecei a escrever-te há muito tempo, mascarando a segunda pessoa com outras caras por medo a que me achasses ridícula, a que te ofendesses, a que já não quisesses fazer parte da minha vida.
Agora o sol nasce todos os dias quando te levantas e adormece quando te deitas. A luz que irradias aquece-me a alma e apazigua-me os sobressaltos, arrancando-me sorrisos quando menos os espero. O teu toque desperta em mim mil vulcões subcutâneos e basta um suspiro teu para me entregar. A maneira como me olhas afasta as nuvens de dúvidas e incredulidade, e ainda que chova lá fora, no meu coração há um céu (ora azul ora estrelado) a colorir-me o caminho.

domingo, 28 de novembro de 2010

Depending on the kindness of strangers

Ficar fechada na varanda quando se está de pijama com uns 10 graus na rua e os vizinhos todos da aldeia a ver a maluca da professora a ser salva pelos bombeiros tem a sua piada. Ou não.
(Deve ter. Só isso explica que ainda me esteja a desfazer em gargalhadas apesar dos valentes euros que me vão custar os vidros duplos da cozinha.)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Someone

Talvez ela tivesse razão na vez em que foi mais cruel.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

E agora está na moda dizer que sou bruta

No meu mundo interior nada justifica uma mentira. Assim que, se vires que me esquivo, que respondo por meias palavras, que mudo de tema recorrentemente, não forces, não insistas... Quando não sabemos mentir lançamos a verdade como um murro certeiro sem nos conseguirmos controlar.

Percebi a tua importância no momento em que comecei a escrever sobre ele na 3ª pessoa.

I'm no Juliet

Não quero suspiros, nem promessas feitas ao luar. Não sonho com mãos dadas (de dedos entrelaçados), nem com passeios demorados em praias desertas, nem mesmo com juras verdadeiras ou não. Não desenhes corações a canivete em bancos de jardim ou troncos de árvore, não imagines cercas brancas, nem baloiços num quintal. Não exijo lugares-comuns nem paralelismos de carácter. Tu és tu, eu sou eu. Gosto das nossas diferenças.
Sei que não és fácil e já me disseram demasiadas vezes que não sei abraçar o que me é dado porque peço perfeições impossíveis. Não é verdade. Apenas quero sentir outra vez aquele choque eléctrico de alta voltagem que me perpassou o corpo na primeira vez que os nossos olhares se cruzaram; e senti-lo toda a vida porque continuas aqui.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Eu não sei falar

Queria poder dizer-te muitas coisas que não sei expressar por palavras: que o mundo é diferente deste que passaste a fazer parte dele, que sou mais eu contigo e menos aquela que finjo ser, que se me afasto instintivamente é porque tenho medo de me envolver demasiado. Mas como as palavras jamais foram generosas comigo, resta-me esperar que entendas na minha atitude aquilo que nunca ouvirás (sair) da minha boca.

Classroom

É apenas quando entro por aquelas portas que as dúvidas desaparecem e me consigo entregar completamente. Não negarei nunca os momentos de pânico, os sustos, algum desalento que pode surgir. Mas são os sorrisos abertos com que sou recebida que me oferecem o "alimento" que preciso para não desistir.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sem querer


O toque inusitado daquele dia em que o pôr-do-sol nos apanhou de surpresa continua a percorrer-me a pele como um arrepio. Cheira a terra molhada, a relva cortada, a cansaço e a complexidade: cheira a ti. E, sempre que fecho os olhos, ouço-te murmurar-me ao ouvido as palavras que deixaste por dizer e que apenas intuo quando te tenho por perto.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

E pluribus unum


Foi o tempo que dedicaste à tua rosa...

Fazes-me sentir especial. Não que me iluda pensando que me tratas de maneira diferente em relação a todos os outros: não acredito em quimeras. Sei perfeitamente que um dos teus dons é conseguires que aqueles que te circundam se sintam particulares na tua presença, pela doçura, pelo carinho e pela atenção que lhes dedicas. Sei que não me saliento de nenhuma maneira na tua vida porque sei quem são os que têm (e devem ter) esse lugar de destaque.

Porém, com o tempo que me dedicaste, com a segurança que me proporcionaste ao longo de todo este tempo, fizeste de mim uma entre muitos. Porque conquistei o meu lugar no teu pódio à custa do meu empenho, do esforço que fiz para que me sentisses única e isso tornou-me (aos meus próprios olhos) um ser especial, ainda que muito mais frágil e desprotegido.

domingo, 17 de outubro de 2010

Once upon a time

É difícil gostar depois de ti. Não posso dizer que me esgotaste, apenas sossegaste o meu coração no seu canto quando ele estava prestes a saltar para fora. Não me consumiste por dentro, só te aconchegaste no meu peito (como se ele sempre tivesse sido teu) porque te convidei para entrar. Enquanto tentavas tornar-te mais forte aqui dentro, eu tentava tomar as rédeas de um coração que não me obedecia. Era a troca perfeita, tu estavas protegido e eu apaixonada. Quando os papéis lentamente se inverteram, percebi que o espaço no teu peito era demasiado pequeno para mim. Deixaste-me inteira, não levaste nada de mim. Mas é difícil gostar outra vez depois de ti.

sábado, 9 de outubro de 2010

8

y después de un infinito de momentos, de alegrías, de lágrimas y de canciones, aquí estamos :)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Maybe it's the lure of the sea*

És doce, és suave, és delicioso. Sei resistir-te e sabes que me esforço por não ceder. Sorris, piscas-me o olho, tocas-me levemente. Sabes envolver-me e sei que finges que não dás por isso. És delicado, és subtil, és atencioso. Sei ler-te por linhas e entrelinhas e sabes que quase me convences. Seguras a minha mão, fazes-me rir, dizes as coisas certas. Sabes atrair-me e sei que me conquistas cada vez um pouco mais. Se fores, além de tudo isto, perseverante, um dia destes faço-nos a vontade.
*The Beautiful South, obviously