Siempre los cariñitos, me han parecido una mariconez...
Porque os bons momentos são para recordar ainda que magoem a alma e descobri nesta canção uma voz tão especial que continua a conseguir descrever-me dentro da minha cabeça.
Siempre los cariñitos, me han parecido una mariconez...
Porque os bons momentos são para recordar ainda que magoem a alma e descobri nesta canção uma voz tão especial que continua a conseguir descrever-me dentro da minha cabeça.
Não te quero pela metade, quero tudo.
A completude é-me oferecida pelo teu olhar transparente, pela tua mão a procurar-me, pela boca urgente de desejos, pelo modo como me embalas, pela tua pele sobre a minha, pela voz com que me dizes as mais belas palavras de amor.

É impossível pensar nele e ao mesmo tempo ronda-me os sonhos, escapa-se em frases, vejo-o nos teus olhos. Não dizemos tudo embora o partilhemos. Não fazemos planos e, no entanto, os desejos que proferimos vão-lhes ao encontro recorrentemente. Às vezes penso que a vida é injusta por não podermos viver sem pressão, na maioria acho-a perfeita porque te encontrei.
Vamos fazer desta palavra que não dizemos um verbo iniciado com a mesma letra: fica comigo para sempre, e não se fala mais nisso.

Tens as tuas prisões e eu as minhas, mas algures no meio, onde a tua vida se encontra comigo, há uma rua maravilhosa onde sei que podemos ser felizes.
Parabéns de novo, Jess, é um luxo ter-te de amiga!!!
“– Um dia destes dou-te um beijo!”
Foi, com uma frase simples, tão directa e incisiva como tu, que me fizeste acordar do torpor a que o hábito e (principalmente) a racionalização me tinham relegado. Não sei se foi um aviso ou um desejo dito em voz alta que, por tanto se sentir enjaulado no caminho entre o cérebro e a garganta, exigiu liberdade. Sei que saiu assim, urgente, pensada e impensada ao mesmo tempo, e depois vi-te um sorriso mais leve, uma expressão (ainda) mais doce, de quem se livrou de um fardo demasiado pesado para o continuar a carregar na alma.
É por não ter muito mais para te oferecer que te escrevo. Posts curtos, longas cartas, bilhetinhos engraçados e sms sugestivos são a artilharia “pesada” com que te quero continuar a conquistar.
Sempre achei admirável uma boa metáfora. Apaixonei-me pela vertigem de sensações que oferecem as sinestesias assim que as conheci. Uma imagem forte toca-me um guizo cá dentro que me faz vibrar. Consegui, contudo, a tropeçar uma e outra vez pelo caminho tortuoso e difícil da escrita, descobrir a minha figura.
Preciso que pegues em mim, me ponhas no teu colo, me envolvas nos teus braços e, enquanto me alisas o cabelo, me digas que está tudo bem. Talvez não consiga dormir porque a cabeça não pára, talvez seja por ter o coração apertadinho, talvez precise de ti ao alcance da minha mão para estar segura de que a tempestade vai passar sem danificar nada.
O contacto com a tua pele acalma-me os terrores, faz com que surjam arco-íris, faz-me ser uma melhor versão de mim mesma. E como basta ter alma para desejar, vou fechar os olhos e sonhar que estás aqui; pode ser que assim o sono volte.
Nos momentos de reflexão penso no mal que te posso ter feito, no tempo que levei a entender-te, em como ignorei sinais mais e menos claros, em como tive medo e me escondi deixando sempre uma mão de fora para que a tomasses entre as tuas. E dói. Arde como o álcool que se deita nas feridas porque a última coisa que desejo é magoar-te, ainda que a culpada tenha sido a minha falta de perspicácia.
A beleza que é tão tua, o cheiro da tua pele, o toque das tuas mãos, a suavidade dos teus lábios, os teus olhos nos meus, o sorriso maroto, a compreensão, a cumplicidade única, consigo sentir tudo isso - e sentir-te a ti - sempre que fecho os olhos e respiro fundo. E continuo a arrepiar-me até à alma quando te imagino. 

*The Beautiful South, obviously

Because it is not a time to chat. In fact, it's one of the few instances in my overly articulated, exceedingly verbal life where it is perfectly appropriate - if not preferable - to shut up. And now suddenly I have to worry about being stumped for conversation? No, thank you!
Será que alguém em Marte consegue prestar atenção às lições de quem sabe o que diz?
É, provavelmente, a canção que mais vezes citei ao longo deste 2010, relegando para um (honroso) segundo plano o Don't rain on my parade (símbolo de revolta, luta e da força que tantas vezes pedi para mim mesma). Mas esta é suave, é doce, vai-se-nos enredando na pele até se nos meter pelas veias e nos percorrer todo o corpo com um arrepio bom e apaziguador. Citei-a para alguém que precisou, ofereceram-ma de volta quando a viram como um imperativo.
No entanto, ela faz parte da minha vida há muito tempo, estava algures guardada na minha memória, talvez à espera de ser necessária. Ouvi-a pela primeira vez (e muitas vezes) como a banda sonora do fecho do Jerry Lewis Show que eu não perdia enquanto almoçava sozinha aos 11 ou 12 anos. E aquele homem com que os meus pais me ensinaram a rir, fazia-me emocionar cada vez que a cantava. O que eu não sabia é que havia um autor por trás daquela canção e uma explicação, em jeito de vénia, para um dos grandes humoristas americanos (digam os próprios o que quiserem, há poucos filmes como A Cinderela dos Pés Grandes) terminar um programa semanal de televisão a cantar uma canção melancólica sobre sorrisos e não sobre as gargalhadas que lhe alimentaram a carreira.
E com a interpretação da menina que fez sorrir a tantos enquanto se lhe via a tristeza nos olhos e na voz magoada, ofereço-vos um sorriso, provavelmente porque foi esse o tesouro que procurei durante esta ausência prolongada.

Talvez a devesse ligar esquecendo o passado, continuar em frente sem pensar mais. Talvez seja medricas por preferir um parque de estacionamento sossegado e solitário onde nada acontece. Talvez um qualquer passageiro desconhecido seja melhor do que a tranquilidade do vazio.
Depois de quase 100 testes corrigidos em menos de duas semanas, com orais, viagens e tensão à mistura, não quero pensar em mais nada até voltar a aterrar de novo na realidade, na próxima segunda-feira. Quero mar, sol, sal, areia, água, e tentar preparar o salto para superar o novo obstáculo que está à porta.
Depois do frio, com o cansaço e tendo como momento auge uma tarde/noite particularmente conturbada e decepcionante, ela foi-se. Desapareceu.Ambos dissemos mais do que se deve, ignorámo-nos em partes iguais, desencontrámo-nos em encontros, sabendo que cada vez que nos víssemos tornaria mais difícil a superação. Evitámo-nos sem duvidar que tropeçaríamos um no outro para sempre.
Voltei a estender-te a mão e tu continuas sem a agarrar. Limpa o sorriso da cara porque as decisões mais duras são também as mais definitivas.
* My life would suck without you, Kelly Clarkson
Custou-lhes separar-se de manhã mas tinham de continuar a viver. Prometeram não voltar a desencontrar-se, prometeram jamais deixar de se querer, prometeram-se tudo sabendo perfeitamente que não deviam ter prometido nada.
As lágrimas que vejo nos teus olhos, aquelas que lutam para não sair, tornam-te o olhar brilhante e triste. Queria lutar contra elas, queria que desaparecessem porque são sinais de uma dor que queria poder evitar-te. Sei que precisas de passar por tudo isso, sei que o sol voltará a brilhar, sei que tu és o suficientemente forte para tudo, mas… ainda assim, sinto-me impotente ao ver-te sofrer.
Não é que tenha inveja, nem que queria ter o que eles têm, não é sequer que me reveja na sua imagem – é a memória a voar por um minuto até ti, sabendo que se estivesses o virtual não o seria.
* Duele, Chenoa
E esta semana foi, apenas porque sim, porque apeteceu. E levantou-se vento, e pôs-se frio, e a partilha pareceu mais real com a meteorologia apropriada.
* Ary dos Santos
A culpa que sinto quando me mimas não é uma reminiscência católica, é a certeza de saber que o que partilhamos não está certo, por mais que tentemos convencer-nos do contrário.
A tua música tocou ao chegares. Tudo o que me dás parece envolver-me como uma teia suave que cheira a doce - que não me deixa fugir. Deste-me uma flor e tenho-a escondida à vista de todos, fingindo que não foi tua. Reclamaste o teu lugar, encontraste soluções para os meus medos, deste o primeiro passo da confiança.
E eu precisava tanto de te sentir por perto.

O passado açoita, magoa, mói, porém é vida, tem raízes, faz falta à alma para que se possa encontrar.
E um dia o presente e o futuro convergem num mesmo espaço tendo-nos como único motor. Não há colisão de estrelas nem há catástrofes naturais, apenas uma sensação de plenitude a que se assiste de galeria com medo de a tocar, não se vá quebrar.
Gostava de te proteger, de te dar o ânimo que outros te negavam pondo-te sempre em segundo plano. Era feliz quando me confiavas conversas únicas e irrepetíveis, quando decidias abrir o coração para só me deixares entrar a mim. E nunca pedi mais. Apenas que me deixes continuar a abraçar-te mentalmente já que não tenho coragem de o fazer a sério.
Finjo não ver que espreitas por detrás da janela, pelo buraco da fechadura, pelos olhos de outros. Gosto de te sentir aí, a investigar-me os movimentos, a (com pezinhos de lã) reintroduzires-te na minha vida, fazendo um esforço por recuperar a atenção que perdeste.
Se os teus actos parassem de dizer “right now”, talvez eu te entendesse melhor as barreiras.
Tu beijas-me o ombro, eu reencontro-me no teu. Faço o meu ninho no espaço que te vai do peito ao cotovelo, fechando os olhos para que os outros sentidos se apurem no teu toque. A tua boca trilha o caminho, que tão bem conhece, até ao ponto abaixo da minha orelha e esperas, obrigando-me a pedir-te sem palavras que prossigas na rota. Hesitas sempre antes dos meus lábios e tenho de te resgatar aos pensamentos em que te perdes. Olhas-me inquisitivo no prelúdio não sabendo se te dou permissão.
Os medos e as cabeças de ambos continuam a interromper-nos a fluidez dos corpos.
As barreiras auto-impostas protegem do mal e do bem, as normas de conduta iluminam o caminho menos tortuoso, mas baixar a redoma para deixar entrar alguns é o que de melhor nos pode acontecer.
* Com um brilhozinho nos olhos, Sérgio Godinho
Quando ainda em fase embrionária tudo tem graça, até a primeira discussão. Os primeiros ciúmes, o dizer o que não se deve, o amuo, o pensar que é o fim – e que isso seja uma tragédia.