sábado, 9 de abril de 2011

Polémicas à parte

Se gostos não se discutem e todos temos direito a guilty pleasures este é um dos meus, assumido e sem dramas. Apaixonei-me pela voz na adolescência e ainda hoje me faz vibrar uma qualquer cordazinha interior que não sei onde está.

Sei que vem a Lisboa, sei que gostaria de o ir ver, também sei que se não posso ir contigo, de mãos dadas, como da última vez, provavelmente prefiro não ir.

Com qual deles ficarias?



Há tantos anos que não ouvia este senhor porque meti na cabeça que era apenas música de elevador - os preconceitos de cada um - e hoje voltaste a fazer-me ouvi-lo e trouxe um sorriso à minha solidão.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Far away

Nove meses depois assisti à celebração que tanto querias fazer e que tanto rejeitei. Não queria festejar, não tenho razões para tal, o processo foi duro e pouco bonito - continuo a achar que a vitória final não justificou o sofrimento da corrida. E apesar de saberes que para mim era um dia especial, apesar de me teres dito que estarias, foste-te embora antes que eu chegasse, muito provavelmente para não me veres. E eras a única pessoa que eu queria naquela sala, mesmo que fosse ao longe.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Declaração de intenções

A paciência é uma virtude, principalmente quando de amor se trata. Não consigo dizer para sempre mas não duvido do por agora. Espaço e tempo são necessidades imperiosas para as tomadas de decisão.

Against all odds

Tanta liberdade, tanto não pedir, tanto não dar o suficiente, fizeram com que te fosses sem volta. E queria tanto falar-te, dizer-te que estou aqui ainda (mesmo que não pareça porque estou triste e magoada), que te quero ao meu lado, que estou pronta para dizer em voz alta tudo aquilo que não disse por vergonha, pudor e medo de que te decidisses (só) por minha causa. Se um dia mo permitires, fa-lo-ei. Não suporto ver-te triste e a sofrer. Quero dar-te a segurança necessária para que entendas que os sonhos se podem realizar e que podemos ter um futuro feliz.

Não quero isto!

As palavras (mais ou menos) duras que nos dizemos, os silêncios incómodos, os olhares no chão, os temas proibidos, a dor tão profunda que adormece os sentidos e faz proferir frases impensadas que são como punhais. Tudo não passa de uma ressaca, de uma necessidade extrema de te sentir perto. De um querer gritar-te mil e uma vezes mais o que sinto por ti, ainda que saiba que já não te interessa e que avançaste na vida, sem mim.

domingo, 3 de abril de 2011

David sem Golias



De que serve ser Quixote, se o fidalgo de la Mancha não era mais do que um insano, louco, apaixonado e delirante velho que não entendia que as ameaças reais são as que não vemos? Lutei contra moinhos, intensa como sou, suponho que o voltarei a fazer nas mais diversas áreas da minha vida já que não desisto facilmente. Porém, quando nos esfregam as quimeras na cara, não temos mais hipótese do que vê-las como as miragens que são, assumir a derrota, levantar a cabeça e pensar que se a luta não valeu a pena, valeu aquilo que nos impeliu a lutar.

C.

Partiu-se, quebrou-se, rompeu-se, agora é tentar recompor-lhe os pedacinhos com a melhor cola do mercado e esperar que não volte a cair em mãos descuidadas.

sábado, 2 de abril de 2011

Happy?

Segundo a segundo, a tristeza foi-se instalando na casa da alegria. O sono fugiu, o cansaço chegou, os sorrisos mudaram-se para parte incerta. A comida recusava-se a entrar e havia momentos de silêncio ocasionados por um alheamento quase total da realidade. Cada notícia que chegava não fazia mais do que arrastar lágrimas, dúvidas e vontade de desaparecer.

Os habitantes da casa tinham graves problemas de comunicação: o C. queria ficar, esperar por um futuro quimérico (em luta contra moinhos, em defesa daquilo que não quer ser protegido) com uma esperança de alegria que se desvanecia suavemente; a C. assentia que sim, afirmava que era o acertado a fazer, que deixarmo-nos levar por sentimentos como o orgulho não leva a muito e não ajuda ninguém; por seu lado, o I. - morador mais antigo e precavido do lugar - acautelava, repetia que nada mudaria, que era um desespero continuado a que mais valia dar ponto final. Não se gritavam, mas ouviam-se pouco, e assim, deixando arrastar os dias, sonhando com impossibilidades, agarrando-se a migalhas, foram deixando que a casa começasse a ter rachas, não lhe retocaram a pintura, não a cuidaram o suficiente. E ela foi caindo, caindo, caindo, até desabar completamente numa tarde de Primavera, já sem ilusões, resignada e a sobreviver por não saber fazer outra coisa.

Palavras que caíram em desgraça

Amante é aquele que ama, não aquele que trai.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Resignação

Esperar não é uma escolha, é um destino traçado nas estrelas enquanto te amar como hoje.

The last kiss

Os últimos beijos, quando são os últimos, têm toda a carga e a intensidade de os corpos e as cabeças saberem que não se irão repetir.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Seré Madrid?



Siempre los cariñitos, me han parecido una mariconez...



Porque os bons momentos são para recordar ainda que magoem a alma e descobri nesta canção uma voz tão especial que continua a conseguir descrever-me dentro da minha cabeça.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os teus medos

O que quero é a paz do quotidiano, do dia-a-dia impensado e desfrutado como se o amanhã não fosse uma questão. Não preciso - nem quero - mais do que aquilo que me dás, porque me sinto completa com o teu amor, este sentimento avassalador que me tomou de surpresa e não pára de me encher de alegria.
Tudo o que te parece um desejo óbvio, uma ambição aceitável, para mim simplesmente não é (a subtileza da não existência), porque a ser desejo e ambição, não seria contigo.

terça-feira, 1 de março de 2011

Late awakening

Tomaste de assalto o meu corpo inadvertidamente. Tentei impedir este roubo impiedoso com as armas que tinha. Mas tu consegues ver que também posso ser doce por baixo desta crosta insensível. Consegues ouvir o que não ouso revelar. Consegues descobrir porque me escondo por trás deste muro. Consegues sentir o meu medo a espreitar em cada sorriso. Consegues antecipar as minhas quedas para me protegeres de mim mesma e do mundo. Consegues calar as minhas dúvidas nos teus lábios. E porque também consegues derrubar todo este orgulho ou ingenuidade sem provocar danos, não estranhes que o meu corpo queira viver no teu peito de agora em diante.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Todo

Não te quero pela metade, quero tudo.

A completude é-me oferecida pelo teu olhar transparente, pela tua mão a procurar-me, pela boca urgente de desejos, pelo modo como me embalas, pela tua pele sobre a minha, pela voz com que me dizes as mais belas palavras de amor.

A insegurança arrasta o medo para fora da caverna onde, com cada beijo, o encerrámos. Se sei o que me enche a alma e não duvido do que por mim sentes, porque permitirei à falta de confiança que me murmure aos ouvidos frases absurdas que me assustam?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Till there was you

domingo, 6 de fevereiro de 2011

I miss you more than ever...

Coisas de flores


Gosto de rosas brancas e de orquídeas, de hortenses e de miosótis, mas ofereceste-me uma flor e se já antes ela me fascinava pelo grito de revolta que representa com toda a sua cor e a sua força, agora é ainda mais significativa. Contudo, se te pudesse descrever através de um membro da flora seria com esta: pensamiento, pensée, pansy ou - em português, língua em que o nome é muito mais adequado - amor-perfeito.