terça-feira, 19 de abril de 2011

Mafalda Veiga

No Casino de Lisboa houve uma noite especial, fez ontem exactamente um mês.
Especial porque vi a Mafalda ao vivo pela primeira vez, especial porque cantou todas as canções que eu tinha pedido, especial porque quando se faz planos durante muito tempo e a realidade os supera é fantástico, especial porque o dia antes da noite foi o mais especial possível. Especial porque antes de tudo desabar, houve este dia e esta noite, e nesse momento eu ainda acreditava que tudo era maravilhoso e eterno.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

And still...

Depois de dois dias sem conseguir publicar nada... e de quase um mês sem ser capaz de ouvir a minha diva favorita, era inevitável a Barbra voltar à minha vida.


sábado, 16 de abril de 2011

O mundo ao contrário

Porque é muito difícil fazer com que os dias que eram especiais voltem a ser iguais a todos os outros.
Sé que todo va a seguir como si nada.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Minha pequenina (Mery - a minha sobrinha de adopção)

Ainda sonho que me procurarás um dia e farás todas as perguntas que precisas de fazer. Gostava de poder dizer-te o tanto que gosto de ti e que para mim nada mudou entre nós ainda que não nos possamos ver. Queria continuar a ser o teu apoio, a tua confidente, a pessoa que te adora incondicionalmente e que não duvidas de nada disso. Sei que não me posso aproximar, pois tal atitude impensada e impulsiva despoletaria uma guerra onde as duas perderiamos ainda mais do já perdemos até agora.

Mas preciso que saibas que estou e estarei aqui sempre, como te disse tantas vezes que estaria e tu acreditaste. E que saibas também que em minha casa não haverá tulipas até que tu as pintes.

domingo, 10 de abril de 2011

Hiraeth


Sinto a tua falta nas pequenas coisas. Na voz de manhã cedo ainda endorminhada. No copo de água que bebes nada mais acordar. Nos caracóis ora perfeitos, ora selvagens. No sorriso franco e doce. No ter alguém com quem partilhar esperanças e medos, expectativas e fragilidades. Nos planos que quase não fizemos. Nas viagens que não se cumpriram e nas memórias das reais. No teu cheiro que às vezes ainda encontro. No carinho. Nas sensações de olhos fechados para que fossem intensificadas. No coração puro e generoso. Nas palavras únicas e repetidas em que acreditei com toda a fé que ainda me restava. Em tudo o que não te disse e queria contar agora, que já não posso. Nas refeições. Nas carícias. Na cumplicidade, nas lágrimas e nos picos de felicidade. Nos passeios. Nas fotografias. Nas flores. Na música que rejeito porque toda ela grita o teu nome. Nas perguntas de todos quando não estás. No teu toque ainda pousado na minha pele. Na vontade de ser melhor por e para ti.

Em tudo isto e em muito mais.

Sinto a tua falta em cada recanto do meu corpo e do meu mundo e dói tanto saber que não irás voltar.

sábado, 9 de abril de 2011

Trabalho

No Nivel Intermédio de exigência de português há que aprender a manejar o modo conjuntivo.


Talvez por ser arma de trabalho, talvez porque o momento assim o exige, sofro na pele todas e cada uma das incertas utilizações do modo verbal, apenas sonhando com o dia em que ele deixe de ser imperativo na vida e passe a indicativo seguro e sem dúvidas.

???

Que importância tem o que te dizem? Uma opinião (real ou não) é a verdade? Se pedisses outras talvez percebesses que há outras verdades. Porque é que deixas que o mundo se meta quando eu estou a tentar não incomodar? Não arremetas contra quem te quer sem pressões nem "diz-que-disses".

o passar dos dias

Houve um dia 9, um dia, em que fui muito mais feliz do que hoje. Em que se criou uma nuvem que nos elevou do chão e nos teve a pairar durante horas. Houve um outro dia 9 em que acordei contigo ao lado, e nenhuma tristeza no mundo me vai conseguir tirar essa recordação. Houve ainda outro dia 9 em que festejámos os outros dois dias 9, pensando (ou sonhando) que se repetiriam por muito tempo.

Este dia 9 acordou cinzento, triste, macambúzio, talvez porque já não estás na minha vida, talvez porque a dor o tenha assoberbado e não permita que o sol o ilumine para não me fazer sofrer ainda mais.

Polémicas à parte

Se gostos não se discutem e todos temos direito a guilty pleasures este é um dos meus, assumido e sem dramas. Apaixonei-me pela voz na adolescência e ainda hoje me faz vibrar uma qualquer cordazinha interior que não sei onde está.

Sei que vem a Lisboa, sei que gostaria de o ir ver, também sei que se não posso ir contigo, de mãos dadas, como da última vez, provavelmente prefiro não ir.

Com qual deles ficarias?



Há tantos anos que não ouvia este senhor porque meti na cabeça que era apenas música de elevador - os preconceitos de cada um - e hoje voltaste a fazer-me ouvi-lo e trouxe um sorriso à minha solidão.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Far away

Nove meses depois assisti à celebração que tanto querias fazer e que tanto rejeitei. Não queria festejar, não tenho razões para tal, o processo foi duro e pouco bonito - continuo a achar que a vitória final não justificou o sofrimento da corrida. E apesar de saberes que para mim era um dia especial, apesar de me teres dito que estarias, foste-te embora antes que eu chegasse, muito provavelmente para não me veres. E eras a única pessoa que eu queria naquela sala, mesmo que fosse ao longe.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Declaração de intenções

A paciência é uma virtude, principalmente quando de amor se trata. Não consigo dizer para sempre mas não duvido do por agora. Espaço e tempo são necessidades imperiosas para as tomadas de decisão.

Against all odds

Tanta liberdade, tanto não pedir, tanto não dar o suficiente, fizeram com que te fosses sem volta. E queria tanto falar-te, dizer-te que estou aqui ainda (mesmo que não pareça porque estou triste e magoada), que te quero ao meu lado, que estou pronta para dizer em voz alta tudo aquilo que não disse por vergonha, pudor e medo de que te decidisses (só) por minha causa. Se um dia mo permitires, fa-lo-ei. Não suporto ver-te triste e a sofrer. Quero dar-te a segurança necessária para que entendas que os sonhos se podem realizar e que podemos ter um futuro feliz.

Não quero isto!

As palavras (mais ou menos) duras que nos dizemos, os silêncios incómodos, os olhares no chão, os temas proibidos, a dor tão profunda que adormece os sentidos e faz proferir frases impensadas que são como punhais. Tudo não passa de uma ressaca, de uma necessidade extrema de te sentir perto. De um querer gritar-te mil e uma vezes mais o que sinto por ti, ainda que saiba que já não te interessa e que avançaste na vida, sem mim.

domingo, 3 de abril de 2011

David sem Golias



De que serve ser Quixote, se o fidalgo de la Mancha não era mais do que um insano, louco, apaixonado e delirante velho que não entendia que as ameaças reais são as que não vemos? Lutei contra moinhos, intensa como sou, suponho que o voltarei a fazer nas mais diversas áreas da minha vida já que não desisto facilmente. Porém, quando nos esfregam as quimeras na cara, não temos mais hipótese do que vê-las como as miragens que são, assumir a derrota, levantar a cabeça e pensar que se a luta não valeu a pena, valeu aquilo que nos impeliu a lutar.

C.

Partiu-se, quebrou-se, rompeu-se, agora é tentar recompor-lhe os pedacinhos com a melhor cola do mercado e esperar que não volte a cair em mãos descuidadas.

sábado, 2 de abril de 2011

Happy?

Segundo a segundo, a tristeza foi-se instalando na casa da alegria. O sono fugiu, o cansaço chegou, os sorrisos mudaram-se para parte incerta. A comida recusava-se a entrar e havia momentos de silêncio ocasionados por um alheamento quase total da realidade. Cada notícia que chegava não fazia mais do que arrastar lágrimas, dúvidas e vontade de desaparecer.

Os habitantes da casa tinham graves problemas de comunicação: o C. queria ficar, esperar por um futuro quimérico (em luta contra moinhos, em defesa daquilo que não quer ser protegido) com uma esperança de alegria que se desvanecia suavemente; a C. assentia que sim, afirmava que era o acertado a fazer, que deixarmo-nos levar por sentimentos como o orgulho não leva a muito e não ajuda ninguém; por seu lado, o I. - morador mais antigo e precavido do lugar - acautelava, repetia que nada mudaria, que era um desespero continuado a que mais valia dar ponto final. Não se gritavam, mas ouviam-se pouco, e assim, deixando arrastar os dias, sonhando com impossibilidades, agarrando-se a migalhas, foram deixando que a casa começasse a ter rachas, não lhe retocaram a pintura, não a cuidaram o suficiente. E ela foi caindo, caindo, caindo, até desabar completamente numa tarde de Primavera, já sem ilusões, resignada e a sobreviver por não saber fazer outra coisa.

Palavras que caíram em desgraça

Amante é aquele que ama, não aquele que trai.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Resignação

Esperar não é uma escolha, é um destino traçado nas estrelas enquanto te amar como hoje.

The last kiss

Os últimos beijos, quando são os últimos, têm toda a carga e a intensidade de os corpos e as cabeças saberem que não se irão repetir.