quinta-feira, 14 de julho de 2011

Um pouco mais de Sul ou The beautiful B

 
Na próxima semana, o céu vai estar mais azul, a areia mais branca, o mar mais calmo.
A próxima semana vai ser só nossa. Vamos estar por aqui e ser felizes.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Top 10 Non-Fiction

Relatório de auto-avaliação
Relatório de recurso
Relatório PCT
Acta da reunião de CT
Acta da reunião de Departamento
Acta da reunião de articulação
Projecto TIC
Planificação
Documentos no moodle
Matrizes

(A precisar de ler boa ficção, sem preferência pela língua...)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Self-preservation

É tão difícil falar de ti. Há pouco para dizer e o tanto que existe não poderia nunca traduzir-te por inteiro. Podia contar-te que preenches o vazio, confidenciar-te que não preciso de mais ninguém se tu estás, ou simplesmente explicar-te que a tua proximidade já fez estragos suficientes. Prefiro anunciar-te que pendurei um STOP junto ao coração. Se eu não consigo impedir-te de entrar, sempre posso confiar que vais obedecer ao sinal.

Whirl

Para onde foge o mundo quando estás comigo? São eles que se escondem ou somos nós que os engolimos nesta ânsia de podermos encaixar os nossos abraços?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Lista "a fazer" (ou "em processo de")

Amenizar a tempestade,
trazer paz e confiança,
acalmar ânimos,
controlar o pânico,
perceber e racionalizar o caos,
beber lágrimas,
oferecer e receber sorrisos,
dar carinho,
compreender,

procurar (e encontrar) a felicidade.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sleep

Tu és o único comprimido para dormir de que preciso.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

De volta à menina dos sapatos vermelhos (post demasiado pessoal)


Tinha saudades da harmonia e da tranquilidade que a voz da Rita me traz. 
A esperança de que os fantasmas desapareçam, de que o futuro seja mais bonito do que o presente, de que as escolhas (acertadas ou não) sejam as que eu quiser e não as que me impõem. Quero ver pores do sol, quero sonhar, quero abrir as asas e voar sobre a distância que me afasta da felicidade para que esta chegue antes. Quero poder chegar a ti, sem barreiras nem quilómetros e saber que não há nada que nos possa separar. 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Marathon Woman

Depois de tanto desencontro, depois de anos de sofrimento, depois de tempos infindos, chegaste num fim-de-semana inesperado (não sabia sequer se iria a casa e, afinal, estavas lá). 
Repetir-te-ei sempre a mesma frase: Não tenho pressas, sou uma corredora de fundo. Prefiro fazer 42 kms a um ritmo constante e coerente, do que lançar-me em corridas de obstáculos, nas que posso cair e magoar-me a qualquer momento. Ainda assim, sabendo que a meta me traz os teus braços fortes e ternos, prometo tentar um record olímpico.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A glimpse

Vir a casa votar acarreta as suas surpresas. Se os resultados das eleições deixaram a Jess muito mais feliz do que a mim, outras surpresas houve (essas totalmente inesperadas) que me puseram um sorriso a dançar na cara. 
Foi bom reencontrar-te, saber que ainda estás aí, notar que continuamos a ser nós um com o outro, e ouvir-te as palavras mágicas de há anos encheu-me o corpo e a alma: como só tu conseguiste e consegues fazer. Eu também te sentia a falta, eu também tropecei pelo caminho por não te ter ao lado, eu também queria e acho que quero... tens apenas que me dar uns minutinhos para organizar as ideias e o coração.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dream(ed) on

Tão inevitável como as estações e não poder haver temperaturas moderadas todo o ano, o meu futuro vai-se revelando cada vez mais claramente. As esperanças de estabilidade desvanecem-se, os sonhos enterram-se em caixas num qualquer quintal para se desenterrarem anos mais tarde e recordar como tinha sido bom sonhar todas aquelas coisas. 
Tenho saudades da menina sonhadora que era há dois dias, tenho saudades de acreditar, odeio a céptica em que me voltei a tornar. Vejo tudo com clareza agora, não há volta atrás nem vale a pena lutar: abraçarei o meu destino com força e esquecer-me-ei que um dia sonhei algo diferente para mim e acreditei que isso fosse possível.

sábado, 28 de maio de 2011

Perspectiva

A linha onde todas as linhas confluem, aquela que nunca nos abandona e nos vigia desde longe, parecia um pouco menos esbatida no dia anterior. Parecia querer definir um horizonte de tranquilidade e cordialidade; horizonte esse que, naquele momento, era a maior aspiração dela. Porém, quando a nitidez se começava a tentar instalar, uma nova bátega de temporal abateu-se sobre o mundo e fez com que as bases lhe voltassem a tremer. A realidade que a envolvia e que tinha passado a tons cinza, voltou a parecer negra.

Pensava consigo mesma - coisa que não parara de fazer nos últimos tempos - que se o traço de fundo se definisse, talvez tivesse uma oportunidade de encontrar a saída.

Fairy Tales



Na altura em que a céptica se apaixonou por uma ficção infantil, esta canção era uma constante nos seus dias. Hoje apeteceu-me voltar a ouvir a Marta e o Miguel e a ver a Lili / Madalena e o Lucas. Afinal de contas, é tão bom voltar aos amigos de longa data.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Camponeses e Lobisomens 2

Com só um olhar podemos dizer o mundo.
Os diferentes lados da mesma história revelam predadores e inocentes díspares, e há que defender-se contra os possíveis ataques que estão por chegar.

Camponeses e Lobisomens

Enquanto não se apanha(m) o(s) culpado(s) continuarão a desaparecer aldeões. 
Aquele que mais vê, normalmente é o mais ignorado.
As suspeitas pululam na vila, todos desconfiam de todos, todos têm de chegar a acordos para conseguirem sobreviver. 

Estas são as premissas de um dos meus jogos de oralidade favoritos (Thanks, northern boy!) e que mais diverte o público que assiste às minhas aulas diariamente. Repeti-lo-ei hoje e amanhã, para que eles levem deste ano (e de mim) uma boa recordação. Espero poder voltar um dia, mais leve e com o coração mais limpo, porque eu sei que apesar de tudo, aqueles que verdadeiramente importam, vão sentir um pouquinho a minha falta.

domingo, 22 de maio de 2011

Party!


Há sete anos, depois de uma conversa telefónica e com todas as ilusões do mundo, duas amigas separadas por cerca de 200 kms decidiram criar um blogue. Não que tivessem aspirações literárias, nem sequer era questão de querem ter uma voz para falarem ao mundo, era uma brincadeira, uma maneira de se manterem em contacto, uma forma de entrarem num mundo do qual, até aí, apenas eram espectadoras.
Vieram os artigos (mais de 1800), os visitantes, as pequenas (e grandes) vitórias, as alegrias, as desilusões e algumas lágrimas. Veio um mundo novo, uma vida a evoluir com duas únicas constantes: o espacinho virtual e a amizade que as une. Agora são bem mais os quilómetros que as separam, as vidas mudaram muito, as rotinas são outras, o contacto deixou de ser diário.

Num dia em que pensava não ter muito para festejar, olho para trás 7 anos e ouço a Jess a gritar "Party!!!"  como outrora, e o misto de emoção e felicidade molha-me o rosto. É tão bom saber que continuas aí, amiga, é tão bom ver que apesar de tudo o nosso recanto na blogosfera continua a ser o que sempre foi e ainda há quem queira ler-nos.
Parabéns para ti, amiguinha, pelo Figuras: pelo esforço, pela qualidade, pelo empenho e principalmente pela amizade.

Lux

Apesar da cor ser a mesma, a luz de antes era de outro cariz. Era uma dúvida, uma incerteza, sim, mas de se actuar ou ficar quieta, de se abrir a alma ao exterior ou encerrar-me na minha ostra particular. Fui contra mim mesma, aceitei voltar ao mundo de todos, não me arrependo porque o bom foi muito bom, mas os ensinamentos que daí retirei foram e são dolorosos.

A de agora também tem a cor da esperança, mas já não espera nada. Fica sentada, a contemplar o outro lado de uma baía de águas serenas e deseja que esse seja o futuro: o da inércia, o do não sentir, o do não excesso. Sem abundâncias desnecessárias e com a tranquilidade que o mar contido pela terra oferece. Nem sequer nadar, seria movimento a mais.

Talvez encontre algures no horizonte os olhos de Jay Gatsby e num momento de lucidez finalmente lhe entenda a resignação de esperar sem esperar, de ficar prostrado perante um futuro que não lhe serve mas a que está condenado.

sábado, 21 de maio de 2011

Roubos da alma

Disseram-me ontem que era fotogénica e natural depois de me tirarem um retrato. Lembrei-me, invariavelmente, de ti. De como fotografar era uma coisa só nossa, de como jamais saí tão bem numa foto até te conhecer. Não sei se era a plenitude dos sentimentos que aparecia através da lente ou se era a frase mágica que me dizias antes de carregar no botão, o que fazia que a minha aura se iluminasse e eu até parecesse mais ou menos em fotografias tiradas por ti.

O fim do mundo

Diz um movimento cristão americano que hoje é o dia do julgamento final. Ainda não senti nada. Porém, se fosse verdade, não tenho a mais pequena dúvida de como gostaria de passar as minhas últimas horas.

Um grande filme, boa companhia, um jantar agradável e a certeza de que me iria, amada, desejada e querida. Tenho vontade de voltar a ver este filme, porque há anos que não o vejo e a beleza a que nos transporta é inigualável.

Para além disso, há algo naquela tecedora de imagens e histórias que me faz sentir identificada.

Nas malhas de ficção

Escrevo, e escrevo, e escrevo. Lentamente. Não como antes em que a escrita compulsiva tomava conta de mim e me fazia redigir páginas e páginas seguidas sem parar para respirar. Agora é uma coisa mais serena, talvez por ter crescido, muito provavelmente porque agora já não há público e o faço para mim mesma.
Enquanto escrevo, vou escondendo, detrás de cada palavra uma história por contar. Por trás de cada momento um segredo bem guardado. Tapando com mil frases, disfarçando com outros nomes, outras caras e outros acontecimento, a catarse que preciso.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

SMBN

Dançámos. Num abraço relativamente apertado. Com cabeças encostadas e queixos encaixados em ombros. Porque tu quiseste, já que eu me sinto ridícula nessa actividade para a qual não tenho qualquer aptidão.

Hoje, sentada no meu sofá, enquanto corrijo uma pilha de redacções e ouço música nova, olho em frente e vejo-nos, desde fora, a iniciar algo que não pôde ser mas que foi "close to perfection". E sorrio. Esse (o sorriso) é impossível roubá-lo do meu rosto quando recordo momentos especiais.