quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Need this really bad

Ou Lisboa já não é a mesma ou fui eu que mudei. Será que tudo continua no mesmo lugar ou será que a minha bússola interior está a apagar-se e este coração já só sabe orientar-se mais a sul, longe da capital?  

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Privilégios ou como eu entendo Jean-Baptiste Grenouille

Consigo deslindar cada uma das essências que se unem para formar o teu cheiro. O perfume que usas, o creme que pões de manhã, a pasta de dentes, o amaciador da roupa, o champô, o sabonete e o meu favorito (aquele que me mantém a sonhar, acordada e enquanto durmo): o cheiro intrínseco da tua pele. 
Todos em um são tu, porque mais uma vez repito o que um dia disse aqui: a beleza das partes em nada se compara à perfeição do todo.

sábado, 23 de julho de 2011

2

Os assuntos profundos que discutimos a sós ficam a dançar-me na mente enquanto não estás. Muito provavelmente falei demais em algum momento, com a ânsia (absurda?) que tenho de partilhar contigo tudo aquilo que não sabes e não viveste comigo, e isso deve ter-te confundido. 
Depois da última conversa - aquela que tivemos antes da tua partida - e após dizer o que te disse (com mais ou menos certeza no momento) assegurei-me nas minhas instrospecções que tudo era verdade. Os objectivos que tenho traçados são os que conheces, as prioridades as de que te falei, os sonhos não vão muito mais longe do que o presente. 
Não ambiciono muito mais do que aquilo que tenho, pois há dois meses tinha muito menos a que me agarrar.

Âncora

Ouvir-te dá-me a paz que necessito para continuar a acreditar. 
Abraça-me esta noite, embala-me no teu colo, adormece-me com a tua pele na minha, deixa-me que te acorde (como tantas vezes) só para me certificar que estás quando os pesadelos não me abandonam. Tranquiliza-me as inquietações com os teus beijos e acaricia-me o cabelo (como tantas outras vezes) para que possa descansar. 
Esta fragilidade inesperada, e de que não me livro, talvez seja apenas passageira (até conseguir voltar a ganhar confiança no mundo e em mim própria), talvez delate uma mudança muito mais profunda a que não sei como me vou adaptar.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Quando o inesperado toma conta do dia

Ao longo dos dias, a cabeça prega-nos partidas desagradáveis e são os murros no estômago que nos fazem voltar à realidade. 
Através de um sms, esta tarde, chegou-me a notícia do desaparecimento de um ex-aluno. Um senhor risonho, simpático, doce e bem-disposto, que sentado na primeira fila, bem pegado à janela da sala 4 na primeira escola em que trabalhei, me fez rir e sorrir muito. Foi também uma das pessoas que, ainda que à distância, me apoiou num momento complicado sem sequer saber que o fazia. Sinto-lhe a falta como se tivesse sido de novo transportada para aquele lugar particular e ali lidasse com a sua não-presença. 
Peço, aos que lêem este blogue, que me desculpem a nota triste, mas é impossível não falar naqueles que nos tocam a alma. 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Clear Blue

Vivo a tua ausência entre o azul da piscina e o do céu. Ao calor do dia sucede-se a brisa nocturna. Alterno o descanso com a organização mais que necessária do espaço que escolhi. Desfruto da tua cidade como se minha fosse porque isso nos aproxima e faz-me sentir-te comigo ainda que não estejas por perto.
Orgulho-me deste mundo que construí enquanto te foste, pois agora, com uma base sólida e a certeza de um chão debaixo dos pés, tudo voltou a brilhar porque voltaste.

domingo, 17 de julho de 2011

"Que bom estar de férias!!"



Repetia mil vezes uma antiga colega ontem à noite enquanto numa esplanada púnhamos a conversa em dia depois do sempre esgotante mês de Junho. E este ano lectivo foi Junho e Junho e Junho. Cansaço, não dormir, não comer, arrastar às costas uma tonelada e no peito um vazio tremendo que quanto mais crescia mais fazia querer desistir. E o peso crescia e o tempo que costuma correr não passava; como diz a Mafaldinha (companheira de tantas horas): 

Não percas tempo, 
O tempo corre, 
Só quando dói é devagar...

Mas com Junho veio também a mudança. Juntou-se ao cansaço um novo sorriso, uma nova esperança, aquela ténue luzinha verde a aproximar-se quando eu já tinha medo até mesmo de me mexer.



Obrigada Verão, por me estares a ajudar a esquecer a Primavera. E Julho voltou a fazer sentido!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Back to the start

De repente, deparei-me sem querer com a tua foto na internet. É certo que o tema sempre te interessou, mas não esperava encontrar-te na minha pesquisa superficial. E ainda que não te veja há alguns anos, consegui reconhecer-te, no meio dos outros e ver na tua cara os anos que (não) passaram. Tentei lembrar-me da última conversa e já não nem sei se essa foi, de facto, a última ou se ela foi sequer sincera. Se fosse possível voltarmos ao início, como dois desconhecidos, será que as coisas tomariam o mesmo rumo?

Um pouco mais de Sul ou The beautiful B

 
Na próxima semana, o céu vai estar mais azul, a areia mais branca, o mar mais calmo.
A próxima semana vai ser só nossa. Vamos estar por aqui e ser felizes.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Top 10 Non-Fiction

Relatório de auto-avaliação
Relatório de recurso
Relatório PCT
Acta da reunião de CT
Acta da reunião de Departamento
Acta da reunião de articulação
Projecto TIC
Planificação
Documentos no moodle
Matrizes

(A precisar de ler boa ficção, sem preferência pela língua...)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Self-preservation

É tão difícil falar de ti. Há pouco para dizer e o tanto que existe não poderia nunca traduzir-te por inteiro. Podia contar-te que preenches o vazio, confidenciar-te que não preciso de mais ninguém se tu estás, ou simplesmente explicar-te que a tua proximidade já fez estragos suficientes. Prefiro anunciar-te que pendurei um STOP junto ao coração. Se eu não consigo impedir-te de entrar, sempre posso confiar que vais obedecer ao sinal.

Whirl

Para onde foge o mundo quando estás comigo? São eles que se escondem ou somos nós que os engolimos nesta ânsia de podermos encaixar os nossos abraços?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Lista "a fazer" (ou "em processo de")

Amenizar a tempestade,
trazer paz e confiança,
acalmar ânimos,
controlar o pânico,
perceber e racionalizar o caos,
beber lágrimas,
oferecer e receber sorrisos,
dar carinho,
compreender,

procurar (e encontrar) a felicidade.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sleep

Tu és o único comprimido para dormir de que preciso.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

De volta à menina dos sapatos vermelhos (post demasiado pessoal)


Tinha saudades da harmonia e da tranquilidade que a voz da Rita me traz. 
A esperança de que os fantasmas desapareçam, de que o futuro seja mais bonito do que o presente, de que as escolhas (acertadas ou não) sejam as que eu quiser e não as que me impõem. Quero ver pores do sol, quero sonhar, quero abrir as asas e voar sobre a distância que me afasta da felicidade para que esta chegue antes. Quero poder chegar a ti, sem barreiras nem quilómetros e saber que não há nada que nos possa separar. 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Marathon Woman

Depois de tanto desencontro, depois de anos de sofrimento, depois de tempos infindos, chegaste num fim-de-semana inesperado (não sabia sequer se iria a casa e, afinal, estavas lá). 
Repetir-te-ei sempre a mesma frase: Não tenho pressas, sou uma corredora de fundo. Prefiro fazer 42 kms a um ritmo constante e coerente, do que lançar-me em corridas de obstáculos, nas que posso cair e magoar-me a qualquer momento. Ainda assim, sabendo que a meta me traz os teus braços fortes e ternos, prometo tentar um record olímpico.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A glimpse

Vir a casa votar acarreta as suas surpresas. Se os resultados das eleições deixaram a Jess muito mais feliz do que a mim, outras surpresas houve (essas totalmente inesperadas) que me puseram um sorriso a dançar na cara. 
Foi bom reencontrar-te, saber que ainda estás aí, notar que continuamos a ser nós um com o outro, e ouvir-te as palavras mágicas de há anos encheu-me o corpo e a alma: como só tu conseguiste e consegues fazer. Eu também te sentia a falta, eu também tropecei pelo caminho por não te ter ao lado, eu também queria e acho que quero... tens apenas que me dar uns minutinhos para organizar as ideias e o coração.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dream(ed) on

Tão inevitável como as estações e não poder haver temperaturas moderadas todo o ano, o meu futuro vai-se revelando cada vez mais claramente. As esperanças de estabilidade desvanecem-se, os sonhos enterram-se em caixas num qualquer quintal para se desenterrarem anos mais tarde e recordar como tinha sido bom sonhar todas aquelas coisas. 
Tenho saudades da menina sonhadora que era há dois dias, tenho saudades de acreditar, odeio a céptica em que me voltei a tornar. Vejo tudo com clareza agora, não há volta atrás nem vale a pena lutar: abraçarei o meu destino com força e esquecer-me-ei que um dia sonhei algo diferente para mim e acreditei que isso fosse possível.

sábado, 28 de maio de 2011

Perspectiva

A linha onde todas as linhas confluem, aquela que nunca nos abandona e nos vigia desde longe, parecia um pouco menos esbatida no dia anterior. Parecia querer definir um horizonte de tranquilidade e cordialidade; horizonte esse que, naquele momento, era a maior aspiração dela. Porém, quando a nitidez se começava a tentar instalar, uma nova bátega de temporal abateu-se sobre o mundo e fez com que as bases lhe voltassem a tremer. A realidade que a envolvia e que tinha passado a tons cinza, voltou a parecer negra.

Pensava consigo mesma - coisa que não parara de fazer nos últimos tempos - que se o traço de fundo se definisse, talvez tivesse uma oportunidade de encontrar a saída.

Fairy Tales



Na altura em que a céptica se apaixonou por uma ficção infantil, esta canção era uma constante nos seus dias. Hoje apeteceu-me voltar a ouvir a Marta e o Miguel e a ver a Lili / Madalena e o Lucas. Afinal de contas, é tão bom voltar aos amigos de longa data.