Dezenas de alunos. Pelo menos metade deles são interessados. Exemplares, poucos. Bem-comportados, alguns. Mas por um motivo obscuro qualquer, os meus alunos preferidos são sempre os desinteressados que gostam de perturbar todas as aulas. Serei normal por só gostar de figurinhas difíceis?
terça-feira, 10 de janeiro de 2006
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
Saudades de Shakespeare
Sonnet 18
Shall I compare thee to a summer's day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date:
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimmed,
And every fair from fair sometime declines,
By chance, or nature's changing course untrimmed:
But thy eternal summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou ow'st,
Nor shall death brag thou wander'st in his shade,
When in eternal lines to time thou grow'st,
So long as men can breathe or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.
Shall I compare thee to a summer's day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date:
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimmed,
And every fair from fair sometime declines,
By chance, or nature's changing course untrimmed:
But thy eternal summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou ow'st,
Nor shall death brag thou wander'st in his shade,
When in eternal lines to time thou grow'st,
So long as men can breathe or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.
A plenitude do entendimento atinge-se com a leitura aturada. Este foi o primeiro soneto shakespeariano que traduzi, não sei onde anda essa tradução mas o certo é que me marcou pela beleza, pela força e pela doçura.
sábado, 7 de janeiro de 2006
Hoje
Acho que se lhe pode chamar: Dia Sleepless in Seattle

What if someone you never met, someone you never saw, someone you never knew was the only someone for you?
quinta-feira, 5 de janeiro de 2006
Chega Dezembro
Neste mês tudo é mais.
Os que são felizes, são mais felizes; os que amam, amam mais; para os que se decepcionam, as decepções são maiores; e os que estavam tristes, ficam ainda mais tristes. Dão-se mais presentes, a solidão assume proporções inigualáveis, mandam-se mais cartões (reais ou virtuais), os correios revelam-se mais incompetentes, recordamos mais todos aqueles para quem não tivemos tempo e esperamos que todos eles se lembrem mais de nós.
Depois do Natal, vem a semana dos balanços. Decidimos se o ano foi bom ou mau, pensamos naquilo que queremos manter e no que vamos enterrar com o ano que termina. Fazemos planos, pedimos desejos, tomamos decisões de como queremos que a nossa vida seja... sonhamos em deixar para trás este mês de excessos, tentando limpar da mente que também este ano novo cheio de esperanças culminará num outro (cruel) Dezembro.
Desagreeing with Eliot
Causa-Efeito
Este cartaz fez-me pensar: são os momentos difíceis que o trazem ou é ao contrário?
(Ahhh, sim, tinha uma fotografia, mas para quê publicá-la?)
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
2006
O novo ano começou com eles.

O duche de champanhe era desnecessário, mas tenho a sensação que iniciado em tão boa companhia 2006 só pode vir cheio de momentos felizes.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2005
G., Pris este post é para vocês
Parece que 2005 não foi um ano de recessão em todos os âmbitos: a Broadway bateu record de receitas.
E como prémio por termos sido tão bons meninos neste no que termina, temos o Fame em Lisboa em Fevereiro próximo.
Brincadeiras de criança II - O Esconde-esconde
Se não queres que te encontre porque é que não desistes de jogar, em vez de me fazeres procurar-te incessantemente?
terça-feira, 27 de dezembro de 2005
Anacronismos Presidenciais
Parece imagem manipulada em photoshop, mas eu juro que foi retirada do número especial da revista Ibn Maruan.
Oliveira, Jorge (coord.), S. Salvador da Aramenha - Histórias e Memórias da Freguesia, in Ibn Maruan, Número Especial, Edicões Colibri, 2005, Lisboa (anexo de fotografias)
As semelhanças são impressionantes... o que será isto?
- Uma tentativa de santificar Jorge Sampaio avant la lettre;
- Um antepassado do actual presidente foi a musa do artista;
- Estamos a assistir ao verdadeiro milagre da Ressurreição;
- Uma profecia macabra;
...
Aceitam-se propostas!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2005
quinta-feira, 22 de dezembro de 2005
Unsaid
Conheço de cor o desenho da tua boca. Mas não é só por medo que descubras a verdade nos meus olhos que não consigo olhar para os teus. É também porque espero fazer dos teus lábios meus, pelo menos uma vez.
terça-feira, 20 de dezembro de 2005
Jeremy again
Diz-me a mafaldinha, És igual ao teu irmão. No momento, só me apeteceu voltar a ter dezasseis anos e responder como o Jeremy...
domingo, 18 de dezembro de 2005
Filmes da minha vida II
Tom Wingo: At the end of every day I drive through the city of Charleston and I cross the bridge that will take me home. I feel the words building inside me, I can't stop them, or tell you why I say them, but as I reach the top of the bridge these words come to me in a whisper. I say these words as a prayer, as regret, as praise, I say: Lowenstein, Lowenstein.
(Conroy, Pat, The Prince of Tides)
Pormenores
A beleza do todo nada tem a ver com a perfeição (ou falta dela) das partes que o compõem.

Eu queria uma imagem da cena da cadeira-de-baloiço, que me parece esteticamente ainda mais perfeita, mas não consegui encontrar.
Eu queria uma imagem da cena da cadeira-de-baloiço, que me parece esteticamente ainda mais perfeita, mas não consegui encontrar.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2005
Dicionário abstracto: persistência
Saber que não vou conseguir e tentar, ainda assim, domar-te. Nem vinte como tu me fariam desistir de ti.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2005
domingo, 11 de dezembro de 2005
Good old Soares
Mário Soares abre o caminho para a re-eleição: já conseguiu que o agredissem. Afinal há tradições que ainda são o que eram.
Brincadeiras de criança I - O Agarra-agarra
Vamos mudar as regras do jogo:
A partir de agora, eu fujo e tu não me tentas apanhar. É a única maneira de ganharmos os dois.
A partir de agora, eu fujo e tu não me tentas apanhar. É a única maneira de ganharmos os dois.
sábado, 10 de dezembro de 2005
sexta-feira, 9 de dezembro de 2005
I'm your kind of person, Jeremy
Na véspera ainda vamos a tempo, não vamos? Há quem lhe chame preguiça, eu chamo-lhe "comprar melhor sob pressão".
terça-feira, 6 de dezembro de 2005
Lavagem ao cérebro
Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Isto há-de resultar. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu não penso em ti. Eu só penso em ti. Eu só penso em ti. Eu só penso em ti. Eu só penso em ti. Eu só penso em ti. Eu só penso em ti. Eu só penso em ti. Merda. Deves ter pensado nisto primeiro que eu.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2005
terça-feira, 29 de novembro de 2005
Sobre essa preciosidade chamada transportes públicos
I.
Cada vez que tenho de esperar pelo autocarro que está atrasado envelheço dois anos. Coisa pouca, se comparar com os cinco que envelheço em cada aula a tentar acalmar as crianças. Feitas as contas, só neste ano lectivo já tenho mais de cento e cinquenta anos, um número mais próximo da verdadeira idade que o meu irmão mais novo acha que tenho.
II.Às vezes rir é a única reacção que posso ter face à falta de educação de algumas pessoas. Com licença e por favor são expressões totalmente desconhecidas. Mas pelo menos podiam perceber que é mais fácil entrar num meio de transporte cheio depois de deixarem sair quem queria. É uma questão de bom senso.
III.
De facto, o metro em hora de ponta dá-me vontade de rir à gargalhada. Lembro-me sempre de um sketch do Gato Fedorento em que duas pessoas não conseguem manter distâncias socialmente aceitáveis. Quase posso ver o Zé Diogo a gritar para o Miguel Góis a dois metros de distância, Fale daí, homem, fale daí. Por isso, venho o caminho todo a gritar mentalmente, Respire daí, Homem, ou na pior da hipóteses, Cheire mal daí, criatura.
De facto, o metro em hora de ponta dá-me vontade de rir à gargalhada. Lembro-me sempre de um sketch do Gato Fedorento em que duas pessoas não conseguem manter distâncias socialmente aceitáveis. Quase posso ver o Zé Diogo a gritar para o Miguel Góis a dois metros de distância, Fale daí, homem, fale daí. Por isso, venho o caminho todo a gritar mentalmente, Respire daí, Homem, ou na pior da hipóteses, Cheire mal daí, criatura.
domingo, 27 de novembro de 2005
Post de Revolta
Toda a tarde. Toda a tarde à espera deste Alain Oulman

Henrique Feist
e aparece-me o Tó Leal.
Não se faz. Quero o "meu" Henriquinho. Quero, quero, quero.
Cavaco pede que se pense «duas vezes» antes de votar
Ahhhh, não voto nele.
Hmmm, continuo a não votar nele.
Já está!
Hmmm, continuo a não votar nele.
Já está!
sábado, 26 de novembro de 2005
Este post não é sobre ti
Hoje, ao acordar, decidi que ia escrever sobre tudo, mas não sobre ti. Queria escrever acerca de cinema, teatro, literatura, música... tudo o que me interessa, aquilo de que não gosto e nunca sobre ti.
Parece que não consegui.
sexta-feira, 25 de novembro de 2005
Sobre os riscos que (não) corremos
Às vezes é difícil encontrar a medida certa para abraçar o amor. Quem toda a vida se atirou de cabeça não sabe onde se agarrar para refrear a queda quando o coração do outro pede calma. Mas quem sempre se dirigiu pé ante pé, ponderando todos os passos em direcção ao coração de alguém não sabe correr riscos para o conquistar. Será que um dia se acerta ou nunca vamos conseguir aprender com os erros?
terça-feira, 22 de novembro de 2005
Portugal no seu melhor
Um dos poucos exemplares de literatura portuguesa contemporânea na Biblioteca de Salamanca é, imagine-se, Sandálias de Prata. Mas quem é que, no seu perfeito juízo, compra ou faz uma doação ou whatever de um livro de Cristina Caras-Lindas a uma biblioteca pública estrangeira? Só alguém muito maquiavélico se lembraria disso. Porque ninguém deve sobreviver sem danos psicológicos a um livro destes. Pobres espanhóis.
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
A Professora de Introdução aos Estudos Literários
We started with Virginia Woolf, and I only read like two pages of this book about a lighthouse, but I read enough to know why she killed herself: she killed herself because she couldn't make herself understood. You only have to read one sentence to see that. I sort of identify with her a bit, because I suffer from that sometimes, but her mistake was to go public with it.
A Long Way Down, Nick Hornby, p. 146
Acabámos o ano com Virginia Woolf e lemos umas duzentas e tal páginas desse livro que tem a palavra Lighthouse no título, mas estudámos o suficiente para perceber o que sentíamos pela professora: sentíamos admiração porque ela é uma pessoa verdadeiramente apaixonada por literatura. Só foi preciso ir a uma aula para perceber isso. De certa forma, identifico-me com ela porque gostava de um dia ter pelo menos um aluno que sentisse o mesmo por mim, mas o meu erro, naquela altura, foi ter, acima de tudo, medo dela.
Professora chega
Na semana passada, os pestinhas dos meus alunos da Lapa tiveram a lata de me dizer que sou betinha só porque tenho uns ténis cor-de-rosa. Ontem, como tinha uma fita pendurada no bolso das calças, chamaram-me dread. Espero que se decidam por betinha, não tenho vocação para ser dread. Mas a verdade é que preferia que me chamassem ditadora. Ou então, vá lá, professora.
terça-feira, 15 de novembro de 2005
Diálogo delicioso
Jess, 'tou tite.
Estás triste porquê? - perguntei-lhe.
Puca xim.
É por estas pequenas coisas que o meu feitiozinho soviético derrete e não resisto a encher a minha sobrinha de beijinhos e dentadas.
Estás triste porquê? - perguntei-lhe.
Puca xim.
É por estas pequenas coisas que o meu feitiozinho soviético derrete e não resisto a encher a minha sobrinha de beijinhos e dentadas.
domingo, 13 de novembro de 2005
Acenar com lenços brancos?
Não sei. Parece-me mal que peçam o despedimento da imagem.
Fez uma viagem longa desde a Capelinha das Aparições, não treinou equipa alguma... e os adeptos têm uma atitude tão hostil. Não é correcto.
sábado, 12 de novembro de 2005
Ó Chico, um bocadinho de cultura musical era uma boa!
Agora mesmo no Top+, o apresentador disse:
- Lá para Março os Xutos vão começar a fazer concorrência a José La Féria.
Sendo portuguesa, obviamente sei que o La Féria conhecido é o Filipe, mas se não tivesse lido esta notícia ontem, ficaria a pensar se não havia alguém mais com este apelido ou se o encenador não terá um nome composto.
Um bocadinho de precisão não estaria mal.
- Lá para Março os Xutos vão começar a fazer concorrência a José La Féria.
Sendo portuguesa, obviamente sei que o La Féria conhecido é o Filipe, mas se não tivesse lido esta notícia ontem, ficaria a pensar se não havia alguém mais com este apelido ou se o encenador não terá um nome composto.
Um bocadinho de precisão não estaria mal.
Do I hear an invitation?
O chato de viver numa cidade pequena onde só há um anfiteatro adaptado a sala de cinema, e onde só chega um filme por semana, é que não podemos ver tudo o que nos apetece... nem mesmo quando vamos à capital, porque não há tempo.
Em lista de espera:
- o novo Zorro - o Banderas, a máscara, ai ai... melhor não me revelar mais
- Pânico a bordo - porque gosto de thrillers e da Jodie Foster
- Elizabeth Town - tenho saudades de ver comédias românticas, e o realizador ajuda
E, em Portugal, ainda não saiu o novo Harry Potter.
Em lista de espera:
- o novo Zorro - o Banderas, a máscara, ai ai... melhor não me revelar mais
- Pânico a bordo - porque gosto de thrillers e da Jodie Foster
- Elizabeth Town - tenho saudades de ver comédias românticas, e o realizador ajuda
E, em Portugal, ainda não saiu o novo Harry Potter.
Está decidido: Vou dedicar-me à música
| You Are a Chick Rocker! |
You're living proof that chicks can rock You're inspired by Joan Jett and the Donnas And when you rock, you rock hard (Plus, you get all the cute guy groupies you want!) |
quarta-feira, 9 de novembro de 2005
Efeitos estéticos surpresa
Há coisas que não consigo perceber. Como os efeitos estéticos surpresa que uma namorada pode ter sobre um homem. Lembro-me do início da adolescência, quando as paixões são tanto mais arrebatadoras quanto a efemeridade das relações o permitem. Um aluno novo, alvo de todos os comentários possíveis por parte das raparigas. Era enorme, magro de mais e muito feio, com um nariz de papagaio horrendo. Simpático, mas isso não chegava para que qualquer uma de nós se interessasse por ele. Até ao dia em que ele arranjou uma namorada e então ficou muito mais atraente. As meninas passaram a vê-lo quase como um sex-symbol. Na altura não percebia como era possível que as pessoas fossem tão fracas nas suas convicções. Não percebia o que tinha mudado de repente. Continuo sem perceber o que é que torna alguém com namorada subitamente mais interessante. E sem acreditar que estas coisas aconteçam com adultos.
terça-feira, 8 de novembro de 2005
Again and again
Há momentos em que detesto ter razão. Deve ser por isso que gosto tanto de insistir nos mesmos erros.
sábado, 5 de novembro de 2005
Coisa de fãs
Pride and Prejudice - Mr. Darcy
1995 - Colin Firth
2005 - Matthew MacFadyen
À espera do filme para fazer outras comparações.
Pride and Prejudice - Lizzy Bennet
Um livro memorável de Jane Austen, com duas das personagens mais reais de sempre; uma das séries mais emblemáticas da BBC, já é filme...

1995 - Jennifer Ehle
2005 - Keira Knightley
sexta-feira, 4 de novembro de 2005
Não me sais da cabeça
Se todos os dias me deito não é só porque tenho sono e preciso de dormir. É também porque preciso de descansar um pouco do peso de passar o dia contigo na cabeça.
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê. Aqui, já está a acontecer.
terça-feira, 1 de novembro de 2005
Big brother (II)
Um ambiente de trabalho a fervilhar de intrigas pode ser divertidíssimo, se conseguirmos passar ao lado delas.
Big brother (I)
Uma experiência levada a cabo por um grupo de israelitas comprovou em Setembro algo surpreendente: se fecharmos vinte portugueses que mal se conhecem num local de trabalho noutro país, eles irão colaborar melhor com pessoas de qualquer outra nacionalidade do que com os seus próprios compatriotas. Segundo os dados, as intrigas são a principal causa de desentendimentos entre as vinte cobaias portuguesas.
domingo, 30 de outubro de 2005
Garrett Revisited
Não me amas, queres-me: o amor vem d'alma.
E que tens tu aí? Só calma?
Só vaidade ou só desejo?
Ai! não me amas, não.
Não me amas, queres-me: o amor é vida.
E a tua vida é contida,
Nesses medos que eu vejo.
Ai, não me amas, não!
Ai! não me amas, não; só me queres
E o receio de me teres,
É monstro que te devora.
Guardas o coração!
Não me amas. Sou tua, e tu não me amas.
Quem urdiria estas tramas?
Quem nos afasta em má hora
Da nossa salvação?
E queres-me, e não me amas; é escusado,
Vai cada um para seu lado
Neste jogo de ilusões.
Mas oh! não me amas, não.
E ridícula sou, porque te amo; e tanto
Que te espero em cada canto,
Porque não me dás razões.
Mas amar!... não me amas, não.
E que tens tu aí? Só calma?
Só vaidade ou só desejo?
Ai! não me amas, não.
Não me amas, queres-me: o amor é vida.
E a tua vida é contida,
Nesses medos que eu vejo.
Ai, não me amas, não!
Ai! não me amas, não; só me queres
E o receio de me teres,
É monstro que te devora.
Guardas o coração!
Não me amas. Sou tua, e tu não me amas.
Quem urdiria estas tramas?
Quem nos afasta em má hora
Da nossa salvação?
E queres-me, e não me amas; é escusado,
Vai cada um para seu lado
Neste jogo de ilusões.
Mas oh! não me amas, não.
E ridícula sou, porque te amo; e tanto
Que te espero em cada canto,
Porque não me dás razões.
Mas amar!... não me amas, não.
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Amores perfeitos
O bom em nos apaixonarmos por esta ou aquela maneira de escrever, por este ou aquele autor, é que podemos descobrir novas paixões ou reincidir em amores antigos, sem nunca pecarmos por traição.
terça-feira, 25 de outubro de 2005
Dicionário abstracto: respeito
Cada vez mais hoje em dia ele não se vê, não se ouve, não se sente. E a falta dele vai crescendo na mesma medida que a minha desilusão. Irrito-me, chateio-me mas agarro-me a qualquer gesto à procura de uma desculpa para perdoar. Até não haver o que perdoar.
Amigos do peito
Há outro lugar para guardar os amigos senão no peito? Quando os motivos surgem (e surgem e surgem) para deixarmos de os guardar no peito, não passam a ser amigos da bochecha, da barriga da perna ou da omoplata. Simplesmente deixam de ser amigos.
sábado, 22 de outubro de 2005
Wishing well
Em determinados momentos desejo ser narrador omnisciente (daqueles que nos ensinam na escola e só existem na ficção), não para desvendar o fim que nos espera, mas para tentar entender a motivação dos que nos rodeiam para ser oponentes.
Seremos assim tão importantes? Ou abjectos? (Juntos) Que mistério assustador encerram os nossos sentimentos, que todos o podem ver excepto nós?
Gostava, desde fora, poder tranquilizá-los, explicar que não queremos afrontar ninguém, provavelmente nunca teremos a coragem do primeiro passo (ou será que já a tivemos?). E, se pudesse, não me importava de saber o que se passa na tua cabeça e no teu coração... mas isso já é pedir demais.
sexta-feira, 21 de outubro de 2005
Detalhitos
Esta noite o alfinete de peito da Manuela Moura Guedes tinha que ter um qualquer significado oculto. Ocorrem-me 3 hipóteses:
- homenagem aos Rolling Stones
- homenagem a ela mesma
- indirecta ao José Eduardo Moniz
Aceitam-se outras propostas para aclarar a questão.
- homenagem aos Rolling Stones
- homenagem a ela mesma
- indirecta ao José Eduardo Moniz
Aceitam-se outras propostas para aclarar a questão.
Nem em sonhos me escapas
Quando te disse não fiques à minha espera porque sou capaz de acordar tarde, na verdade queria dizer deixa-me sonhar mais um pouco contigo.
terça-feira, 18 de outubro de 2005
Maldito cão
Com o pouco uso que as pessoas dão à porta da minha casa quando cá vêm, receio bem que a expressão "deixaste-o fugir pela janela" possa tornar-se demasiado literal. Por isso, quando passares por aqui, não tenhas medo do cão.
domingo, 16 de outubro de 2005
O treinador do FCP
diz que quem lhe mostrou ontem lenços brancos foram os adeptos do Benfica. Será daltonismo ou miopia?
5 estrelas
Porque é que a SIC tem dois programas iguais, mas com nomes diferentes, ao sábado e ao domingo ao início da tarde?
E já que estou numa de perguntas: porque é que não contratam um bom entrevistador para o 5 estrelas, em vez de dois que não dão uma para a caixa?
quinta-feira, 13 de outubro de 2005
Hoje é dia de festa
A menina mais especial deste blog (e do mundo também, acreditam?) hoje é ainda mais especial, se é que isso é possível. Mas no dia de anos dela, ela pode tudo.
Parabéns mafaldinha!
segunda-feira, 10 de outubro de 2005
sábado, 8 de outubro de 2005
Sem ultrapassar a linha
A Jess (que se está a sentir triste, só e abandonada sem televisão nem internet) manda dizer:
(acrescentem à leitura a musiquinha do sketch das claques de futebol do Gato Fedorento)
"O serviço da TVCabo foi extremamente incorrecto!"
ah pois foi
"O serviço da TVCabo foi extremamente incorrecto!"
(acrescentem à leitura a musiquinha do sketch das claques de futebol do Gato Fedorento)
sexta-feira, 7 de outubro de 2005
Eu vou, eu vou, para "Saigão" em janeiro, eu vou...
No Coliseu dos Recreios de Lisboa, a partir de 17 de Janeiro de 2006 (espero que por mais do que um dia).
A reinvenção da Madama Butterfly que eu estou há 10 anos à espera de ver. Para a perfeição só faltava que a actriz principal continuasse a ser a Lea Salonga... mas não se pode ter tudo.
A Jess sei que está garantida. G., Pris., como é que é, 'tamos lá?
Babs - o prazer que se segue
A minha Diva favorita lançou novo disco no dia 20 de setembro e eu ainda não o tenho.
É o que dá viver em Portalegre!
Lista para um Futuro Próximo
- Parar de desenhar peças de roupa
- Fazer proposta (in)decente a alguns amigos
- Preparar a "viagem" a Saigão
- Sentir-me culpada por "certos e determinados" prazeres
Acho que, basicamente, é isto.
- Fazer proposta (in)decente a alguns amigos
- Preparar a "viagem" a Saigão
- Sentir-me culpada por "certos e determinados" prazeres
Acho que, basicamente, é isto.
terça-feira, 4 de outubro de 2005
It ain't over 'til it's over*
Quando achamos que uma pessoa já não pode desiludir-nos mais, parece que faz de propósito para nos provar que estamos enganados e arranja sempre uma forma de despedaçar ainda mais a ilusão que um dia tivemos.*Roubado ao Lenny Kravitz
domingo, 2 de outubro de 2005
Passo a passo
Parece que é uma das características das balanças gostar de andar sem sapatos. Sempre me ralharam por andar descalça, mas para mim é um dos grandes prazeres da vida: o contacto do pé com o chão de madeira cá de casa.
"colourless green ideas sleep furiously"
Tropecei com Chomsky e com esta frase no primeiro ano da FLUL. Diz o senhor existirem enunciados que ainda que correctos sintacticamente são desprovidos de sentido semântico pois não respeitam as leis da coocorrência. Ou seja, as palavras ainda que dispostas correctamente a nível gramatical, nem sempre formam uma frase aceitável.
Não é passível de aceitação semântica pensar que o meu nome possa figurar no mesmo enunciado em que surgem ameaças e tentativas de pressão. É completamente agramatical! Não é apenas necessário ler, há que entender o que se lê; e tresler de enunciados simples e explícitos é profundamente erróneo. Quase tão erróneo como não perceber que o silêncio também é um meio de expressar opinião.
Território Neutro
A Jess e eu raramente nos chateamos, mas há uma razão pela qual nunca nos vamos zangar, sem qualquer tipo de dúvida: Homens!
o teu Hugh

o teu Hugh
e o meu Hugh
sexta-feira, 30 de setembro de 2005
Post para m.
Achava que conhecia gente que tinha pouca massa cinzenta. Em relação a ti tudo ficou mais claro depois de ler isto... deves ter muita matéria branca.
quarta-feira, 28 de setembro de 2005
Excesso ou defeito
Tudo o que é de mais enjoa, diz-se. Mas faz sentido que seja assim? Porque é que uma coisa de que gostamos há-de enjoar-nos? Se gostamos tanto será que há limite para deixarmos de querer? Parece-me que não. É porque gosto que cada vez quero mais e não há neste querer lugar para não querer. Não há equilíbrio na minha balança, ou gosto ou odeio. E quando gosto quero muito, quando odeio não quero nada. Por isso não sei o que é gostar ou querer em demasia, para mim não existe amar em excesso. Se amo, amo cada dia mais. Antes pecar por excesso do que por defeito.
terça-feira, 27 de setembro de 2005
Estás a contar?
Se achas que esse número astronómico me assusta, estás enganado. Vais ter de gastar muitos mais miminhos para eu me fartar de ti.
segunda-feira, 26 de setembro de 2005
Sem vestígios
Vou esquecer-me de mim para nunca mais me lembrar de ti. Tem de haver uma maneira de te tirar da memória.
sexta-feira, 23 de setembro de 2005
Livro de Receitas
Para a Sophia, a Cris e a mãe da Jess (apesar do jantarinho ficar prometido)

(foto daqui)
Moussaka
Ingredientes (4 a 6 pessoas):
800g de beringelas; sal; 2,5 dl azeite; 200g de cebolas; 600g de tomate; 600g de carne picada; 2,5 dl de vinho branco seco; 1/4 colher de chá de açúcar; 1/2 colher de chá de canela em pó; pimenta preta moída; oregãos; 1 ramo de salsa; 100g de pão ralado; 100g de queijo graviéra ou parmesão; 40 g de manteiga; 4 colheres de sopa de farinha; 7,5 dl de leite; noz-moscada noída; 2 colheres de chá de sumo de limão; 3 ovos
(foto daqui)
Moussaka
Ingredientes (4 a 6 pessoas):
800g de beringelas; sal; 2,5 dl azeite; 200g de cebolas; 600g de tomate; 600g de carne picada; 2,5 dl de vinho branco seco; 1/4 colher de chá de açúcar; 1/2 colher de chá de canela em pó; pimenta preta moída; oregãos; 1 ramo de salsa; 100g de pão ralado; 100g de queijo graviéra ou parmesão; 40 g de manteiga; 4 colheres de sopa de farinha; 7,5 dl de leite; noz-moscada noída; 2 colheres de chá de sumo de limão; 3 ovos
Preparação:
1. Lave as beringelas, retire-lhes os pés e corte-as em rodelas grossas. Coloque-as em água fria com um pouco de sal durante aproximadamente 20 minutos. Depois escorra-as e enxugue-as com papel de cozinha.
2. Aqueça 3 a 4 colheres de sopa de azeite numa frigideira grande. Adicione as beringelas aos poucos e frite-as dos dois lados em lume forte, até alourarem. Coloque as rodelas de beringela sobre papel de cozinha para absorver a gordura.
3. Descasque as cebolas e corte-as em cubinhos. Pele os tomates e corte-os em cubos também. Leve as cebolas a refogar até ficarem vidradas. Adicione a carne picada e deixe-a refogar em lume forte até o líquido ter evaporado.
4. Junte o tomate, o vinho branco, o sal, o açúcar, a canela e a pimenta, tape e deixe cozinhar em lume médio durante cerca de 5 minutos. Lave a salsa e os oregãos, arranque as folhas, pique-as e junte-as ao preparado. Cozinhe a carne durante mais 5 minutos e deixe arrefecer.
5. Aqueça previamente o forno a 180º. Misture cerca de 2 colheres de sopa de pão ralado e metadodo queijo à carne picada.
6. Prepare o béchamel.
7. Bata 2 ovos e misture-os no molho, juntamente com o resto do queijo. Pincele uma forma rectangular com manteiga e polvilhe com pão ralado. Misture 1 ovo à carne picada. Coloque no fundo da forma metade das rodelas das beringelas. Espalhe a carne picada por cima, cubra com o resto das beringelas e deite o molho por cima. Polvilhe com queijo. Leve ao forno durante cerca de uma hora. Depois, corte em quadrados e sirva imediatamente.
quarta-feira, 21 de setembro de 2005
Kalispera
Chegámos. Diz a mafaldinha que o piloto desta vez era o Alonso. Com alguma pena, tivemos de deixar Atenas. A cidade é bonita, se tivermos em conta aquilo que os gregos antigos construíram. Ok, os romanos também fizeram umas coisas giras. Subir até à acrópole é coisa para custar um bocadinho, especialmente se forem duas da tarde e estiverem trinta e cinco graus. Mas valeu a pena, que maravilha. Fizemos numa semana o exercício que, pessoalmente, não faço num ano. Trabalho árduo. Médicos giros: poucos. Israelitas porreiros: alguns. Gregos atrofiados: muitos. Coisas aprendidas: kalimera não é nome de médica e a moussaka é deliciosa.
domingo, 18 de setembro de 2005
Grécia 2
Ó mafaldinha, tens noção de como é difícil subir até aqui acima com este vestido e saltos agulha? Despacha-te a tirar a fotografia...
sexta-feira, 16 de setembro de 2005
Grécia 1
Andamos por aqui a ver os monumentos. São altos como tudo, foge. Pedra muita, mas monumentos dos que andam ainda não vimos grande coisa... só publicidade enganosa. Deuses gregos, nada! O que é nacional é boooooom!
quarta-feira, 14 de setembro de 2005
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
Um conto de fadas e um príncipe encantado
Se não podemos viver para sempre, quero abrigar-me nesse sorriso e na eternidade de um beijo teu morrer.
Realidade ou ficção?
Numa das minhas primeiras aulas de Espanhol, o professor pediu-nos para falarmos um pouco da nossa família, para que pudessemos usar o vocabulário aprendido. Nada de muito complicado, apenas graus de parentesco, nacionalidades. Com medo que alguém alegasse não ter família para não ter de se esforçar, disse-nos que podíamos inventar. Resolvi arriscar: uma série de primos brasileiros, uma cunhada chinesa e uma madrinha casada com um iraniano. Não me lembrei de mais nada. Até hoje o professor tem dúvidas se terei dito ou não a verdade.
sexta-feira, 9 de setembro de 2005
Hoje acordei com um sorriso
Nos minutos antes de abrir os olhos sonhei que me abraçavas e não havia nada mais à nossa volta: tu, eu e aquele conforto que só os teus braços me proporcionam. Ao acordar apercebi-me que não era sonho. Sempre que me envolves em ti, o tempo pára e o mundo desaparece, nada mais interessa, só aquele momento.
Hoje é dia de festa
Uma das nossas mais assíduas leitoras, que depois se tornou numa colega blogger, faz hoje aninhos e merece que festejemos o dia.
LúciaGrande, amiguinha, que tenhas um dia muuuuuuuiiiiito feliz, passado na companhia daqueles de quem mais gostas. (E já que posso reclamar - tenho que ter o proveito da fama de contestatária - quando é que vens ver os amigos? É que este verão nem o nariz se te viu cá pelos alentejos. E não foi à falta de recados deixados à vovó.)
quinta-feira, 8 de setembro de 2005
And now for something completely diferent
Peço permissão para vos apresentar um caso notável.
Em Portalegre, temos um jornal que nunca cessa de nos surpreender. Não vos vou comentar erros ortográficos ou de estrutura frásica, isso é habitual. Nem vou entrar pela falta de interesse que têm muitas das notícias, nada disso. O Fonte Nova é um dos poucos jornais (não quero dizer o único para não me chamarem exagerada) que vai de férias em Agosto e o regresso da edição online é feito com as notícias do fim do mês de Junho.
Devem ter aquela máxima: "se nós não publicámos, não é notícia".
Em Portalegre, temos um jornal que nunca cessa de nos surpreender. Não vos vou comentar erros ortográficos ou de estrutura frásica, isso é habitual. Nem vou entrar pela falta de interesse que têm muitas das notícias, nada disso. O Fonte Nova é um dos poucos jornais (não quero dizer o único para não me chamarem exagerada) que vai de férias em Agosto e o regresso da edição online é feito com as notícias do fim do mês de Junho.
Devem ter aquela máxima: "se nós não publicámos, não é notícia".
Há tanto tempo que não punha um teste
You're Juliette! You might look as if butter wouldn't melt in your mouth, but in fact you're brave, clever and resourceful. Friends know they can trust you with their most important secrets; enemies underestimate you at their peril.
Via Serendipity
terça-feira, 6 de setembro de 2005
Dicionário abstracto: desapaixonar-se
Mais difícil do que apaixonarmo-nos é desapaixonarmo-nos. Durante muito tempo ficamos adormecidos naquele sonho em que tudo é perfeito, em que ele é perfeito. Depois chega o desconforto. De repente, sentimos um abalo, começamos a acordar e percebemos que o sonho tem falhas, ele tem falhas. Não são apenas defeitos, porque esses conhecemo-los bem e gostamos deles como ninguém. São falhas de carácter. E se elas podiam ajudar-nos a desapaixonarmo-nos facilmente, não conseguimos. Porque é complicado admitir que queríamos a pessoa errada.
sábado, 3 de setembro de 2005
Parabéns!
Custa assistir impotente à tristeza daqueles de quem mais gostamos, principalmente no dia em que se deveria festejar um ano mais da sua presença nas nossas vidas.
Querida M., mereces toda a felicidade e carinho deste mundo, gostava tanto de poder estar mais perto para te fazer sorrir com as minhas palhaçadas.
Querida M., mereces toda a felicidade e carinho deste mundo, gostava tanto de poder estar mais perto para te fazer sorrir com as minhas palhaçadas.
quinta-feira, 1 de setembro de 2005
Coisas geracionais
Fui alertada noutro dia para a existência de um qualquer significado obscuro por detrás do meu hábito de retirar os rótulos das garrafas. Alguém me esclarece se há mesmo um significado veiculado nas gerações mais novas... porque a representantes da minha e de anteriores já perguntei e aparentemente todos desconhecem esta tão creativa interpretação.
Ahh para quem, como eu, não sabe nada desta história, parece que o simples gesto de arrancar um rótulo denota falta de actividade na zona do baixo ventre.
The Beach Grandaddies
Crato. 30/08/2005. 23h45m
Fui ver The Beach Boys, ia sem grandes espectativas, mas com muitíssima curiosidade.

Fui ver The Beach Boys, ia sem grandes espectativas, mas com muitíssima curiosidade.
Da formação inicial apenas se mantém Mike Love (o eterno vocalista), e Bruce Johnson que entrou numa segunda formação de 1965. Depois das mortes de Dennis Wilson - o verdadeiro surfista do grupo - e de Carl Wilson, os restantes membros acabaram por se separar. Se, para falar a verdade, há músicas que perderam o impacto, como Good Vibrations (porque há harmonias irrepetíveis), o espírito da banda continua lá. A boa disposição, a vontade de que o público dance, a necessidade de se divertirem para nos divertirem a nós, continuam intactas ao passar dos anos.
Mike Love continua o mesmo miúdo brincalhão e galanteador, que "dá tanga" às meninas desde a primeira fila até que a vista alcance. É como que um presidente daquela república, que apesar de já não contribuir quase nada para a performance musical, permanece como representante indiscutível de uma banda histórica. Só a entrada dele em palco, agarrado às costas, fazendo troça da idade que já tem, parece-me dizer tudo acerca do espírito jovem do homem que depois de 10 canções quase sem pausas, vai dançar com uma rapariga de 20 anos.
O outro elemento essencial da noite foi o público. Desde as típicas camisas havaianas, até àqueles que decidiram vestir-se como se fazia nos anos 50/60, passando pela inesperada prancha de surf que passeou por cima da cabeça de todos nós durante o concerto e onde alguns tentaram manobras mais arriscadas, houve de tudo. Mas principalmente houve alegria, boa disposição e muita dança. Espero que os Beach Boys da sua primeira visita a Portugal tenham levado a memória de um público rendido e feliz, que tão somente procurava desfrutar.
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