Os longos períodos de incerteza fuzilavam-lhe o ânimo, a vontade de lutar. Gratamente desertaria para ter paz, mas algo dentro dela a impelia a não baixar os braços. A imagem daquele sorriso, daquela doçura tamanha, reforçava a cada reencontro os sentimentos que escondia a custo.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Passagem
2008
Não se pode pedir mais do que uma noite na Rua de Baixo, mesmo ao lado da Rua da Outra Rua, de onde se pode ver a Travessa da Rua do Canto, todas encaixadas numa encosta da Serra de São Mamede.
A melhor companhia faz de uma noite normal a melhor noite, aqueles que mudaram a minha vida - há muito tempo ou recentemente - estavam (quase todos) presentes. Obrigada por uma entrada de ano cheia de gargalhadas, alegria e amizade.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
My guiltiest pleasure
Uma canção da Wanessa Camargo (cantora de que não gosto nada), por que me apaixonei numa tardia sátira brasileira aos spaguetti westerns.
Acho que me derrete por a ligar sempre à personagem do Bruno Garcia - Ben Silver, o cómico quase anti-herói que acabava sempre por salvar o dia (ou a noite).
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Hoje eu vou fugir para não me dar à vontade de ser tua
Só para não me ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã *
Só para não me ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã *
Substituir até à exaustão o "hoje" por "sempre"; esconder-me do medo de não saber o que farias em todos os amanhãs possíveis ou irreais; desconhecer que palavras se me escapariam em que momento; saber que flutuo ao teu primeiro olhar...
Temer os pretéritos (ainda que perfeitos), ambicionar futuros.
* Flutuo, Susana Félix
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
4th chance *
Nunca gostei do número 4 e, sinceramente, não me parece plausível.
* David Fonseca em repeat no pc, vício bom adquirido esta semana.
domingo, 23 de dezembro de 2007
Espírito pouco natalício
Fed up e outros phrasal verbs compostos pela mesma preposição e f no início.
Encadenada a ti
Foto da minha amiga Ati
Preciso das chaves para te poder deixar, é injusto que as escondas e assim me tenhas sempre à mão. Não me posso afastar se não me permites a liberdade.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
"Vive a assapar"
Assapar: v. int. e refl., pop.,
agachar-se (como um sapo);
alapar-se;
esconder-se;
desmoronar-se;
cair.
agachar-se (como um sapo);
alapar-se;
esconder-se;
desmoronar-se;
cair.
Surgiu a dúvida quanto ao significado, tirou-se, chegou-se à conclusão que o slogan não faz sentido: passar a vida a agachar-se não dá ideia de rapidez.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Retrato
Não sei se tenho talento, mas sei que tenho prazer em fazer o que faço. E sei que todas as gargalhadas, todas as aprendizagens, todos os meninos dão sentido aos meus dias. Perto deles sinto-me mais feliz.
(Esta sou eu aos olhos da minha aluna T. Muito exagerada no elogio das qualidades que ressalta em mim, mas ainda assim, um encanto de menina)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
A long way
Entrámos juntas na primária, de mão dada, porque já éramos amigas antes. Senti-me responsável, afinal era a mais velha. Foram 12 anos de aulas em comum, a estudar em conjunto, a partilhar o mundo. Não foi de estranhar, quando entradas na faculdade, ainda que em edifícios em lados opostos da mesma rua, nos sentíssemos a falta e nos procurássemos entre caras desconhecidas. Acho que poucos me conhecem tanto.
E hoje a minha menina é pequenina, e ainda que eu saiba que não me lê...
Parabéns V.!
Sentido de humor
Houve quem dissesse que era wicked, outra adjectiva-o de subversivo, já chegaram a denominá-lo de corrosivo. Eu simplesmente chamo-lhe meu.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Wanted
Triste, triste, é ter dois posts escritos há mais de quinze dias e não saber onde os guardei.
Variações em plágio menor
Com o maravilhoso mundo do PCs, os menos descarados podem sempre fazer: copy and paste it in a different place so that no one will notice.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
(...)
10 anos.
3652 dias (hoje já mais um).
É estranho que o passar aos dois dígitos não esteja a significar apenas mais um ano, mas muito mais.
E continuo a precisar de ti como sempre, a sentir-te a falta como no primeiro minuto em que soube que já não ias estar mais aqui. É como se os anos sem ti fossem uma vida diferente, distante, mas que ainda cá estava anteontem...
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Crime sem castigo
Uma assinatura de Luís Amado fará de mim uma fora-da-lei já no próximo ano. Que me atire a primeira pedra quem consiga olhar para ótimo sem ter arrepios.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Calendário Pessoal
Enrolada num cobertor, sorrio ao frio e penso em como gostaria poder ter estado aí contigo, partilhar esta data, o teu dia. Tentei ligar e não atendeste, não sei se por culpa da festa que ainda dura, se por já estares a dormir. Não insisti, sei o perigo que há em acordar-te.
Fico a dever-te uma celebração, dos teus e dos meus. Pensando bem, podiamos decidir uma data e festejar o dia das duas, já que parece que nunca coincidimos quando deve ser.
(Gostei de ver como a tua persuasão continua intacta, até o São Pedro sucumbe aos teus encantos. Tens que me ensinar!)
domingo, 18 de novembro de 2007
A arrumar o quarto...
... encontrei um texto que, há 10 anos, saiu num jornal local. Foi escrito pela minha professora de Português, essa mulher admirável que, cheia de bondade, partilhava connosco semana trás semana a beleza das palavras, a melodia das metáforas, o sonho escondido em cada página dos clássicos que estudávamos. Ofereceu-nos no fim do ano lectivo este texto.
Folgas, Cavaleira e Companhia
Homenagem aos alunos de Português A, 12º ano, da Escola Secundária Mouzinho da Silveira
Folgas e Cavaleira são nomes reveladores de uma ironia terna, de acordo com a alegre autenticidade dos nomeados e a capacidade de amar de quem nomeia.
O mesmo acontece com a Companhia em que a Escritora, D.Duarte, a Gloriosa Admiradora de Florbela Espanca, o Poeta Vítor, a humaníssima Alexandra e todos os outros, percorreram comigo alguns anos da minha vida, fazendo-me acreditar outra vez, como dantes, que todo o tempo é o nosso tempo.
Ó Gabinete Ousada! - saudava-os eu quando cumpríamos "o serviço militar obrigatório" da Epopeia. E eles sorriam à porta de mochilas aos ombros, calmos e felizes, como quem entra no barco para mais uma viagem.
E assim andámos por esse "mar de longo" da Literatura, ao sabor das noites românticas, laivadas de pios de mochos, em cenários apocalípticos, pelas histórias da Guerra Civil...
Vivemos a perdição amorosa de Camilo e penetrámos em interiores requintados com estofos preciosos, estatuetas e jarrões de preço em que as flores elitistas se esfolhavam...
Bebemos ainda das filosofias poéticas, da ondulação pessoana, da sibilina voz dos escritores do século XX.
E assim ultrapassámos o "fingimento" e nadámos na verdade literária, em diversas direcções para delinearmos um rumo que nos aproximasse da VERDADE.
Para lá da porta da sala ficavam as guitarras, a voz da Marisa, os devaneios, as histórias do Sérgio, a "arte de bem cavalgar toda a sela" da Paula, as virtuosidades do violoncelo do Nuno, as espevitadas sentenças da Aida, o extraordinário equilíbrio do Duarte, as incursões filosóficas da Marisa Glória...
"Artistas da minha vida", sem dúvida, todos eles, mesmo os que preferiam ouvir, me gritam com o seu sorriso de regato vivo e a sua confiança que devo estar, no sentido etimológico - de pé, apesar das engrenagens que teimam em desvirtuar o primitivo e profundo sentido do velho EDUCO.
Julho 1997
Maria Guadalupe
Nota: EDUCO - verbo latino, significa tirar de dentro.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Psicologia Invertida
Foto daqui
Stay awake, don't rest your head
Don't lie down upon your bed
While the moon drifts in the skies
Stay awake, don't close your eyes
Though the world is fast asleep
Though your pillow's soft and deep
You're not sleepy as you seem
Stay awake, don't nod and dream
Stay awake, don't nod and dream
(Mary Poppins)
domingo, 11 de novembro de 2007
Misapprehension
Dizes-me tu, mafaldinha, que estou enganada. Alegadamente, quase não tenho características aquarianas e por isso o meu signo deve ser outro, independentemente do dia em que nasci. Com o risco de que esta personalidade, construída ao longo de quase trinta anos, se desmorone sem os traços distintivos usurpados aos verdadeiros aquarianos, ou me arranjas um signo novo ou vais ter de me deixar viver na ilusão de que realmente pertenço ao melhor signo do zodíaco.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Juizos errados
Pareceremos tão vulneráveis que aquilo que nos digam possa influenciar, determinantemente, as nossas decisões?
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Até...
Antecipavam separados cada minuto daquela noite. O convite partiu quando já nenhum acreditava que fosse chegar.
Viram-se de novo. Tocaram-se uma vez mais. Juntos eram crianças inexperientes, sem noção do que fazer.
Adiaram outra vez o desejo, voltaram a pôr reticências onde nem uma virgula teria lugar.
domingo, 4 de novembro de 2007
Once upon a dream
És a catástrofe natural que faz uma revolução na minha pele, na minha vida. Quando penso que estou em paz, chegas e tiras tudo do lugar. Não sei se agradecer o sonho, o abraço, a alegria, ou temer a incerteza que não deixas de ser.
Pa ti no estoy *
Não me apetece. Não tenho vontade. Os teus dramas existenciais já tomaram demasiado tempo dos meus dias. Custa-me ver como uma quebra minha (por pequena que seja) não tem importância frente a tudo o que te assola com frequência. Pois é, tive uma overdose de ti, agora preciso do meu espaço, do meu descanso, para poder recuperar o equilíbrio. Provavelmente nem vai demorar muito... mas, até acabar o meu momento de egoismo, vais ter que te habituar.
* Rosana Arbelo
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Recordar e partilhar (Clã no CAEP)
A qualidade não é muito boa (telemóvel), mas ainda assim vale a pena deixar o registo de um concerto inesquecível. Especialmente para a T. e a M., senti-me com 10 anos menos na vossa companhia.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
!
Toda a gente detesta mentiras. No meu caso não é a mentira em concreto, é descobrir que me mentiram.
Quando se decide enveredar por esse caminho, pelo menos que se seja consequente com o que se vai fazer, que se encubra devidamente, que não se deixem pistas. Uma mentira mal "tapada" é uma ofensa muito maior.
Há que contar com a inteligência do outro, há que obrigá-lo a esforçar-se para descobrir a trapaça. Se tropeçamos com uma mentira sentimos que nos fizeram de parvos, e ninguém gosta de se sentir assim.
domingo, 21 de outubro de 2007
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
(In)Visível
Agora passo todos os dias pelo mesmo sítio à espera de te encontrar. Sei que não te vou ver (não podes estar em dois lugares ao mesmo tempo), mas a cada passagem revisto aquele espaço com a rapidez que os meus olhos permitem, como se te tivesse perdido ali. Mesmo sabendo que não estás continuo a passar por lá, continuo a procurar-te, à espera que o tempo me surpreenda e te encaminhe para mim.
Agora passo os dias a reparar nas coisas insignificantes, como se antes elas fossem invisíveis e ocupassem hoje todo o espaço onde não estás. É a dimensão das coisas minúsculas que se agigantam na tua ausência que me faz esperar por ti, para que voltes a ocupar o teu lugar e o resto deixe de existir novamente.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Bad mood
Estou farta de pessoas que pensam que podem dizer tudo aos outros a brincar mas que não aceitam que sobre elas se faça o mesmo tipo de comentários.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Those were the days...
Os dias em que o sol brilha de madrugada porque estás perto. Os dias em que deixo o mundo para trás só porque deste notícias. Os dias em que a saia se encurta na esperança de que apareças. Os dias em que a imaginação faz cenários (positivos e negativos) pela não concretização.
Hoje sinto-te aqui, não sei se na minha cabeça se em realidade - há muito que a fronteira deixou de ser clara, quando és tu quem está em causa -, mas a tua proximidade faz-me sorrir.
sábado, 13 de outubro de 2007
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Brio
Não sei jogar. Não sei antecipar a próxima jogada do meu adversário, nem consigo imaginar formas de o tramar antes que ele tenha oportunidade de me eliminar. Não sei contornar as regras. Não me interessa jogar sujo. Só sei lançar o dado e avançar uma casa de cada vez, como ele manda, e esperar chegar ao fim com todo o mérito.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Como sempre, o Bruno conseguiu dizer exactamente aquilo que eu senti ao ver a notícia no Telejornal, e ainda não tinha conseguido pôr em palavras.
Marion Jones
Devolvidas as medalhas, assumida a culpa, choradas as lágrimas de vergonha, só me resta uma pergunta: Agora o que é que fazemos com a desilusão?
A culpa foi da explosão
Tinham começado o que não chegou a ser nada, já que algumas pedras soltas rolaram para o caminho e os obrigaram a largar as mãos que iam, gradualmente, apertando com mais força. Separaram-se abruptamente, com razões pouco consistentes e um sem-fim de malentendidos.
Até que a missão o chamou para longe, algum tempo... Ela preferia não pensar, e ia vivendo numa realidade sem ele, assim sentia-se tranquila. Foi então que tudo aconteceu, uma mina terrestre no sítio errado e o passado voltou a ser presente. Com a força bruta de uma catástrofe natural.
Agora vão-se reaproximando, a medo, sem saber se os volta a juntar o mesmo sentimento, ou outro ainda maior. O que sabem é que se fazem bem, e que se a vida lhes deu uma nova oportunidade devem agarrar-se a ela.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Imprevistos
Separava-os uma vida e muitos anos, e também uma relação guardada no fundo de uma gaveta que preferiam não abrir. Evitavam-se frequentemente, condicionando, assim, as suas próprias vidas, sem serem capazes de entender que ainda que longe da vista, uma ausência provocada só os juntava um pouco mais. Não se verem era a opção menos dolorosa, não queriam "recair" em erros passados...
Quando deixaram de se preocupar com a presença do outro, assim que a segurança se instalou e deixaram de se precaver, viram-se confinados ao mesmo espaço. Sair não era opção, todos os que os rodeavam sopunham que se haviam superado. O que fazer?
Ao fim de vários minutos de incomodidade, ela encheu o peito de ar, atravessou a sala, tocou-lhe ao de leve no ombro (sempre tinha sido a mais corajosa dos dois):
- Olá. Como estás?
E nunca ninguém soube como lhe tremiam as pernas, como se sentia a suar frio, como um só sopro a teria derrubado.
Hoy
Quien nos diría, hace 5 años, que una conversación sin más llevaría a una amistad tan bonita, tan grande, tan perfecta? Me alegro que podamos celebrar este día y todos los demás 9 de octubre que nos esperan. Porque eres importante para mi, porque he crecido contigo, porque me apetece dedicarte un post. Gracias por tanto! Gracias por todo!
domingo, 7 de outubro de 2007
Próximo passo
Desconhecer, ignorar, estranhar, mentir, esconder, encobrir, condenar, repreender, fingir, censurar, esquecer, falhar.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Série "Os meus miúdos são piores que os teus!"
Exercício sobre países e nacionalidades em inglês.
- Qual é a terra do bacalhau?
- É a Terra Nostra!
- Qual é a terra do bacalhau?
- É a Terra Nostra!
domingo, 23 de setembro de 2007
Agora já não
Ontem davas-me jeito, precisava de ti, fazias parte de um dos meus grandes planos. Mas não cumpriste a missão que te atribuí sem te pedir opinião e sem te informar. Agora já não fazes falta, já não te quero no meu "mundo"; porque não, porque não me apetece, porque não serves... ainda se tivesses namorado, talvez te pudesse inserir no grupo.
sábado, 15 de setembro de 2007
Encruzilhada
Jardim Tropical - Lisboa
Não sei em que extremo estamos. Se cada um no seu canto, prestes a percorrer os atalhos que nos juntarão no fim; se lado a lado, a preparar-nos para a separação definitiva.
"Às vezes o amor..."
- Posso perguntar-te uma coisa?
- Claro que sim.
- Tiveste saudades minhas?
- Enquanto estiveste fora do país?
- Também. Mas estava dizer ao longo de todo o tempo em que não nos vimos. Tiveste saudades?
- Que perguntas mais tontas que tu fazes.
- E tu que nunca respondes.
- É que não tem lógica que me perguntes isso.
- Diz-me sim ou não, não é assim tão difícil.
- Sim, tive saudades tuas.
(silêncio incómodo)
- Não queria ser chato, mas entende que precisava de saber.
- Eu entendo.
- Eu também senti muito a tua falta. Como é que nos enganámos tanto?
- Devemos ser parvos, os dois. (Piscou-lhe o olho.)
- Sim, muito provavelmente é isso. Mas eu sou mais, ouviste?
- 'Tá bem, nisso deixo-te ganhar.
- Claro que sim.
- Tiveste saudades minhas?
- Enquanto estiveste fora do país?
- Também. Mas estava dizer ao longo de todo o tempo em que não nos vimos. Tiveste saudades?
- Que perguntas mais tontas que tu fazes.
- E tu que nunca respondes.
- É que não tem lógica que me perguntes isso.
- Diz-me sim ou não, não é assim tão difícil.
- Sim, tive saudades tuas.
(silêncio incómodo)
- Não queria ser chato, mas entende que precisava de saber.
- Eu entendo.
- Eu também senti muito a tua falta. Como é que nos enganámos tanto?
- Devemos ser parvos, os dois. (Piscou-lhe o olho.)
- Sim, muito provavelmente é isso. Mas eu sou mais, ouviste?
- 'Tá bem, nisso deixo-te ganhar.
CAEP até ao fim do ano
4 de Outubro - Clã
26 de Outubro - Mundo Cão
24 de Novembro - David Fonseca
Mal posso esperar! ; )
26 de Outubro - Mundo Cão
24 de Novembro - David Fonseca
Mal posso esperar! ; )
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Revisitação
Há uns dias recordei uma conversa de há dez anos; ontem um post fez-me voltar a pensar nela.
À porta do bloco F, na velhinha Escola Secundária Mouzinho da Silveira (o Liceu, para quase todos) seis alunos do 12º ano, ainda cheios de esperanças e de medos, discutiam o futuro. O fim do ano lectivo ia trazer-lhes uma mudança de vida radical, sair da escola e da terra que os viu crescer, deixar a protecção dos pais, ser adultos.
Três deles afirmavam que o adeus seria um até breve, que queriam voltar àquela cidade "cercada/ De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros", queriam ajudar a que se desenvolvesse, a que pudesse ter mais oportunidades para outros (aquelas que eles não iam ter); os outros três, pelo contrário, queriam deixar o passado para trás, partir para sempre. Só dois se mantiveram fiéis aos seus propósitos, apenas um voltou para "casa".
Dez anos depois, o que diriamos acerca dos nossos futuros se nos reencontrássemos?
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Problema de expressão
- Onde está o meu postal?
- Aí em cima.
- Em cima do quê?
- Do coiso.
- Onde?
- Na cozinha.
- Na cozinha onde?
- Já te disse, aí em cima do coiso.
- Aí em cima.
- Em cima do quê?
- Do coiso.
- Onde?
- Na cozinha.
- Na cozinha onde?
- Já te disse, aí em cima do coiso.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Figuras de...
Nunca sei quem és. Revelas partes de ti a cada encontro, mas elas não encaixam para formar o teu todo. Acredito no sentido de humor ou no sabor amargo que, inevitavelmente, deixas? Na doçura ou na frieza? Nas atenções ou no desprendimento?
Crio hipérboles dos teus actos e eufemizo-te os erros culpando-me a mim. Não sei quanto tempo mais aguentarei viver com uma sinédoque.
domingo, 2 de setembro de 2007
The end of the affair
Primeiro dia:
Eu - You're a gentleman.
Ele - Do you think so?
Eu - I know so.
Ele - (sorriso maroto)
Segundo, terceiro, quarto dias:
(silêncio)
Último dia:
Eu - Do you want me to send you the photo?
Ele - No, that's ok, I have too many photos.
Eu - Ok.
Ele - But do you want my address?
Eu - No.
Ele - (olhar confuso)
Eu - You're not a nice person. In fact, you're really unpleasent.
Ele - I'm not talking to you anymore.
Eu - You're a gentleman.
Ele - Do you think so?
Eu - I know so.
Ele - (sorriso maroto)
Segundo, terceiro, quarto dias:
(silêncio)
Último dia:
Eu - Do you want me to send you the photo?
Ele - No, that's ok, I have too many photos.
Eu - Ok.
Ele - But do you want my address?
Eu - No.
Ele - (olhar confuso)
Eu - You're not a nice person. In fact, you're really unpleasent.
Ele - I'm not talking to you anymore.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Confirma-se
imagem daqui
Continuarei a ser a única portuguesa que ainda não viu os senhores comendadores ao vivo.
The pissing boy
Voltámos. Bruxelas é feia e pouco evoluída. Mas não se pode esperar muito de uma cidade que tem como símbolo um menino a fazer xixi. O Manneken Pis não passa de um nenuco no canto de um prédio. Os belgas comem mal e bebem pior ainda, valha-nos os gaufres, os chocolates (roubados) e os mexilhões (e a coca-cola). O Ommegang é engraçado mas teria tido muito mais graça se o menino das andas de cinco metros tivesse caído. As nossas Super-Bitches revelaram-se ao longo da semana Super-Sweeties. Ainda tentámos enforcar "Mámãe", mas o carinho da mafaldinha pelo filhinho (tão lindo) salvou-a em todas as tentativas. A não esquecer: o insulto mais carinhoso da semana ('paneleiro), enjoy the building não é coisa que se deseje a ninguém e fazer sentinela à porta da casa-de-banho pode provocar as maiores gargalhadas. E o adeus que pensámos definitivo ficou por dizer.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Imagem daqui
Nos próximos dias estaremos por aqui. Mergulhadas em gaufres e chocolate belga. Satisfazendo vícios. Matando saudades dos nossos israelitas favoritos.Vícios
Quando descobrimos uma coisa que nos faz sentir bem aprendemos estupidamente a viver dependentes dela. Durante algum tempo enganamo-nos, achamos que tudo não passa de um capricho, uma vontade perfeitamente controlável e não vemos o óbvio. Quando por fim reconhecemos o vício, ele já faz parte de quem somos e, como tal, é impossível deixarmos para trás um bocado de nós. Devia, por isso, ter percebido que acabaria por me viciar em ti. E que ninguém conseguiria arrancar-me o (teu) sorriso.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Epifania criativa
Não se sabe se foi a febre, a enxaqueca ou os medicamentos para elas; o que sim se descobriu é que em 3/4 horas a inspiração chegou e tomou conta. Deu-se à luz um pequeno conto, para entreter as ávidas leitoras fiéis, e tem-se fé nas gargalhadas que se espera poder arrancar.
Foi única a experiência das palavras que jorram dos dedos, sem freio, fazendo de nós o instrumento que necessitam para ganhar vida.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Nem ai, nem ui
foto daqui
Depois de um ano de utilização já posso afirmar: Estes publicitários são mesmo uns exagerados.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Forever Best Friends
Surpreendente como numa conversa fortuita e inesperada descobri que tens e te queixas do mesmo destino que eu. E ainda assim não nos conseguimos entender.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Refúgio
O óbvio (2)
A meio do filme.
- Jessie, tenho sede.
- Vou lá fora comprar uma garrafa de água.
- Não, não podes sair a meio do filme. Tens de esperar pelo intervalo.
Finalmente tenho alguém que sabe tomar conta de mim.
- Jessie, tenho sede.
- Vou lá fora comprar uma garrafa de água.
- Não, não podes sair a meio do filme. Tens de esperar pelo intervalo.
Finalmente tenho alguém que sabe tomar conta de mim.
O óbvio (1)
Primeira ida ao cinema com a tia. Fila da bilheteira. Algumas pessoas almoçam numa conhecida cadeia de fast food ali ao lado.
- Jessie, o que é que aquelas pessoas estão ali a fazer?
- Então não vês? Estão a almoçar.
- Ah, não têm comida em casa.
- Jessie, o que é que aquelas pessoas estão ali a fazer?
- Então não vês? Estão a almoçar.
- Ah, não têm comida em casa.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
A Estrada
Um condutor pouco cuidadoso, que salta semáforos vermelhos, que não cumpre as regras básicas de convivência social sobre o alcatrão, atira para o coma meninos de 15 anos com uma vida pela frente. E ainda há quem acredite no ser humano.
Tenho problemas com a minha antena
Tive a certeza quando uma canção da "mãe do rock português" me soou a Buraka Som Sistema.
terça-feira, 31 de julho de 2007
quinta-feira, 19 de julho de 2007
segunda-feira, 16 de julho de 2007
A maldição do sr. arquitecto
Desconhecia que os famosos vídeos que mostram as loucuras do sr. arquitecto nos anos 80 estavam amaldiçoados. Fosse porque alguns pensaram em comercializar a relíquia, ou porque constantemente descíamos o sr. arquitecto à divisão dos engenheiros, a verdade é que depois de longos minutos discutindo a qualidade das imagens e a beleza dos diálogos, algumas pessoas do grupo começaram a sentir-se mal. Primeiro um, depois outra, também a mafaldinha e até mesmo eu, que nunca vi os ditos filmes. Poderosa, a maldição. Ou isso ou a coca-cola na discoteca não era coca-cola.
O mundo voltou a fazer sentido
O meu computador ressuscitou (o milagre agradeço-o aos senhores da Toshiba). Recuperando o tempo perdido fora do mundo, agradecemos a nomeação da Sophia, que honra imaginar-nos uma maravilha para alguém (ainda que posteriormente esta escolha venha a ser paga em brigadeiros). E respondendo ao teu desafio da página 161 (para os destraídos como eu, é preciso pegar no livro mais próximo, abri-lo na página 161 e procurar a 5ª frase completa), peguei sem pensar num dos meus livros preferidos (não fiz batota, ele estava mesmo ali ao lado, na estante da cama). Contei as frases, reli para ver se não estaria enganada e, curiosamente, a Jess (personagem preferida, confesso) diz:
This is I; this is my voice, this is my body, this is my life.* Não sei se a intenção era mostrar que estas frases se nos podem aplicar, de qualquer forma, acho que aleatoriamente, nenhuma outra se adequaria melhor. *A Long Way Down, Nick Hornby
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Descerrar a lápide
Até faria o sacrifício de estar presente na inauguração - eu que nem gosto de festas - se pedisses com jeitinho. Agora vais ter que me voltar a convencer.
"It was nice bumping into you again, for the first time" *
Durante anos desenhei-te os olhos. Quando, por fim, te conheci até com a localização dos sinais tinha acertado... tantas vezes.
* Chapter Two, Neil Simon
Concorrência
Assustas-me; mais o que representas do que tu propriamente. Mas pela primeira vez o meu medo tem rival. Parece que o meu cadastro como fugitiva tem por fim quem o supere.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Uma ilha
O ano acabou finalmente. Despedi-me das minhas 120 pestinhas com lágrimas escondidas de saudades antecipadas e alívio. No último mês a cabeça já não acompanhava o corpo e por muito que este ainda tivesse toda a energia que precisamos quando estamos com crianças, o cérebro preguiçoso dizia que não. Antes que ele entre em curto-circuito, vou procurar por aí uma ilha deserta onde me possa tornar invisível. Como acabei de gastar as últimas duas horas de bateria do computador, só preciso de um livro e do meu ipod. E se daqui a uma semana tu ou outra pessoa qualquer quiser aparecer na minha ilha, podemos ficar invisíveis por mais uns dias e voltar para casa quando nos vierem buscar.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Split second
Coisa estranha, a coragem. Num segundo somos capazes de tudo, de mostrar o que pensamos, gritar o que sentimos, ser o centro das atenções, dizer que não queremos, assumir que gostamos, expor-nos, não ter vergonha, correr o risco, não ter medo de ouvir não. E no segundo seguinte ela desapareceu.
domingo, 17 de junho de 2007
Engano profissional
Foto daqui
O que eu devia ter sido era realizadora de cinema, com a quantidade de filmes que acabo sempre por fazer.
terça-feira, 12 de junho de 2007
"No te encuentro en mis sueños de noche" *
Levei tanto tempo a esforçar-me por te esquecer e quando menos esperava noto que passaste. É tão doloroso assumir que me falta o teu pedaço, como foi - à época - admitir que fazias parte de mim. Procuro-te em todos os recantos e não estás; preciso de ti aqui, se não em corpo pelo menos em memória para me ajudares a não cair em erros fáceis.
E, apesar de tudo és coerente (até em mim) - sempre que te necessitei, nunca te consegui encontrar.
* Donde Estés, Chenoa
segunda-feira, 11 de junho de 2007
(Maus) hábitos
Sei que não me queres magoar com os teus comentários, tens medo de exercer influências, de te exceder e com o teu excesso dar-me esperanças vãs. Escolhi-te para amiga (porque os amigos se escolhem) por te pareceres comigo e pela sinceridade que te caracteriza. Não te preocupes com as minhas escolhas, não sou fácil de guiar por outros - a casmurrice não o permite -, o que não quero é ter mais segredos para ti, não estou habituada a tê-los.
terça-feira, 5 de junho de 2007
Salsa, tu já mereces um post
Tanto que falam do Marlon, eu cá por mim volto a ver Os Azeitonas pelo Salsa.
Esta canção é dedicada à ruiva cá do blog, porque é sobre nós (ainda que não nos mencione directamente), e porque é das poucas que ainda acredita que o príncipe encantado volta sempre para nós, qual tesouro no fim do arco-íris.
Finalmente
Parada, olhava para a estante prometida. Sentiu umas mãos nos ombros que pouco a pouco desciam pelas costas para lhe repousar na curva da cintura. Sabia que queria que assim fosse. Ao ouvido, um sussurro:
- Já chega.
- De quê?
- De olhar para aí. Está na hora do nosso filme.
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Da próxima vez
Não vás sem deixar destino ou direcção, se houver próxima vez não esqueças leva contigo recordação e um beijo pendurado ao peito do teu coração*.
Se nos desfizermos em sorrisos quando nos virmos, seremos capazes de voltar a pôr de pé todos os bocadinhos de nós para podermos matar saudades todas as próximas vezes?
* Luís Represas
Quente e frio
Querer olhar para ele e ter receio de que os meus olhos me denunciem. Querer falar com ele e engasgar-me entre parvoíces. Querer tocar-lhe e fugir com medo de me viciar na sua pele. Querer perder-me nas horas junto dele e vir embora no final da semana com a sensação de que um sorriso de alguns segundos nos pode prender por uma eternidade.
Orgulho
Estar na rua, ouvir alguém gritar Professora, virar-me e ver um rosto familiar a dizer-me adeus entre sorrisos.
terça-feira, 29 de maio de 2007
Primaveril
O sol dá-me a luz que te não vejo na voz, os dias aquecem-me e a distância aperta quando a noite ainda exige abrigo; mas não há como as tuas palavras para me acariciar a pele - na impossibilidade de te sentir o toque.
Programa de Fomento à Leitura
Se tu lês, eles lêem!
Não sei se o slogan funciona ou não (às vezes duvido da eficácia da publicidade), sei que as histórias que me leram em pequena ajudaram muito no meu "vício" pelos livros, esses objectos-tesouro que eu cuidava com esmero e que eram os melhores presentes que me podiam oferecer em qualquer altura.
Gosto deste anúncio pela simplicidade com que diz aquilo que todos sabemos e tantos fingem não atingir.
* Só me chateia o facto de pai e filha dobrarem o canto da página, mas isso não é mais do que um detalhe típico de uma apaixonada. Sempre se pode fazer o que eu sempre faço quando empresto um livro, fornecer também um marcador.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Concerto Diferente
CAEP, 30/05/2007, 21h30m
Quarteto em Mim
Os Azeitonas
Porque a CERCI merece que lhe celebremos o aniversário.
A ternura
Sempre me surpreenderá a beleza que pode sair de umas mãos. Aquelas que a ínumeros deram mundo, aquelas que tantos viram no momento inicial, ocupam-se assim em horas de lazer. Mais milagres de delicadeza e doçura de umas mãos que não negam o hábito sagrado que têm.
Shattered dreams
Zurique, Viena, Paris, Estocolmo, Dublin, Londres.
Qualquer destino seria apetecível para a ver ao vivo, por primeira... por única vez.
Alguns sonhos existem para não se cumprir.
domingo, 27 de maio de 2007
Maybe next time
Não há do que ter saudades e no entanto, sinto a tua falta como se sempre me tivesses pertencido. Pertence-me apenas a fantasia de ti e o sorriso que me deixaste.
sábado, 26 de maio de 2007
Maldito Morfeu
Quando achei que me tinha centrado, quando consegui (por fim) racionalizar, quando recuperei o meu espaço, chegaste-me nos sonhos e não me permites a tranquilidade.
Diz que foi uma espécie de dia de aniversário
No dia 23 parece que aqui a casinha fez 3 anos. A preguiça, o cansaço e as brigas titânicas da ruiva com um certo transformador não nos permitiram assinalar a data atempadamente, aqui fica.
Parabéns para nós! (Nunca sonhámos chegar aqui, obrigada a todos os que nos visitam. O orgulho é muitíssimo!)
Parabéns para nós! (Nunca sonhámos chegar aqui, obrigada a todos os que nos visitam. O orgulho é muitíssimo!)
terça-feira, 22 de maio de 2007
Turbilhão
Ficámos entre declarações de amor, provocações mútuas sussurradas ao ouvido e pedidos ousados. A promessa de um beijo segue no próximo e-mail.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Questiúnculas pronominais
Como é que se chega até aqui?
Relembro os tempos em que fomos inseparáveis, em que não podiamos estar sem falar e sem nos ver. Época em que as confidências iam até altas horas, e em que a coisa mais fútil, mais tonta, tinha toda a graça do mundo. Quando nos contávamos tudo, apenas porque só assim fazia sentido; quando ultrapássavamos boatos com uma gargalhada.
Agora tudo mudou, sei as causas, confesso que não estava preparada para as consequências, mas não há volta atrás. Lamento que assim seja, que já não sintas a minha falta. Tenho pena que já não precises de mim, na mesma medida em que eu continuo a necessitar-te.
Não me resta mais do que recordar os anos em que tive a audácia de te chamar meu.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Choque de realidade
Se nos deixamos encantar por um sonho e acordamos com repetidas pauladas na cabeça; será difícil entender que nada nos pode magoar mais do que esse despertar?
terça-feira, 15 de maio de 2007
Deve ser da Primavera
Tenho saudades da alegria sem motivo e do sorriso tonto colado nos lábios. De rir e dizer parvoíces para fazer alguém rir. De ocupar a mente entre preocupações com fantasias divertidas. Escolho um alvo. Já está. Agora é só fingir que estou apaixonada.
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