Não suporto mentiras. Mas quando elas ultrapassam os limites do razoável e os universos paralelos criados se tornam na vida do mentiroso, às vezes dá vontade de rir a forma como ele acredita no que diz e o seu empenho em fazer-nos acreditar também.
quarta-feira, 6 de julho de 2005
terça-feira, 5 de julho de 2005
Indefinição
Não sei de mim. Perdi-me dentro de um qualquer dicionário abstracto e já não sei em que definição me hei-de encontrar.
Quem tudo quer...
A SIC generalista decidiu transmitir na quinta-feira passada dois episódios da primeira série do Gato Fedorento, ainda que o grupo de humoristas várias vezes tenha referido em entrevistas preferir que o programa não saísse do âmbito da SIC Radical. Aparentemente o canal podia fazê-lo por ter os direitos sobre a série, mas os "gatinhos" não acharam piada à retirada de tapete por parte da estação.
Abraçar um fenómeno para depois tentar tirar dele dividendos à revelia dos autores pode levar (e neste caso parece levar mesmo) a perder a crista da onda. Lamentamos que a direcção da SIC não tenha feito a devida terapia e desconheça a existência deste elemento na anatomia do ser humano.
Gostos
Diz a Jess que conhece uma moça cuja paixão por músculos é tal, que até deve achar o Sr. Senador um "cota jeitoso".
domingo, 3 de julho de 2005
Compreender
Os cantores-intérpretes, ou seja aqueles que não compõem as próprias canções, devem ter um trabalho extra que é estudar a fundo o que diz a letra que lhes foi entregue, para depois poder expressar um sentimento, que podem ou não ter passado.
Quando se canta uma canção de um autor como Carlos Paião, este trabalho é redobrado, porque as composições aparentemente simples, têm poemas rendilhados de trocadilhos e jogos de palavras o que às vezes torna a compreensão complicada.
Caras Non Stop, o que não se pode perdoar é que cantem em playback, uma letra que diz assim:
Podes não saber cantar,
Nem sequer assobiar,
Com certeza que não vais desafinar [...]
[...]Põe o microfone à frente,
Muito disfarçadamente,
Vai sorrindo, que é p'rá gente
Lá presente
Lá presente
Não notar!... [...]
Esta deve ser a única canção do mundo que não pode, nunca, ser cantada sem ser em directo. O programa não vos permitiu fazê-lo? Escolhessem outra canção, devem ter mais. O grave é, ao dizer as palavras, não entender a ironia que está ímplicita.
sábado, 2 de julho de 2005
Ai, ai, ai, Luís...
... será que te enganaste nos candidatos?
Sondagem dá vitória de Isaltino em Oeiras.
Sondagem dá vitória esmagadora de Valentim em Gondomar.
Sondagem dá vitória de Isaltino em Oeiras.
Sondagem dá vitória esmagadora de Valentim em Gondomar.
Hã? Disseram "Socialismo"?
Não sei em que país vivo, no dia em que ouço que um governo socialista pensa cortar a remuneração aos professores estagiários. Trabalho grátis para o estado um ano inteiro é sempre uma forma interessante de poupar e "cortar" a profissionalização de docentes.
Não seria mais inteligente fechar vagas nos cursos de ensino?
Adenda
Devo admitir o desconhecimento de toda a informação aquando da produção deste post. Mea culpa, mea culpa.
Afinal os estagiários não vão trabalhar sem receber, vão fazer estágios de observação, sem aulas práticas. Assim não é necessária a remuneração e estas aulas não contam como tempo de serviço. Claro, isso muda tudo. Aprender a leccionar sem cometer erros por impossibilidade de ter parte activa e poupar dinheiro ao estado. É a chamada fórmula "muitos em um" e deixa-nos muito mais tranquilos. Continuo, no entanto, a achar que a conclusão se aplica, seja qual for o caso.
sexta-feira, 1 de julho de 2005
quinta-feira, 30 de junho de 2005
Longa se torna a espera
Posso esperar que me passe a preguiça, que me chegue a vontade, que ganhe coragem. Depois é só ter força para lutar contra mim.
Alguém tem a morada dos VEMFA*?
- Olhe, ó fáxavor, era só para fazer uma desintoxicaçãozinha de médicos de ficção, se não se importa...
* Viciados Em Médicos de Ficção Anónimos
* Viciados Em Médicos de Ficção Anónimos
quarta-feira, 29 de junho de 2005
terça-feira, 28 de junho de 2005
Paula Teixeira (24.06.05)
No ano lectivo de 2001/2002 frequentei um curso de Língua Gestual Portuguesa, ensinamento que sempre tinha querido experienciar. Tudo o que possa dizer acerca desta abertura de mente, destes momentos únicos, desta aprendizagem tão especial será pouco. Mas a Língua Gestual não é como andar de bicicleta, quando não se pratica vai-se esquecendo. Os gestos tornam-se menos mecanizados e o esforço para recuperar é tremendo. Continuo a recorrer ao meu Gestuário, só que é mesmo difícil manter estes conhecimentos vivos quando não temos com quem os partilhar.
A Paula Teixeira é a única cantora portuguesa que se preocupa em levar música até mesmo àqueles que não a podem escutar. Sexta-feira passada, e graças a um amigo recente, fui a Alverca assistir a um concerto da Paula. Para além de gostar da música dela e de ter ficado muito impressionada com a garra que tem em palco, o que mais me comove nesta cantora é a sua preocupação em chegar a todos (até àqueles que por impossibilidades óbvias nunca comprarão um disco seu).
Vale a pena ver a Paula em palco e sentirmo-nos um bocadinho frágeis com aquele "mal-me-quer, bem-me-quer".
Obrigada pela experiência, G.
domingo, 26 de junho de 2005
Beijo na Boca (22.06.2005)
Sim, é uma peça para adolescentes.
Pode não ter a história mais original, nem a qualidade de texto de um Tolstoi ou de um Wilde (também ninguém esperava tanto), mas não havia pessoa no Coliseu que não risse a bom rir. Conta a história de um grupo de rapazes e raparigas sujeitos a uma proibição ridícula que passa a ser o assunto central em aulas e recreios. Conta também como há sonhos que são desilusões e como o que mais ambicionamos pode estar ao nosso lado, sem que o notemos.
Todas as meninas se descabelavam cada vez que o Guilherme Berenguer pisava o palco, no entanto as interpretações que eu gostava de salientar são as de Paulo Nigro, Fernanda Nobre, Gisele Frade (de quem eu nunca gostei particularmente, mas a quem tive que me render) e do maravilhoso Miguel Thiré (será que o talento é genético?).
Quanto vale uma boa gargalhada despreocupada e descomprometida?
sexta-feira, 24 de junho de 2005
Publicidade
Esta manhã, a sobrinha da Jess mostrou-me um novo meio de transporte: o bació-móvel. É só vantagens: percorre quilómetros numa sala, é amigo do ambiente, cria músculos nas pernas e é refirmante para os glúteos.

Faça o seu pedido para: tita@bochechafofa.com
Faça o seu pedido para: tita@bochechafofa.com
quarta-feira, 22 de junho de 2005
terça-feira, 21 de junho de 2005
Sobre as formas estranhas como se fazem amigos
Não posso dizer que te tenha escolhido para amiga quando foi o Padre António Vieira que me obrigou a falar contigo. O estupor impôs-se à minha timidez. Mas por tudo aquilo que me ensinas todos os dias, por me ajudares a pensar, por todas as vezes que me fazes rir, por me mostrares o que é ser corajosa, devia estar-lhe grata. Não é todos os dias que se conhece uma amiga admirável.
Pedir com jeitinho
segunda-feira, 20 de junho de 2005
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