segunda-feira, 28 de março de 2011

Seré Madrid?



Siempre los cariñitos, me han parecido una mariconez...



Porque os bons momentos são para recordar ainda que magoem a alma e descobri nesta canção uma voz tão especial que continua a conseguir descrever-me dentro da minha cabeça.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os teus medos

O que quero é a paz do quotidiano, do dia-a-dia impensado e desfrutado como se o amanhã não fosse uma questão. Não preciso - nem quero - mais do que aquilo que me dás, porque me sinto completa com o teu amor, este sentimento avassalador que me tomou de surpresa e não pára de me encher de alegria.
Tudo o que te parece um desejo óbvio, uma ambição aceitável, para mim simplesmente não é (a subtileza da não existência), porque a ser desejo e ambição, não seria contigo.

terça-feira, 1 de março de 2011

Late awakening

Tomaste de assalto o meu corpo inadvertidamente. Tentei impedir este roubo impiedoso com as armas que tinha. Mas tu consegues ver que também posso ser doce por baixo desta crosta insensível. Consegues ouvir o que não ouso revelar. Consegues descobrir porque me escondo por trás deste muro. Consegues sentir o meu medo a espreitar em cada sorriso. Consegues antecipar as minhas quedas para me protegeres de mim mesma e do mundo. Consegues calar as minhas dúvidas nos teus lábios. E porque também consegues derrubar todo este orgulho ou ingenuidade sem provocar danos, não estranhes que o meu corpo queira viver no teu peito de agora em diante.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Todo

Não te quero pela metade, quero tudo.

A completude é-me oferecida pelo teu olhar transparente, pela tua mão a procurar-me, pela boca urgente de desejos, pelo modo como me embalas, pela tua pele sobre a minha, pela voz com que me dizes as mais belas palavras de amor.

A insegurança arrasta o medo para fora da caverna onde, com cada beijo, o encerrámos. Se sei o que me enche a alma e não duvido do que por mim sentes, porque permitirei à falta de confiança que me murmure aos ouvidos frases absurdas que me assustam?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Till there was you

domingo, 6 de fevereiro de 2011

I miss you more than ever...

Coisas de flores


Gosto de rosas brancas e de orquídeas, de hortenses e de miosótis, mas ofereceste-me uma flor e se já antes ela me fascinava pelo grito de revolta que representa com toda a sua cor e a sua força, agora é ainda mais significativa. Contudo, se te pudesse descrever através de um membro da flora seria com esta: pensamiento, pensée, pansy ou - em português, língua em que o nome é muito mais adequado - amor-perfeito.

domingo, 30 de janeiro de 2011

The F Word

É impossível pensar nele e ao mesmo tempo ronda-me os sonhos, escapa-se em frases, vejo-o nos teus olhos. Não dizemos tudo embora o partilhemos. Não fazemos planos e, no entanto, os desejos que proferimos vão-lhes ao encontro recorrentemente. Às vezes penso que a vida é injusta por não podermos viver sem pressão, na maioria acho-a perfeita porque te encontrei.

Vamos fazer desta palavra que não dizemos um verbo iniciado com a mesma letra: fica comigo para sempre, e não se fala mais nisso.

sábado, 29 de janeiro de 2011

La(s) frase(s) tonta(s) de la semana *

Mientras escribo sobre la arena...



Se soubesses que não consigo parar de ouvir a canção que me repetiste cem vezes num dos dias em que te sentiste só ainda que estivesses comigo... Se soubesses que me dói ouvi-la (pelo que diz do que passaste) mas que ainda assim o faço porque me ajuda a sentir-te aqui... Se soubesses que foi essa canção que me mostrou o quão perto estás e há quanto tempo... Se soubesses que jamais poderia estar melhor se te fosses... Se soubesses que nada seria igual sem ti... Se soubesses que sonho com que me acordes todas as manhãs da minha vida... Se soubesses que preciso que me dês a mão quando cair e que me apoies e que me guies... Se soubesses como sei o que é viver de sonhos... Se soubesses da falta que fazes... Se soubesses o que me vai no coração, o como está cheio da tua imagem... Se soubesses a importância do teu amor... Se soubesses que sou feliz só por pensar em ti... Se soubesses que embora penses que os meus olhos te dizem coisas que não sinto, estou contigo em todos os momentos... Se soubesses que a tua cidade (uma autêntica desconhecida) passou a ser bonita apenas porque nasceste nela... Se soubesses... tudo o que não te sei dizer, mas espero conseguir mostrar.
Talvez te assustasses, talvez te alegrasses, talvez me sentisses mais perto ainda, talvez me conseguisses amar mais.
E uso o tempo e o modo da impossibilidade porque não sei se acreditarias em tudo isto e na intensidade com que me dou, porque dessa só eu é que sei.
* da canção homónima dos já saudosos La quinta estación

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

On cloud nr. 9

Tens as tuas prisões e eu as minhas, mas algures no meio, onde a tua vida se encontra comigo, há uma rua maravilhosa onde sei que podemos ser felizes.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Pretending

E agora vamos fingir que hoje é ontem. Vamos fingir que não estou aqui e sim contigo. Vamos fingir que já não vivemos longe uma da outra (primeira razão para a criação deste blogue) e que continuamos a conseguir estar presentes como sempre (o nosso sempre). Vamos fingir que a minha cabeça ontem não estava a mil à hora e te dei os parabéns como deve ser. Vamos fingir que me disseste com todas as letras a tua prenda ideal e que eu vou conseguir cumprir os teus desejos. Vamos fingir que a vida não é isto, a distância, o caminho, a estrada, o querer estar sem poder, ...
E porque continua - e continuará sempre - a ser verdade:

Where you lead, I will follow, anywhere that you tell me to,...

Parabéns de novo, Jess, é um luxo ter-te de amiga!!!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

En mis pensamientos

Mi corazón está contigo, ahora y siempre, porque eres importante, porque te llevo conmigo a todas partes, porque tu amistad me hizo crecer y madurar, porque solo tu y yo entendemos tu y yo y lo que eso significa.

Dezasseis

“– Um dia destes dou-te um beijo!”

Foi, com uma frase simples, tão directa e incisiva como tu, que me fizeste acordar do torpor a que o hábito e (principalmente) a racionalização me tinham relegado. Não sei se foi um aviso ou um desejo dito em voz alta que, por tanto se sentir enjaulado no caminho entre o cérebro e a garganta, exigiu liberdade. Sei que saiu assim, urgente, pensada e impensada ao mesmo tempo, e depois vi-te um sorriso mais leve, uma expressão (ainda) mais doce, de quem se livrou de um fardo demasiado pesado para o continuar a carregar na alma.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Razões

É por não ter muito mais para te oferecer que te escrevo. Posts curtos, longas cartas, bilhetinhos engraçados e sms sugestivos são a artilharia “pesada” com que te quero continuar a conquistar.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Anáfora II

E ela repete-se, e juntas brincamos a encontrar a música interna dos meus pensamentos.

Anáfora

Sempre achei admirável uma boa metáfora. Apaixonei-me pela vertigem de sensações que oferecem as sinestesias assim que as conheci. Uma imagem forte toca-me um guizo cá dentro que me faz vibrar. Consegui, contudo, a tropeçar uma e outra vez pelo caminho tortuoso e difícil da escrita, descobrir a minha figura.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O telefone tocou e não eras tu

Tenho de me habituar a esta sensação de vazio que me aperta o peito quando tu não estás.

Preciso que pegues em mim, me ponhas no teu colo, me envolvas nos teus braços e, enquanto me alisas o cabelo, me digas que está tudo bem. Talvez não consiga dormir porque a cabeça não pára, talvez seja por ter o coração apertadinho, talvez precise de ti ao alcance da minha mão para estar segura de que a tempestade vai passar sem danificar nada.

O contacto com a tua pele acalma-me os terrores, faz com que surjam arco-íris, faz-me ser uma melhor versão de mim mesma. E como basta ter alma para desejar, vou fechar os olhos e sonhar que estás aqui; pode ser que assim o sono volte.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Aquella noche fue la vez que más cerca estuvimos de enredarnos en un beso,
de mezclarnos bien por dentro.

Aquella noche fue la vez.

Vou substituir o breu da noite pela luz de uma longa e gloriosa manhã e acreditar que a Mai escreveu estes três versos só para nós.