sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Sense, sense and sense

- Elinor, have you no feelings?
- Yes, but I govern them.


(diálogo da série da BBC Sense and Sensibility)

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Brokenhearted

Eram amigos, andavam sempre os três juntos. O Marco e a Jessica namoravam em segredo até que ela decidiu contar ao Diogo a verdade. Mas o amigo gostava dela e ela não sabia. Com a revelação, ela repensou os seus sentimentos e descobriu que preferia os carinhos do Diogo aos do namorado. O Marco ficou de rastos e chorou durante toda a aula de Inglês. Parece que os desgostos de amor também fazem os homens chorar, mesmo que só tenham oito anos.

domingo, 10 de dezembro de 2006

Babs Day

Para remediar um dia Prince of Tides, o melhor é ver (uma vez mais) The Mirror has two Faces.
At least in this one she finally gets the guy. *
*citando e adaptando a própria

Momentos que valem a noite

"Já não te via há tanto tempo. Estás diferente. Mais mulher."

Obrigada miúdo, nem sabes o bem que me fizeste.

Do absurdo que fazemos

Não consigo fazer-me entender por ti, mas é difícil, nem eu me entendo ao teu lado. Não sei porque te dei as costas, não percebo porque tratei de te ignorar, não compreendo porque respondi com rispidez ao teu convite. Estava zangada, sim, morta de ciúmes também, hoje estou arrependida da minha atitude fria, distante... sem sentido.
Mas tenho medo de to dizer, tenho medo que não me entendas uma vez mais.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Quince Años

Está a ser doloroso aceitar que te acabei, acrescento e apago palavras só para não enfrentar a palavra "Fim".
Era divertido voltar a ti sempre que tinha um bocadinho livre, ou até mesmo deixar os deveres para trás para me entregar totalmente. Terei que te viver através de outros a partir deste momento, dos seus comentários e opiniões, dos julgamentos mais ou menos duros.
Foram muito boas estas semanas na tua companhia. Partirei em busca da próxima aventura, agora que descobri um novo prazer.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

A outra metade

Os homens certos apareciam-lhe sempre na hora mais inapropriada. Talvez fosse porque o homem errado insistia em estar presente a todas as horas.

!



Os anjos nunca deviam ser tentações.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Depois do Porto

Ainda bem que Jess não nasceu na Invicta, ou o egocentrismo de que padeceria seria insuportável. A palavra que ela mais gosta no "dialecto autóctone" é: ieuaa*.
*Pode não se escrever assim, mas é a isto que soa.

Fins-de-semana

Os normais são aqueles passados em pijama, a preparar aulas ou a ver televisão. No passado houve Porto, muita gargalhada, muita felicidade, muita gente muito querida - obrigada I., Pris, G., P. e Di, vocês são únicos. No anterior tinha sido domingo de cinderela.

O mundo ao contrário

A sedução dela era tanto mais ousada quanto menos interesse sentia por aquele que tinha na frente.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Cócegas no ego

Sabe bem ser assediada por dois.

713

- Ah, estamos em S. Bento.
- Oh, estamos nas cortes.
- Estamos em S. Bento, sim.
- Eh pá, isto vem dar uma grande volta. Se soubesse que vínhamos para as cortes tinha apanhado outro carro.

As senhoras de idade também vêem o Gato.

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Que pena!

Os Lupanar vão acabar. É uma pena, no único concerto em que os vi, achei-os bons, originais e com a voz da Ana, difíceis de superar.



Quem puder não perca o concerto de encerramento.

domingo, 26 de novembro de 2006

"Há sempre alguém que nos faz falta... ahhh Saudade!" *




* Saudade, Trovante

25 de Novembro

Só porque sou banal, porque não há palavras melhores do que estas e porque 9 anos são uma eternidade...


Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message
[s]He is Dead.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
[S]He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.

W.H. Auden


*Acrescentamentos entre [ ] e negrito meus

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

O novo anti-virus

ou O brilhantismo da nossa amiga I.
Para marcar um determinado ponto, a I. mandou-me ontem uma fotografia da Britney Spears.
I: Vê lá se não tenho razão.
Eu: Tens, mas por culpa tua agora tenho uma fotografia dessa tipa no PC. Que medo!
I: Não faz mal. É para afastar os virus.
Agora não sei se a devo apagar ou não :S

Ai a ética, a ética!

Lembro-me de que quando chegámos à blogosfera (há uns dois anos e meio) estava muito acesa a questão da propriedade intelectual. Debatia-se se o que se escreve num blog tem ou não direitos autorais, se se pode copiar para outro ou não, fazendo (ou não) a devida menção ao autor. Também ao longo deste tempo ressaltámos aqui textos ou pequenos excertos de que gostamos particularmente. Já fomos acusadas de plágio duas vezes, uma delas por uma pessoa que apenas queria incomodar e se delatou quando foi confrontada com a acusação, outra com alguma razão da pessoa que nos chamou a atenção para o facto, e que corrigimos imediatamente. Já fomos também nós "plagiadas" uma ou duas vezes, mas para manter regularidade na escrita quem não caiu já no erro?
Passeando pelo technorati, a parte diplomática deste blog descobriu alguém que no corrente mês nos citou 6 vezes em 5 posts. Uma homenagem, um orgulho, diriamos nós. Sê-lo-ia, sim, se 3 essas citações não fossem completamente desprovidas do nome das autoras, duas delas com um link quase invisível numas reticências e a última, essa sim, com link visível, mas sem o nome do nosso cantinho em qualquer parte. Não me incomoda particularmente que me citem (ainda que ache que não o mereço) sem chamar a atenção para que tal texto é meu, o que me chateia, bastante, é que quando todos os comentadores assumem que a autora é aquela que apenas citou, nenhuma vez esse "mal-entendido" tenha tido esclarecido. Curioso é, que em todos os arquivos a dita menção da fonte não tenha sido esquecida com mais ninguém.
Não nos achamos particularmente originais, até nem somos fãs de nós próprias, mas depois de tanto tempo é difícil manter um blog vivo. Mantê-lo-emos enquanto nos der prazer, enquanto conseguirmos escrever coisas vindas de nós, e sempre que citemos outros far-lhes-emos a devida vénia, pedimos apenas que a actuação para connosco seja a mesma. E obrigada pela homenagem que tantas citações pressupõem.
Este post é da exclusiva responsabilidade daquela que o assina

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Uma questão de Impacto

Escreve uma adolescente para que o mundo leia:
"O pk dax koixax... e pk? pk te amu pk te odeio pk penxu em ti pk te ignoro pk xou eu a amar.te?..."
Por mais sentida que seja a mensagem, escondida detrás de tal código quem vai conseguir perscrutar a sua profundidade?

De volta à Primária

Aos 28 anos, depois de ter frequentado o sistema de ensino português durante quase toda a vida, é complicada a integração noutra lógica de educação. Aulas ditadas e apontamentos obrigatórios a ser apresentados no final do curso, fazem-me relembrar os 4 anos de Escola da Praceta e aqueles dias de avaliação, em que todos em filinha apresentávamos o caderno diário para escrutínio. Já o livro escrito pelo professor, que é leitura obrigatória e sobre o qual se tem que apresentar um trabalho escrito, traz-me à memória outras pessoas noutras instituições de ensino.
Afinal, de um lado e de outro da fronteira as coisas não mudam assim tanto. Mas as gargalhadas cada vez que ouço "vírgula", "ponto" ou "ponto parágrafo", essas ninguém mas tira.

Declarações de desejo

Sinto que muitas vezes não te entendo. Tão depressa queres, como não, tão depressa te propões, como dás passos atrás. Dizes que não me queres magoar e não entendes que a escolha não é tua. O que as tuas palavras me dizem, não se coaduna com o que o teu corpo e as tuas acções transmitem. Vê lá se entendes que eu também tenho direito a decidir.
As declarações de desejo apenas palavras ocas quando não correspondem a actos.

(Ontem)

Amanheci em Glasgow: céu carregado e frio, cansaço e vontade de trabalhar. Cheguei a pensar Eu era capaz de viver ali, mas porquê? Porque tudo o que precisamos para sermos felizes é das pessoas certas. Aquelas férias há uns anos são inesquecíveis por causa de alguém, um emprego é importante para nós porque alguém a ele ligado nos marcou muito, aquela cidade é especial porque houve alguém que a gravou assim na nossa memória. Adormeci em Lisboa. Na verdade, continuo no mesmo lugar de onde nunca saí. Bem perto das pessoas certas.

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Já te tinha dito isto?

Se os longos minutos que passamos ao telefone não durassem apenas uns segundos, falaríamos a noite toda. Não dormiria só para te ouvir contar as histórias do teu dia de herói de capa e espada que salva o mundo, como me salvaste a mim. Ficaria acordada até não haver mais o que contar entre nós, só para sentir a tua respiração e saber-te mais perto. Controlo a minha vontade de te abraçar e chamo o sono que fugiu com o som da tua voz. Só assim as horas sem ti não custam a passar.

domingo, 19 de novembro de 2006

19 de Novembro

Neste día, há 56 e 29 anos, nasceram duas das pessoas mais importantes da minha vida. Habituei-me, desde pequenina, a festejar com os dois ao mesmo tempo. Nos últimos tempos não tem sido possível, mas eles sabem que não há minuto em que não pense neles. Como ela diz, este dia marca um início, uma mudança, todos os anos. Aqui começa a preparação para o que aí vem.
Novo ano, não demores!

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Gases

Parece que os portáteis têm um gás para que o ecrã funcione, o meu está com uma fuga. Agora tenho portátil com ecrã fixo em anexo.

domingo, 12 de novembro de 2006

Nómada

É tão bom quando, sem nenhuma razão, se reencontram pessoas assim, agora em grupo.



O primeiro disco sai no próximo dia 27.


P.S. Estes irmãos Parreño continuam a fazer-me sonhar.

Ética linguística

A escrita sempre foi um pesadelo, na escola só havia uma coisa pior do que me pedirem para ler em voz alta, era fazer composições. O pânico da folha em branco, fosse com destino a ficção ou a um simples trabalho teórico, tomava conta de mim. Nunca consegui transmitir por palavras (escritas) aquilo que penso ou sinto, fico sempre aquém. Apesar de na faculdade tal tarefa se ter tornado mecânica, isso não a tornava nem mais fácil, nem menos sofrida.
Por brincadeira descobri que até não desgosto de escrever, o que me custa é escrever em Português. Suponho que amor enorme que tenho pela Língua Portuguesa, e pelos seus virtuosos, é o que me faz sentir sempre descontente com o aquilo que tento produzir.
Desde que comecei a "maltratar" a Língua de outros, e não a minha, sinto-me bastante mais realizada.

sábado, 11 de novembro de 2006

De repente

Apeteceu-me levantar-me, desviar uma dúzia de estranhos num metro quase cheio e felicitá-lo por ter escolhido ler aquele livro.

?

Deixa-me ficar aqui escondida, onde não me podes ver. Deixa-me ficar aqui de longe, a espreitar-te enquanto tentas descobrir onde estou. Enquanto procuras, vou tentando enganar-te para que não me apanhes tão depressa. Não procures nos lugares mais óbvios, sabes que não é aí que me encontras. Procura-me nos lados ocultos, onde não sabes, onde nem imaginas. Quando tiveres examinado todos os recessos e me descobrires, não digas a mais ninguém que me encontraste, podemos antes esconder-nos juntos e deixar que nos esqueçam e não se lembrem mais de nos procurar.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Lição nº 2

Quando a mãe de um aluno vem falar contigo, lembra-te que já não estás numa aula de Inglês e tenta responder-lhe em Português.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Espera

Já não sei como contar o tempo que nos separa. Só sei medir a vontade de te ver chegar em abraços.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Os Pixies também (se) enganam

Numa noite difícil de esplanada em que as revelações e surpresas se sucediam em catadupa e cada uma parecia mais violenta do que a anterior. Uma daquelas noites em que as certezas caem por terra e as desconfianças ficam à flor da pele. Ela olhou para longe, a tentar perder-se na linha do horizonte que ficava mais além dos prédios brancos, e quando ele (a ausência sempre presente naquela mesa) entrou na praça, os Pixies cantavam a plenos pulmões: Here comes your man.
É uma vergonha, já nem no rock se pode confiar.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Referências Portalegrenses

Para uma despistada, que ainda por cima não é muito sociável, é difícil manter conversas em que se fala de alguém que não está presente e que aparentemente todos conhecem. Acaba sempre por surgir a típica explicação em que se refere o nome e apelidos, idade, alcunha, grupo de amigos, pais ou irmãos mais velhos.
No entanto, Portalegre tem uma especificidade que desconheço se existe noutros sítios. O mais normal que vos apareça neste estilo de conversa é a marca e cor do veículo que essa pessoa possui. Sempre me perguntei como é que se não conheço alguém pela família ou amigos, posso saber que carro conduz.

domingo, 29 de outubro de 2006

Sobre o olfacto

Fugiu devagarinho sem que eu desse conta, mas um dia acordei e não conseguia cheirar. Não me faz falta, pensei. Mas só agora, uns meses depois, percebi que estou a perder sensações fantásticas como sentir crescer água na boca.

Senhora de idade

Percebes que estás velha quando os miúdos na escola dizem coisas como Ganda barra e tu não sabes o que isso é. O que é feito do Que cena ou do Que fixe do meu tempo?

Lição nº 1

Quando estás a dar um sermão a uma plateia de miúdos de oito anos, lembra-te de não terminar com Parecem crianças.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Valeu a pena

As saudades do mundo académico em geral e do da tradução em particular ajudou-me a decidir por mais umas centenas de kms, esta semana, para assistir ao curso EN OTRAS PALABRAS. La traducción literaria entre español y portugués, integrado no projecto Ágora - O Debate Peninsular.
Ainda bem que não me deixei vencer pela preguiça, foi bom rever (e re-ouvir, se é que o termo existe) Inês Pedrosa, Almeida Faria, Fernando Pinto do Amaral, Miguel Serras Pereira e Francisco Vale, foi muito bom descobrir Perfecto Cuadrado, Helena Pitta e principalmente Antonio Sáez Delgado.
A felicidade faz-se de decisões assim, à última da hora e sem pensar demasiado.

Aquela nuvem e outras


Foi Eugénio, foi este livro em concreto (e que já não sei quem me ofereceu), que fez nascer em mim uma das maiores paixões: aquela que nutro pela poesia portuguesa.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Jacinta no CAE


Vi mal a data do espectáculo e suponho que já não encontrarei bilhetes. Bolas! No entanto, fica a nota que prometi à Moi-je-io. É dia 28 deste mês, no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre. Alguém quer vir?

Frases sábias

Diz Donna na versão espanhola do musical Mamma Mia:

- Yo no me acercaria, muerdo más que ladro!

Reminders

Por causa do tempo passado do outro lado da fronteira, por causa das conversas com os amigos do lado de lá (e do outro lado do Atlântico também), por causa dos livros, do cinema, da música, há interferências - e adaptações apressadas - que se intrometeram no meu léxico e não querem ir embora. A lembrar, em português:

- diz-se "é igual" e não "dá igual" (obrigada Mir)
- escreve-se "surpresa" e não "sorpresa"
- "desfruta-se" de alguma coisa, não se "disfruta"

(Temo que a lista não termine por aqui.)

Lições paternais

Em tempos de IEFP o meu pai tinha pendurado no gabinete um poster com uma frase que costumava repetir até exaustão, agora que cresci vejo que esta lição de vida é primordial em qualquer percurso humano.

"Se te derem pontapés no traseiro, não te preocupes, é sinal que vais à frente."

Sempre nos vão surgir obstáculos, invejas, ciúmes, pessoas com poucos escrúpulos; o melhor é não dar demasiada atenção e prosseguir no caminho que traçámos para nós.

domingo, 22 de outubro de 2006

Máximas no Messenger

Os homens são como os cromos, alguns guardamo-los na caderneta enquanto esperamos por aquele único e especial que sabemos estar algures guardado para nós, outros vão imediatamente para o montinho dos "para a troca".

Um deserto na F1

A desertificação começou (para mim) em Imola nos idos de 94 e a aridez toma hoje conta do desporto que me apaixonava em criança e adolescente.
foto daqui
Pensei em escrever este post mais tarde ou amanhã, quando a despedida já tivesse acontecido, mas o que é que vai mudar? Deixará Schumacher de ser 9 vezes campeão do mundo por não conquistar Interlagos hoje? Esquecer-se-á a carreira brilhante de "Schumi" acaso o resultado desta noite não for mais um campeonato ganho? Definitivamente controverso e genial, Michael Schumacher deixa, a 22 de Outubro de 2006, muito mais pobre o mundo da Fórmula 1.
E que os que ontem o insultavam consigam amanhã metade do que ele atingiu.

As coisas que fazemos

ou Post absurdamente acéfalo

Uma colega de Faculdade contou-me a determinada altura, que nos seus tempos de ensino secundário, se divertia a acrescentar as frases "de cú para cima" e "de cú para baixo", alternadamente, depois de cada pausa nos versos da poesia nacional. Ontem, deparei-me no Latrina Pública com uma actividade semelhante na forma ainda que não no conteúdo (eles alteram provérbios e com frases bastante mais hardcore), por isso, caro GV, aqui vão algumas das pérolas da literatura portuguesa devidamente conspurcadas (que me perdoem Florbela, Pessoa e Garrett) .
Ser poeta é ser mais alto de cú para cima, é ser maior de cú para baixo
Do que os homens de cú para cima! Morder como quem beija de cú para baixo!
É ser mendigo e dar como quem seja
de cú para cima
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor de cú para baixo! [...]
* * *
[...] E os que lêem o que escreve de cú para cima,
Na dor lida sentem bem de cú para baixo,
Não as duas que ele teve de cú para cima,
Mas só a que eles não têm de cú para baixo. [...]
* * *
[...] Não te amo de cú para cima, quero-te de cú para baixo: o amor vem d'alma de cú para cima.
E eu n'alma tenho a calma de cú para baixo,
A calma do jazigo de cú para cima.
Ai de cú para baixo! Não te amo de cú para cima, não de cú para baixo. [...]

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Televisão meteorológica

O meu televisor é especial, muda com o tempo, só quando chove é que a estação de Queluz se vê nítida.

De Portalegre, cidade...

Quem nos conheça, ou até mesmo os que apenas nos tenham encontrado nestas lides virtuais, saberá que a Mir e eu somos amigas de toda a vida e irmãs de coração. Como pessoas diferentes que somos, tomámos rumos distintos e vemo-nos de vez em quando. Esses caminhos que escolhemos levaram-nos a portos de ancoragem geograficamente distantes: ela ficou-se pela capital e eu voltei à terra que nos viu nascer. Diz ela:
Queridíssima, há-os (coitados) que quiseram sair e por contigências da vida não puderam fazê-lo, é uma pena por eles, todos deveriamos ter a possibilidade de ser felizes num sítio que nos fizesse sentir verdadeiramente em casa.
Há também aqueles que como eu, sabendo que não ia ser fácil, sabendo que iriamos ser vistos como "estranhos" decidimos voltar, porque amamos este verde e este chão, porque queremos ajudar a fazer da nossa cidade um sítio onde aqueles que cá querem morar se sintam em casa, porque queremos que os nossos filhos (aqueles que não planeamos sequer ter) possam crescer na tranquilidade de andar de bicicleta até à meia-noite no verão, possam fazer uma actividade diferente por dia em tempos de escola, possam ter-nos presentes ao sair e ao voltar, sem que para isso tenhamos que abdicar da realização profissional. Uma cidade onde pode ser incómodo conhecer toda a gente e onde os rumores voam ao sabor do vento, mas onde há um sorriso a cada esquina de alguém que viste sempre.
A nossa cidade tem muitos defeitos - a paragem no tempo, a falta de saídas profissionais e as más-línguas, são para mim os piores - mas tem também um sem-fim de virtudes. Eu gosto de acordar de manhã e ver a Serra, gosto da tranquilidade, gosto de ver gravado em cada recanto (meu) um momento feliz que passei e saber que outros vou poder imprimir nestas ruas e paredes, gosto de no verão ter uma piscina rodeada de verde quase só para mim. Chama-me sonhadora, mas eu quero ajudar a mudar o pequeno mundo em que cresci e por isso lutarei enquanto viva. Nem todos somos coitados, querida amiga, os que pudemos escolher e escolhemos Portalegre, somos felizes aqui, por pouco que haja para fazer, por pouca oferta que exista. E por muito que critiquemos, porque nunca estamos completamente satisfeitos ou não seriamos humanos, somos mais felizes aqui do que em qualquer outra parte do mundo, não é a falta de conhecimento que proporciona isso, é a possibilidade de opção. Ainda para mais, Lisboa está só a um pulinho de duas horas, se nos apetecer uns dias de mais bulício.
Um escolha diferente da nossa, nem sempre é uma má escolha, é apenas isso: diferente!

Post dirigidíssimo - sim, é para ti!

Lamento que a nossa amizade se resuma ao que é neste momento: dois telefonemas por ano, conversa de circunstância, talvez uma felicitação de Natal (se eu mandar a minha, claro). Não te vejo há dois anos, não sabes nada de mim, e fartei-me de correr a maratona atrás de algo que (para ti primeiro, para mim depois) perdeu o significado. Uma amizade faz-se de reciprocidade e não de mentiras, frases que magoam e uma ausência que se prolonga mais e mais. Conseguiste aquilo que querias, desisti de ti, agora não voltes a esperar a minha disponibilidade, o meu ombro ou a minha companhia. Não sei se acabou antes ou quando na sexta-feira passada me disseste - com todas as letras - que dormir, fazer compras e aquilo que propositadamente escondeste (mas outros se encarregaram de revelar) era mais importante do que estar comigo.
Espero que tenhas uma vida muito feliz, na terra ou no ar, como prefiras, daqui não esperes muito mais, porque eu estou cansada das tuas falsidades.

Acidente(zinho)

Dói-me o pescoço! Para além disso sinto como se um tractor me tivesse passado por cima, e estou estoirada (assim que me levanto).
Na segunda-feira bateram-me.
Parada, à espera para entrar numa rotunda um senhor enfaixou-se contra a traseira do meu carro, enfiando-me o pára-choques para dentro. Não há palavras que possam descrever o susto, nem o alívio subsequente ao perceber que, felizmente, mais ninguém circulava naquele momento já que fui "atirada" para o meio da dita rotunda. Já passou. Ficaram as dores no corpo e a certeza de que para três pessoas muito especiais eu também o sou, vi-lhes a preocupação estampada dos rostos e na voz.
Mas o meu maior obrigada vai para uma menina linda, de três anos, que sem noção do que se tinha acabado de passar se agarrou às minhas pernas, me deu um abraço do tamanho do mundo e me puxou para irmos brincar. Kita, foste tu quem me trouxe paz; se já te adorava antes, imagina agora.
E eu pensava que este tinha sido o culminar de uns dias difíceis...

Fim-de-semana alargado

Como boa balança a opção eleita é sempre pesar o positivo e o negativo de cada situação. Do sabor amargo não vale a pena rezar a história, como diria uma das minhas personagens favoritas de Ally McBeal: "let bygones be bygones". Do positivo há que salientar o Assobio da Cobra, rever a minha prima, o bolo de cenoura e nozes da D., o jantar de domingo (e seus comensais), ... a amizade da Jess, sempre!
Vale sempre a pena encarar a vida por tudo de bom que tem.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

For a change

O que ontem era verdade deixou de o ser.
Vesti a armadura (com saia mini, claro), saquei do escudo e da espada e rumei em frente. Agora a protagonista sou eu, vou começar a preocupar-me comigo. Há quem já me tenha ovacionado de pé (foi bom conhecer uma amiga como tu), há aqueles que não esperava e se lembraram de mim, há-os de outros tipos também. Importam-me os que levo no coração e esses não duvidam do lugar que têm em mim.
Acrescentei à lista de intertextos reais duas pessoas novas, é bom ganhar amigos sem esperarmos.

It's party time

Photobucket - Video and Image Hosting

Parabéns a você, nesta gata querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. Hoje é dio de festa, cantam as nossas palmas, para a menina mafaldinha, uma salva de palmas!

(Assim, só para ti, tal como é cantado pela minha doida!)

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Contos

Depois de escrever o primeiro enchi-me de orgulho e de planos para os seguintes.
Acabaram. Deixaram de fazer sentido.
Não é que o não soubesse, é que dói na mesma; magoa acreditar e sem acreditar não há saída.
Tu foste o meu maior conto; nunca exististe, criei-te e deixei-me levar pela ficção macia e doce da tua existência. Mas eras mentira. E uma mentira nunca pode aconchegar-nos a vida inteira.
Agora quero que acabes, que deixes de ser em mim, para poder lançar-me noutras narrativas, diferentes, com mais diegese, que me preencham tanto e me façam sofrer menos.
E se as não houver (se a musa se decidir por outras paragens), aceitá-lo-ei sonhando que devias ter sido tu, um dia.

damaged goods

Quem nunca o foi não consegue entender o que se sente. Só deviam poder opinar no dia em que sentissem na pele a humilhação de ser menos.

It's rainning again, oh no...

Foto daqui

O Instituto de Meteorologia diz que vai haver sol nos próximos dias. Cá dentro nem por isso.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Dicionário pessoal

Qual é a diferença entre perseverança e obstinação? Uma é uma qualidade e a outra um defeito, certo?
Sempre pensei que perseverante é alguém que luta por aquilo em que acredita e só desiste perante da impossibilidade; obstinado é aquele que ainda que saiba que corre atrás do impossível nunca vê o momento de parar.
Ou será que perseverança é aquilo que chamo à minha própria obstinação?

domingo, 8 de outubro de 2006

It sure brings back memories *



Quem não se lembra da canção dos sapinhos? Eu dou o mote...

Win or lose, sink or swim
One thing is certain well never give in
Side by side, hand in hand
We all stand together


* frase tirada da saudosa série Dear John
Parece que já se andou por cá 100.000 vezes, agradecemos a quem de direito e continuamos incrédulas.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Outra vez Lost

Eu entendo que há uma coisa chamada direitos de transmissão e tal, mas bolas esperar até Abril é desesperante, os americanos podem voltar já hoje ao vício.

O teu nome é tão formal

Apesar de nunca te ter chamado assim - trato sempre as pessoas pelo nome próprio ou por um qualquer diminutivo dele derivado - gostava quando assinavas com as tuas iniciais, parecias-me mais tu.

domingo, 1 de outubro de 2006

Sedimentos II

As generalizações são sempre injustas! Claro que há relações que perduram e superam as dificuldades da erosão. É preciso muita amizade, muito amor, mas é atingível. Os que ficam são aqueles com quem fomos mais maleáveis, e que o souberam ser connosco; os que nos aceitaram com os defeitos do passado e também com os que fomos adquirindo pelo caminho. Aqueles que não estão sempre a julgar as nossas atitudes por muito que não as entendam, que nos passam a mão na cabeça se é preciso e nos dão um puxão de orelhas no momento certo.
As relações (a par de tudo o resto) ou evoluem ou morrem. Tal como na teoria de Darwin, apenas as mais fortes conseguem sobreviver.

Sedimentos

É duro entender que com a passagem do tempo também as pessoas mudem e que aqueles que nos eram mais próximos, hoje já não sejam os mesmos e já não nos identifiquemos com eles. Tudo aquilo porque passamos na vida, deixa uma marca, um sulco, uma ruga, e altera os nossos comportamentos e atitudes inevitavelmente. Mas os sentimentos não, esses ficam intactos, sempre à espera que tudo volte.
Como não vemos que mudámos não queremos que os demais estejam diferentes, queremos que as relações continuem iguais ao que foram, porque assim sentimo-nos mais aconchegados. Tal como nós crescemos com os anos, também o fizeram os que ontem estavam ao nosso lado. Não seria mais fácil aceitar os outros com as suas mudanças do que ficarmos magoados por nada ser igual ao passado que nos uniu? Tento sempre não julgar os meus amigos (de hoje e de ontem) porque sei que também eles não me reconhecem, mas custa quando vejo que já não há laços, só um passado comum e nenhuma perspectiva de futuro.

Príncipes?

Esse departamento deixo-o com a ruiva, o único príncipe em que eu acredito não é encantado, é recheado.


E até ele mudou de receita...

Quando com uma frase me tiraram 10 anos

Sexta-feira, 29 de Setembro, Madrid
À porta de uma discoteca pediram-me o B.I., a minha fúria foi tal que o dito porteiro acabou por pedir desculpa e acrescentar que era um elogio. Ainda tive que lhe mostrar que nos documentos identificativos portugueses a data de nascimento vem noutro sítio... não sei se deixei o rapaz nervoso.
E na senda de Brites de Almeida, uma vez mais uma pequena portuguesa arrumou com um grupo de espanhóis: ela com a pá, eu com um olhar.

2000

A distância que nos une torna-nos mais fortes. Sei que contigo posso passar por tudo, sentir tudo, ver o mundo com outros olhos. O melhor é que ainda que longe, estás sempre aqui.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Todo o tempo que temos não chega

Se o tempo é nosso, por que teima em fugir-nos? Como um prisioneiro, amarramo-lo ao pulso, na esperança de que, se bem guardado, ele não escapará antes de conseguirmos tornar o dia especial. Esquecemo-nos que os prisioneiros somos nós e achamos sempre que momentos não chegam, queremos o tempo todo para nós. Mas enquanto nos prendemos naquele sorriso, enquanto sussurramos aquela palavra, ele já desapareceu. E não há como aprender a voar para o podermos recuperar.

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Laughing close together

Não foi o teu sorriso ou os teus olhos ou a tua presença que me prenderam. Foi o som das minhas gargalhadas perto de ti.

sábado, 23 de setembro de 2006

I've had the time of my life

foto daqui

Por duas horas voltei atrás mais de 15 anos e revi um dos filmes da minha (pré-)adolescência.
Ainda que tenham algo de pernicioso, porque nos fazem acreditar que todas as Jennifer Grey deste mundo algum dia conseguirão um "príncipe" bailarino, é bom voltar a sonhar como antes... quando tudo era simples.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Afastamento

Trabalho
Confusões
Dúvidas

Perdas de tempo

Haverá sempre o que nos afaste daquilo que nos dá vida, e só ao parar para pensar é que concluímos que ela nos passou ao lado, e nós demasiado ocupados com quase nada.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Peep show

Tarde dedicada a ler (e ouvir) na íntegra estes senhores. Não há nada como rir enquanto se espreita a vida dos outros.

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Uma palavra mais perto

Não cheguei a sentir a tua falta, porque em todas as palavras te encontro à minha espera. Na tua ausência, são elas que me fazem companhia e preenchem o caminho que vai de mim a ti. Não há silêncios quando não estás, mas palavras que guardo e levo comigo para todo o lado. Todas elas são ecos de ti. E em cada canto te ouço melhor, depois de cada porta te sinto mais perto.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Aquilo que escondemos

Porque é que quando alguém nos magoa sentimos necessidade de magoar também?

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

A minha Princesa

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Descobriu que o cabide é um microfone quase perfeito e todo um mundo de brincadeiras e cantigas nasceu à sua frente. Registámos tudo numa longa sessão fotográfica e muitas poses e várias músicas depois disse-me Tenho de parar para descansar e pensar. E posto isto, sentou-se no trono.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Boas recordações

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Um entre muitos canais bonitos de Amesterdão (sem bicicletas à vista)

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A entrada de Kelvingrove, museu magnífico em Glasgow, tirada a correr porque a senhora de vermelho não parava de nos chamar

São muitas. Cento e tal fotografias de boas recordações.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Why (always) me?

Costumavam afirmar que nunca se zangariam por causa de um homem. A segurança vinha-lhes da disparidade dos gostos e da grande amizade que tinham sabido construir ao longo dos anos.

Numa tarde de passeio a realidade chegou com a força de uma bigorna, A. entendeu que o que fazia daquela afirmação uma verdade era a fidelidade que devotava à amiga e a certeza de que, inevitavelmente, sempre se afastaria para lhe deixar livre o caminho.

Mas a pergunta não parava de a assaltar...

Traição

O que é a traição? Quantos tipos tem? Será que assume uma forma diferente consoante aquele que trai e aquele que se sente traído?
Numa relação amorosa, muitos são os que apenas consideram traição o acto carnal, outros um toque mais ousado, outros ainda para quem um beijo é tudo, há também os que se sentem enganados com uma situação flirt por parte do seu ente querido e por fim aqueles para quem o pensar ou olhar para outra pessoa já é uma dor tremenda.
Mais difícil ainda, numa amizade. Quando é que aquilo que sentimos como traição é uma patetice sem sentido e quando é que se torna numa coisa séria? Onde é que se traça a linha?

domingo, 10 de setembro de 2006

1088

Pode ter sido dos teus olhos ou das tuas mãos ou dos teus lábios, mas senti-me desejada quando me tocaste. Pode ter sido da distância ou do cansaço ou da loucura, mas quis-me para sempre no teu abraço. Foi das saudades e da vontade e da urgência do teu toque, e soube-te meu quando me abraçaste.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Bad Jessica

Voltámos. Glasgow é uma cidade industrial mas ainda assim é bonita. Prédios com pormenores fantásticos e museus lindos de graça. Os escoceses são uns malucos simpáticos que dificilmente se conseguem entender naquele sotaque delicioso. Bebem muito, dançam mal, mas mostram o rabo como ninguém. Há táxis que assustam e parecem discotecas, gaivotas histéricas toda a noite e uma livraria que é a nossa perdição. Vimos os Impressionistas, o Dalí, o Mackintosh e os Pré-Rafaelitas. O John Lennon, o Salman Rushdie e o Elvis. Foi a viagem do sentido de humor e do gamanço. Pelo meio, Amesterdão foi uma surpresa. Quase podíamos ficar a viver por lá, não fossem as bicicletas assassinas. Balanço final: cansaço acumulado, horas e horas de sono em atraso, muitas gargalhadas e vontade de voltar. Próximo destino: visitar os nosso amigos checos?

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Silly Season 2006

Foi um verão pouco produtivo, andámos preguiçosas e sem inspiração e a viagem para o país-onde-os-homens-usam-saia (que se inicia hoje) não vai ajudar nada ao aparecimento de posts no Figuras. Esperamos que ao voltar o sotaque das highlands ou os kilts nos sejam musas suficientes para escrever mais e melhor.
Glasgow, aqui vamos nós!

Coisas de família

A minha mãe obrigava-nos a fazer a Marginal, com ou sem trânsito, porque sentia falta de ver o mar. Sempre ouvi o meu pai dizer que não podia estar 15 dias sem olhar para um chaparro. Eu cá não sou plenamente feliz se estiver demasiado tempo afastada do verde da Serra de São Mamede.

Foto daqui

O filho do António Manuel Ribeiro

Suspeito que o rapaz vá mesmo tomar conta do negócio de família. Eu sempre pensei que os filhos destas figuras públicas preferiam passar incógnitos e que ninguém lhes soubesse a proveniência (na adolescência, deve ser humilhante que todos os colegas saibam que o teu pai escreveu um livro de poemas onde verseja com a palavra "bidé") mas este rapaz não. Não sei se por causa da genética ou apesar dela, mostra em palco a presunção que o pai não tem.

Crato, ontem

Os Azeitonas têm piada (deviam tratar de umas aulitas de dicção, though) e ganham toda a gente com O Conquistador (Ricardo Landum antes do Pimba) e com uma canção das Doce, mas o momento alto da actuação foi mesmo a performance do padrinho. Gostei deles... ninguém faz uma canção chamada Silvia Alberto.

Diz a minha amiga M.J. que os UHF são como o Boavista, o clube é da família Loureiro, a banda da família Ribeiro. Suspeito que os Cavalos e o Menina estás à janela nunca deixarão de ser as favoritas do público.

Rolling Clones... haaa... hmm. Foi mau, muito mau, pelo menos as 5 canções que aguentei. Deixaram-me a pensar se não será frustrante passar a vida a imitar outros, mas depois entendi: se se tem o azar de nascer (ainda que remotamente) parecido com o Mick Jagger, pelo menos que isso nos dê trabalho.

Resta salientar o apupo generalizado à apresentadora do certame (que custou a entedê-lo diga-se de passagem) e o melhor de tudo, encontrar antigos colegas que não via há anos.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Mainstream

Era uma vez um país onde toda a gente queria ser original.
Os habitantes desse país afirmavam apenas ver aquele canal de TV que não tem qualquer audiência, orgulhavam-se de só gostar de bandas das quais ninguém nunca ouviu falar e era perfeitamente habitual ouvi-los dizer de maneira peremptória: "Ah! Não gosto, é demasiado comercial" ("comercial" quer dizer "mauzinho, mas como tu pareces gostar não vou dizer que é mau").
O adjectivo favorito dos habitantes desse país é "alternativo", e quando dizem que alguma coisa é alternativa querem dizer que ela é boa; mas cuidado, nunca se atrevam a opinar de forma contrária, pois serão vistos como uns parolos que gostam do que é "comercial" e essa é a pior ofensa possível. Todos os artistas autóctones só tinham valor quando eram probrezinhos e desconhecidos, porque a partir do momento em que obtinham o reconhecimento geral, passavam a ser uns "vendidos" e "comerciais".
O que mais fascinava nessas pessoas era o facto de que se pensassem um bocadinho perceberiam que a arte não perde qualidade por ser reconhecida, apenas chega a mais gente; e que ao fim ao cabo se todos querendo ser alternativos lemos, ouvimos e vemos o mesmo, isso se torna mainstream.

Etiqueta

Eu que as corto todas porque picam e incomodam, fui etiquetada pela Super Nita e pela Ladybug, como há deveres a que a amizade nos impele, aqui vão as seis informações completamente aleatórias sobre mim:
1. Tenho muito mau feitio e assumo.
2. Arrumo as minhas gavetas por cores.
3. Só há muito pouco tempo é que deixei de reler Os Maias todos os verões.
4. Tenho um orgulho profundo em cada um dos meus amigos e por eles vou ao fim do mundo.
5. Sou preguiçosa para fazer viagens (mas ninguém mete tanta coisa dentro de uma mala como eu).
6. Não choro em público.
Não vou etiquetar ninguém (para além da outra boneca cá do sítio - Jess, a caixa de comentários é toda tua), mas todos aqueles com quem mantenho uma amizade (real, virtual ou ambas) podem sentir-se etiquetados.

Os cavalos também se abatem

Vestimos a armadura a cada manhã, apanhamos o elmo e o escudo no guarda-fatos e aprontamo-nos para mais um dia normal. Defendemos o mundo (o nosso e o daqueles que gostamos, pelo menos) de todas as dificuldades, a capa e espada, como heróis que somos.
Até que um dia um golpe mais forte nos faz cambalear, e aqueles por quem enfrentámos os perigos esquecem-se que dentro da roupa de metal há carne, sangue, ossos e sentimentos. Ficam à espera que nos levantemos sozinhos, como sempre, porque nós não precisamos de ajuda, afinal o fato fica-nos tão bem.

domingo, 27 de agosto de 2006

J.P.

O meu coração, toda a vida encarnado, não consegue deixar de saltar de alegria com as vitórias do Braga.

Conflitos pessoais

Com uma t-shirt que é a minha cara


*

e este livro na mão



pode dizer-se que o Luís Filipe Borges fez de mim uma contradição com pernas.


* Se não se conseguir ler bem, diz: Forever is way too engaging for me

Urgência de ti

És respiração e sono leve ao meu lado. Não posso sentir-te mais perto. Mas é nos momentos em que posso descansar das exigências que o teu amor me traz que mais sinto a tua falta. Não penses que são ciúmes dos teus sonhos sem mim. É apenas urgência em saber que são meus todos os teus minutos.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

À prova de cópia

Sou uma pessoa agarrada às pequenas coisas, acredito mesmo que são elas que nos dão os momentos de maior felicidade ou nos empurram para o abismo.
Na música, por exemplo, sou fascinada por respirações, a maneira de dizer uma palavra ou a interjeição inesperada, e espero ansiosamente por esse momento fugaz na canção. Para mim não há como o suspiro do Steven Tyler depois de "I could stay lost in this moment" no I don't wanna miss a thing; ou o "yeah!" que também ele diz entre dois versos de Cryin'; a forma como Naim Thomas profere a palavra "carícias"; o "ai" de quase dor quase medo que a Chenoa insere logo a seguir ao primeiro verso de Te Encontré; ou a respiração forte de uma Celine Dion (que eu normalmente detesto) carregada de fragilidade em Tell Him.
São os pequenos nadas que tornam esta ou aquela interpretação totalmente única e irrepetível.

A simbologia dos detalhes

A voz com que se atende a chamada inesperada, o não responder àquele sms, o não aceitar determindado convite... são os pormenores que fazem verdadeiramente a diferença.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Generosity

Photobucket - Video and Image Hosting
Anthony Edwards
Foto daqui
Ninguém, nem nenhuma outra série, me ensinou tanto sobre relações e valores.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

1073

A estrada é longa e parece que não percorri sequer metade do caminho. Parecem infinitos, os minutos. Passam um por um, mas parecem sempre o mesmo. Sem ti o tempo pára. Todo o resto do mundo continua a viver, livre de minutos e horas. Só eu fiquei prisioneira do tempo. O relógio só anda quando estás aqui, mas anda sempre muito depressa, tal é a ânsia quando te tenho perto. Depois vais embora e os ponteiros param novamente à tua espera, para poderem devolver-me a vida quando regressas. Vou percorrendo o caminho que me separa de ti. Já perdi a conta dos minutos que nos afastam. Prefiro lembrar as boas memórias que me deixas do que contar sempre os mesmos sessenta segundos. Paraste o relógio e eu parei nesta estrada. Estou longe de mais para voltar atrás e longe de mais para conseguir chegar a casa.

sábado, 19 de agosto de 2006

Portalegre e o Mundo

Quando menos se espera encontram-se blogs como Portalegre e o Mundo, onde dá gosto ler as reflexões que são feitas e onde a nossa "casa" é amada e criticada na justa medida. Desconheço a identidade da autora, mas textos como este, este ou este, fazem-me sentir perto.
Os meus mais sinceros parabéns.

Tati

Heloísa Perissé
A Tati era uma personagem adolescente com brilhantes teorias acerca de actualidade, História, personalidades importantes e do mundo em geral. Dizia ela que os homens são como o arame, há aqueles que como o arame farpado "caçam" todo o ser humano do sexo oposto que lhes passa por diante e há os outros, os que como o arame normal cercam cercam e nunca pegam nada.
Se te conhecesse ela diria que, definitivamente, tu não és "um cara muito farpadaço".

Só porque gosto de ajudar

Por coincidência encontrei este texto e, depois de ter oferecido alguns Guia para ficar a saber ainda menos sobre as mulheres a amigos que não tinham as coisas muito claras, pareceu-me o "manual de bolso" essencial para os nossos leitores masculinos.
Rapazes, tomem atenção a se nos rimos, ao que dizemos, aos movimentos que fazemos e à maneira como vos olhamos, em seguida é muito fácil: têm o caminho livre para tomar a iniciativa. É que no fundo, no fundo, somos umas românticas antiquadas que gostam de jogar segundo "as regras".

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

These are the days that I've been missing

Ice tea e dias de sol e uma piscina sempre perto. A melhor companhia, as maiores gargalhadas, os pequenos momentos. Não podia pedir mais. Ninguém podia dar-me mais.
Obrigada.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Bi-umbiguismo

ou The ladies in red

Ai o raio do vício

This week I got Lost.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Eu hoje vou dormir assim

Ana Lucia (Michelle Rodriguez)
Foto daqui

Ready for a fight! E com uma única certeza: nunca linkarei um blog de que não gosto.

Ai, o raio da inveja

- Aquele porco gasta o ordenado todo em coisas supérfluas.
- Sim.
- 'Bora lá assaltá-lo?