sexta-feira, 21 de março de 2008

Maaaais uma volta no carrossel Araújo

Haverá em Madrid um problema oftalmológico generalizado que faz com que me retirem idade sempre que lá vou? Paguei bilhete de menor de idade num teatro da capital espanhola, apesar de ter dito à senhora da bilheteira que só se fosse menor de 30. Se se continuam a esforçar assim, acho que me mudo para lá definitivamente.

Diálogo #1

- É como saber o segredo de um truque de magia...
- Faz com que perca a piada toda, não é?
E os olhos dele à procura dos dela fizeram-na corar, felizmente era de noite e não havia muita luz.

domingo, 16 de março de 2008

Cap.5 - Mas eu não resisto a nós os dois

Como uma qualquer criminosa reincidia... 1, 2, 3 vezes, todas as vezes que ele quisesse.
Ficava acordada até altas horas, mesmo que os olhos se fossem fechando, porque não queria perder nem um segundo dele.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Cap.4 - Vou-me arrepender depois

Chegava sempre o momento em que os remorsos tomavam conta. Quando a solidão se instalava e o cérebro não conseguia parar, pensava no que não devia ter acontecido, no que ficou por fazer, em tudo o que ele significava e em como ele não sabia nada.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Doubts within

Sabendo que cedes sempre a quem mais te pressiona, porque insistirei em não te fazer exigências?

terça-feira, 11 de março de 2008

"Quem me leva os meus fantasmas?" *

Aquele preconceito assombrou-a toda a vida, e só o sentimento mais forte que alguma vez experimentara lhe permitiu, por instantes, alienar a moral e cair na tentação.
* Abrunhosa, obviamente

domingo, 9 de março de 2008

C - E

Imagem daqui
A pedra de gelo derrete, lentamente, no ambiente apropriado. Se a apertam, o calor dessa mão ajuda-a a abandonar-se ao novo estado, desprotegida. Se a atiram outra vez para o congelador, a única hipótese que lhe dão é a de se agarrar à solidez com forças redobradas, não se revelando de todo.

Secção Pedidos Delicados II *

Quero que estejas sempre, como hoje, até te apetecer ficar. Como nunca te peço nada, permites-me este capricho?
* título gentilmente cedido pela Jess

segunda-feira, 3 de março de 2008

Secção Pedidos Delicados

Professora, se por acaso voltar a ler-nos, pode passar os meus posts à frente, por favor?

sábado, 1 de março de 2008

Romeu e Julieta do avesso

A aprovação da família era justamente o que os impedia de estarem juntos.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Neverending Stories

Naqueles que são os anos dourados da ficção para tv nos EUA há uma coisa que me deixa ligeiramente intrigada: porque é que criam séries e as retiram do ar sem lhe pôr um ponto final? Eu sei que pode haver muitas razões, sendo que a principal é a falta de audiências, mas mesmo assim, ainda que para os "poucos" que decidiram seguir determinada história, não seria muito menos desrespeitador dar um fim àquilo que se começou. Como adepta fervorosa de séries de televisão, incomoda-me saber que a intriga que acompanhei ao longo de meses (ou mesmo anos) não vai terminar. Deixo alguns exemplos.

- Dempsey and Makepeace
- The Pretender
- Paradise/Guns of Paradise
- Profiler
- Traveler
- Standoff

Se alguém se lembrar de mais deixe na caixinha que eu acrescento à lista.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Os teu olhos

Fazes-me sorrir.
As saudades dão-me um nó na garganta e põem-me o coração pequenino, pequenino. Mas ainda assim, e como sempre, fazes-me sorrir.
Mandaste um email e só com isso já fizeste magia.
É bom sentir que não te esqueceste dos nossos rituais, a discussão pós-óscares, a nossa Cate, as recomendações culturais, partilhar tudo o que é belo ... o nosso mundo - só teu e meu. Ainda que ao longe.
Às vezes penso que nunca ninguém me entendeu tão bem como tu, ou pelo menos tanto. E, também por isso, sorrio.
O teu ombro; o teu abraço; o teu sentido de humor, crítico e cáustico.
Ver o Mundo através dos teus olhos, e perceber que ainda que para o mundo nós não fizéssemos sentido, basta uma palavra tua para me sentir feliz.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Reboot

Quando eu razoavelmente afirmei "ponto final", para me confundir tu acrescentaste "parágrafo, travessão".

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Cap.3 - Faço tudo que tu queres

Era um perigo quando ele se aproximava, sabia que raramente conseguia dizer que não. Deixava-lhe sempre a dúvida quanto ao acerto de cada impulso ou retracção; os sinais que hoje lhe pareciam claros, amanhã estavam envoltos em bruma.
Tinha uma única certeza: bastava um gesto para a despojar da armadura.

Diz que é uma espécie de... (melhor não definir)

Ou Para o Guilhas

Transformaram o nosso pouso habitual nisto: luzes indescritíveis, uma decoração impossível de comentar, e um aviso à porta "Consumo obrigatório a cada 40 minutos".

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Descobri as pistas, descobri as pistas...

Pergunto-me se alguém que visitou o Figurinhas na última semana parou para pensar Que raio de post é aquele ali em baixo? Eu parei (por longos minutos) e não percebi nada. Mas acho que era suposto não entender. A mafaldinha e os seus esplêndidos cúmplices (L. e A.) arquitectaram uma tarde surpresa e fizeram-me passar cinco enigmáticas e divertidas horas em busca de uma mensagem especial. O resultado foi um dia 22 de Janeiro memorável (ainda que naquele sábado o calendário marcasse 2 de Fevereiro).

sábado, 2 de fevereiro de 2008

1º Pista
O ponto de partida é etéreo e habitável.
É no princípio que está o necessário.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Decoração

Ficas tão bem no meu sofá.

Cap.2 - Para enloquecer

Não resistia ao toque dele: o mais leve roçar de pele com pele de um cumprimento rotineiro, os braços que suavemente embatem à passagem, o sentar bem próximos,... provocavam nela explosões sub-cutâneas. Afastava-se mentalmente de si própria e entregava-se àquele furacão de sensações - que afirmava veementemente não querer.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O homem (mais importante) da minha vida

Via comigo os desenhos animados nas manhãs dos fins-de-semana. Eu acompanhava-o nos filmes do Woody Allen e nos programas do José Duarte. E depois iamos comprar o Expresso, que liamos juntos.
Ensinou-me a rir, a ouvir jazz, a ver os clássicos, a ler de tudo, a falar sobre o que fosse, a jogar crapô, a estar atenta ao Telejornal, a gostar de política, ...
Mas a dor que provoca uma briga aprendi-a sozinha. A solucioná-la, ainda estou a tentar aprender.

And I couldn't

domingo, 20 de janeiro de 2008

Posso adormecer e acordar daqui a 3 anos?

Parece-me que Deus carregou no botão errado enquanto se divertia a espreitar os meus dias. Tenho para mim que alguém O interrompeu com um assunto realmente sério e, julgando que o resolvia em segundos, pôs-me em Pause e foi à Sua vida. E aqui estou, pacientemente à espera que Ele volte e carregue no Fast Forward.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

E vêm aos pares

Kevin Dillon
O mais velho fazia-me suspirar quando era adolescente, mas a paixão precoce extinguiu-se com Doidos por Mary. Benditos os pais que me deram a segunda oportunidade que me faz ficar acordada todos os domingos para ver o Entourage.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Ally's lesson

Calista Flockhart

Georgia Thomas: Ally, what makes your problems so much bigger than everybody else's?
Ally McBeal: They're mine.

Parece que la pierdo para siempre

[... ]Siento que se aleja sin parar
Qué puedo hacer si el tiempo vuela
Por más que duela [...]


[...]Daría todo por fijar la imagen
Que fuera inmune a trampas de la edad
Siento que se aleja...

Siento que se aleja, do musical Mamma Mia (versão espanhola)
Em anos de estudo de obras literárias se há artifício estético que sempre me pareceu forçado é aquele em que a natureza reflecte os sentimentos da personagem. Nunca achei credível que por uma personagem de ficção se sentir triste ou feliz, o tempo se solidarize com o seu estado de ânimo.
A chuva cai lá fora, muita, e não sei ao certo onde chove mais.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Cap. 1 - E é só ver-te

Os longos períodos de incerteza fuzilavam-lhe o ânimo, a vontade de lutar. Gratamente desertaria para ter paz, mas algo dentro dela a impelia a não baixar os braços. A imagem daquele sorriso, daquela doçura tamanha, reforçava a cada reencontro os sentimentos que escondia a custo.

Passagem

2008
Não se pode pedir mais do que uma noite na Rua de Baixo, mesmo ao lado da Rua da Outra Rua, de onde se pode ver a Travessa da Rua do Canto, todas encaixadas numa encosta da Serra de São Mamede.
A melhor companhia faz de uma noite normal a melhor noite, aqueles que mudaram a minha vida - há muito tempo ou recentemente - estavam (quase todos) presentes. Obrigada por uma entrada de ano cheia de gargalhadas, alegria e amizade.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

My guiltiest pleasure

Uma canção da Wanessa Camargo (cantora de que não gosto nada), por que me apaixonei numa tardia sátira brasileira aos spaguetti westerns.
Acho que me derrete por a ligar sempre à personagem do Bruno Garcia - Ben Silver, o cómico quase anti-herói que acabava sempre por salvar o dia (ou a noite).

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Hoje eu vou fugir para não me dar à vontade de ser tua
Só para não me ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã *

Substituir até à exaustão o "hoje" por "sempre"; esconder-me do medo de não saber o que farias em todos os amanhãs possíveis ou irreais; desconhecer que palavras se me escapariam em que momento; saber que flutuo ao teu primeiro olhar...
Temer os pretéritos (ainda que perfeitos), ambicionar futuros.
* Flutuo, Susana Félix

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Alguém que julgou
Que era para si
Em particular
Que a canção estava a falar *

É imperdoável que quando, finalmente, uma das minhas cantoras preferidas faz a canção da minha vida, venhas tu e a esventres de sentido.


* obviamente Clã, Sexto Andar

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

4th chance *




Nunca gostei do número 4 e, sinceramente, não me parece plausível.






* David Fonseca em repeat no pc, vício bom adquirido esta semana.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Espírito pouco natalício

Fed up e outros phrasal verbs compostos pela mesma preposição e f no início.

Porque Natal é dar

Divirtam-se, não custa nada!

Encadenada a ti

Foto da minha amiga Ati
Preciso das chaves para te poder deixar, é injusto que as escondas e assim me tenhas sempre à mão. Não me posso afastar se não me permites a liberdade.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

"Vive a assapar"

Assapar: v. int. e refl., pop.,
agachar-se (como um sapo);
alapar-se;
esconder-se;
desmoronar-se;
cair.


Surgiu a dúvida quanto ao significado, tirou-se, chegou-se à conclusão que o slogan não faz sentido: passar a vida a agachar-se não dá ideia de rapidez.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Retrato




Não sei se tenho talento, mas sei que tenho prazer em fazer o que faço. E sei que todas as gargalhadas, todas as aprendizagens, todos os meninos dão sentido aos meus dias. Perto deles sinto-me mais feliz.


(Esta sou eu aos olhos da minha aluna T. Muito exagerada no elogio das qualidades que ressalta em mim, mas ainda assim, um encanto de menina)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A long way

Entrámos juntas na primária, de mão dada, porque já éramos amigas antes. Senti-me responsável, afinal era a mais velha. Foram 12 anos de aulas em comum, a estudar em conjunto, a partilhar o mundo. Não foi de estranhar, quando entradas na faculdade, ainda que em edifícios em lados opostos da mesma rua, nos sentíssemos a falta e nos procurássemos entre caras desconhecidas. Acho que poucos me conhecem tanto.
E hoje a minha menina é pequenina, e ainda que eu saiba que não me lê...

Parabéns V.!

Sentido de humor

Houve quem dissesse que era wicked, outra adjectiva-o de subversivo, já chegaram a denominá-lo de corrosivo. Eu simplesmente chamo-lhe meu.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Wanted

Triste, triste, é ter dois posts escritos há mais de quinze dias e não saber onde os guardei.

Variações em plágio menor

Com o maravilhoso mundo do PCs, os menos descarados podem sempre fazer: copy and paste it in a different place so that no one will notice.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

(...)

10 anos.
3652 dias (hoje já mais um).
É estranho que o passar aos dois dígitos não esteja a significar apenas mais um ano, mas muito mais.
E continuo a precisar de ti como sempre, a sentir-te a falta como no primeiro minuto em que soube que já não ias estar mais aqui. É como se os anos sem ti fossem uma vida diferente, distante, mas que ainda cá estava anteontem...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Crime sem castigo

Uma assinatura de Luís Amado fará de mim uma fora-da-lei já no próximo ano. Que me atire a primeira pedra quem consiga olhar para ótimo sem ter arrepios.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Tudo o que eu queria hoje

Aconchegar-me no teu abraço interminável e esquecer que existe um amanhã.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Calendário Pessoal

Enrolada num cobertor, sorrio ao frio e penso em como gostaria poder ter estado aí contigo, partilhar esta data, o teu dia. Tentei ligar e não atendeste, não sei se por culpa da festa que ainda dura, se por já estares a dormir. Não insisti, sei o perigo que há em acordar-te.
Fico a dever-te uma celebração, dos teus e dos meus. Pensando bem, podiamos decidir uma data e festejar o dia das duas, já que parece que nunca coincidimos quando deve ser.
(Gostei de ver como a tua persuasão continua intacta, até o São Pedro sucumbe aos teus encantos. Tens que me ensinar!)

domingo, 18 de novembro de 2007

A arrumar o quarto...

... encontrei um texto que, há 10 anos, saiu num jornal local. Foi escrito pela minha professora de Português, essa mulher admirável que, cheia de bondade, partilhava connosco semana trás semana a beleza das palavras, a melodia das metáforas, o sonho escondido em cada página dos clássicos que estudávamos. Ofereceu-nos no fim do ano lectivo este texto.

Folgas, Cavaleira e Companhia
Homenagem aos alunos de Português A, 12º ano, da Escola Secundária Mouzinho da Silveira
Folgas e Cavaleira são nomes reveladores de uma ironia terna, de acordo com a alegre autenticidade dos nomeados e a capacidade de amar de quem nomeia.
O mesmo acontece com a Companhia em que a Escritora, D.Duarte, a Gloriosa Admiradora de Florbela Espanca, o Poeta Vítor, a humaníssima Alexandra e todos os outros, percorreram comigo alguns anos da minha vida, fazendo-me acreditar outra vez, como dantes, que todo o tempo é o nosso tempo.
Ó Gabinete Ousada! - saudava-os eu quando cumpríamos "o serviço militar obrigatório" da Epopeia. E eles sorriam à porta de mochilas aos ombros, calmos e felizes, como quem entra no barco para mais uma viagem.
E assim andámos por esse "mar de longo" da Literatura, ao sabor das noites românticas, laivadas de pios de mochos, em cenários apocalípticos, pelas histórias da Guerra Civil...
Vivemos a perdição amorosa de Camilo e penetrámos em interiores requintados com estofos preciosos, estatuetas e jarrões de preço em que as flores elitistas se esfolhavam...
Bebemos ainda das filosofias poéticas, da ondulação pessoana, da sibilina voz dos escritores do século XX.
E assim ultrapassámos o "fingimento" e nadámos na verdade literária, em diversas direcções para delinearmos um rumo que nos aproximasse da VERDADE.
Para lá da porta da sala ficavam as guitarras, a voz da Marisa, os devaneios, as histórias do Sérgio, a "arte de bem cavalgar toda a sela" da Paula, as virtuosidades do violoncelo do Nuno, as espevitadas sentenças da Aida, o extraordinário equilíbrio do Duarte, as incursões filosóficas da Marisa Glória...
"Artistas da minha vida", sem dúvida, todos eles, mesmo os que preferiam ouvir, me gritam com o seu sorriso de regato vivo e a sua confiança que devo estar, no sentido etimológico - de pé, apesar das engrenagens que teimam em desvirtuar o primitivo e profundo sentido do velho EDUCO.
Julho 1997
Maria Guadalupe
Nota: EDUCO - verbo latino, significa tirar de dentro.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Psicologia Invertida

Foto daqui
Stay awake, don't rest your head
Don't lie down upon your bed
While the moon drifts in the skies
Stay awake, don't close your eyes
Though the world is fast asleep
Though your pillow's soft and deep
You're not sleepy as you seem
Stay awake, don't nod and dream
Stay awake, don't nod and dream
(Mary Poppins)

Desbloqueador de Conversa


domingo, 11 de novembro de 2007

Misapprehension

Dizes-me tu, mafaldinha, que estou enganada. Alegadamente, quase não tenho características aquarianas e por isso o meu signo deve ser outro, independentemente do dia em que nasci. Com o risco de que esta personalidade, construída ao longo de quase trinta anos, se desmorone sem os traços distintivos usurpados aos verdadeiros aquarianos, ou me arranjas um signo novo ou vais ter de me deixar viver na ilusão de que realmente pertenço ao melhor signo do zodíaco.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Juizos errados

Pareceremos tão vulneráveis que aquilo que nos digam possa influenciar, determinantemente, as nossas decisões?

Not worth it

Fechada e sem pérola...

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Até...

Antecipavam separados cada minuto daquela noite. O convite partiu quando já nenhum acreditava que fosse chegar.
Viram-se de novo. Tocaram-se uma vez mais. Juntos eram crianças inexperientes, sem noção do que fazer.
Adiaram outra vez o desejo, voltaram a pôr reticências onde nem uma virgula teria lugar.

domingo, 4 de novembro de 2007

Once upon a dream

És a catástrofe natural que faz uma revolução na minha pele, na minha vida. Quando penso que estou em paz, chegas e tiras tudo do lugar. Não sei se agradecer o sonho, o abraço, a alegria, ou temer a incerteza que não deixas de ser.

Pa ti no estoy *

Não me apetece. Não tenho vontade. Os teus dramas existenciais já tomaram demasiado tempo dos meus dias. Custa-me ver como uma quebra minha (por pequena que seja) não tem importância frente a tudo o que te assola com frequência. Pois é, tive uma overdose de ti, agora preciso do meu espaço, do meu descanso, para poder recuperar o equilíbrio. Provavelmente nem vai demorar muito... mas, até acabar o meu momento de egoismo, vais ter que te habituar.


* Rosana Arbelo

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Recordar e partilhar (Clã no CAEP)

A qualidade não é muito boa (telemóvel), mas ainda assim vale a pena deixar o registo de um concerto inesquecível. Especialmente para a T. e a M., senti-me com 10 anos menos na vossa companhia.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

!

Toda a gente detesta mentiras. No meu caso não é a mentira em concreto, é descobrir que me mentiram.
Quando se decide enveredar por esse caminho, pelo menos que se seja consequente com o que se vai fazer, que se encubra devidamente, que não se deixem pistas. Uma mentira mal "tapada" é uma ofensa muito maior.
Há que contar com a inteligência do outro, há que obrigá-lo a esforçar-se para descobrir a trapaça. Se tropeçamos com uma mentira sentimos que nos fizeram de parvos, e ninguém gosta de se sentir assim.

domingo, 21 de outubro de 2007

Explicação sumária

Se o amor fosse contagioso ter-me-ia apaixonado por ti quando me beijaste.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

(In)Visível

Agora passo todos os dias pelo mesmo sítio à espera de te encontrar. Sei que não te vou ver (não podes estar em dois lugares ao mesmo tempo), mas a cada passagem revisto aquele espaço com a rapidez que os meus olhos permitem, como se te tivesse perdido ali. Mesmo sabendo que não estás continuo a passar por lá, continuo a procurar-te, à espera que o tempo me surpreenda e te encaminhe para mim.
Agora passo os dias a reparar nas coisas insignificantes, como se antes elas fossem invisíveis e ocupassem hoje todo o espaço onde não estás. É a dimensão das coisas minúsculas que se agigantam na tua ausência que me faz esperar por ti, para que voltes a ocupar o teu lugar e o resto deixe de existir novamente.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Bad mood

Estou farta de pessoas que pensam que podem dizer tudo aos outros a brincar mas que não aceitam que sobre elas se faça o mesmo tipo de comentários.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Those were the days...

Os dias em que o sol brilha de madrugada porque estás perto. Os dias em que deixo o mundo para trás só porque deste notícias. Os dias em que a saia se encurta na esperança de que apareças. Os dias em que a imaginação faz cenários (positivos e negativos) pela não concretização.
Hoje sinto-te aqui, não sei se na minha cabeça se em realidade - há muito que a fronteira deixou de ser clara, quando és tu quem está em causa -, mas a tua proximidade faz-me sorrir.

sábado, 13 de outubro de 2007

S-day

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Os dias especias merecem ser assinalados.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Brio

Não sei jogar. Não sei antecipar a próxima jogada do meu adversário, nem consigo imaginar formas de o tramar antes que ele tenha oportunidade de me eliminar. Não sei contornar as regras. Não me interessa jogar sujo. Só sei lançar o dado e avançar uma casa de cada vez, como ele manda, e esperar chegar ao fim com todo o mérito.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Como sempre, o Bruno conseguiu dizer exactamente aquilo que eu senti ao ver a notícia no Telejornal, e ainda não tinha conseguido pôr em palavras.
Marion Jones
Devolvidas as medalhas, assumida a culpa, choradas as lágrimas de vergonha, só me resta uma pergunta: Agora o que é que fazemos com a desilusão?

A culpa foi da explosão

Tinham começado o que não chegou a ser nada, já que algumas pedras soltas rolaram para o caminho e os obrigaram a largar as mãos que iam, gradualmente, apertando com mais força. Separaram-se abruptamente, com razões pouco consistentes e um sem-fim de malentendidos.
Até que a missão o chamou para longe, algum tempo... Ela preferia não pensar, e ia vivendo numa realidade sem ele, assim sentia-se tranquila. Foi então que tudo aconteceu, uma mina terrestre no sítio errado e o passado voltou a ser presente. Com a força bruta de uma catástrofe natural.
Agora vão-se reaproximando, a medo, sem saber se os volta a juntar o mesmo sentimento, ou outro ainda maior. O que sabem é que se fazem bem, e que se a vida lhes deu uma nova oportunidade devem agarrar-se a ela.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Imprevistos

Separava-os uma vida e muitos anos, e também uma relação guardada no fundo de uma gaveta que preferiam não abrir. Evitavam-se frequentemente, condicionando, assim, as suas próprias vidas, sem serem capazes de entender que ainda que longe da vista, uma ausência provocada só os juntava um pouco mais. Não se verem era a opção menos dolorosa, não queriam "recair" em erros passados...
Quando deixaram de se preocupar com a presença do outro, assim que a segurança se instalou e deixaram de se precaver, viram-se confinados ao mesmo espaço. Sair não era opção, todos os que os rodeavam sopunham que se haviam superado. O que fazer?
Ao fim de vários minutos de incomodidade, ela encheu o peito de ar, atravessou a sala, tocou-lhe ao de leve no ombro (sempre tinha sido a mais corajosa dos dois):
- Olá. Como estás?
E nunca ninguém soube como lhe tremiam as pernas, como se sentia a suar frio, como um só sopro a teria derrubado.

Hoy


Quien nos diría, hace 5 años, que una conversación sin más llevaría a una amistad tan bonita, tan grande, tan perfecta? Me alegro que podamos celebrar este día y todos los demás 9 de octubre que nos esperan. Porque eres importante para mi, porque he crecido contigo, porque me apetece dedicarte un post. Gracias por tanto! Gracias por todo!

domingo, 7 de outubro de 2007

Próximo passo

Desconhecer, ignorar, estranhar, mentir, esconder, encobrir, condenar, repreender, fingir, censurar, esquecer, falhar.

Sobre os crimes que cometemos

O que será mais difícil, admitir ou negar até ao fim?

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Curso de Web Design

Será que é desta que conseguimos personalizar o template do Figuras?

Série "Os meus miúdos são piores que os teus!"

Exercício sobre países e nacionalidades em inglês.
- Qual é a terra do bacalhau?
- É a Terra Nostra!

domingo, 23 de setembro de 2007

Agora já não

Ontem davas-me jeito, precisava de ti, fazias parte de um dos meus grandes planos. Mas não cumpriste a missão que te atribuí sem te pedir opinião e sem te informar. Agora já não fazes falta, já não te quero no meu "mundo"; porque não, porque não me apetece, porque não serves... ainda se tivesses namorado, talvez te pudesse inserir no grupo.

E se eu dissesse sim?

Se um desconhecido se oferecer para namorar consigo isso é...

sábado, 15 de setembro de 2007

Encruzilhada



Jardim Tropical - Lisboa

Não sei em que extremo estamos. Se cada um no seu canto, prestes a percorrer os atalhos que nos juntarão no fim; se lado a lado, a preparar-nos para a separação definitiva.

"Às vezes o amor..."

- Posso perguntar-te uma coisa?
- Claro que sim.
- Tiveste saudades minhas?
- Enquanto estiveste fora do país?
- Também. Mas estava dizer ao longo de todo o tempo em que não nos vimos. Tiveste saudades?
- Que perguntas mais tontas que tu fazes.
- E tu que nunca respondes.
- É que não tem lógica que me perguntes isso.
- Diz-me sim ou não, não é assim tão difícil.
- Sim, tive saudades tuas.
(silêncio incómodo)
- Não queria ser chato, mas entende que precisava de saber.
- Eu entendo.
- Eu também senti muito a tua falta. Como é que nos enganámos tanto?
- Devemos ser parvos, os dois. (Piscou-lhe o olho.)
- Sim, muito provavelmente é isso. Mas eu sou mais, ouviste?
- 'Tá bem, nisso deixo-te ganhar.

CAEP até ao fim do ano

4 de Outubro - Clã

26 de Outubro - Mundo Cão

24 de Novembro - David Fonseca



Mal posso esperar! ; )

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Bye bye

Resta-me a memória para saber como és, já que não te consegui "prender" em fotografias.

Revisitação

Há uns dias recordei uma conversa de há dez anos; ontem um post fez-me voltar a pensar nela.
À porta do bloco F, na velhinha Escola Secundária Mouzinho da Silveira (o Liceu, para quase todos) seis alunos do 12º ano, ainda cheios de esperanças e de medos, discutiam o futuro. O fim do ano lectivo ia trazer-lhes uma mudança de vida radical, sair da escola e da terra que os viu crescer, deixar a protecção dos pais, ser adultos.
Três deles afirmavam que o adeus seria um até breve, que queriam voltar àquela cidade "cercada/ De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros", queriam ajudar a que se desenvolvesse, a que pudesse ter mais oportunidades para outros (aquelas que eles não iam ter); os outros três, pelo contrário, queriam deixar o passado para trás, partir para sempre. Só dois se mantiveram fiéis aos seus propósitos, apenas um voltou para "casa".
Dez anos depois, o que diriamos acerca dos nossos futuros se nos reencontrássemos?

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Problema de expressão

- Onde está o meu postal?
- Aí em cima.
- Em cima do quê?
- Do coiso.
- Onde?
- Na cozinha.
- Na cozinha onde?
- Já te disse, aí em cima do coiso.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Figuras de...

Nunca sei quem és. Revelas partes de ti a cada encontro, mas elas não encaixam para formar o teu todo. Acredito no sentido de humor ou no sabor amargo que, inevitavelmente, deixas? Na doçura ou na frieza? Nas atenções ou no desprendimento?
Crio hipérboles dos teus actos e eufemizo-te os erros culpando-me a mim. Não sei quanto tempo mais aguentarei viver com uma sinédoque.

domingo, 2 de setembro de 2007

The end of the affair

Primeiro dia:
Eu - You're a gentleman.
Ele - Do you think so?
Eu - I know so.
Ele - (sorriso maroto)

Segundo, terceiro, quarto dias:
(silêncio)

Último dia:
Eu - Do you want me to send you the photo?
Ele - No, that's ok, I have too many photos.
Eu - Ok.
Ele - But do you want my address?
Eu - No.
Ele - (olhar confuso)
Eu - You're not a nice person. In fact, you're really unpleasent.
Ele - I'm not talking to you anymore.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Confirma-se

imagem daqui
Continuarei a ser a única portuguesa que ainda não viu os senhores comendadores ao vivo.

The pissing boy

Voltámos. Bruxelas é feia e pouco evoluída. Mas não se pode esperar muito de uma cidade que tem como símbolo um menino a fazer xixi. O Manneken Pis não passa de um nenuco no canto de um prédio. Os belgas comem mal e bebem pior ainda, valha-nos os gaufres, os chocolates (roubados) e os mexilhões (e a coca-cola). O Ommegang é engraçado mas teria tido muito mais graça se o menino das andas de cinco metros tivesse caído. As nossas Super-Bitches revelaram-se ao longo da semana Super-Sweeties. Ainda tentámos enforcar "Mámãe", mas o carinho da mafaldinha pelo filhinho (tão lindo) salvou-a em todas as tentativas. A não esquecer: o insulto mais carinhoso da semana ('paneleiro), enjoy the building não é coisa que se deseje a ninguém e fazer sentinela à porta da casa-de-banho pode provocar as maiores gargalhadas. E o adeus que pensámos definitivo ficou por dizer.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

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Imagem daqui

Nos próximos dias estaremos por aqui. Mergulhadas em gaufres e chocolate belga. Satisfazendo vícios. Matando saudades dos nossos israelitas favoritos.

Vícios

Quando descobrimos uma coisa que nos faz sentir bem aprendemos estupidamente a viver dependentes dela. Durante algum tempo enganamo-nos, achamos que tudo não passa de um capricho, uma vontade perfeitamente controlável e não vemos o óbvio. Quando por fim reconhecemos o vício, ele já faz parte de quem somos e, como tal, é impossível deixarmos para trás um bocado de nós. Devia, por isso, ter percebido que acabaria por me viciar em ti. E que ninguém conseguiria arrancar-me o (teu) sorriso.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Epifania criativa

Não se sabe se foi a febre, a enxaqueca ou os medicamentos para elas; o que sim se descobriu é que em 3/4 horas a inspiração chegou e tomou conta. Deu-se à luz um pequeno conto, para entreter as ávidas leitoras fiéis, e tem-se fé nas gargalhadas que se espera poder arrancar.
Foi única a experiência das palavras que jorram dos dedos, sem freio, fazendo de nós o instrumento que necessitam para ganhar vida.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Nem ai, nem ui

foto daqui
Depois de um ano de utilização já posso afirmar: Estes publicitários são mesmo uns exagerados.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Forever Best Friends

Surpreendente como numa conversa fortuita e inesperada descobri que tens e te queixas do mesmo destino que eu. E ainda assim não nos conseguimos entender.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Refúgio

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Foto roubada à mafaldinha. You're the best.

A melhor cidade, as melhores pessoas, os melhores dias. Podia ser o paraíso. Há viagens das quais não nos apetece regressar.

O óbvio (2)

A meio do filme.

- Jessie, tenho sede.
- Vou lá fora comprar uma garrafa de água.
- Não, não podes sair a meio do filme. Tens de esperar pelo intervalo.

Finalmente tenho alguém que sabe tomar conta de mim.

O óbvio (1)

Primeira ida ao cinema com a tia. Fila da bilheteira. Algumas pessoas almoçam numa conhecida cadeia de fast food ali ao lado.

- Jessie, o que é que aquelas pessoas estão ali a fazer?
- Então não vês? Estão a almoçar.
- Ah, não têm comida em casa.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

A Estrada

Um condutor pouco cuidadoso, que salta semáforos vermelhos, que não cumpre as regras básicas de convivência social sobre o alcatrão, atira para o coma meninos de 15 anos com uma vida pela frente. E ainda há quem acredite no ser humano.

Tenho problemas com a minha antena

Tive a certeza quando uma canção da "mãe do rock português" me soou a Buraka Som Sistema.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Segredo

As promessas que nos fazemos a nós mesmos são as mais difíceis de cumprir.

Adeus(es)

As lágrimas de impotência não voltaram a tentar espreitar desde aquele dia em que não te pude levar ao destino. No mesmo cenário, anos depois, as despedidas já não magoam como antes.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Até quando?

Tudo me leva a ti. Mas quando chego, tu nunca estás.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

A maldição do sr. arquitecto

Desconhecia que os famosos vídeos que mostram as loucuras do sr. arquitecto nos anos 80 estavam amaldiçoados. Fosse porque alguns pensaram em comercializar a relíquia, ou porque constantemente descíamos o sr. arquitecto à divisão dos engenheiros, a verdade é que depois de longos minutos discutindo a qualidade das imagens e a beleza dos diálogos, algumas pessoas do grupo começaram a sentir-se mal. Primeiro um, depois outra, também a mafaldinha e até mesmo eu, que nunca vi os ditos filmes. Poderosa, a maldição. Ou isso ou a coca-cola na discoteca não era coca-cola.

O mundo voltou a fazer sentido

O meu computador ressuscitou (o milagre agradeço-o aos senhores da Toshiba).
Recuperando o tempo perdido fora do mundo, agradecemos a nomeação da Sophia, que honra imaginar-nos uma maravilha para alguém (ainda que posteriormente esta escolha venha a ser paga em brigadeiros).
E respondendo ao teu desafio da página 161 (para os destraídos como eu, é preciso pegar no livro mais próximo, abri-lo na página 161 e procurar a 5ª frase completa), peguei sem pensar num dos meus livros preferidos (não fiz batota, ele estava mesmo ali ao lado, na estante da cama). Contei as frases, reli para ver se não estaria enganada e, curiosamente, a Jess (personagem preferida, confesso) diz:
This is I; this is my voice, this is my body, this is my life.*
Não sei se a intenção era mostrar que estas frases se nos podem aplicar, de qualquer forma, acho que aleatoriamente, nenhuma outra se adequaria melhor.
*A Long Way Down, Nick Hornby

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Descerrar a lápide



Até faria o sacrifício de estar presente na inauguração - eu que nem gosto de festas - se pedisses com jeitinho. Agora vais ter que me voltar a convencer.

"It was nice bumping into you again, for the first time" *

Durante anos desenhei-te os olhos. Quando, por fim, te conheci até com a localização dos sinais tinha acertado... tantas vezes.
* Chapter Two, Neil Simon

Concorrência

Assustas-me; mais o que representas do que tu propriamente. Mas pela primeira vez o meu medo tem rival. Parece que o meu cadastro como fugitiva tem por fim quem o supere.